just one more about love Delena
129 Capitulo 129
Alaric abraçou Jenna pelo ombro, levando-a. Chegando ao quarto ele foi pro banho, e quando saiu ela estava sentada em frente ao espelho, escovando o cabelo.
Jenna: Estou feliz por irmos para casa. – Disse, largando a escova. Alaric secava o cabelo.
Alaric: Pensei que gostasse daqui. – Disse, observando-a.
Jenna: Eu gosto, mas sinto saudade de casa. – Disse, se aproximando – E nosso filho não pode nascer no reino dos outros. – Disse, dando de ombros. Alaric ergueu a sobrancelha pra ela, que sorriu, radiante – Então eu sugiro que nossa partida não tarde muito.
Alaric: Ah, meu Deus. – Murmurou, indo pra ela, e Jenna gritou, rindo, quando ele a ergueu no ar, enchendo-lhe de beijos – Meu Deus, Jenna! – Disse, vermelho de euforia. Ele a baixou até sua altura, beijando-a em seguida.
E, como diz o ditado: Tudo está bem quando termina bem.
A guerra foi contida. Madison ficou bem. O corpo de Stefan ficou trancado em uma sala durante a noite, ainda com a espada de Damon cravada em seu peito. No dia seguinte uma pira enorme fora erguida na praça principal da cidade, e o corpo de Stefan estava lá. Era uma cerimônia, o fim da guerra, o novo rei reclamando seu direito. Problema é que Damon não conseguia se levantar.
Alaric: E agora? – Perguntou, vendo Damon vestido, de pé em cima de uma perna. A outra inchara, e ele não conseguia pôr peso nenhum sem mancar.
Elena: Ele só precisa acender a palha, não é?
Kalus: Ele precisa andar pela praça até a pira, e então acender. – Apresentou o problema.
Lorenzo: Podemos providenciar uma liteira. – Pensou.
Damon: Seria patético. – Disse, suspirando.
Antes que alguém dissesse algo houve o barulho de madeira se quebrando. Todos viram Madison atravessando o quarto com uma tora de madeira na mão, quadrada, quebrada na altura do cotovelo. Uma muleta.
Madison: Ampare isso debaixo do cotovelo. Bastará para alguns passos, ele só precisa andar da carruagem até o centro da praça. – Disse, fazendo pouco caso.
Lorenzo: Ela é diabólica, não é? – Perguntou, orgulhoso, vendo a esposa se afastar.
–--*
A praça estava lotada. Soldados abriram espaço quando as carruagens reais chegaram. Damon e Elena chegaram por ultimo.
Elena: Eles precisam mesmo estar aqui? – Perguntou, apontando para Chord e Rosalie, ambos de branco, usando coroas de prata, singelas.
Damon: É o regulamento. Não me agrada também. Mas eles não vão ver muito. – Disse, acariciando o rosto do filho. — Me preocupo mais com Hope. — Disse, desgostoso.
A carruagem de Damon parou. Ele apanhou a muleta improvisada, e a custo desceu da carruagem. Hope já estava lá. Elena desceu atrás. Usava um vestido preto e prata, a coroa presa no alto de seu cabelo, e ele lhe ofereceu a mão enquanto uma criada colocava Chord e Rosalie no berço. Lorenzo, Klaus e Alaric vieram, e Elena teve que se afastar. Olhou aflita Damon mancar a frente, apoiado na muleta, os outros três o flanqueando. Quando chegou até a pira, largou a muleta improvisada em um canto, o que fez Elena gemer. Fazia frio. Ela gostaria de ter mantido Damon na cama, aquecido, aquele dia. A perna dele estava impossivelmente inflamada. Mas nem pareceu quando ele subiu os 4 degraus altos, chegando a altura em que o corpo estava depositado, e puxou sua espada do peito de Stefan, o sangue seco causando uma sensação nauseante. Parecia ter ficado mais viscoso, como cola. Ele se virou, estendendo a própria espada, mostrando-a a todos os expectadores. Lorenzo, Klaus e Alaric assistiam solenemente. Um soldado entregou uma tocha a Damon, que se afastou um passo, acendendo as chamas. Logo não se via o corpo. Ele se virou novamente, erguendo a tocha, e dessa vez houveram gritos e aplausos em saudação. Aquilo significava que, depois de anos, a maldita guerra acabara.
Madison: Quieta. – Disse, segurando Elena, que ia ajudar Damon, quando ele apanhou a muleta de novo.
Elena: Porque? – Perguntou, exasperada.
