just one more about love Delena
23 Capitulo 23
Damon: Porque você está se vestindo? — Perguntou, indignado, ao se virar e vê-la de camisola.
Elena: Porque alguém vai ter que usar as toalhas que eu trouxe para mim. — Disse, apontando com a cabeça pro bolo de roupas molhados.
Damon: Se alguém me ver assim... — Disse, pensativo, olhando o bolo de roupa.
Elena: Será potencialmente problemático. — Disse, se aproximando com uma toalha. Ele estava dentro do box, com a porta fechada, escorado na porta. Os músculos dos braços, naquela posição, se viam bem mais agressivos. Ela secou o rosto dele ternamente, o toque da toalha sendo suave — Mas daremos um jeito. Eu posso ir buscar outra muda de roupas. — Propôs.
Damon: Não. — Disse, imediatamente. Elena o olhou — Klaus ainda está a solta. Não quero que você se bata com ele vestida assim. — Explicou, e Elena riu.
Elena: De qualquer forma, saia dai, vai se resfriar. — Disse, secando o cabelo dele, que ficou todo arrepiado.
Damon: Talvez você possa entrar de novo, e me aquecer. — Propôs, malicioso — Podemos passar a noite aqui.
Elena: Er... Eu dispenso. — Ele riu — Estou falando sério, vai se resfriar! — Ralhou.
Damon: Não posso sair por ai nu, nem enrolado em uma toalha! Eu sou um rei. — Disse, debochado. Elena revirou os olhos.
Elena: Toma. Se seque e se cubra. — Disse, entregando as toalhas a ele.
Damon: Não vai sair assim. — Ordenou, severo.
Elena: Apenas se seque. — Disse, apanhando as roupas dele.
Damon viu, divertido, ela torcer suas roupas o Maximo que pôde, mas por fim ainda estavam molhadas. Ela entregou a ele ficando com a camisa na mão, ainda na tentativa de torcê-la mais. Por fim Damon saiu, com as roupas molhadas. Com sorte ninguém os viu no corredor. Ao entrar no quarto dela ele largou o colete molhado em um canto no chão, se livrando da camisa, mas ela havia recuado. Ele não entendeu até vê-la bater a porta. Tentou abrir, estava trancada. A explicação veio quando ele ouviu o barulho do pesado molho de chaves, vindo do lado de fora.
Elena: Há toalhas secas na cômoda. — Sussurrou.
Elena: Abra essa porta, ou eu a arrombarei. — Ameaçou, em um rosnado.
Elena: Use as toalhas. Não faça barulho. Eu já volto. — E ele ouviu os passos dela se afastando. Ela era louca?
Demorou minutos. Elena não foi até o quarto dele; Foi até a lavanderia. Estava tudo deserto por lá. Ela usou uma das chaves para abrir a porta. O diabo é que estava tudo escuro. Levou minutos para ela conseguir achar um conjunto completo de roupas para ele. Por fim fechou a porta, voltando. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar: Ela se bateu com Rose no corredor. A outra olhou a muda de roupas na mão dela, o molho de chave que Damon havia lhe tomado, e o cabelo de Elena, ainda molhado. Juntou as peças e soube o que havia acontecido. Elena não disse nada, apenas passou por ela no corredor, apressando o passo. Algo lhe dizia que Rose era problema pequeno comparado a deixar Damon preso muito tempo. Ela entrou no quarto, trancando a porta atrás de si. Ele estava enrolado em uma toalha, e com outra em volta do pescoço. Ela riu.
Elena: Trouxe roupas. E nem me bati com Mr. Klaus. — Disse, se justificando.
Damon: Você me prendeu. — Disse, a voz séria.
Elena: Por uma causa nobre. — Ainda tentou, mostrando a ele as roupas secas e limpas em seu braço, enquanto largava a chave na cômoda.
Damon: Recapitulando. — Elena assentiu — Você desobedeceu minha ordem, me enganou, e me trancou. — Elena ergueu as sobrancelhas, prendendo o riso — Atrevida demais. — Condenou. Ela viu ele descruzar os braços, tirando a toalha do ombro — Venha até aqui.
