just one more about love Delena
18 Capitulo 18
Elena estava deslumbrante. Fizera tudo em tempo recorde, tomando um banho demorado e vindo pro quarto. Colocou o vestido que ele lhe dera, puxando o espartilho até não poder mais, deixando o corpo delineado, os seios e as curvas fartas. Seria uma surpresa, para quando ele viesse. Pôs as botas. Soltou os cabelos, e estava arrumando os cachos quando aconteceu.
Rose: Elena, você terminou de... – Ela parou na porta, vendo a outra. Elena se virou, na defensiva, sentindo o peso das camadas a mais de tecido adicionadas ao vestido – O que significa isso?
Elena: Não é nada.
Rose: Para onde você vai? Que vestido é esse? – Perguntou, pasma.
Elena: Não vou a lugar algum. O vestido é meu.
Rose: Ora, você deve ter dezenas desse, não é? Não minta pra mim, sua... – Ela parou olhando a cama. Havia algo azul debaixo do travesseiro. Rose apanhou o livro antes que Elena pudesse contê-la – O roubou. – Disse, em um murmúrio.
Elena: É claro que não roubei, não diga tolices.
Rose: Foi até o quarto dele e o roubou! Este livro é dele, eu já o vi! É de sua biblioteca particular, ele não deixa ninguém tocá-los! E esse vestido... Ah, que maravilha. Roubaste um dos vestidos de Katherine. – Disse, a glória cintilando em seu rosto. – Oh, isso ele não vai perdoar.
Elena: Eu não roubei nada. – Disse, revirando os olhos.
Rose: GUARDAS! – Gritou pro corredor, um sorriso triunfante no rosto.
Agora é que se deu.
–--*
A cena na cozinha seria engraçada se não fosse dramática. Estavam Klaus, Rose, Elena e dois seguranças, sendo que um a segurava por cada braço.
Klaus: Certo... Porque estão segurando ela? – Perguntou, incrédulo.
Rose: Porque é uma ladra! – Disse, satisfeita.
Elena: Se não mandar me soltarem, Rose, eu vou te mostrar quem é a ladra. – Disse, se debatendo. Rose riu.
Klaus: Senhoras, se acalmem. – Disse, revirando os olhos. – Ela tentou agredir alguém?
Rose: Ora, está tentando me agredir agora! – Mostrou.
Klaus: Antes de você mandar agarrá-la. – Disse, respirando fundo.
Rose: Não. – Disse, a contra-gosto.
Klaus: Soltem-na. Agora. – Os guardas olharam pra Rose – Será que os guardas desse castelo não entendem minhas ordens? Onde está Damon?
Rose: Já mandei chamá-lo. Ele saberá o que fazer.
Klaus: É, só que daqui até que ele chegue a maior autoridade aqui é minha, e eu estou ordenando que soltem esta mulher. – Disse, sério. Os guardas, sem ter opção, soltaram. Klaus era um rei; Rose era uma criada. – E, permita-me dizer, seja qual for a ocasião, você está encantadora. – Disse, debochado.
Damon: Que alvoroço é esse? – Perguntou, a voz vindo do corredor – Klaus, sabia que Caroline está na sala de leitura? – Perguntou, divertido. Klaus riu — Quem está encantadora?
A resposta foi muda. Damon parou no portal da cozinha, e olhou Elena de cima a baixo. O vestido lhe caíra como uma luva, estava tão linda! Realçava os olhos, entrava em contraste com a pele clara. O cabelo estava solto, os cachos caindo por cima dos ombros. Quando o olhar dele encontrou o dela os dois se encararam por um longo instante, sem saber o que dizer.
Klaus: Damon, testando, um, dois, três. – Disse, estralando os dedos na frente do rosto de Damon.
Damon: Que diabo...? – Ele não conseguiu completar.
Elena: O diabo é que eu estava em meu quarto. – Disse, o rosto quente de raiva – E esta criatura descontrolada entrou sem pedir permissão, e chamou dois guardas para me arrastarem. – Disse, tirando o cabelo do rosto, impaciente. Damon observou o gesto, interessado. Nunca a vira assim.