Madison: Porque ele precisa fazer isso sozinho. Ele é o rei. – Disse, serena, a enorme coroa de diamantes contrastando com seu cabelo e vestido.
Elena não gostou, mas pode entender. Sem dizer nada os reis voltaram para as carruagens, dando as costas ao fogo arrasador. As pessoas ficariam ali, comemorando o dia inteiro, mas não eles. Por fim Damon se aproximou, e Elena sorriu pra ele. Ele beijou a testa dela, abraçando-a, enquanto a carruagem chegara.
Meses depois...
A guerra fora contida. As fronteiras foram derrubadas. Os dois reinos se uniram, famílias estavam juntas novamente. Jeremy casara com sua noiva. A paz podia ser sentida no ar. Não haviam mais tantos soldados armados, não havia dor, apenas paz, e era perfeito. A barriga de Jenna se destacava mais que a de Caroline, mas as duas estavam redondamente grávidas.
Houve uma chuva de flechas na hora em que todos desceram. Estavam indo embora. Não havia mais necessidade de apoio. Todos se despediram em um clima de nostalgia, e com muitas promessas de visitas breves.
Elena: Ah, Mad. – Disse, abraçando a outra. Já tinha passado minutos abraçada a Jenna e Caroline. Madison estava fria, como sempre, mas sorria. – Sentirei sua falta.
Madison: Você pode ir nos conhecer, duquesa. – Brincou – Também sentirei sua falta. – Ela viu o olhar de Elena.– E sim, eu tenho certeza, eu não posso ter filhos. Não, não estou nem um pouco arrasada com isso, nem Lorenzo. Desista. – Elena riu. – Prometa levar a pequena para me ver, ou ela não se lembrará de mim.
Elena: Eu levarei. – Disse, e suspirou, vendo o clima de despedida em volta – Ah, eu gostaria que vocês ficassem.
Madison: Eu tenho uma casa também. Um castelo magnífico. Quando você for nos visitar, — Insistiu – Verá. – Lorenzo a chamou. A carruagem esperava. – Eu preciso ir. Não direi adeus. – Assinalou.
Elena: Não é um adeus. – Disse, apertando as mãos da outra – Faça boa viagem. – Madison agradeceu.
Madison: Obrigado. Até mais, pequena Rosalie. – Disse, dando tchauzinho pra menina. Rosalie, toda fofa, retribuiu.
Madison desceu as escadarias, tranqüila em seu vestido negro, mas no final Elena não agüentou.
Elena: Mad! – Chamou, correndo até a outra. Madison olhou, sem entender – Só... Por favor, só me diga uma coisa. – Madison esperou – Como você consegue sair de dia? – Perguntou, exasperada, e Madison gargalhou. Lorenzo sorriu com o som, esperando na carruagem.
Madison: Bom, eu não me lembro do sol ter saído desde que eu cheguei aqui. Curioso, não é? – Perguntou, piscando pra Elena.
Elena: O sol... Você... – Ela não conseguiu terminar. Madison riu de novo.
Madison: O sol não. Não dou pra tanto. – Disse, com uma careta – Mas as nuvens... A neve... São fenômenos curiosos, não são? – Perguntou, divertida – Até mas, Elena. – Disse, dando as costas.
Elena subiu as escadarias novamente, indo até o marido, que esperava. As carruagens saíram. Damon a abraçou pelo ombro, beijando-lhe o rosto, e os dois observaram em silencio os amigos partirem. Tudo tinha seu lado negativo. O lado negativo do fim da guerra era ter de deixá-los partir.
Hope já havia sido colocada na cama. Chord e Rosalie dormiam. Chord pronunciara sua primeira tentativa hoje, um “mamá” engraçado, olhando pra Elena. A algazarra depois disso durou horas. Rosalie não entendeu porque, mas adorou. Cresciam fortes, felizes, seguros, mais amados a cada dia. Hope ficou com Rosalie até tarde, brincando com as bonecas. Bom, Hope brincava, e Rosalie ficava sentada, os olhinhos observadores, olhando. Ria com freqüência. Eram bebês felizes. Agora ambos dormiam, seguros, tranqüilos. Damon sorria, sentado na cama. A vida fora doce com ele, pensou, enquanto observava. Elena dançava. Na opinião dele, nunca estivera tão fascinante. Era a primeira vez que ela dançava pra ele depois do fim da guerra, e isso já fazia vários meses, quase um ano. Parecia que a alegria que agora emanava nela a deixara mais sexy ainda, se era possível. Os olhos castanhos não deixavam os dele, e ela ofegava pelo movimento. Ela sorriu pra ele e rebolou dando a volta, inclinando a cabeça pra trás. As moedinhas de sua saia iam e vinham, frenéticas. Ela abriu os braços, jogando a cabeça pra um lado, os cabelos ricocheteando no ar, rebolando devagar, então subitamente se virou pra ele, subindo na cama. Damon sorriu, batendo palmas. Ela se ajoelhou em frente a ele, deixando a cabeça cair pra trás, a barriga reta oscilando, e ele só sabia sorrir. Ela ergueu o rosto, e aproximou o busto dele, se balançando, deixando os seios na altura do marido. Sabia que ele adorava quando ela dançava pra ele.
