just one more about love Delena
4 Capitulo 4
Hope estava aborrecida. Não deixou que Rose a cuidasse, tampouco. Estava se divertindo. Foi quando Damon entrou na sala onde ela estava.
Damon: Meu anjo. – Disse, a voz cortada de preocupação, apanhando o rosto dela entre as mãos – Estás ferida? Te machucaram? Estás bem?
Hope: Ai... Papai! – Ralhou, e Damon a olhou, ansioso – Estou aborrecida com o senhor. – Disse, emburrada. Damon franziu o cenho.
Damon: Como?
Hope: Eu estava me divertindo! E um brutamontes me trouxe a força! Deviam ter me ouvido, não deviam?
Klaus: Onde ela estava? – Perguntou, olhando Rose.
Rose: Na lavanderia, senhor. – Respondeu, mortificada.
Damon: Onde?! – Ele olhou Hope – O que fazias na lavanderia?
Hope: Estava limpando a tapeçaria. – Disse, enfezada.
Damon: LIMPANDO? – Perguntou, incrédulo – Quem foi o... O... – Ele não encontrava palavras – Quem?
Elena recobrou a consciência mas não conseguiu abrir os dois olhos. Um parecia se negara abrir, e o outro doía. Todo seu corpo doía. Sua barriga principalmente. Havia algo molhado em seu rosto... Depois ela viria a descobrir que era o próprio sangue. Braços a mantinham de pé, mas suas pernas não. Ela tentou se amparar nas pernas, cambaleando.
XXXX: Senhor, ela acordou. – Informou.
Os minutos que vieram em seguida foram uns dos piores que Elena se recordava. Seu cabelo havia se soltado, ela não enxergava direito e uma voz grossa lhe exigia algo. Ela respondia então os golpes vinham até ela, machucando, agredindo... Sua boca só tinha gosto de sangue, e ela não entendia o que mais a voz queria dela, se ela já havia dito tudo!
Klaus: Damon, eu estava te procuran... Meu Deus. – Exclamou, ao ver o estado de Elena. Sob o olhar de Damon outro guarda ergueu a mão e esmurrou a barriga dela que frágil, tossiu. Damon permaneceu quieto. – Parem com isso! Damon, que diabo significa isso?!
Damon: Porque tirou a menina do castelo? – Perguntou, pela enésima vez. Elena soluçou em seu choro.
Elena: Eu não sabia quem era, por Deus. – Disse, a voz cortada pelo choro. – Ela só me pediu pra sair.
Damon: Ah sim, tu não sabia quem era? – Perguntou, descrente. Sob a ordem do olhar dele Elena apanhou mais uma vez, o murro agora atingindo-lhe o rosto – Eu tenho o dia inteiro.
Klaus: Damon, seja racional. Ela não fez dano à menina, pare com isso! É brutal! – Intercedeu. Damon não se demoveu – Damon, se não parar de torturar essa mulher sairei dessa sala agora, apanharei Caroline e me retirarei. – Damon o encarou – Não vou compartir disso.
Damon teve que recuar perante a ameaça. Precisava de todo o apoio possível. Klaus não poderia ir embora e levar suas tropas. Seria desastroso.
Damon: Que seja. – Disse, sorrindo debochado. Então virou-se pros guardas que mantinham Elena de pé – Matem-na. – Ordenou, virando as costas pra sair.
Elena ouviu a ordem, e não se opos. Sabia que não tinha chance, só sofreria mais. Era uma pena, ela se saiu bem na primeira semana. Chegou a achar que poderia construir uma vida. As mãos em seus braços a ergueram, arrastando-a. Então veio um rugido furioso.
Klaus: Como? NÃO! – Rugiu, furioso – Vai matar esta mulher só porque tirou a menina de dentro do castelo?
Damon: Já fiz mais por menos, não seja dramático, por favor. – Disse, se virando, já quase na porta.
Klaus: É monstruoso. Se soubesse desse teu aspecto pensaria melhor em te apoiar, Damon. – Criticou – Não vão matá-la. Soltem-na. – Disse, avançando, o rosto fechado, os olhos de um verde claro raivosos. – AGORA! – Rugiu, raivoso.
Os soldados não sabiam o que fazer. Klaus estava raivoso, mas não podiam contrariar a ordem de Damon. Damon observou a cena, frio, e deu as costas, saindo dali.
