just one more about love Delena
33 Capitulo 33
Você pensa que a situação ia melhorar? Não melhorou. Elena não dormiu a noite toda. Não, pode parecer cruel, mas ela não sentia tanto a morte do bebê. Você não pode sofrer por algo que nunca quis, nunca planejou... Nunca teve. Ela apenas lamentava, mas não chegava a ser dor em potencial. O que doía era a atitude dele. Ela queria poder deixar seu cabelo crescer, subir as escadarias, entrar debaixo dos lençóis dele, abraçá-lo e dizer que o amava, que o amou o tempo todo... Mas a dor da traição não permitia. Ela não poderia. Sempre se achou segura por estar com ele, mas no final foi ele que a atacou. Damon tampouco dormiu. Sentia o molde do corpo dela ainda em suas mãos, o calor, o gosto do beijo... Mas que diabo! Ele virou de lado, impaciente. No escuro viu a silhueta de Katherine no porta retrato. “Está morta porque era sua mulher.”. E ele se virou de novo, colocando a cabeça debaixo do travesseiro, esperando que finalmente amanhecesse.
Hope: Meu cabelo é curto como o seu. – Disse, acertando o cabelo de Elena com as mãozinhas. Estava sentada nos pés da cama, com travesseiros a suas costas, e Elena sentada no chão, com um grande espelho a sua frente. – Mas o seu é mais curto.
Elena: Você não gosta? – Perguntou, sorrindo, vendo a menina procurando um jeito de fazer seu cabelo parecer maior.
Hope: Eu gostava grande. – Hope apanhou uma boneca e, segurando-a pela cabeça, pôs o cabelo na cabeça de Elena, onde o cabelo acabava. A cor era diferente, mas a intenção era clara – A gente pode tentar colar... – Pensou, em voz alta. Elena riu gostosamente com isso.
Damon parou do lado de fora da porta apenas para ouvir o som do riso dela. Quando parou ele bateu na porta do quarto, e ouviu o: “Entra” da filha. Elena se levantou imediatamente do chão, se afastando, como sempre fazia. Damon se aproximou de Hope, pondo-a sentada no lugar certo na cama, e sentando-se ao lado dela.
Damon: Dormiu bem? – Perguntou, beijando-lhe a testa. A menina assentiu.
Hope: O que é isso? – Perguntou, passando a mãozinha nas olheiras do pai. Elena estava ocupada arrumando a cômoda, dobrando roupas, de costas pra ele. Damon negou, beijando a testa da menina de novo – Eu desisto. O cabelo da Lena some, seu rosto fica preto, não quero mais brincar. – Disse, e se jogou, caindo de lado na cama, com a cara no colchão. Nessa Elena e Damon olharam. Elena riu de leve e Damon fez uma careta, puxando a menina sentada de novo.
Damon: Ei. – Hope tinha a cabeça pendurada, os cabelinhos caindo pela cara – Dormiu. – Disse, entrando na brincadeira – Ei, princesa, acorde e brilhe. – Disse, mordendo o ombro dela. A menina se encolheu, dando um gritinho.
Hope: Tá, acordei. – Disse, tirando o cabelo do rosto – Mas o cabelo da Lena não era melhor grande? O senhor não acha, papai? — Houve um silencio pesado dentro do quarto. Damon observou Elena, de costas pra ele, por um instante antes de responder.
Damon: Sim, eu preferia como era antes. – Ele estava falando com ela.
Hope: Eu não disse, Lena? – Perguntou, inocente da situação. Elena assentiu sem olhar.
Elena: Hope, eu vou até a lavanderia buscar tuas roupas. – Disse, fechando a gaveta. – Não me demoro, sim? – Hope assentiu. – Com licença, senhor. – Pediu, sem encará-lo.
Damon tampouco respondeu. Viu ela se afastar, sumindo logo pela porta. A situação era insuportável, podia se ser sentida no ar. Por todos menos Hope, é claro. Ele se segurou por um instante, mas...
Damon: Anjo, vai ficar bem se eu sair por um instante? – Hope assentiu.
E ele se levantou, saindo a passadas largas. Atrás dela, novamente.
Jeremy: Ei, com licença, você viu Ana... Sangue de Cristo tem poder. – Disse, quando Elena se virou.
Elena: Creio que vi. – Disse, vendo a cara de choque dele. Será possível que os boatos não chegaram a Jeremy?
Jeremy: Que diabo aconteceu com você? – Perguntou, olhando-a de cima a baixo – Seu cabelo... Você cortou o cabelo? Porque?
Elena: Coloquei pra lavar. – Disse, debochada – Você sumiu. – Comentou, dando pela falta dele.
Jeremy: Fui mandado com o grupo pra alinhar as armaduras, daí passei um tempo fora. Mas escute, eu tenho algo pra você. – Ele buscou o bolso da calça. Elena esperou, confusa. Ele tirou um envelope amassado de lá – Já está comigo há duas semanas, mas não a encontrei.
Elena: O que é isto? – Perguntou, apanhando o envelope amassado.
Jeremy: É da tua mãe, para ti. – Disse, e Elena arregalou os olhos.
Elena: Mas... Como conseguiu...? Meu Deus! – Disse, em choque.
Jeremy: Diogo. – Disse, em justificativa. Um sorriso lindo se estampou no rosto de Elena. Um sorriso autentico, feliz, sem ressentimentos ou mágoas.
Elena: Jeremy, obrigada! – Disse, e pulou no pescoço dele, abraçando-o.
Foi exatamente isso que Damon viu. Ela com o sorriso dele no rosto, e em seguida se lançando no pescoço do outro. Ele sentiu raiva. Uma raiva violenta. Quem era aquele homem? Piorou quando Elena encheu o rosto de Jermey de beijinhos. Ela estava realmente feliz.
Jeremy: Mulher, componha-se. – Disse, rindo da histeria dela. – Ele ainda disse que, com certa cautela, pode até mandar uma resposta tua pra ela. Parece que Stefan está viajando, então as coisas estão mais calmas por lá. Bom, foi isso que Bonnie me disse.
Elena: Você a encontrou? – Perguntou, e Jeremy assentiu, satisfeito – Garanhão. – Brincou, e ele revirou os olhos.
Jeremy: Ande, vá. Preciso voltar ao trabalho. Se der passo em teu quarto antes de dormir, pra conversar. Cuidado com essa carta, Elena. – Alertou, sério, e ela assentiu.
Elena saiu dali quase saltitando. Jeremy caminhou, tranquilamente (e inocentemente), até que se bateu com o Damon em pessoa. Parado, com a expressão dura.
Damon: É sua namorada? – Jeremy franziu os cenhos.
Jeremy: Quem? Elena? – Damon esperou – Não, senhor. É uma amiga.
Damon: Amiga. – Mediu, encarando o outro. A cena era realmente cômica. – Tudo bem, pode ir.
Jeremy: Com licença. – Disse, confuso, e saiu.
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