Notas iniciais
oi oi pessoal,hoje quero começar agradecendo a Lorena Ruffo pela 1° recomendação da fic,a Heloisa por estar aqui desdo 1° capitulo sempre comentando e me incentivando e tambem a Samilla por ter criado essa historia tao maravilhosa,sem ela nao teria como estar adaptando para o meu casal favorito !! Aqui vai mais alguns espero que gostem.

Damon já não procurou Elena. A principio ela pensou que ele realmente estivesse mal, mas quando ele passou por ela, ignorando-a, soube que não o era. Não fez nada, todavia. Não havia nada que pudesse fazer. Doía ficar longe dele, mas ela sabia qual era seu lugar. Voltou ao seu trabalho, como sempre foi, e Rose, deliciada porque conseguira seu intento, a deixara em paz. Mas Elena ainda usava o pequeno escapulário que ele pusera em seu pescoço. Usaria sempre. Damon, por sua vez, sentia demais a falta dela, mas o remorso o corrompia. Era errado para com Katherine o que ele estava fazendo. Fazer um jantar de luxo e levar uma criada como companhia, o que ele estava pensando? Seus pais, se vivos, o matariam só por pensar nisso. E a pobre Katherine não o merecia.

Klaus: Pelo amor de Deus, tu estás insuportável. — Disse, desistindo e afastando uma planilha que os dois tinham a frente.

Damon: A rota está traçada, é essa e ponto. — Disse, duro.

Klaus: Pois vá nela tu com teus homens, e morra lá. — Disse, os olhos claros sérios — Sua tolice não é um motivo pelo qual eu pretenda morrer, Damon.

Nada funcionava. Os dois precisavam trabalhar junto em um plano de ataque, mas não se entendiam. Damon estava irritante e KLaus já era arisco por si; Não era de sua natureza se curvar. A falta do apoio de Lorenzo e a indecisão de Alaric, que não queria travar uma guerra que não era dele, também não ajudavam. Estava impossível prosseguir com uma guerra desse jeito.

Elena: Com licença. — Pediu, batendo na porta.

Caroline: Entre. — Disse, parada na frente da janela. O vento brincava com os cachos dela.

Elena: Bom dia, senhora. — Caroline assentiu, se abraçando.

Elena se pôs a trabalhar. A cama era enorme e precisava ser feita logo. Trabalhou em silencio, estirando os lençóis, as cobertas, afofando os travesseiros... Enfim.

Elena: Necessita de algo, senhora?

Caroline: Me diga algo que eu precisasse que você poderia me dar. — Disse, divertida com a idéia. Elena ergueu as sobrancelhas, considerando.

Elena: Não... Sei. A senhora apenas parece triste. Pensei que quisesse algo. Perdão.

Caroline: Não, me perdoe tu. Fui grossa, você só quis ajudar. — Disse, saindo de perto da janela. Usava um vestido cinza. Ela suspirou, olhando o quarto — Estou realmente infeliz, mas não é nada que ninguém possa resolver.

Elena: Gostaria... De conversar? — Perguntou, hesitante. Caroline avaliou.

Caroline: Implorei a Klaus que não aceitasse o pedido de Damon. Essa guerra não é nossa, não precisávamos estar aqui. Mas não sei, parece que o instinto da briga, da batalha, correm junto com o sangue dele, e ele aceitou. — Ela se sentou em uma poltrona — Agora todos os dias são dessa incerteza. Não sei se seremos atacados. Não sei quando meu marido resolverá atacar. Não sei quando vou vê-lo sair pro campo de batalha, e não sei se retornará. Essa instabilidade me incomoda.

Elena: Entendo. — Disse, acompanhando o raciocínio dela.

Caroline: Como é teu nome?

Elena: Elena, senhora.