Klaus: Damon. – Chamou a realidade novamente.
Rose: Acontece é que é uma ladra! Ladrazinha de terceira categoria!
Elena: Se tornar a me chamar de ladra vou te descer a mão na cara. – Avisou, e Klaus riu alto, divertido. Damon teve que se controlar pra não rir também.
Rose: Ah, não és ladra? Pois veja, senhor. – Disse, apanhando o livro – Este livro é de sua biblioteca pessoal, e eu encontrei no quarto dela! Sem contar na prova óbvia: Ela roubou um vestido da minha senhora, Katherine. Uma ladra, senhor. – Disse, em jubilo.
Elena: Eu vou partir a boca dela. – Disse, pra si mesma, olhando a parede.
Rose: Imagino a dor que não deve causar ao senhor ver essa ladrazinha usando as vestes da minha senhora. – Elena virou o olhar pra ela.
Elena: Dor? Você gosta de dor? Eu vou te mostrar a dor, Rose. – Disse, sorrindo angelicalmente.
E Elena partiu pra cima de Rose. Damon ergueu as sobrancelhas, maravilhado com o surto de raiva dela. Klaus gargalhou, dando a volta... Pra sair do caminho e observar melhor. Estava ficando vermelho pelo riso. Porém os guardas detiveram Elena antes que ela pudesse fazer qualquer dano.
Rose: Ainda tenta me agredir! – Disse, exasperada. Elena, presa pelos braços, alcançou um jarro que ficava com água em cima da mesa e tacou na direção de Rose. Não atingiu, mas a intenção ficou clara.
Damon: Certo, cuidado com os nervos. Klaus, que diabo, pare de rir! – Klaus havia se amparado na parede, rindo gostosamente – Elena, se acalme. – Elena parou de se debater.
Rose: Como eu disse, senhor, aqui está o livro. E ela ainda usa o vestido da minha senhora. Ladra! – Elena ergueu a sobrancelha, virando os olhos castanhos pra ela. Klaus ficava cada vez mais vermelho.
Damon: Este vestido não é de Katherine. É de Elena. – Esclareceu.
Dessa vez houve um instante de silencio na cozinha, interrompido por Elena, que deixou a cabeça cair pra trás e gargalhou. O riso era falso, mas ela precisava fazer aquilo. Klaus, que tinha parado de rir, voltou a rir também.
Damon: O que te passa? – Perguntou, incrédulo.
Elena: Raiva. – Respondeu. O riso terminou como começou: Instantaneamente.
Rose: Como... Como dela, senhor?
Damon: O vestido é dela. O livro que você segura também. – Apontou – Eu os presenteei a ela. E você os tomou.
Elena: Quem é a ladra agora? – Perguntou, divertida.
Damon: Tirem as mãos dela. – Ouvindo a ordem os guardas largaram Elena. – Devolva o livro e se desculpe. – Klaus assoviou, cruzando os braços – Klaus, em nome de Deus, pare com isso!
Klaus: Eu deveria ter vindo aqui antes. No meu castelo não é nem de longe divertido assim. – Comentou, e Damon revirou os olhos.
Os olhos de Rose estavam incrédulos quando ela viu Damon se aproximar, segurando Elena pela cintura inconscientemente. Ela se aproximou, com o livro na mão.
Rose: Perdoe-me. Não tive a intenção. – Disse, como se cada palavra a envenenasse, devolvendo o livro.
Elena: Com licença. – Disse, em um murmúrio, e saiu dali.
Klaus: Foi um prazer conhecer você. – Disse, dando tchau com a mão quando ela saiu. Damon o fuzilou os olhos.
Damon: Estão dispensados. – Disse aos guardas, que se retiraram – Limpe isso. – Disse a Rose, sobre o chão molhado e os cacos de vidro – E tu... Se não quiseres que eu vá até Caroline e conte que está flertando com as minhas criadas, para de gracinha.
Klaus: Porque, está com ciúme? – Perguntou, de braços cruzados, sorrindo abertamente.
Damon: É impossível. – Murmurou, revirando os olhos.
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