Damon entrou no quarto de Elena, como sempre.Só que pela primeira vez ela não estava lá. Ele nem precisou acender as velas pra saber disso, a ausência dela se notava no ar. Assim ele acendeu as velas e se sentou, pronto pra esperar. Porém não demorou muito, uns vinte minutos depois ela entrou no quarto. Parecia cansada. Não estava sendo fácil: Passava as noites em claro com Damon, e durante o dia Rose a derrubava com tarefas, uma mais pesada que a outra. Ainda assim seu rosto se iluminou ao vê-lo sentado ali.

Elena: Me perdoe pela demora. – Disse, fechando a porta.

Damon: Ainda trabalhando? – Perguntou, vendo a roupa dela.

Elena: Coisas demais na cozinha. O fiz esperar demais? – Perguntou, se aproximando.

Damon: Uma vida. – Brincou, e ela ergueu a sobrancelha – Certo, cerca de meia hora. Venha. – Ele ofereceu a mão, trazendo-a pra se sentar em seu colo. Assim que ela sentou ele passou a mão pela cabeça dela, sumindo com o laço, deixando os cachos livres pelas costas dela – Esse rostinho está cansado demais. – Disse, tirando o cabelo do rosto dela.

Elena: Rose se torna a cada dia mais inconformada. – Explicou, dando de ombros – Eu dou conta. – Disse, e fungou em seguida.

Damon: Oh, nunca duvidei de teus poderes. – Brincou, e ela riu. – Bem melhor. – Observou, vendo-a rir.

Elena: Posso pedir algo?

Damon: Sendo que tu já estás pedindo... – Elena ergueu a sobrancelha, repreendendo-o – Porque tu me olhas desse jeito? – Perguntou, indignado.

Elena: Só te olho desse jeito quando estás errado. – Respondeu, mas o abraçava. Damon a ninava no colo.

Damon: Que seja, peça. Meu reino será teu. – Ilustrou e ela arregalou os olhos, fazendo-o rir.

Elena: Não quero teu reino. – Disse, acariciando a gola da camisa dele – Só me beije.

Damon a encarou por um instante. Que preciosa era! Ele sorriu, acariciando o cabelo dela, e inclinou o rosto, beijando-a. Doce, somo sempre. Elena pôs as mãos no rosto dele, acariciando-o ternamente. Após um tempo Damon apertou a cintura dela sutilmente, e ela suspirou. Mas ao tentar colocar as pernas cansadas pra cima da cama, seus pés bateram em algo. Desgostosa, ela se separou do beijo dele.

Damon: O que... Ah, claro! – Disse, seguindo o olhar dela. Era uma caixa grande, branca, nos pés da cama. Elena o encarou, a pergunta clara em seu olhar – Havia me esquecido. Lhe trouxe um presente.

Elena não gostou quando ele a tirou de seu colo, fazendo-a se levantar. Ele puxou a caixa, pondo em seu colo. Elena abriu a caixa fina. Havia um papel delicado envolvendo algo. Damon olhava o rosto dela, deliciado com as reações.

Elena: Um... Um vestido. – Disse, mortificada, puxando o vestido de dentro da caixa.

Era luxuoso, sofisticado, de um azul marinho meio metalizado, com o corpete preto. Era o vestido mais lindo que Elena já havia visto. Tudo nele era bem trabalhado, era delicado. Damon sorriu ao vê-la moldar o vestido no corpo, sorrindo.

Elena: Como tu soubeste meu tamanho? – Perguntou, encantada.

Damon: Bom... Foi meio problemático. – Confessou.

Na realidade, fora. Ele conheceria o corpo de Elena vendo-o de longe, mas vestidos eram diferente. Havia a questão das dezenas de camadas de tecido, e o espartilho... Ele não havia como se basear. O corpo de Elena era completamente diferente do de Katherine. Enquanto Katherine era mais baixa e robusta, Elena era alta e farta. Ele viu o olhar dela, impulsionando-o a explicar.

Damon: Por fim eu fiz vestirem os manequins com os vestidos, e apalpei. – Confessou, e ela riu. – Foi algo interessante. – Continuou – Eu fechei os olhos e imaginei que eram mulheres, e que eu deveria te achar. Quando minhas mãos te encontraram, eu soube o tamanho. – Disse, satisfeito.

Elena: É lindo. – Disse, rodopiando com o vestido.

Damon: E tem sapatos. – Disse, apanhando duas botas de couro preto, salto, lustradas.

Elena: Porque está me dando presentes? – Perguntou, olhando-o.

Damon: Eu sou um rei. Dou presentes a quem eu quiser. – Disse, e ela revirou os olhos.

Elena: Por um segundo pensei que irias dizer que foi feitiçaria minha também. – Ela colocou o vestido com cuidado em cima da cômoda, pulando no colo dele novamente – Obrigado. – Disse, apanhando o rosto dele entre as mãos e enchendo-o de beijos.

Elena esperou que ele a segurasse e intensificasse o beijo, mas ele não fez. Ela o olhou por um instante, os dois perto demais, e ele negou com a cabeça. Ela franziu o cenho.

Damon: Hoje vamos dormir. – Disse, o rosto ainda colado ao dela.

Elena: Mas porque? – Perguntou, confusa.

Damon: Porque tu precisas. – Disse, pondo-a no seu lado na cama – Não contestes. – Avisou, calando o protesto dela. Elena se emburrou, dando as costas a ele.

Demorou minutos. Damon colocou a caixa na cômoda junto com o vestido, e apagou as velas. Quando o quarto se fez escuro, ela sentiu ele voltar a cama. Então ele beijou-lhe o ombro, a mão puxando os cordões do vestido dela. Elena sorriu.

Damon: Eu não mudei de idéia. – Avisou, em um sussurro.

O rosnado que Elena emitiu em seguida fez Damon gargalhar gostosamente. Ela arregalou os olhos, passando pra cima dele tapando-lhe a boca.

Elena: Vais acordar o castelo todo! – Ralhou. Após alguns instantes ele fez um sinal, e ela o soltou.

Damon: Tenha sonhos felizes. – Desejou, beijando-lhe a testa.

E Elena dormiu em minutos, feito uma criança. Ele a aninhou em seus braços e terminou por dormir também.

Na noite seguinte...