Caroline: E o pior: Nós éramos felizes, Elena. — Disse, o rosto com um tom de raiva — No nosso reino não há uma fronteira tão fortemente guardada, não há homens sendo treinados para morrer, não há famílias destroçadas. Lá há paz, há calma. Éramos felizes. Fomos felizes desde o momento em que Klaus me tirou para dançar no baile em que os pais dele deram para escolher sua noiva. Esta guerra não é nossa! Eu não conheci Katherine, e eu não quero que meu marido se arrisque para vingar a morte dela! — Ela suspirou novamente, o rosto delicado — A cada dia eu espero que isso tudo acabe, mas por fim não quero que aconteça. Não vou suportar vê-lo sair para a batalha; embora cada dia saiba que está se aproximando.

Elena: Não há como demovê-lo? — Caroline negou, revirando os olhos.

Caroline: Não. Como disse, o instinto da batalha está no sangue dele. Ele já sente como se essa briga fosse a briga dele. — Ela parou, raciocinando — Pelo menos se Madison me ouvisse! — Disse, contrariada. — Temos nos correspondido, mas eu entendo ela.

Elena: Madison?

Caroline: Uma velha amiga. Esposa de Lorenzo. Aliado que Damon precisa para encerrar com isso. — Explicou — Eu entendo que ela não se sinta impulsionada a vir até aqui, eu não viria, mas com o poder de armas que Lorenzo tem tudo isso se tornaria mais fácil. Se Stefan soubesse que Lorenzo estava vindo, capaz seria de ele recuar.


Elena não conhecia Lorenzo, mas algo era certo: Já tinha medo dele. E em parte, da esposa também. Elena pensou em qual seria a reação de Caroline se soubesse quem ela realmente era.

Elena: Eu sinto muito. — Disse, sincera — Realmente espero que isto tudo termine logo, e que termine bem. — Caroline sorriu de canto.

Caroline: Mas uma vez perdoe-me, fui rude. Você só queria ajudar. A oscilação não me faz bem, perdoe. — Elena assentiu.

Uma hora havia um rei em sua cama. Na outra, uma rainha lhe pedindo perdão. E Elena era uma plebéia do reino inimigo. A cada dia isso se tornava mais e mais confuso.

Um mês depois...


Damon queria Elena. Ele precisava dela. Parecia que a cada dia que passava resistindo seu coração passava a tentar bombear palha no lugar do sangue, entre as veias. Ele sentia a garganta seca, as mãos ansiavam. Passar por ela e ignorar era como ingerir fogo. Parecia o inferno. Ele estava andando pro rio. Era o que sempre fazia quando estava desnorteado: Ia até lá, se sentava e pensava até pôr as coisas em ordem. Porém parou ao avistar o rio.


Damon: Diabo. — Praguejou, recuando. Mas não resistiu a olhar.

Elena havia ido ali com o mesmo intento que ele. O vestido dela se achava dobrado em um ponto seco, na terra. Ela boiava na agua, os olhos fechados, os braços abertos, os cabelos boiando a sua volta. A correnteza não estava tão forte hoje pois não ventava, logo ela apenas oscilava no mesmo ponto. Parecia um convite a ele. Um convite quase irresistível. Damon se amparou em uma arvore, angustiado entre o que era certo e o que queria fazer, observando-a. As mãos dela estavam espalmadas na água, o corpo parecendo gritar pelas mãos dele. Damon olhou o vestido dela no chão. Repousado delicadamente em cima do vestido estava o escapulário. Ela o retirara certamente com medo de perdê-lo na água, mas vê-lo ali mostrou a Damon que ela ainda o usava, que ainda se importava.


Elena: O que faz aqui? — Perguntou, sobressaltada. Ele ergueu os olhos pra ela, tarde demais pra vir na defensiva.

Os dois se encararam por minutos. A vontade era tanta que podia ser sentida no ar. Nenhum dos dois disse nada. Damon sabia que se ela saísse da água com a roupa molhada, grudada ao corpo, sua sanidade iria ao inferno. Mas ela não saiu. Apenas o encarou, em uma pergunta muda. Porque? O que ela fizera de errado? Por fim ele recuou, ainda encarando-a. Ela teve vontade de dizer: "Fique.", mas não disse. As lembranças daquele lugar eram fortes e recentes demais pros dois. E ele virou as costas, saindo.