just one more about love Delena
35 Capitulo 35
#Flashback de Damon
Damon: Que diabo está acontecendo? Onde está o médico? – Perguntou, raivoso.
Criada: Está a caminho, senhor. A chuva está detendo-o. – Disse, agoniada.
Katherine: Damon... – Chamou, fraca, na cama. Ele a olhou. Ela respirava superficialmente, e estava branca demais.
Damon: Vá, e traga-o! – Ordenou, e a criada saiu. Ele foi até a cama, apanhando a mão de Katherine. Estava ficando fria. – Eu estou aqui, meu amor. – Disse, beijando a mão dela.
Katherine: Eu estou morrendo. – Disse, e tossiu em seguida.
Damon: Não diga tolices, Katherine. Isso foi apenas... Apenas... É só um mal estar. – Disse, alterado. Pobre Damon.
Katherine: Precisa me escutar. – Disse, e duas lágrimas caíram pelo canto dos olhos dela – O médico...
Damon: Está chegando. Logo. – Prometeu, afobado. Se acontecesse algo a Katherine o médico morreria antes de bater no chão.
Katherine: Quando ele chegar... Damon, o bebê... – Ela engasgava com as palavras. Os olhos já estavam fechados, e ela soava. A barriga enorme parecia ser um pecado contra algo tão frágil – Salve o bebê.
Damon: Amor, não fale. Não se canse mais.
Katherine: Me prometa. – Ela respirou fundo, e com algo que parecia ser um esforço estrondoso, abriu os olhos quase sem brilho para encará-lo – Me prometa que vai salvar nosso filho. Prometa que vai cuidar dele. Prometa... Damon, prometa agora.
Damon: Eu prometo. – Disse, se abaixando para beijar a mão dela.
Só que quando ele ergueu o rosto não era mais Katherine; Era Elena. Os olhos dele se abriram em choque, e a mão dela o apertou. A respiração de Elena ficou suspensa por instantes, então a cabeça dela pendeu para trás, os olhos castanhos ainda abertos. Mas aquela era a morte de Katherine, não a de Elena. O medico chegaria em segundos, e traria Hope a vida. Aquela era a morte de Katherine, ele se lembrava claramente.
Damon: Não. – Disse, apavorado. – Elena, não. – Disse, tocando o rosto dela. – Não, outra vez não.
Elena estava arrumando o quarto. Queria sair dali antes que ele acordasse. Mas ele estava inquieto. Ela se apressou, deveria estar acordando. Mas ele estava realmente inquieto. No sonho de Damon...
Damon: Elena, pare com isso! Pare agora! – Ele apanhou o rosto dela, erguendo-a da cama. Os olhos permaneceram mortos, e a cabeça dela pendeu para trás, os cachos balançando no ar. – Você não é Katherine, não vai morrer como ela, acorde! ELENA, ACORDE! – Rugiu, apavorado. Então a barriga de Katherine, enorme, sumiu. Em compensação uma mancha de sangue começou a brotar no lençol branco. – Não... Por favor...
Elena se aproximou da cama. Damon tinha o cenho franzido. Ela pensou se deveria chamar ajuda. Então duas lágrimas caíram pelo canto do rosto dele. É possível alguém chorar dormindo? Ela se aproximou mais. Ele respirada em arfadas, parecia atordoado, e ela teve pena. Seja qual fosse o pesadelo, ia acabar.
Elena: Damon... – Chamou, tocando o ombro dele – Damon, acorde. – Ele continuou em seu sono conturbado – Meu Deus. – Disse, estranhando. Ela queria que ele acordasse. O retrato de Katherine repousava tranquilamente atrás dela. – Damon! Mas que diabo, acorde! – Ela apanhou o rosto dele nas mãos, tentando acordá-lo.
Damon acordou com um impacto. Os olhos se abriram em choque e ele respirou fundo violentamente, se situando na realidade. Os olhos dela estava em frente aos dele.
Damon: Está viva. – Disse, em um murmúrio, tocando o rosto dela. A imagem dos olhos morto de Elena o assombrava.
Elena: Estou. – Disse, confusa. – Solte meu pulso, está me machucando. – Alertou, sem entender. Damon olhou o pulso dela. Sua mão estava fechada em torno dele como uma algema. Ele não a soltou.
Damon: Meu Deus. – Ele se sentou, respirando fundo. Seu rosto estava molhado de suor.
Elena: Você está bem? – Oi, você vai quebrar meu pulso.
Damon: Não muito. – Respondeu, tentando se acalmar.
Elena: Foi só um pesadelo. – Disse, hesitante, e ergueu a mão livre (que ainda tinha um pulso bom), secando a testa dele.
Damon: Me abrace. – Pediu, angustiado. O pesadelo fora real demais.
Elena: Damon... – Ela recuou. Ah, seu pulso continua preso.
Damon: Só um abraço. Por favor.
Elena hesitou, mas se sentou na cama e o abraçou. Damon a agarrou firme (finalmente soltando seu pulso), como se tivesse medo que escapasse, e afundou o rosto em seu ombro. Ela teve a impressão de que ele chorava, mas não o interrompeu. Quando ela precisou de um ombro pra chorar, ele estava lá. Ela acariciou os cabelos dele, sentindo a nuca soada (e tendo dificuldade em respirar, esmagada no abraço dele), tentando acalmá-lo.
Elena: Foi só um pesadelo. — Disse, e ele ergueu o rosto do ombro dela. O retrato de Katherine estava a sua frente. Ele franziu o cenho e virou o rosto. Não queria ver.
