just one more about love Delena
128 Capitulo 128
Ela não conseguiu responder. Alguns instantes depois ela gemeu, mais alto ainda, e quase perdeu o controle do corpo. Damon parou com tudo o que fazia só pra desfrutar da reação dela. Queria poder ver seu rosto, o tom corado que tomava toda vez que ela chegava ao orgasmo, mas o rosto dela estava caído em seu ombro. Ele levou a mão até o queixo dela, erguendo o rosto, e ela estava de olhos fechados, a respiração forte... A maçã do rosto vermelha. Ele sorriu. Então percebeu o quanto ela tremia, tentando se manter nos cotovelos, e segurou os braços dela, lhe dando tempo. Após instantes ela abriu os olhos, encarando-o, e viu que ele ria. Teve vontade de lhe descer a mão na cara, mas ao invés disso o beijou. Damon recebeu como surpresa. Ela deixou seus lábios, beijando-lhe o queixo, o pomo-de-adão, o peito, a barriga (se desviando de dois curativos)... E chegou na bermuda. E ela nem hesitou. Damon fechou os olhos, sentindo os lábios dela abrangerem seu membro, deixando o corpo relaxar... Depois do dia que tivera, isso era o paraíso. O primeiro gemido dele veio curto, mas serviu como estimulante para ela, que não descansou até que ele ficasse no mesmo ponto em que ela estivera. Damon arfava, a barriga se contraindo o tempo todo, os músculos se destacando ali, e ele chamava por ela. No fim ele gemeu alto, agarrando o lençol, e Elena o deixou, sorrindo ao se deitar ao lado dele, que ainda arfava. Após alguns instantes ele virou o rosto para ela, encarando-o, e ela sorriu. Ele riu consigo mesmo um instante, e ela acariciou o rosto dele, que beijou sua mão.
Damon: E eu que só pedi um beijo. – Comentou, divertido, e ela empurrou o rosto dele. Ele bocejou em seguida. – Me abrace. – Pediu, quieto, e Elena foi mais pra perto dele, abraçando-o pelos ombros, oferecendo-lhe seu colo.
Elena: Cuidado. – Alertou quando ele se virou, se agarrando a ela. Damon sentiu os pontos da coxa se esticarem e foi com mais calma, até que a perna estava estirada seguramente de novo. Ele afundou o rosto no pescoço dela, suspirando – Durma. – Disse, lhe acariciando os cabelos.
Damon: Ainda vai me amar quando eu acordar? – Perguntou, rouco.
Elena: Eu sempre te amei, sempre vou amar. – Murmurou, beijando o cabelo dele, e ele ficou quieto. Aquilo bastou. Ele dormiu logo, exausto, e ela ficou acordada, velando o sono dele.
Alguns andares abaixo...
Lorenzo: Finalmente. – Disse, entrando no quarto. Ele já não usava a armadura, mas havia sangue seco e sujeira em seu pescoço e em seus braços. O quarto estava vazio. Estranho, Jenna dissera que Madison estaria ali. – Mad? – Sem resposta.
Ele avançou pelo quarto, cansado, chamando por ela. Nada. Estranho. Já era tarde, Madison não sairia assim em um dia normal, quem dirá hoje. Apenas quando passou na porta do banheiro que viu: Dois pés pálidos, cobertos por renda preta. Ele se apressou até o banheiro e viu a esposa caída de qualquer jeito no chão, usando roupa debaixo e o hobbie de renda, os cabelos esparramados a sua volta... Desfalecida. Ele olhou em volta, procurando um atacante, mas não havia ninguém. Olhou pra ela, os olhos em um desespero mudo, mas não havia sangue. Que diabo acontecera ali?
Lorenzo: Madison! – Chamou, se abaixando, e apanhando o rosto da esposa nas mãos. A cabeça de Madison caiu pra trás, os cabelos negros se arrastando no chão. Os lábios estavam brancos, quase cinzas – Droga, Mad. – Disse, passando a mão por debaixo do joelho dela, carregando-a até a cama. – Mad. Mad, shhh. – Disse, dando dois tapinhas suaves no rosto dela. – Ei. Acorde. – Pediu, segurando ela pela maçã do rosto. Não demorou muito, Madison suspirou. Ele respirou fundo, se acalmando.
Madison: Me diga que eu não cai. – Pediu, a voz quebrada. Ele sorriu.
Lorenzo: Você não caiu. – Atendeu, e ela riu – O que há? – Perguntou, e ela abriu os olhos, encarando-o.
Madison: Nada. Apenas estou, resumidamente, exausta. – Disse, se sentando. – Cansada, exausta, faminta. – Acrescentou, e ele sorriu.
Lorenzo: Me assustou. – Disse, ajoelhado ao lado da cama.
Madison: Perdoe. Gente demais morrendo nesse castelo hoje. Stefan tentou decepar a cabeça de Caroline. – Ela suspirou. Estava realmente exausta – Mas tudo vai bem. Só preciso descansar. E tu, — Ela reparou no estado do marido – Precisa de um banho.
Lorenzo: Preciso. – Disse, puxando a camisa suja pela gola. – Você vai ficar bem?
Madison: Vou sair. – Ele a repreendeu com o olhar imediatamente – Não vou longe. Tome um banho demorado, lave os cabelos, — Ela passou os dedos carinhosamente nos cabelos dele, cobertos de poeira e fuligem – E quando terminar estarei aqui.
Lorenzo: Tome cuidado. – Disse, se levantando. Madison se levantou também, abotoando o hobbie, a renda ocultando muito pouco. Ele se aproximou para beijá-la, mas ela recuou, os lábios parecendo secos, os olhos que davam a aparência de arder. Ela olhou os lábios dele por um momento, então, parecendo se refrear, colocou dois dedos ali. Ele a encarou, confuso.
