Elena se apertou mais a Damon, não querendo deixá-lo nunca... Mas ele cambaleou. O peso dos dois foi demais pra ele e Elena se afastou, confusa. As vezes Damon a carregava em um só braço, o peso dela não o incomodava.

Elena: O que... – O olhar dela parou no ponto onde o corte se destacava na perna dele – Ah, meu Deus.

Damon: Não entre em pânico. – Pediu, os olhos alertando-a. Tarde demais.

Elena: Está ferido?! – Ela recuou, puxando ele até que pode ver o corte fundo. Se ouviu o riso de Lorenzo com a cara de Damon.

Só continue sendo forte!
Porque você sabe, eu estou aqui por você, estou aqui por você... ♫


Damon: Estou bem. – Garantiu, e sorriu pra ela.

Elena: Cale a boca. – Disse, mas o abraçou. Damon riu. – Venha, vou cuidar de você. – Disse, apanhando a mão dele. Mas Damon não foi.

Damon: Não posso ir. Eu tenho que...

Elena: Não tem que nada. – Ralhou. Ele ergueu as sobrancelhas, divertido, o que piorou quando ela virou o rosto para a multidão que observava – ESCUTEM TODOS VOCÊS: ACABOU! – Klaus gargalhou – TODOS VÃO PARA SUAS CASAS, ACABOU ESSA HISTÓRIA DE SE MATAREM! – Damon observava ela, fascinado – E SE ALGUÉM ABRIR A BOCA PARA MENCIONAR A PALAVRA “GUERRA” DE NOVO, DEUS ME AJUDE, MAS EU MANDO CORTAR A CABEÇA! – Damon riu – Vão embora. E você vem comigo. – Disse, emburrada. Damon ainda ria. Ele encarou Lorenzo que também rindo, assentiu para que ele entrasse. Não seria de ajuda nenhuma com aquele corte.


Klaus: O poder da coroa conseguiu dominá-la completamente. – Disse, divertido. Lorenzo assentiu, sorrindo. – Alaric foi cobrir a área sul. Podem haver revoltosos. Não que eu consiga pensar em alguém que vá querer vingar essa morte. – Ele apontou Stefan com a cabeça. A espada de Damon ficou lá, de pé, fincada no coração dele.

Lorenzo: É, mas temos que limpar a bagunça. – Disse, olhando em volta. Todos os soldados, aliados e inimigos derrotados esperavam por novas ordens.

Assim Elena rebocou Damon de volta pro castelo, Lorenzo, Klaus e Alaric ordenaram os soldados... E ninguém sentiu pela morte de Stefan. A guerra teve o final justo, aquele que todos esperavam e que ninguém lamentava. E foi só.

–--*

Quando Elena chegou a torre (depois de muito trabalho; conseguir subir as escadas com Damon naquele estado não fora fácil), pensou que teria um problema. Da ultima vez que estivera na torre, esta servia como pronto socorro, e todos estavam lá. Mas agora não sobrara ninguém, e os lençóis foram trocados. Aliás, ninguém exceto Rosalie e Chord, que brincavam com os ursinhos no berço. Elena ajudou Damon a tomar banho, ignorando o sangue que foi embora com a água, se angustiando com o grunhido alto que ele perdeu quando a água atingiu seu corte. Ao ver a aflição dela, no entanto, ele sorriu.

Damon: Vá... Vá ver os bebês. – Aconselhou – Eu vou terminar isso já já. – Elena ia contestar – Shit. – Alertou, e ela sorriu.

Elena: Vou providenciar algo de comer. – Disse, saindo do box. O vestido luxuoso estava arruinado, todo amassado, manchado de sangue, agora molhado.

Damon: Não desça sozinha. – Alertou.

Elena: Shit. – Imitou, dando as costas a ele e saindo dali. Ele riu.

Em outro cômodo do castelo... Jenna ainda cuidava de Caroline. Alaric não voltara, então ela ficara com a amiga. Caroline acordou pouco tempo depois, meio desnorteada, olhando em volta. Jenna a aquietou, e ela se acalmou.

Caroline: Onde está... Onde está Klaus? – Perguntou, decepcionada.

Jenna: Damon matou Stefan. – Atualizou, ajeitando o travesseiro da outra – Mas Stefan quase decepou a perna dele antes, então Klaus, Alaric e Lorenzo foram acalmar as tropas. Madison se retirou, parecia estar a ponto de desmaiar de tão fraca. – Caroline assentiu.

Caroline: Devo minha vida a Madison. – Constatou, terrivelmente rouca.

Jenna: Sente algo? – Perguntou, preocupada. Caroline negou – Car... Madison disse que... – Caroline esperou – Que você disse que estava gravida. – Caroline sorriu de canto.

Caroline: E eu estou. – As mãos dela, pálidas, tocaram o ventre por cima do vestido cobre, carinhosamente. Então ela viu a expressão de Jenna – O bebê é do Klaus, Jenna. – Dispensou.

Jenna: Como pode saber? – Perguntou, tirando a resposta da boca de Klaus, que estava atrás da porta. Este ficou quieto, os olhos duros na parede.

