Damon nem viu. Elena fez um movimento simples e um bolo de roupa caiu por cima dele, seguido pelo peso dela, que sentou em seu colo. Ele piscou, afastando o nariz do tecido, e ela abriu o vestido, tapando as pernas dele.

Damon: Foi-se o tempo em que tu me respeitavas. – Disse, divertido.

Elena: Calado. – Ralhou em um sussurro. E Rose entrou na sala.

Rose: Não me ouviu chamar? – Perguntou, olhando Elena – Porque está sentada? Acha que aqui é tua casa?

Elena: Acho que torci o tornozelo. – Mentiu, segurando o tornozelo. Rose ergueu a sobrancelha.

Rose: Ah. – A possibilidade de Elena ficar manca já era explicação o suficiente.

Elena: AI! – Gritou, se sobressaltando. Damon alcançara as coxas dela por debaixo do vestido, e a beliscava. Ela ouviu o riso rouco dele em seu ouvido.

Rose: Está doendo? – Perguntou, satisfeita.

Elena: Absurdamente. – Disse, irônica, segurando as mãos de Damon.

Rose: Enfim, não demore ai, você ainda tem mais trabalho depois disso. – Disse, olhando em volta – Preciso de um jogo de toalhas. Acreditas que a peste, o demônio da Hope conseguiu se sujar toda com o painel de tintas? – Perguntou, apanhando as toalhas. Os braços de Damon se imobilizaram. – Eu ainda avisei, mas não me deu ouvidos. Agora está com o cabelo seco de tinta óleo. Ah, se coubesse a mim...

Elena: É só uma criança. – Disse, agora lutando pra manter Damon sentado. Parecia que o outro tinha o ímpeto de se revelar.

Apenas seja forte
Porque você sabe que eu estou aqui por você, eu estou aqui por você ♫


Rose: Uma criança mimada porque não consegue andar. Lá é culpa minha que é aleijada? – Um rosnado havia naquela sala, mas só chegava aos ouvidos de Elena – Eu já vou. Quanto mais tempo eu demoro, mais a tinta seca. Volte a passar a roupa. – E ela saiu.

Elena tropeçou quando Damon conseguiu se libertar. O rosnado dele ecoava pelo quarto, estava branco feito giz. Ele retirou a ultima peça de roupa de cima de si e avançou para a porta. Elena entrou no meio.


Elena: Não. – Pediu, se segurando na porta. – Damon, não!

Damon: Não me obrigue a te tirar a força, você sabe que eu posso! Saia! – Elena se agarrou a porta – É uma ordem, saia agora!

Ela passou a mão na fechadura, trancando a porta, e obedeceu, saindo. Ele puxou a porta que não obedeceu, e percebeu o que ela fizera.


Damon: Não é hora para brincadeiras, me dê a chave. – Ordenou, avançando pra ela.
Elena: Nunca vai aprender a ouvir um não? – Perguntou, recuando.

Damon a encarou, a fúria em seus olhos mais que evidente. Não queria descontar seu ódio nela, mas aparentemente seria impossível.

Damon: Só vou ordenar mais uma vez. Me dê a chave. -Ela continuou recuando.

Elena: Não é não. – E ela pôs a chave dentro do decote.

Damon: Acha mesmo que eu não vou pegar? Porque você está defendendo ela?!

Elena: Porque ela não fez nada. – Disse, ainda recuando.

Damon: Como é? Ela chamou minha filha de demônio! Aleijada vai estar ela se sobreviver ao que vai passar, anda, me dá a chave! – Ele avançava mais ainda.

Elena: Eu sei que ela chamou, mas você não. Você não estava aqui, Damon! – Isso o desarmou. – Não nos denuncie por sua raiva.

Não há nada que você possa dizer,
Nada que você possa fazer,
Não há outro jeito quando se trata da verdade ♫


Damon: Eu tenho pena da alma dela quando eu puser minhas mãos nela. – Rosnou.

Elena: Depois, por outro motivo. Esse não. – Ela o fez sentar novamente. Damon ofegava.

Damon: Estou com raiva. – Rosnou, enquanto ela acariciava seu cabelo – Me distraia. – Pediu, antes de amparar a cabeça na barriga dela.

Elena: Já passou. Foram só comentários maldosos, ela gosta de fazer isso. – Disse, acarinhando-o.

Damon: Eu quero matá-la. Vou fazer isso eu mesmo. – Disse, inconformado.

Elena: Não vai não. Vai ficar aqui comigo, e se acalmar. – Disse, acariciando-o.

Damon: Hope nunca teve nem a oportunidade de... Tudo por causa daquele desgraçado. – Murmurou. Elena tinha os olhos fixos a frente. Ela tinha algo a dizer, mas se dissesse ele não confiaria e ela não poderia tentar. Ah, sem contar que ele a mataria.

Elena: Shhh, acabou. – Disse, acariciando-o, quieta.

Damon ficou parado, sentindo o carinho dela por um bom tempo. Mas seu ódio não passava. Ela sentiu quando ele apertou suas coxas pelas laterais, respirando fundo.

Damon: Venha aqui. – Murmurou, e a ergueu do chão, apanhando-a no colo.

Então continue agüentando firme
Porque você sabe que conseguiremos, nós conseguiremos ♫


Não houveram muitas preliminares, nem nada mais que o necessário. Elena só sabia que seu corpo era a única coisa que o deteria agora, e ela o cederia de boa vontade. Damon meio que a deitou em uma pilha de roupas ao seu lado, se separando dela apenas pra abrir seu cinto, e se desviar do vestido dela. Quando ele a possuiu ela arqueou o corpo, arfando. Damon se manteve parado, sentindo cada nervo do corpo reagindo a mudança da situação. Não houve violência daquela vez, tampouco. Quando ele se moveu, a encarava, ambos cúmplices do que acontecia. O ritmo foi se alterando aos poucos, mas os olhares se mantinham juntos, unidos. E não havia muito que ser dito mais sobre aquele dia.