Madison: Não é uma boa idéia. Quando eu voltar, com certeza. – Lorenzo sorriu, e assentiu. Ela se afastou dele, respirando fundo – Eu já volto. – E deu as costas, saindo. Ele sacudiu o cabelo, sumindo no banheiro.
No quarto de Caroline...
Klaus: Você me disse que está grávida. – Disse, e Caroline assentiu – É meu?
Caroline: É claro que é. – Disse, se sentando direito. Klaus se sentou ao lado dela, olhando pra frente.
Klaus: Porque, Caroline? Porque fez isso? – Ela ficou quieta – Ele era bonito? – Perguntou, tentando entender. Bom, Madison era bonita.
Caroline: Era. – Murmurou, encolhida. Klaus ergueu as sobrancelhas, olhando o chão – Não tanto quanto tu, mas era. O que isso importa agora, Klaus?
Klaus: Era melhor que eu? – Perguntou, e ela suspirou.
Caroline: Isso importa? – Perguntou, olhando-o.
Klaus: Importa pra mim. Responda. – Ordenou.
Caroline: Não. É claro que não. Nunca tive homem melhor que tu. – Disse, e ele assentiu – Era apenas diferente. Eu não sei porque fiz aquilo, eu não pensei, eu cogitei a idéia e quando eu dei por mim eu... Argh. – Gemeu. Os olhos dele voaram pra ela, varrendo seu rosto.
Klaus: Sente algo? – Perguntou, alertado. A cicatriz vermelho escuro no pescoço de Caroline bastava para apavorá-lo.
Caroline: Sinto. Me sinto uma idiota porque cometi um capricho e agora meu marido está me deixando. Não é ótimo? – Disse, virando o rosto pra ocultar as lágrimas dele. Klaus observou um instante, calado.
Klaus: Eu não estou deixando você.
O silencio durou um instante. Caroline virou o rosto, encarando-o, esquecendo de secar as lágrimas de desespero que já haviam começado a cair. O encarou, procurando algum sinal de deboche no olhar dele, mas não havia nada anormal no modo como ele a encarava. Nada do ódio com o qual ele a olhara nos últimos dias. Era o olhar normal dele pra ela, apaixonado, meio fascinado... E agora ressentido.
Klaus: Não sou santo. – Disse, vendo a expressão dela – Pensei, sim, em me divorciar de ti. Mas tudo perdeu perspectiva quando a vi sangrando hoje. Eu te amo, Caroline. – Resumiu. – Se isso fizer de mim um fraco, não tenho como me opor. Eu amo você. – Ela sorriu abertamente, então, alertando-o, o abraçou – SHHH! Cuidado!
Caroline: Obrigado. Obrigado, obrigado, obrigado. – Disse, forçando a voz impossivelmente rouca – Nunca mais eu faço isso, nunca mais, eu juro por Deus, pela minha felicidade, pelo nosso filho. Ah, eu amo você, Klaus. – Disse, enchendo o rosto dele de beijos.
Klaus: Nosso filho. – Repetiu, sorrindo. Ela o encarou, ansiosa – Gosto disso.
Os dois se encararam por um instante, até que ele trouxe o rosto dela pra si, beijando-a. Caroline podia ter morrido de felicidade ali mesmo. Klaus não ia deixá-la. A guerra acabara, ele não corria mais risco. Teriam um filho. Suspirou, se abraçando ao marido, que a acolheu em seus braços, e tudo estava bem. Klaus jamais saberia nada sobre Matt, e os Donovan tampouco voltariam a se aproximar da realeza. Eles seriam felizes, e só. Saindo dali... Jenna andava pelos corredores. Não encontrara Alaric no quarto, procurava por ele. Até que tombou com alguém.
Jenna: Ai! – Disse, tendo a impressão de ter se chocado com um muro de pedra. Ela olhou e viu Madison recuando, os olhos abertos em choque – Ei, você acordou! – Disse, sorrindo. Madison assentiu, sorrindo também – Fiquei preocupada. – Madison pôs a mão no rosto, em cima da boca, como quem tapa a boca por ter se assustado... Mas nesse caso segurando os lábios juntos e tampando a respiração – Você está bem?
Madison: Estou. – Disse, por trás da mão. Ela ainda se afastava – Porque está aqui sozinha?
Jenna: Procurando Alaric. – Disse, dando de ombros. – Fiz algo errado? – Perguntou, estranhando o olhar de Madison. Essa riu de leve.
Madison: Não, claro que não. Você é só humana. – Dispensou, e Jenna sorriu – Escute, eu preciso ir, preciso... – A voz abafada pela mão sendo interrompida por alguém.
Jenna: Ric, finalmente! – Disse, vendo o marido se aproximar. Ele viu a expressão de Madison e sutilmente se pôs em frente a esposa, sorrindo. Madison revirou os olhos.
Alaric: Vamos? – Chamou, e Jenna assentiu. Ele a levou pelo corredor, e parou ao lado de Madison – Escolha interessante de roupas. – Murmurou, e ela sorriu, debochada – Vai ficar bem?
Madison: Perfeitamente. Só preciso sair daqui, agora. Chega de civis passando na minha frente hoje. – Alaric riu.
Alaric: Lorenzo? – Perguntou. Jenna esperava, alguns passos a frente.
Madison: É um civil! – Lembrou, e Alaric riu gostosamente – Ande, saia da minha frente. – Disse, passando por ele e disparando pelo corredor.
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