just one more about love Delena
122 Capitulo 122
Elena rodava de um lado pro outro, na torre, como Damon ordenara. Rosalie e Chord não dormiram mais. Ela podia ouvir tudo, as flechas cortando o ar, gritos, barulho de metal contra metal, bombas, cavalos relinchando, e o cheiro no ar indicava que alguém tocara fogo em algo. Estava inquieta. Não se aproximava da janela. Olhara uma vez, procurando Damon... Mas a cena quase a fez desmaiar. Haviam pessoas se matando até o horizonte.
Elena: Tudo bem... Tudo bem... Tudo bem... – Repetia, como um mantra, andando em círculos – Tudo bem... Tudo JESUS CRISTO! – Exclamou, pondo a mão na boca pra conter o grito.
Madison: Porque diabo essa porta está destrancada? – Perguntou, irritada.
Elena precisou de um segundo para digerir. Madison estava toda rasgada. Haviam arranhões de um cinza escuro em seus braços, mas o pior... Sua boca, seu queixo, seu pescoço, o colo... Lavados em sangue.
Madison: Não é meu. – Disse, vendo o olhar da outra – Stefan mandou lembranças.
Elena: Stefan?! – Elena se moveu, inconscientemente, pra mais perto do berço dos filhos – Você o viu? Ele... HOPE! – Exclamou, ao ver o que Madison tinha nos braços. A testa da menina estava lavada em sangue. Elena arregalou os olhos – É... É dela? – Perguntou, olhando a boca de Madison.
Madison: Pare de gritar e não diga tolices. Não gosto de crianças, mas não as ataco. Devem ter um gosto horroroso. – Disse, indo até a cama de Elena. Depositou Hope lá – Stefan estava tentando enforcá-la. Eu não sei de quem foi a idéia estúpida de manter todos separados, mas sei que não foi de Lorenzo, então estou resolvendo. – Disse, puxando o vestido rasgado – Que oportuno. – Disse, debochando de si mesma. – Não teria um vestido, por acaso?
Elena: Hope está bem? – Perguntou, atordoada, recuando para o guarda roupas.
Madison: Melhor que nós duas. Agora só dorme. – Elena pegou qualquer vestido, oferecendo. Era rosa. Madison ergueu a sobrancelha – Elena, pelo amor de Deus. – Elena a olhou – Não tem nada escuro?
Elena jogou o vestido rosa e branco num canto, e apanhou outro, preto e grafite. Madison agradeceu, rasgando o resto do que vestia, apanhando o outro. O vestido leve de Elena ajudaria, pensou ela, fechando o broche prata abaixo dos seios. Elena estava pálida.
Madison: Algum problema? – Perguntou, rasgando uma tira do vestido acabado, limpando o rosto.
Elena: Estamos em guerra? – Perguntou, aturdida.
Madison: Vocês superestimam isso... – Ela revirou os olhos, terminando de se limpar – Mais alguma coisa?
Elena: Fico imaginando Damon lá fora... No meio disso. E eu não posso fazer nada. – Murmurou.
Madison: Pode cuidar de Hope. – Elena suspirou. Madison olhou em volta – Use isso. – Ela apanhou o arco e flecha pesado, parado no canto, desprezado por Damon.
Elena: Não sei atirar. – Disse, derrotada.
Madison: Não tem problema. Só se certifique de que Lorenzo não está no meio, e divirta-se. – Disse, indo até a janela. Ela carregava o arco pesado com facilidade. Sua expressão se fechou. – Venha aqui.
Elena foi. Não entendeu muito bem o que Madison queria quando armou o arco e o colocou em sua mão, abraçando-a por trás, segurando-a, como alguém que segura as mãos de uma pessoa, ensinando-a a tocar bateria. Ela puxou a flecha no seu limite, os olhos negros observadores.
Madison: Na verdade é muito fácil. – Elena procurou o alvo da flecha. Lorenzo estava rodeado de soldados, lutando violentamente, na frente do castelo. A linha do arco tremeu pela pressão – Fácil demais. Apenas seja a flecha. – Instruiu, o hálito gelado na orelha de Elena, e soltou a flecha, que cortou o ar, atingindo um dos soldados que Lorenzo enfrentava na nuca.
Elena: Como você fez isso? – Perguntou, escandalizada. Eram metros e metros de distancia e altura.
Madison: Já disse, seja a flecha. – Repetiu – Vou buscar Jenna. Se Hope acordar dizendo alguma coisa sobre eu ter dado algo de beber a ela, ou algo que Stefan tenha dito de anormal, negue. – Instruiu – Diga que foi fruto da cabeça dela. E tranque essa porta. – Disse, saindo.
Elena tentou com o arco, mas ser a flecha não era tão simples quanto aparentava. Por fim desistiu, apanhando uma tina com água e toalhas limpas, limpando a testa de Hope. Ela procurou com cuidado sob os cabelos da menina, mas não havia corte algum. Agora, depois de limpa, podia perfeitamente estar dormindo. Ela largou a água suja no banheiro e voltou pra janela, procurando o marido. Não durou muito...
Rose: Com licença, sua alteza. – Disse, encostada na parede da porta, sorrindo. Elena se virou, no reflexo. De imediato ela viu o problema: Enquanto ela estava na janela, Rose estava perto da porta... Perto demais do berço.
Oialá ela tivesse trancado a porta quando Madison mandou.
Elena agiu por instinto: O arco ainda estava em sua mão. A pontaria foi razoável, mas a força nem tanta, e Rose apanhou a flecha com a mão, jogando-a pro lado. Elena lançou mão de outra, e Rose desviou, ainda se aproximando, sorrindo.
Rose: Não sabe como eu esperei por esse dia. – Disse, com um sorriso ameaçador.
Então, no alvoroço, uma das flechas acertou. Abaixo do ombro, acima do seio. Rose arfou, com uma careta, e Elena partiu pra mão. Primeiro acertou ela com o arco pesado, mas Rose reagiu, e defendeu. Nos minutos que se vieram a luta foi equilibrada, apesar de que uma das duas estava ferida. Elena bateu, mas também levou, porém fez algo pensado, sem mostrar suas intenções: Levou a briga pra longe do berço. Se Rose fosse tocar em um de seus filhos, seria depois de matá-la. Mas ao pensar em Rose pondo as mãos em Chord, os olhos inocentes do menino sem entender, ou em Rosalie, tão delicada, tão frágil, em pensar nela machucando-os, uma fúria assassina tomou conta de Elena. Ela podia sentir o gosto do ódio na boca, e Rose foi parar no chão. Com um rosnado a puxou junto, mas as mãos de Elena pareciam vespas, só se via a sombra, e se sentia. Então Elena se lembrou de uma conversa distante, em dias tranqüilos, longe dali...
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