Damon brincou com Rosalie por minutos a fio. A menina não falava ainda, apenas umas palavras desconexas, mas era a alegria do pai. Ela brincou com ele, as mãozinhas apanhando um punhado de seu cabelo. Damon tinha problemas toda vez que isso acontecia. Mas a solução era pratica: Ele fazia cara de choro pra ela e a menina o soltava, os olhinhos atentos. Ele riu em seguida, beijando-a.

Damon: Você... – Ele deu um beijo apertado nela – É... – Outro – O amor... – Outro – De minha vida. – Completou, beijando a barriga da menina, que riu gostosamente – Sim, você é. E você está com sono. – Disse, vendo a carinha de sono dela. Rosalie imitou o pai, olhando-o, e ele riu – Amor da minha vida. – Repetiu, beijando-lhe a testa.

Elena: Se ela é o amor da sua vida, o que resta pra mim? – Perguntou, saindo do banho, e Damon sorriu.

Damon: Sobra bastante. Põe ela no berço? – Pediu e Elena assentiu, apanhando a filha, que tinha o rostinho sonolento. Ela a levou até o berço, acomodando-a, e dessa vez Rosalie não reclamou. – Venha aqui. – Elena ergueu a sobrancelha – Elena. – Repreendeu.

Elena: Você é impossível. – Disse, e ele sorriu vendo ela ir até a porta, trancando-a, e até os castiçais, apagando as velas, de modo que só sobrou a luz da lareira. O clima era gostoso. A chuva que caíra parecia que viera para lavar todo o terror da guerra. Ele sentiu ela ir pra debaixo dos lençóis, pra perto dele, e sorriu – Como está sua perna?

Damon: Colada com o resto do corpo. – Dispensou, e ela não conseguiu não rir – Escuta, você pode me beijar? – Perguntou, e ela gargalhou da espontaneidade dele. – Se é só o que eu posso pedir, peço logo assim. – Se queixou.

Elena: Sabe que se eu deixar você fazer algo, vai se machucar. Está todo ralado. – Os braços e o peito de Damon tinham alguns curativos brancos, nada demais, só ralado mesmo. Ele estava de peito nu e com uma bermuda solta, branca, pra não pressionar o machucado.

Damon: Eu pedi um beijo. – Lembrou, azedo.

Elena: Hum, enfezadinho. – Disse, apanhando o rosto dele nas mãos, selando-lhe os lábios. Damon suspirou e ela o encarou, confusa.

Damon: Assim, Elena. – Disse, apanhando o rosto dela com as duas mãos, trazendo-os pra si.

Os lábios dele encontraram os dela, quentes, oprimindo-os, a língua logo tomando espaço dentre os lábios dela, encontrando a sua. Elena suspirou, deliciada, mas não teve tempo de relaxar; após se apossar da boca dela ele a devorou, faminto como sempre, os lábios exigindo dela tudo o que ela podia dar. Elena sorriu dentre o beijo, a mão adentrando o cabelo dele. Estava feliz. A guerra acabara. Nada os ameaçava, eles teriam a vida juntos, pra se amarem, para serem felizes. E ela devia isso a ele. Ele fora lá, ele arriscara a vida, ele terminara a guerra. Mas, quebrando o momento, Damon a soltou.

Damon: Tudo bem. Eu pedi um beijo, ganhei um beijo. – Disse, se afundando nos travesseiros. Ele respirou fundo, e ela podia sentir a frustração vindo dele. – Eu planejei comemorar essa noite de um modo diferente que dormindo. – Soltou, rindo de si próprio. Sua perna latejava dolorosamente, mesmo parada.

Elena: Parece um menino choramingando. – Brincou, e ele sorriu de leve. – Me deixe ver. – Disse, passando pra cima dele, sem colar os corpos dos dois. Damon merecia aquela noite.

Damon: Elena. – Repreendeu. Ele tentou mover a perna, mas desistiu perante a dor. – Eu não consigo, pequena. – Disse, frustrado.

