Duas semanas depois...


Elena terminou de servir o jantar. Damon cutucava a mesa com a faca. Parecia estar tentando esfaqueá-la. Elena pôs a ultima travessa na mesa, e Klaus se pronunciou.


Klaus: Avise Mrs. Caroline de que o jantar está servido, por favor. — Disse, esparramado em sua cadeira.

Elena: Sim, senhor. — E ela saiu.

Damon: Eu estou enlouquecendo. Eu estou enlouquecendo. Eu estou enlouquecendo. — Disse, esfaqueando a mesa.

Klaus: É, você está. — Disse, distraído — E porque é idiota.

Damon: Deus, eu não posso nem pensar. — Ele largou a faca, colocando as mãos na cabeça.

Klaus: Ela passa bem a sua frente, todo o tempo, e você a rejeita. É mais imbecil do que posso calcular. — Pensou consigo próprio.

Damon: Klaus, eu tenho uma esposa. — Disse, as mãos dentro dos cabelos.

Klaus: E ela está morta há 05 anos. — Disse, imediatamente — Com todo o respeito que me cabe, a essa altura o corpo dela já se desfez.

Damon: Então eu ponho uma criada em seu lugar.

Klaus: Não uma criada; Uma mulher. Tente não ser idiota. — Impôs, parecendo entediado.

Damon: Se fosse Caroline...

Klaus: Eu sofreria tanto quanto fosse possível. Mas quando, anos depois, aparecesse outra que me atraísse eu não iria para a cama com uma pintura, acredite. — Garantiu.

Caroline: Porque toda vez que eu entro na sala você está dizendo algo que me soa indecente, querido? — Perguntou, sorrindo, ao entrar. Damon e Klaus se levantaram.

Klaus: Não foi por isso que você aceitou se casar comigo? — Perguntou, parecendo confuso. Ela sorriu, apaixonada. A própria Elena riu consigo mesma, baixinho. Damon voltou a se sentar e Klaus foi puxar a cadeira para a esposa se sentar. — Pode servir o jantar. — Disse a Elena.

Elena serviu Caroline, que mais uma vez comeu muito pouco, Klaus, e por ultimo Damon. Ela não sabia como se aproximar; As refeições eram o inferno. Se manteve o mais longe que pode, evitando tocá-lo ou entrar em seu campo de visão... Mas ela não podia controlar o próprio perfume. Ele atingiu Damon como uma lamina afiada, e ele olhou pra frente, martirizado.

Klaus: Pode se retirar. — Disse, vendo que Damon não dava ordem alguma.

Elena assentiu e saiu, sumindo pelo corredor. Damon nem olhou pra comida. Se houvessem largatas em seu prato ele não teria visto. Olhava a toalha da mesa, a expressão torturada, como se estivesse asfixiando. Levou dois minutos pra ele se levantar em um rompante, dando as costas. Klaus riu.

Klaus: Boa sorte. — Disse, levando o garfo a boca. Caroline sorriu, sem entender, olhando os dois.

Mas Damon mal ouviu; Ele já estava correndo.

–--*

Damon foi direto ao quarto dela, mas ela não estava lá. Que diabo! Não podia haver tempo pra se arrepender, ou voltar atrás. Ele andava a passos largos, quase ofegando pela corrida. Foi quando parou na cozinha.

Damon: Onde está Elena? — Perguntou, direto.

Rose: Eu já a dei dispensa, senhor. Precisa de algo? — Perguntou, confusa.

Damon não respondeu, pensando. Ela recebera dispensa e não estava no quarto... Ele sabia onde ela estava.

Damon: Preciso do molho de chaves. — Pediu.