Damon: Parecia real. — Murmurou, mas sentia o coração dela batendo, comprimido (esmagado) contra seu peito. Isso o acalmava.
Elena: Quer dizer o que foi? — Perguntou, ainda acariciando-o.
Damon: Não. — Ele fungou. O perfume dela o embriagou. — Já passou.
Elena: Bom. — Ele sentiu ela soltando seu cabelo, afastando-o — Se você está bem, eu vou voltar a trabalhar.
Damon: Não! — Disse, e a prendeu de novo — Não fuja mais de mim. Eu não agüento mais. — Disse, os olhos atormentados a encarando.
Elena: Nós já falamos sobre isso. — Disse, tentando se desvencilhar dele. — Me solte.
Damon: Olhe nos meus olhos e diga que não me ama mais. — Pediu, olhando o rosto dela. Elena se deteve — Diga me encarando, diga que não me ama mais.
Keep holding on!
Cause you know we make it trough, we make it trough ♫
Elena: Por favor. — Pediu, tentando se soltar.
Damon: Só diga que não me ama mais. — Insistiu, encarando-a.
Elena: Você nunca me amou, que diferença isso faz? — Perguntou, atordoada.
Damon: Quem disse que eu nunca a amei? — Perguntou, imediatamente.
Just stay strong!
Cause you know i'm here for you, I'm here for you ♫
Elena: Está mentindo. — Disse, os olhos sondando os dele.
Damon: Não estou. — Ele apanhou uma das mãos dela, levando ao seu peito — Sinta, eu não estou. — Disse, os olhos desarmados frente a ela.
Elena não soube o que dizer. Estava ai algo que ela não esperava. Ele poderia estar mentindo, só para ela perdoá-lo... Ou podia ser verdade. O coração dele batia descompassadamente sob sua mão, e os olhos pareciam sinceros. Ela não teve tempo para pensar, ele se aproximou mais dela. Lentamente, como quem pede permissão. Ela hesitou, e viu ele aproximando o rosto do seu. Como reprimir isso? Os olhos dois se mantiveram juntos até que os lábios se tocaram. Damon selou-lhe os lábios primeiro, logo outra vez... Na terceira ele se demorou, abrindo os lábios dela, que estava imóvel. Ele a encarou uma ultima vez então tomou os lábios dela de modo saudoso. Elena arfou, já no inferno, e deu passagem a língua dele. O beijo que se seguiu foi apaixonado, violento. Ele soltou as mãos dela, mas ela apanhou seu rosto, trazendo-o para si, matando aquela saudade que a consumia.
Saudade: Uma palavra, sete letras e um sentimento que machuca mais do que se pode suportar. Era isso que havia naquele quarto. Saudade. Damon parecia alguém que tinha andado pelo deserto por muito tempo, procurando um oásis que não encontrava. Ele estava cansado, sedento. Elena? A confusão. Sua cabeça girava, mas ela estava bloqueando os pensamentos agora. Não queria pensar, queria sentir. Ela não viu, mas suas costas se recostaram suavemente na cama dele, e ela estava deitada. A cama de Damon era a cama mais macia em que Elena já havia se deitado, parecia ser feita de nuvens... Que carregavam o perfume dele. O beijo dos dois seguia, contrariando a necessidade de ar. Ele passou pra cima dela sutilmente, sentindo o corpo frágil se adaptar ao seu de modo saudoso. As mãos de Elena desceram pelas costas dele, sentindo os músculos molhados de suor (Damon transpirara durante o pesadelo, e ele dormira sem camisa). Ele mordiscou a boca dela várias vezes, beijando-lhe o queixo em seguida, a maxilar, o pescoço... E bateram na porta.
Damon: O que? – Perguntou, malcriado. Elena riu de leve, e ele selou os lábios dela.
Criada: O café da manhã está servido, senhor. Senhor Klaus mandou avisar-lhe que já está a sua espera. – Disse a voz do outro lado da porta.
Damon: Klaus. – Rosnou, olhando pro lado. Se praga pegasse, Klaus a esta hora estaria em apuros – Diga-o para começar sem mim. Vou me atrasar.
Criada: Sim, senhor. – E os passos se afastaram.
Damon avançou para Elena novamente, e a próxima pessoa que o interrompesse teria a cabeça arrancada... Mas ela não o correspondeu.
Damon: O que há? – Perguntou, a frustração mal disfarçada na voz.
Elena: Minha resposta ainda é não. – Reprimiu, retirando as mãos dele.
Damon: Não? – Perguntou, se amparando em um braço para encará-la.
Elena: Eu preciso de tempo. – Disse, sincera. Queria voltar pros braços dele mas ainda se sentia andando em uma corda bamba.
Damon: Tempo. – Repetiu, os olhos sondando os dela.
Elena: Eu sinto sua falta, demais. – Disse, os dedos tocando a maxilar dele. – Mas eu preciso de tempo, pra me situar. Me dê tempo. – Pediu, encarando-o.
Damon: Quanto tempo você precisar. – Disse, tirando o cabelo dela do rosto. – Eu vou continuar aqui. Só não me reprima mais, como a um inimigo. Eu só quero seu bem. – Elena assentiu.
Então ela lhe deu um beijo, por mais incrível que possa parecer, na bochecha, e se esquivou debaixo dele. Damon deixou ela sair. Observou ela se levantar, tirando os amassados do vestido e arrumando o cabelo. Ela apanhou as toalhas dele, que havia trocado, e saiu do quarto. Damon se afundou no travesseiro de novo, com as mãos no rosto. Se ela precisa de tempo, vamos dar tempo a ela.
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