just one more about love Delena
27 Capitulo 27
Damon: Anjo. – Disse, se sentando na cama da filha. Hope ergueu o rosto do livro de colorir que tinha no colo – Você gosta da Srta. Rose?
Hope: Não. – Disse, curta e clara. Damon piscou, achando graça da espontaneidade.
Damon: Porque? Ela maltrata você? – Perguntou, como quem não quer nada.
Hope: Não, ela só é chata. Não tem graça ficar com ela. – Disse, se esticando na cama – Mas se o senhor colocasse Elena no lugar dela... – Interrompida.
Damon: Não comece. – A menina riu, sapeca – Alguma vez a Srta. Rose fez algo que machucou você? Algum acidente... Algo assim? – Algo que levaria a cabeça dela pra forca, por exemplo.
Hope: Não que eu me lembre. Está tudo bem? – Perguntou, estranhando.
Damon: Tudo sim. Eu só precisava saber. Você já jantou? – A menina assentiu com a cabeça – Não deveria ir dormir agora, então?
Hope: Assim que eu terminar esse desenho. – Propôs, e ele sorriu.
Damon: 05 minutos.
Hope: 10. – Intercedeu.
Damon: O que eu faço com você? – Perguntou, passando a mão no cabelo. A menina riu – 10 minutos e eu venho ver você. – A menina assentiu.
Damon deu um beijinho na testa da filha e saiu. Ainda espumava de raiva, mas Elena o fizera prometer que não faria nada. Ele cumpria suas promessas. Ele não torceria o pescoço de Rose, isso era cumprir sua promessa. Voltou em 10 minutos e pôs Hope na cama, cobrindo-a do frio que fazia. A menina pediu pra que ele lesse, pra atrair seu sono. Assim ele terminou na cama dela, sem sapatos, lendo um livro grande e ilustrado. Quando a menina dormiu ele a abraçou forte, beijando-lhe os cabelos. Nem que lhe custasse a vida, nunca nada de mal aconteceria a Hope. Por fim a pôs entre as almofadas, guardou o livro e apagou as velas, saindo. É claro que não foi pro próprio quarto.
Elena: Até que enfim! – Disse, ao vê-lo entrar no quarto – Já estava prestes a ir atrás de ti! – Disse, suspirando aliviada. Não havia sangue na roupa dele; Rose estava viva.
Damon: Fiquei um pouco com Hope. – Disse, abraçando-a – O que ia fazer, entrar na sala, pedir licença a Klaus e me trazer pelas orelhas? – Perguntou, divertido, erguendo-a do chão. Elena riu.
Elena: Algo do tipo. – Disse, manhosa, aceitando a fungada que ele dava em seu pescoço.
Damon trouxe o rosto dela pra si, beijando-a, e a levou até a cama. Os dois caíram deitados lá, aos beijos e carinhos, e ela o acolheu dentre suas pernas, satisfeita. Na manhã seguinte...
Damon: Srta. Rose. – Disse, aparecendo do nada. Rose quase derrubou a bandeja no susto. Damon não de desculpou.
Rose: Meu senhor. – Respondeu, se recuperando do susto.
Damon: Tenho algo a falar com você... Sobre aquela criada. Elena. – Disse, com a mão as costas. Rose esperou. Havia algo estranho nos olhos de Damon, como se ele reprimisse a vontade de atacar.
Rose: Ela o importunou, senhor?
Damon: Não. É sobre a carga de trabalho dela. – Rose ergueu a sobrancelha – Me parece demais para uma só mulher.
Rose: É justo, senhor. Todos temos nossas atividades. – Disse, tentando modelar o ciúme na voz.
Damon: Justo. – Repetiu consigo próprio. Os olhos dele ainda tinham aquele brilho violento, doentio, que não combinava com o rosto calmo – Pois muito bem. A partir de hoje a Srta. Assumirá o trabalho dela.
Rose: Perdão? – Perguntou, incrédula.
Damon: O trabalho dela. Você o fará. Todo ele. – Repetiu, respirando fundo pra manter as mãos nas costas.
Rose: Perdão, senhor, mas não há como me encarregar dos serviços sendo que dedico meu tempo integral a menina Hope e... – Interrompida.
Damon: Hope não é mais responsabilidade sua. A propósito, eu quero você longe da minha filha. – Disse, e o brilho em seus olhos se tornou mais doentio.
Rose: Mas... Porque? – Perguntou, em choque.
Damon: Apenas obedeça. Deixe o café de Hope aqui, e assuma as atividades de Elena. Agora. – E ele deu as costas, saindo, deixando-a espumando de raiva.
Damon foi procurar Elena. Não achou em lugar nenhum.
Damon: Que diabo, onde está? – Perguntou, cansado.
Klaus: No corredor do segundo patamar. – Informou, lendo o folhetim, passando por ele com uma caneca na mão, sem nem dar atenção. Damon fez uma careta, mas já que servira... Ele foi atrás dela.