Damon: Sabe... Se alguém um dia soubesse do teu dom. – Começou, mas parou quando ela deixou os cachos passarem pelo rosto dele, aspirando o perfume – Tu ficarias conhecida na eternidade como a rainha que enfeitiçava com o corpo. – Elena riu – Não que eu pretenda dividir isso com alguém, é claro. – Dispensou.
Elena: Dividir? – Perguntou, atrevida. Ela, que estava ajoelhada, deixou o corpo cair pra trás, deitando as costas na cama, os lábios entreabertos, os cabelos em um redemoinho a sua volta, e oscilou o ventre em direção a ele, logo recolhendo-o de volta. Damon deixou a mão pairar no ventre dela, caindo pesadamente ali. Elena parou de se mover, ofegando, olhando pra cima.
Damon: Ninguém nunca vai saber. É só meu. – Disse, possessivo. Ele passou pra cima dela, que riu, desdobrando as pernas de debaixo dele. – Tu te sai atrevida demais. Me lembro bem de como eras quando chegou aqui. – Elena franziu o cenho, ainda ofegando – “Mais alguma coisa, alteza?” – Repetiu, e Elena arregalou os olhos.
Elena: Posso ajudar, alteza? – Repetiu, o tom inocente tingindo seus olhos. Damon ergueu as sobrancelhas – Sim, senhor. Com licença, majestade. – Ela fez bico, empurrando-o de cima de si, mas ele a puxou de novo, fazendo-a cair. Ela ria gostosamente enquanto ele a mordia. Damon tinha o peito nu, e usava uma calça preta.
Damon: Descarada. – Acusou, segurando o rosto dela, afundando os beijos em seu pescoço. Elena tremeu sentindo a língua dele na pele sensível, suspirando.
Elena: Se lembra da primeira vez em que estive aqui? – Perguntou, em tom baixo, enlaçando as mãos nos cabelos dele.
Damon: Estava com medo de mim. – Lembrou, descendo a boca pelo decote dos seios dela – Apavorada. Pensava que eu ia te matar.
Elena: Nunca imaginei que pudesse chegar a ser tão feliz. – Disse, e ele ergueu o rosto para encará-la. Os olhos de ambos estavam dilatados – Sou tão feliz que parece não caber em mim. Se alguém me dissesse que terminaria aqui, como tua mulher, eu riria. O que tu, rei, ia ver em mim? – Perguntou, mordendo o queixo dele em seguida.
Damon: O que eu, homem, podia não querer em ti? – Sussurrou os lábios dele.
Elena: No final das contas, você me matou. – Damon ergueu os olhos, encarando-a – Me mata. Todas as noites. As vezes durante o dia. – Um sorriso delicioso se abriu no rosto dele – Nas minhas provas de roupa. Durante o meu banho. Até quando estou dormindo. O tempo inteiro. – Disse, atrevida, com um biquinho.
Damon: Quem vê até acredita que tu gostas de morrer. – Murmurou, mordiscando os lábios dela e puxando-os, repetidamente.
Elena: E eu gosto. Cada dia mais. – Disse, libertina. As mãos dele apanharam os quadris dela, puxando-a direito para debaixo de si.
Damon: Então permita-me, — Começou, descendo a boca pelo rosto dela, até que pairou perto de seu ouvido – Pois bem agora eu me ponho louco de vontade de fazê-la morrer. – Elena suspirou de antecipação. Então veio um sussurro. – Eu amo você. – Ele ergueu o rosto, vendo-a sorrir pra ele, e ela disse um “eu te amo”, sem emitir som nenhum. Ele sorriu, se abaixando, tomando os lábios dela em um beijo apaixonado. Nem o primeiro nem o ultimo, apenas mais um dos infinitos que eles ainda trocariam.
E exatamente como em um conto de fadas, eles viveram felizes para sempre.
FIM
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