Damon: Tenho algo para ti. – Disse, puxando algo do bolso do colete.

Elena: Mais presentes? – Perguntou, exasperada.

Damon: Cala-te. – Disse, ofendido, e ela revirou os olhos. Ele estendeu a mão. Era uma caixa de metal trançado, quadrada... (Certo, eu não consigo descrever isso, assistam The Vampire Diaries 1x03, é a caixinha onde Stefan dá o colar com Verbena pra Elena, fim de papo sobre caixinhas.) Ela abriu a tampa, encontrando um escapulário dourado. Ouro. Era delicado, fino, pequeno. Elena sorriu. Damon fechou a caixinha, guardando-a novamente – Isso é meu. Digo, sempre foi meu, desde que era novo.

Você não está só,
Juntos permaneceremos ♫


Elena: É lindo. – Disse, olhando o escapulário. Ela não estava dizendo que era lindo porque era de ouro maciço, mas sim pelo que significava.

Damon: Eu nunca quis dar a ninguém. – Nem a Katherine. Mas ele não disse isso em voz alta. – Mas quero que seja seu. Use-o, e eu estarei com você. Use-o, e estará protegida. Use-o... E, além do próprio Deus, eu estarei por você. – Terminou, vendo ela sorrir.

Eu estarei ao seu lado,
Você sabe que eu segurarei sua mão ♫

Elena: Eu usarei sempre. – Prometeu. Damon apanhou o escapulário na mão dela, pondo-o em seu pescoço.

Damon: Enquanto estiver com ele nenhum mal a atingirá. – Prometeu, selando a promessa beijando os lábios dela. – Mas veja. Este jantar é seu. – Mostrou, com o braço.

Elena: Eu vi. É lindo. Tem até um toca discos. – Disse, encantada.

Damon: Achei que você gostaria de musica. – Comentou, trazendo ela pela sala. Ele puxou a cadeira pra ela que sorriu pelo galanteio.

Elena: Tem comida demais aqui. – Reparou, vendo a variedade de pratos que ele exigiu.

Damon: Na verdade eu não sabia do que você gostava, e mandei que cozinhassem tudo o que desse tempo. – Disse, fazendo a volta na mesa, se sentando frente a ela – Temos conversas pendentes.

Elena: Muitas. – Concordou.

Quando tudo estiver frio, e parecer o fim
Não há para onde ir, você sabe que eu não cederei
Eu não cederei... ♫


Os dois conversaram pouco durante a janta. Damon observou, reservadamente, mas ela se dava muito bem com todos os talheres. Sua mãe fizera questão de lhe ensinar a se portar a mesa, e agora fora de utilidade. A comida estava ótima, o vinho estava suave... Tudo perfeito.

Elena: Onde você vai? – Perguntou, confusa, ao vê-lo se levantar. Os dois estavam conversando, cada um com sua taça de vinho, e ele levantou do nada.

Damon: Isso não está aqui para enfeite. – O tocador de disco era simplesmente enorme. Já havia um disco que ele havia escolhido ali. Após colocar ele pôs a agulha em cima do vinil, e após um breve arranhão a musica começou a soar. Damon caminhou até ela e ofereceu a mão – Dança comigo?

Elena aceitou a mão dele, se levantando. Ele a levou até o tapete, na frente da lareira, e a pôs a sua frente, abraçando-a. Elena sorriu, ouvindo a valsa começar a soar lentamente pela sala.

Elena: Você é o primeiro homem com quem eu danço. – Comentou, o corpo sendo guiado pelo dele. Exceto o pai dela, mas esse não se considerava como ‘homem’. Damon riu.

Damon: Há alguma coisa em ti cuja eu não tenha sido o primeiro a fazer? – Perguntou, divertido. Elena revirou os olhos.

Elena: Cala-te. – Disse, afundando o rosto no ombro dele, olhando as chamas na lareira – Estão falando, Damon.

Damon: Eu sei. – Disse, beijando a orelha dela – Estão falando que eu tenho uma amásia. O que falam de mim pouco importa, só não podem saber que é você.

Elena: Acha que depois de hoje Rose não dirá?

Damon: Ela não teria nem metade da coragem. – Isso era verdade – Não sabendo o que a aguarda se o fizer. Fique tranqüila.

A musica mudou um tom e os dois rodopiaram pela sala, ele sorriu pra ela.

Elena: Gosto de estar assim. – Disse, se apertando mais a ele – É ousadia minha?

Damon: Não, pois gosto de sentir você assim. – Disse, aninhando-a em seu braço.

E ele gostava. Era quando sentia que tinha poder; Quando a tinha protegida em seus braços. Tão pequena, tão frágil... Tão dele. Os dois dançaram por instantes, até que o olhar de Damon caiu em algo. Em cima da lareira. O retrato de Katherine repousava lá, de frente pra ele. Aquele retrato nunca saia do seu quarto, mas Rose teve um gosto imenso em deixar aquilo como sobremesa. Elena estranhou quando ele parou de dançar, se tornando imóvel.

Elena: Aconteceu algo?

Damon: Eu não estou me sentindo muito bem. – Disse, se afastando dela. Sentia remorso agora. Aquele retrato, ali, representava o que ele estava fazendo com Katherine e não era justo.

Elena: O que há? – Perguntou, preocupada.

Damon: Eu creio que o jantar não me fez bem. – A valsa acabou, o som da agulha soltando o vinil representando como a magia ali havia acabado – Importa-se se eu for pro meu quarto, Elena?

Elena: É claro que não. Quer que eu lhe prepare algo? – Perguntou, ainda preocupada.

Damon: Não, obrigado. Eu creio que se eu me deitar vai ficar tudo bem. Me perdoe. – Disse, angustiado.

Elena: Não tenho pelo que perdoar, não foi intencional, não diga bobagens. Vá pro seu quarto, eu retiro isso tudo. – Disse, realmente acreditando que ele não estava se sentindo bem.

Damon: Deixe ai; outro empregado retirará. Vá dormir. Eu só vou demorar um instante e vou também. – Disse, a voz entrecortado.

Elena: Fique bem. – Damon assentiu e Elena deu as costas, o olhar ainda preocupado, e saiu dali.

Damon viu a porta bater e colocou as mãos na cabeça, olhando o retrato que Elena não reparou.

Damon: Katherine, o que está fazendo aqui? – Perguntou, angustiado. O retrato ainda o encarava, repousando. Ele apanhou o porta retrato, observando a foto – Não... O que eu estou fazendo com você, meu amor? – Perguntou, acariciando a foto.

Notas finais
bom gente espero que gostem, por hoje é so bjs