Rose ergueu as sobrancelhas, e buscou algo preso na cintura de seu vestido. Era um chaveiro com uma cópia de todas as chaves do castelo. Haviam mais de cem chaves, mais de duzentas, Damon não sabia dizer. Ele saiu sem dar explicação. Só parou quando chegou a frente da sala de banho dos funcionários. Havia barulho de água lá dentro. Damon tentou abrir a porta, estava trancada. Levou minutos até ele conseguir encontrar a chave certa dali. Ele já havia chamado por todos os demônios que conhecia até lá. Abriu a porta com cuidado, fechando-a atrás de si. Pensou por um instante, mas reconheceu o perfume dela. Era ela que estava ali. Damon caminhou, ainda hesitante, pela sala, até um dos boxes. Era apenas um quadrado de madeira, que ocultava o corpo da pessoa, no caso Elena. Ela estava de costas. Ele só via até o ombro dela.

Tinha os cabelos emaranhados em espuma. Damon sorriu ao vê-la sacudir a cabeça, após puxar a cordinha que fazia cair água.Elena se virou e se sobressaltou ao vê-lo ali.

Elena: Meu Deus. — Disse, pondo a mão no peito, respirando fundo pelo susto.

Os dois se encararam novamente, azul contra castanho, sem nada dizer. Até que Damon largou o molho de chaves (que caiu com um barulho estrondoso no chão), indo até ela. Ele abriu a porta do box, apanhando-a nos braços e beijando-a agressivamente.Elena o aceitou, ofegante e feliz. Ele voltara pra ela. Na afobação dois terminaram por puxar a cordinha. Um jato de água caiu na nuca de Damon, fazendo Elena rir. Ele sorriu e a beijou novamente. Daquele ponto até ele ter perdido as roupas, que ficaram pelos cantos, foi muito rápido. Os dois não se soltavam por nada, a respiração era difícil, a vontade guardada era muita. Sem contar que o espaço era mínimo. Quando Damon, por fim, possuiu Elena, os dois pararam por um instante, apenas desfrutando a sensação. Porém, quando ele se moveu...

Elena: Ai. — Gemeu, franzindo o cenho — Não, pára! — Disse, espalmando as mãos no peito dele. Damon a olhou, confuso.

Damon: O que há? — Perguntou, a voz quebrada. Como ela era louca de mandá-lo parar agora?

Elena: Eu não sei, eu... — O corpo dela parecia estar se adaptando, se adequando.

Damon: Estou machucando você? — Perguntou, a voz preocupada.

Elena: Me dê um instante. — Pediu, confusa com o que sentia. Aquilo costumava ser bom, qual era o problema?

E Damon esperou. Procurando mais uma lista de demônios pra praguejar mentalmente, mas esperou. Alguns minutos depois ela se moveu, se remexendo. Se continuasse assim ele teria uma sincope.

Elena: Eu acho que... — Ele a encarou. Ela estava corada, isso dispensava o resto da frase.

Ele tentou novamente, e dessa vez ela não se queixou. Logo os dois se consumiam ardorosamente, com todo o ímpeto que a saudade exigia. De vez em quando um dos dois se batiam na cordinha, ganhando um jato de água pela cara ou pelas costas, o que garantia os risos. Quando terminou Elena abafou um grito no ombro dele, que se deixou vir chamando pelo nome dela, as mãos apertando-a saudosamente. O silencio reinou ali. Nenhum dos dois sabia o que fazer, ou o que dizer. Então Elena, ainda no colo dele, puxou a cordinha, fazendo a água cair sob os dois de novo. Os dois riram.

Damon: Precisei de um tempo... Para pensar. — Começou.

Elena: Eu pensei que tivesse feito algo errado. — Disse, tirando o cabelo dele do rosto.

Damon: É claro que não o fez. Eu só... Minha esposa... — Elena esperou — Esquece isso. — Disse, franzindo o cenho. Não queria falar de Katherine.

Elena: Senti saudade. — Disse, abraçando-o. Damon sorriu do jeito de menina dela, retribuindo o abraço, enquanto beijava seu ombro. Fazia um frio cortante ali, tanto pelo clima lá fora tanto porque os dois estavam molhados.

Damon: Vamos pro seu quarto? — Convidou, ainda beijando o ombro dela.

Elena: É a primeira vez que você pede permissão. — Comentou e ele riu, dando de ombros — Mas eu quero que você vá. — Disse, beijando a orelha dele, que sorriu.

E tudo estava bem novamente.