Caroline: Só estive com outro 4 vezes, então não mais. Minhas regras vieram 3 vezes depois da ultima vez. E depois disso eu me deitei com Klaus mais vezes do que posso contar, mais de uma vez por noite. O bebê é dele. – Disse, carinhosamente. Tanto Klaus quanto Jenna sorriram. – Acha que ele vai me perdoar? – Mas antes que Jenna respondesse...

Klaus: Jenna. – Disse, entrando no quarto. Ainda usava a armadura de guerra – Me permite falar com Caroline a sós um instante? – Perguntou, e Jenna prontamente se levantou. Klaus agradeceu com o rosto e saiu. Caroline se sentou na cama, os olhos sondando-o, sem conseguir nada. Ele por sua vez a encarava, os olhos claros ressentidos, duros, e sem nada dizer.

Voltando a torre... Elena amamentou os bebês as pressas. Chord dormiu, cansado da agitação do dia, e Rosalie ficou brincando com seu ursinho. Damon lhe dera aquele ursinho, e desde então ela não desgrudava dele nem pra dormir, os olhinhos inocentes percorrendo o brinquedo enquanto os dedinhos se deliciavam na pelúcia marrom. Elena fez Damon comer até não agüentar mais, então cuidou de seu ferimento. Era grande, profundo, e estava começando a inflamar. Vendo-a suturá-lo Damon se lembrou da ultima vez que ela fizera isso. Da ultima vez ela não queria nem olhar em sua cara, pensou com escárnio. Ele observou o rosto dela concentrado no que fazia, ignorando a dor lancinante que pulsava em sua coxa, tanto que ele nem sentia a linha ser puxada. Mas algo martelava em sua cabeça.

Damon: Você... Você viu? – Perguntou, quieto.

Elena: Vi. – Disse, desgostosa – Vai custar a sarar. – Damon ergueu a sobrancelha – Creio que amanhã não conseguirá se pôr de pé.

Damon: Não estou falando disso. – Elena franziu o cenho, erguendo o rosto para encará-lo – Você viu o momento em que... Viu quando ele me derrubou? – Pensou, relembrando a cena. Não queria que Elena tivesse visto ele cair, nem muito menos rolar pelo chão, se esquivando dos golpes que recebia. Parecia covardia.

Elena: Ele conseguiu te derrubar? – Damon ficou quieto. Elena gemeu, frustrada – Não, não vi. Não vi nada, pra falar a verdade. Só consegui fugir de Madison no final. Ela parecia cansada... E eu sai correndo. – Deu de ombros. Damon sorriu. – Agora não, Rosalie. – Suspirou, voltando a atenção pra sutura. Rosalie dava pequenos gritinhos. Fazia isso sempre que Damon não lhe dava atenção – Vai acordar Chord. – Comentou em voz baixa, puxando a linha delicadamente no ultimo ponto.

Damon: Foi no momento em que ele saiu aos berros perguntando se era ‘por isso’ que você o tinha deixado. – Continuou – ‘Isso’ era eu, que não havia conseguido me levantar ainda.

Elena: Pergunta estúpida. – Disse, franzindo o cenho – Não há outro homem pra mim. E não se preocupe com isso, foi só uma queda. Todos nós caímos. Eu cai na descida da escada, fugindo de Madison. – Damon riu, e ela lhe selou os lábios – Você venceu. Trouxe a paz de volta. E mesmo que tivesse perdido, ou caído 10 vezes, eu ainda estaria explodindo de orgulho. Não seja tolo, sim? – Ela selou os lábios dele de novo, que sorriu.

Damon: Deixo de ser se tu me beijares de novo. – Disse, descarado, e ela riu, beijando-o novamente.

Elena: Eu beijo, beijo, beijo... – Disse, cobrindo-o de beijos – Hoje te darei todos os carinhos do mundo. – Disse, dando beijo apertados na maxilar dela.

Damon: Todos? – Perguntou, abraçando-a. Elena maleável assim chegava a ser pecado. Ela enlaçou as mãos nos cabelos dele, ainda enchendo-o de beijos, e ele beijou seu ombro demoradamente.

Elena: Todos. Todos os carinhos e todos os mimos. – Disse, mordendo-lhe a bochecha.

Damon: Que ótimo. – Disse, mordendo a orelha dela, e Elena arregalou os olhos, empurrando-o.

Elena: Nem sonhe com isso. – Disse, catando os objetos de primeiro socorro e se levantando. Ele riu, se recostando nos travesseiros.

Damon: Ei, volte aqui. Nós estamos apenas conversando. – Disse, na defensiva.

Elena: Conheço esse teu tipo de conversa. E a resposta é não. Não há maneira. – Disse, guardando o kit de primeiros socorros.

Damon: Mas eu queria... – Brincou, e ela o lançou um olhar que o fez se calar e rir em seguida. Ele sabia que com aquele corte, mesmo sendo mais abaixo da coxa, perto do joelho, ele não iria a lugar algum. – Ei. Me dê Rosalie antes que ela acorde Chord. – Elena avaliou, então assentiu. Foi até o berço, apanhou Rosalie e checou Chord. O menino dormia. Ela entregou Rosalie a Damon. O rosto da menina se alegrou ao ver o pai.

Elena: Vou pro banho. Se você ousar tentar se levantar dessa cama, eu vou cometer um crime. – Damon arregalou os olhos, falsamente assustado, e ela deu as costas.