Elena: Me toque, Damon. – Pediu, apanhando a mão dele, que estava na cama. Ela trouxe a mão do marido até o próprio colo, fazendo os dedos dele a acariciarem. Damon a encarou, ainda quieto, com um olhar e um sorriso de puro deslumbramento. Ele ergueu o rosto, levando-o ao pé do ouvido dela, o hálito quente dele naquela região arrepiando-a.

Damon: Quer que eu a toque? – Sussurrou, a mão que ela colocara em seu colo sumindo por dentro da camisola dela.

Elena: Muito. – Respondeu, sentindo a boca subitamente seca. – Quero que me toque. Quero que me beije. – Complementou, aspirando do perfume dele. Instigava ela.

Damon: Porque? – Perguntou, adorando a situação.

Elena: Porque você é meu marido. – Disse, selando os lábios com os dele – Meu homem. – Ela repetiu o ato, mordiscando-o agora – E porque só você pode.

Damon não disse mais nada, apenas a beijou. O incomodava que ela mantivesse todo o peso nos braços, sem tocá-lo. Ele tentou forçar os braços dela, puxá-los, várias vezes, mas ela não cedeu. Elena, vendo que ele não ia desistir, apanhou a mão dele que tentava forçar seu cotovelo e trouxe até seu seio, enchendo a mão dele. Isso distraiu Damon completamente. O corpo de Elena parecia ter sido feito exatamente ao molde de suas mãos... E ele se aproveitou disso. Usou de tudo o que podia, afinal fora ela que pedira para que ele a tocasse. As mãos dele deixaram os seios dela vermelhos, sensíveis, a barriga com marcas de unha, nas costas os vergões por onde ele a apertou até chegar ao traseiro dela, que ele apanhou com as duas mãos, apertando com gana. Elena não conseguia respirar direito. Ele não deixou os lábios dela um segundo, seu corpo tremia, era difícil se manter sob os braços trêmulos agora... Até que a mão dele desviou das roupas dela, encontrando sua intimidade. Elena gemeu alto, caindo das mãos, se amparando nos cotovelos, e ele deixou os lábios dela, que afundou o rosto em seu ombro, sem ver o sorriso que ele tinha no rosto. Os dedos dele brincavam com ela, instigavam, e ela ia enlouquecer. Pior, ela ia permitir. O ultimo fio da razão dela foi sua voz, e ela bem tentou.

Elena: Damon. – Chamou, e ouviu um “hum?” perverso dele em seu ouvido, enquanto ele distraia a boca em seu ombro. Estava adorando aquilo, o desgraçado – Chega.

Damon: Não ouvi. – Disse, sorrindo maliciosamente, ameaçando invadir a intimidade dela com os dedos e retrocedendo na ultima hora. Elena teve uma vertigem com isso, ainda amparada nos cotovelos para não tocá-lo.

Elena: Pare com isso. – Disse, mordendo o ombro dele. Sabia que se ele tentasse algo agora, ela não teria resistência suficiente, e aquele corte... – Pare agora.

Damon: Mas você pediu para que eu te tocasse. – Lembrou, e mordeu a orelha dela, deixando um chupão ali atrás – Não pediu? – A voz dele estava excitando-a mais ainda.

Elena: Agora estou pedindo que pare. – Porque ela não tinha força pra sair dali? – Eu pedi, mas... – Ela arfou – Mas já chega. – A voz dela estava tão tremula que não levou nada da ordem que ela pretendera enviar.

Damon: Ainda não. Quase. – Ele ainda sorria. Elena grunhiu, ele não sabia se de raiva ou de prazer. – Shhh... – Tranqüilizou, mas seus dedos na intimidade dela se tornaram mais intensos, mais ágeis.

Notas finais
bom gente voltei hoje com os ultimos capitulos ja :( nos vemos nos agradecimentos