Elena, como Klaus dissera, estava lá. Tinha um balde perto dela e um esfregão nas mãos, secava um lado do chão e esfregava com cera o outro lado, esfregando o pano com a pontinha do pé. Damon parou por um instante, vendo o malabarismo.
Damon: Que está fazendo? – Ela se assustou e perdeu o equilíbrio, fazendo-o se precipitar para segura-la – Ei!
Elena: Me assustas-te. – Disse, pondo a mão no peito. – Estou limpando, o que mais?
Damon: Duas coisas ao mesmo tempo?
Elena: Economiza tempo. – Deu de ombros – Depois de encerar isso aqui ainda tenho que lustrar a prataria isso antes do almoço então... – Interrompida.
Damon: Largue isso. – Disse, tomando o esfregão. – Maltrata suas mãos. – Disse, desgostoso, beijando as mãos dela.
Elena: Eu realmente tenho trabalho. Não me beije, podem nos ver! – Disse, olhando em volta.
Damon: Beijo quando eu quiser. – Disse, insolente, abraçando-a pela cintura e enchendo-a de beijos. Ela riu.
Elena: Exibido.
Damon: Me escute, eu estive com Rose. – Ele viu ela abrir os olhos em placas – Respire, ela está viva. Eu fui até justo. – Disse, orgulhoso. Ela ergueu a sobrancelha – Não me olhe assim. Ela já teve seu castigo, e todos os membros estão no lugar. E você não fará mais nada disso, não quero que minha mulher fique se desmontando por ai.
Era a primeira vez que ele chamava ela de minha mulher. Ela percebeu, ele não.
Elena: E o que devo fazer, então?
Damon: Me obedecer. – Disse, com um sorrisão. Elena revirou os olhos – Certo, venha.
E ele levou ela. A principio ela não entendeu quando ele a fez apanhar a bandeja na cozinha, mas ele só parou quando chegaram a porta de um quarto.
Damon: Eu... – Ele respirou fundo, hesitando, e a encarou. O azul de seus olhos estava intenso, como se ele estivesse medo do que fazia, como se arriscasse algo valioso – Lhe abrindo esta porta estou lhe confiando o que tenho de mais precioso na vida, Elena. Aliás, eu estou lhe confiando minha própria vida. Então eu imploro, não me decepcione. Eu não o suportaria. – Pediu, em tom baixo. Aparentemente quem estava do outro lado não devia ouvir.
Elena: Do que está falando? – Perguntou, confusa.
Então ele abriu a porta. Dois olhos castanhos, avelã, inocentes, se focalizaram neles dois, e um sorriso imenso iluminou o rosto de Hope. Foi então Elena entendeu.
O estouro foi instantâneo. Hope, se pudesse andar, teria saído pulando. Elena quase derrubou a bandeja. Damon sentiu o pânico repentino que tivera sumir com aquela reação. Era como se duas velhas amigas se reencontrassem. Ele tentou dizer que Elena pegaria as instruções com Rose depois, mas Hope não parava de beijá-lo. Elena passou o resto do dia com a menina. Brincaram de boneca, chazinho, coloriram livros, conversaram, fizeram penteados no cabelo (Sem querer Hope fez um nó catastrófico no cabelo de Elena, mas nada que se assuste). A noite a menina dormiu antes que o pai fosse vê-la, de tão cansada.
Damon: Você. – Disse, em um sussurro, puxando Elena pra si. Não tinha visto ela o dia todo. Ela arregalou os olhos, sabendo que Hope estava atrás dela, podendo acordar – Largue estes livros.
Elena: Enlouqueceu? – Perguntou, sussurrando – Não vou largar, me largue você!
Damon: Tu tens me dito não demais ultimamente. – Recriminou, e tomou os livros a força. Ele repousou os livros com cuidado na mesinha perto da filha, e voltou pra ela, que recuou – Se a acordar... – Elena se virou, rindo, e saiu correndo.
Alfonso sorriu ouvindo os passos dela se distanciando. Olhou a filha em seu sono pesado e saiu, fechando a porta. Elena ria enquanto corria, segurando os vestidos. Havia um certo suspense naquilo, os corredores estavam desertos... E um braço forte apanhou-a pela cintura, erguendo-a do chão, enquanto lhe mordia o ombro. Elena balançou as pernas no ar, rindo, e ele lhe pôs no chão.
Alfonso: Acredita mesmo que algum dia vais conseguir me vencer?
Elena: Olha que posso te surpreender. – Desafiou, prensando ele na parede. Damon riu gostosamente. Ela olhou pros lados, verificando se vinha alguém, e apanhou o rosto dele entre as mãos, beijando-o. O apanhou de surpresa. Ele gostou.
Os dois se beijaram sedentamente por tempos. Apesar de estar prensado na parede o braço de Damon formava uma corrente firme em volta da cintura dela, oprimindo-a. Quando começou a ficar bom...
Damon: Basta. – Disse, a voz meio cortada, afastando o rosto. Elena o olhou, confusa. Damon nunca a afastava. – Eu tenho algo pra você. – Disse, a mão passando pelo cabelo dela de modo insolente e soltando-o do rabo de cavalo.
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