Elena: O que há? — Perguntou, desconfiada, largando as roupas dele cuidadosamente nos pés da cama.
Damon: O que acontece com quem desobedece um rei? — Perguntou, obvio. Elena esperou — Você vai ser punida. — Disse, a voz suave demais pra não ser perigosa — Tranque a porta e venha.
Elena estava apanhando de Damon. Ela nem acreditava nisso. Começara com uma pergunta confusa.
Elena: Castigada? – Perguntou, pregada onde estava.
Damon: Não faça perguntas, apenas me obedeça. – Ordenou, autoritário. O tom de voz dele fez ela se arrepiar.
Elena deu um passo hesitante, logo depois outro. Damon observava, o rosto impassível, mas rindo absurdamente por dentro. Quando Elena chegou ao alcance dele ele bateu nela com a toalha que tinha na mão, ensopada. Damon aprendera, em uma brincadeira de criança, que golpes de tecido molhado não deixavam marca. Ótimo. Ele viu os olhos dela se abrirem em placas, surpresa, mas logo outro golpe a atingiu. Ele a agarrou pelo braço, batendo nas laterais do corpo dela com a toalha como quem bate em uma criança com um cinto. Aquilo não doía, apenas causava um impacto ardido. E uma sensação que ela não sabia reconhecer, vinda do fato e estar submissa, subjugada por ele. Na linguagem de hoje em dia ela sentiu tesão por isso.
Elena: Pare... – Disse, se esquivando. Os dois giravam pelo quarto, ela tentando se soltar e se esquivar e ele golpeando-a e segurando-a. Os dois riam. – Em nome de Deus, pare! — Pediu, sem fôlego.
Damon: Agora tu rogas por Deus? – Perguntou, encarando-a, os olhos verdes começando a se dilatar, a respiração já alterada pelo riso, por bater nela e por segurá-la — Pois deixa Deus fora disso.
Elena foi arremessada na cama. Aquilo resultava divertido. Ambos sabiam que se ele quisesse aquela cena podia ser real; A propósito, sob ordens dele, ela já levara a maior surra de sua história até agora. Mas agora não. Agora o clima era leve, gostoso. Elena, ao perceber que na cama não tinha pra onde correr, tentou se levantar em um rompante. Mas ele já estava lá. A apanhou pelos ombros, arremessando-a de volta na cama, agora de barriga pra cima. Os cachos dela dançaram a volta dela, e ele observou aquele ato, fascinado. Damon a prendeu entre as pernas, e ela protestou, tentando se levantar. No impulso o estapeou. Os dois pararam com o gesto dela. Os dois se encararam um instante, antes de voltarem a falar. Era cômico.
Elena: Foi sem querer. – Se apressou a dizer, os olhos castanhos brilhando.
Damon: Bateste em mim. – Confirmou o ato, observando-a.
Elena: Um acidente. – Justificou – Tu está me batendo, foi um reflexo! – Mas Damon negou com a cabeça.
Damon: Por mais que eu a castigue, você nunca aprende. Me bateu! – Exclamou, admirado – Nunca aprende.
E ele voltou a surrá-la com a toalha. Elena se retorcia na cama, se esquivando, mas era acertada em todas. Ele tinha que mantê-la presa dentre suas pernas para não deixá-la fugir. Não que fosse o momento de comparações, mas sexo com Elena era melhor que com Katherine. Katherine era tímida, recatada e envergonhada. Parecia apenas fazê-lo para satisfazer o marido, pois era sua obrigação. As luzes estavam sempre apagadas, havia silencio e era sempre o que chamamos de ‘arroz com feijão’ (Ou papai e mamãe, se você preferir.). Com Elena não. Com ela as luzes estavam sempre acesas. Haviam risos, posições diferentes, prazeres com novos gostos. Havia liberdade entre os dois. Deus, até no rio que Katherine certa vez classificara como repugnante fizeram! Ele viu o rosto dela se afoguear, atento as suas reações.
