just one more about love Delena
125 Capitulo 125
Algum tempo depois Alaric apareceu na sala. Klaus estava irredutível, mas Alaric se conteve em dizer que Madison estava com Caroline, que ela ia sobreviver.
Klaus: Alaric, é minha mulher, eu vou vê-la. – Disse, os olhos verdes ameaçando o outro a contestá-lo.
Alaric: Klaus, estamos em guerra. – Klaus respirou fundo – Esse silencio não lhe indica nada? Vai acabar e precisaremos conter as demandas, não podemos deixar Lorenzo sozinho com isso, quando você voltar Caroline estará aqui! No quarto de Elena, pra ser mais exato. – Deu de ombros. Elena, empedrada, olhou pra ele.
Klaus: Ela está bem? – Perguntou, em um rosnado.
Alaric: Está dormindo. Estará aqui quando voltar. Vamos. – E empurrou Klaus. Quase na porta alaric se virou, vendo Elena branca como uma estatua de cera – E tu... Fique calma. Não faça nenhuma bobagem. Volte pro quarto, lá é seguro. Vai terminar.
Elena: Não deixe... Não deixe que ele se machuque. – Disse, com a voz quebrada. Alaric assentiu e ela deu as costas, saindo.
Elena vagou a esmo até chegar na torre. Queria sair do castelo. Queria ir até o local do duelo, e gritar até que Stefan deixasse Damon. Queria se pôr entre os dois. Queria proteger Damon. Ao entrar na torre, sua atenção foi desviada. Caroline estava deitada ao lado de Hope, branca feito a morte, o colo sujo de sangue... Mas respirava. Madison por sua vez estava amparada perto da janela, parecendo exausta, o olhar distante.
Madison: Não deixe essa porta aberta. – Disse, e Elena olhou a porta por onde entrou. Madison ainda encarava o nada – Eu não preciso de mais ninguém morrendo.
Elena: Você está bem? – Perguntou, se aproximando. Jenna saiu do banheiro com uma tina de água limpa e uma toalha, e se sentou ao lado de Caroline, limpando o sangue do pescoço da outra. No lugar do corte havia uma linha rosa escura, em relevo... Porém nada que jorrasse sangue. Madison virou o rosto.
Madison: Desculpe? – Elena reparou que Madison segurava os pulsos enrolados em lenços.
Elena: Você está bem? – Repetiu. Madison sorriu de canto. Ela sempre aparentava ser tão forte que ninguém, exceção a Lorenzo, e algumas vezes Alaric, realmente se importava com o que ela estava sentindo. Essa era a diferença em Elena; Elena sentia. E se importava.
Madison: Apenas cansada. – Agradeceu – Aparentemente melhor que você. – Observou, vendo a expressão de Elena.
Elena: Se Stefan feri-lo... Se machucá-lo... – Ela não conseguiu terminar.
Madison: Então eu vou ter que me esvair em sangue e vocês vão fugir para viver clandestinamente, contrariando o fato obvio de que ele deveria estar morto. – Elena riu de leve. Madison sorriu, voltando a olhar a janela – Falta pouco, e tudo estará em paz. Hope vai acordar logo. – Elena se sobressaltou, olhando a menina – Se quer ter alguma mentira bem feita, é melhor começar agora.
Não demorou nada e Hope realmente acordou. Elena dispensou poucas palavras, ajudou a menina a se banhar e se vestir, e voltaram ao silencio e sempre. Elena se amparou no berço, olhando os filhos. Rosalie dormia, mas Chord encarou a mãe, observador. Ela sorriu pra ele, acariciando o rostinho do menino. Enquanto Chord estava em paz, seu pai lutava bravamente. Madison não deixou Elena se aproximar da janela porque a luta estava diante dos olhos, na escadaria do castelo. A perna de Damon doía horrivelmente. Ele podia sentir o sangue escorrendo, se esvaindo, mas não tropeçou nem por um momento. Sua espada e a de Stefan cruzaram o ar, se chocando violentamente várias vezes. Lorenzo observava tudo, neutro. Até que, ninguém viu como, Stefan tentou atingir a cabeça de Damon com a espada, mas esse desviou, se abaixando, e cravou a espada na barriga do outro. O metal duro transpassou a barriga de Stefan, saindo pelas costas, e esse ofegou, perdendo a espada. Um silencio pesado tomou conta da cena enquanto o sangue jorrava do cabo da espada para as mãos de Damon, que se manteve, encarando o outro, ofegando de ódio.
Damon: Por Hope. – Rosnou, e arrancou a espada fora, voltando a golpeá-la em seguida. Stefan cambaleou – Pela minha paz. – Assinalou, puxando a espada de novo. Dessa vez Stefan caiu deitado, e Damon deu um passo até estar em cima dele. Ergueu a espada novamente, ainda encarando o outro – Por Elena. – Completou, e afundou a espada no peito de Stefan, bem em cima do coração. – Stefan ofegou de modo tortuoso mais duas vezes... E não respirou mais. – Katherine espera por você no inferno, verme.
Mais dois segundos de silencio, então a gritaria explodiu. Explodiu com uma força que sobressaltou quem estava no castelo, feriu os ouvidos. Damon recuou, olhando o corpo de Stefan no chão com nojo, agora sim permitindo cambalear sob a perna ferida. Esperara tanto por esse momento... Ele se lembrou de Hope privada na cadeira de rodas, de Elena chorando pela morte do pai, se lembrou de sua impotência perante a isso, e o gosto da vitória em sua boca foi doce. Então...
Elena: DAMON! – Gritou, parada na escadaria atrás dele. Todos os rostos se viraram para ver. Era como se fosse o anjo da paz, descendo a terra para terminar a guerra.
Ouça quando eu digo, quando eu digo: Eu acredito!
Nada mudará, nada mudará o destino... ♫
Damon sorriu de canto. É claro que ninguém conseguiria mantê-la presa até ele voltar. Ela segurou a aba do vestido e desceu em disparada a escadaria, a imagem linda do azul delicado com o branco do vestido dela sendo levado pelo vento junto com seus cabelos dando uma sensação estranha de paz aos soldados. Parecia mesmo um anjo. Mas o anjo não olhou por ninguém; Apenas para um. Elena se lançou no ombro do marido, abraçando-o forte, as lagrimas caindo por seu rosto. Ela nem olhou pro corpo de stefan, mas Damon estava de pé, isso bastava.
Ele a abraçou, aspirando do perfume dela leve. Só ali teve certeza de que a maldita guerra acabara.
Elena: Eu tive tanto medo, tanto medo. – Murmurou em seu choro, agarrada ao ombro dele.
O que quer que seja, nós resolveremos perfeitamente.
Yeah, yeah, yeah, yeah... ♫
Damon: Acabou agora. Eu disse que ia acabar. – Brincou, beijando a orelha dela – Eu amo você.
Elena virou o rosto, tomando os lábios dele em um beijo sem sequer avisar. Ele sorriu, acolhendo-a em seus braços, retribuindo. Todos olhavam, sem ter como se desviar. Mas era bonito de se ver.
Klaus: Cena estranha de se ver em uma guerra. – Debochou, se aproximando a cavalo.
Continue agüentando firme!
Porque você sabe, nós conseguiremos, nós conseguiremos... ♫
Lorenzo: Essa foi uma guerra estranha. – Pensou, tranqüilo. Klaus pensou por um instante e assentiu.
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