Klaus: Não me fiz claro? – Perguntou, os olhos se dilatando de raiva – Eu disse AGORA!
E pela falta de objeção de Damon largaram Elena, saindo dali. Ela caiu no chão, tossindo, largada. Klaus se abaixou, levando dois dedos até o pescoço dela, pra sentir sua pulsação. Elena nem sabia quem era, mas já era grata.
KLaus: Há alguém que possa cuidar de você? – Perguntou, vendo o estado deplorável dela.
Elena: Eu... Não sei. Mas ficarei bem. – Disse, sem ter muita certeza – Obrigada.
Klaus: Faça um favor a si mesma: Não te aproximes mais daquela criança. Eu não vou estar sempre pra deter ele. – Aconselhou, se levantando. E ele saiu dali.
Alguns minutos depois, rompendo o silencio absoluto, houveram passos acelerados, e uma mão apanhou seu rosto.
Jeremy: Elena! O que fizeste? – Perguntou, e Elena caiu no choro, soluçando.
Elena: Eu não sabia! Eu juro por Deus que não sabia, Jeremy! Ai! – Gemeu, quando ele tentou erguê-la.
Jeremy: Como não sabia, meu Deus?
Elena: Stefan disse a todos que a menina morrera junto com Katherine. Eu não sabia nem que era viva. – Jeremy a olhou, penalizado.
Jeremy: Ele viu teu rosto?
Elena: Eu não sei, quando acordei já estava aqui. Era Damon, Jeremy? – Perguntou, e ele percebeu que ela tremia.
Jeremy: Era. – Disse, pesaroso. – Mas se acalme. Eu vou cuidar de você. – Disse, apanhando-a nos braços.
Jeremy levou Elena pros fundos da casa, atrás dos dormitórios. Lhe tirou o vestido, deixando-a com as roupas debaixo e a colocou numa tina cheia d’agua. Trazia baldes com água limpa, ajudando-a a lavar-se. Depois de remover o sangue do rosto ela conseguiu abrir os olhos, e, com certa dificuldade, a se lavar. Pediu a ele que lhe jogasse água nos cabelos, e ele jogou. Ela respirou fundo, tentando se acalmar. Graças a voz (Ela nem sabia quem era pra poder agradecer em suas orações), estava viva. Após algum tempo a dor começou a ceder.
Elena: Obrigada. – Disse, quando Jeremy banhou-a com o ultimo balde d’água.
Jeremy: Não vai poder aparecer por um bom tempo. – Avaliou.
Elena: Porque? – Perguntou, confusa.
Jeremy: Está marcada, Elena. Teu rosto. – Disse, vendo as marcas roxas começando a aparecer – De qualquer forma acho melhor não apareceres na vista de Damon por agora. Enquanto estiver machucada vai ficar no quarto, melhorar, e sumir da memória dele, com a ajuda de Deus. – Disse e Elena assentiu, se abraçando – Não posso te levar vestida assim. – Analisou. A roupa debaixo dela, como a de todas as mulheres, era branca, agora transparente e com manchas vermelhas, pelo sangue. – Buscarei uma capa minha e te levarei ao quarto com ela, lá tu te vestes, sim? – Elena assentiu.
Jeremy tirou Elena da tina de água, pondo-a sentada em um banco e a enrolou com uma toalha, sumindo por instantes. Voltou com uma capa cinza, na qual a envolveu, carregando-a em seguida. Teve de deixá-la sozinha pois precisava voltar ao trabalho. Elena se vestiu, pondo a roupa debaixo e uma camisola, e parou pra se olhar no espelho. Seu rosto estava machucado, a boca partida, o rosto inchado, meio roxo. Ela se lembrou da ordem de “matem-na”, e agradeceu a Deus por ter sobrevivido só com aquilo. Haviam roxos em seus braços e sua barriga dormia também, mas ela não lamentou. Trataria de sumir da vista de Damon, e com alguma sorte, sobreviveria. Foi se prometendo isso que ela apagou a vela do quarto, se deitando (com certa dificuldade pela dor no corpo), e se aconchegando na cama. O colchão nunca lhe pareceu tão bom, tão acolhedor. Ela se encolheu como um bebê, abraçada a coberta, ouvindo o barulho distante da chuva que começava a cair. Então dormiu, exausta e machucada. Foi só.
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