Damon: Tu estás gostando disso. – Disse, observando-a. Elena o encarou, o rosto afogueado, os olhos ressaltados – Cigana maldita, eu te bato e isso te agrada? – Perguntou, fingindo-se de sério, mas fascinado por dentro.
Elena: Tu estás me castigando. Porque eu haveria de gostar? – Perguntou, em sua defesa. Mentira, ela estava gostando mesmo.
Damon: E te atreves a mentir para mim. Olhe só teu rosto! – Ele apanhou o rosto dela com uma mão (a outra ainda segurava a toalha), erguendo-o. A pele dela estava quente sob a mão dele. – Está em fogo. – Disse, em um murmúrio. Ela apenas o encarou. Ofegava sem ter um porque exato. – Mas você vai aprender. – Ele largou o rosto dela, que voltou a cair na cama – Eu vou te mostrar.
Damon largou a toalha. Ela viu ele apanhar sua camisola pelas duas abas, e antes que protestasse o tecido se rasgou. Damon continuou destruindo a camisola dela até que ela só ficou com o short. Foi quando ele parou, para observar o trabalho feito. Era uma vez uma camisola. Ela tinha o rosto corado por sua nudez, os cabelos que ele tanto amava largados ao seu redor, alguns cachos por seus ombros, os seios fartos de presente aos olhos dele, assim como a barriga definida. O short sobreviveu. Elena, tomada pelo rubor, se tapou.
Damon: Como ousa? – Perguntou, forçadamente ultrajado. – Tire os braços. – Ela não se moveu – Elena, isso foi uma ordem. – Repetiu. – Agora.
Elena: Não. – Respondeu, a voz tremula pela ousadia e pelo riso preso. Viu ele erguer a sobrancelha, o azul dos olhos surpresos.
Damon: Vejo que não foi o suficiente. – Comentou, meio que falando consigo mesmo.
E a toalha, úmida e molhada, bateu no ombro e no braço de Elena estremeceu, se mantendo. Damon voltou a investir seus golpes contra ela. Era ardido, mas não chegava a ser dor. Ela se esquivava, rindo e se debatia contra ele, tentando se levantar, sair dali, os braços ainda tapando os seios. Elena soltou os seios e passou a lutar com ele pra tomar a toalha. Sua pele já estava vermelhinha, irritada, mas aquilo não deixava de ser bom. Ela o empurrou deitado na cama, com ela por cima. Damon podia lançá-la no inferno, mas deixou que ela o dominasse.
Elena: Solte isso. – Disse, tentando soltar a toalha da mão dele. Damon ria do esforço dela. – Ande, solte! – Elena não percebia em cima de que estava sentada, e de que estava quase nua. Ele apenas observava. Ela se abaixou e mordeu o punho dele, que no susto largou a toalha, que caiu no chão.
Damon: Feiticeira amaldiçoada, agora até mordes? – Elena riu, vitoriosa – Cigana. – Acusou, mordendo o ombro dela, enquanto suas mãos desciam pela pele clara de suas costas de modo pegado.
Elena não viu como, mas estava por baixo. Ela imediatamente tentou se tapar, mas ele já havia detido seus braços.
Damon: Não senhora. – Disse, afastando os braços dela – Não mais. – Disse, e parecia estar falando consigo próprio.
Damon beijou o queixo dela suavemente antes de baixar o rosto de vez. Ele estava faminto. Quando a boca dele alcançou os seios dela Elena arfou, se arqueando, pela intensidade. Parecia que o tempo que passara afastado dela piorara sua brutalidade. Vendo ela se arquear ele a abraçou pelas costas, lhe mordendo os seios, beijando. Elena se amparou nos ombros dele, sentindo aquela sensação estranha se apoderar dela outra vez. Mesmo concentrado nos seios dela ele percebeu o gesto inconsciente dela de abrir-lhe as pernas, acolhendo-o. Era o corpo pedindo de forma muda. Elena nem viu que fez aquilo, ela nem percebeu.
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