Madison: Quebrar o pescoço de uma pessoa é ridiculamente fácil. – Explicou, se postando atrás de Caaroline, que ergueu as sobrancelhas – Apanhe a cabeça da outra pessoa com as duas mãos. – Começou, postando as mãos abertas na cabeça de Caroline, com as palmas em cima da orelha da outra – Tome impulso, balançando a cabeça pro lado... – Ela balançou a cabeça de Caroline pra direita, tomando impulso, e Caroline ergueu os olhos – Depois puxe com tudo pro outro lado. Vai ouvir um estalo, coisa muito simples, e acabou.

Ela achou graça no dia, mas agora... Elena nunca se imaginou matando alguém.

Então ela se lembrou de como Rose deixara Chord cair propositalmente no chão, no choro assustado do menino, na marca roxa que apareceu. Rose tinha força, esmurrando-a, arranhando-a, toda a força de vontade para derrubá-la. Se ela não matasse Rose, Rose a mataria. Chord e Rosalie seriam os próximos, quem sabe até Hope, ainda desmaiada na cama. A fúria chegou ao seu ápice.

Elena: CHEGA! – Rugiu, se ajoelhando, as mãos apanhando a cabeça de Rose pelas laterais, e o próximo que se viu foi o movimento brusco dos ombros de Elena, apanhando força, então um barulho alto de algo se quebrando. Rose ofegou uma ultima vez e caiu no chão, os olhos abertos, e não se moveu mais.

Elena se levantou, o ódio se abrandando como uma onda que se quebra, o pânico vindo depois. Matara uma pessoa. Com suas mãos. Sentira o estalo do pescoço se quebrando em seus dedos. Ela estava tremendo. Se sentou nos pés da cama, tirando o cabelo do rosto, e já estava chorando.

Madison: Para de reclamar, até parece que eu vou jogá-la no campo de batalha. – Disse, a voz vindo da escadaria. A porta se abriu – Pron... Ops. – Disse, olhando a cena. Jenna se paralisou, olhando a cena. Elena chorava nos pés da cama, agarrada aos cabelos, e Rose estava caída no outro canto, uma mancha de sangue no colo, a boca e o nariz partidos... Morta. Então Madison estava em frente a Elena, apanhando seu rosto – Olhe para mim. – Disse, a voz séria. Elena quase convulsionava, tremendo, as lagrimas caindo por seu rosto – Está machucada?

Elena: Não. – Disse, respirando fundo – Meu Deus, eu matei uma pessoa. – Disse, e Madison a olhou. Jenna checava os bebês.

Madison: É só choque. – Constatou. – Jenna, abra mais essa janela pra mim. – Pediu. Jenna correu, abrindo a janela – Pegue um copo d’agua pra ela.

Jenna pegou da água da cabeceira da cama, levando o copo até Elena, que ainda tremia. Madison ergueu Rose pelo vestido e simplesmente a lançou da janela da torre. Não ficou pra olhar o corpo da outra se estatelar no chão, apenas fechou a janela.

Madison: Se acalme. Eu matei uma pessoa quando tinha a metade da tua idade. – Elena e Jenna franziram os cenhos, em uma careta. Isso era pra confortar? – Cuide dela, eu vou buscar Mary.

Jenna: Ela é impossível. – Murmurou, se voltando pra Elena – Respire fundo. Já acabou.

Elena respirou fundo, assentindo. Fizera o que fora necessário. Seus filhos estavam seguros agora. Ela era uma rainha, não uma covarde. Esse problema estava resolvido... Mas o castelo estava longe de se declarar seguro novamente.

Elena caminhava sozinha pelo castelo. Madison sumira; Aparentemente Caroline não estava em lugar algum. Hope acordou, inocente de tudo o que passara, e Elena descera ao quarto da menina, lhe apanhando roupas. Aparentemente a algazarra tinha sido levada para fora do castelo. Ela estava voltando pra a torre quando o encontrou.

Stefan: É intrigante. – Começou, encostado em uma parede, observando-a. O sangramento em seu pescoço estancara. – Quase dá náuseas ver a ralé vestida como se fosse da realeza. – Provocou.

Elena: Andas muito mal informado. – Disse, pondo o vestido de Hope no braço. – Se ninguém te avisou, eu sou rainha. E dentre poucas horas serei rainha do teu reino, também, embora tu não estarás mas aqui para ver-me subir ao trono. – Debochou.

Stefan: Ou, o que é mais provável, estará viúva, amarrada e amordaçada, observando enquanto eu quebro os ossos das suas crias. – O sorriso de Elena se fechou, e o dele se abriu – Um por um, na sua frente. Para que ouça os gritos, e por fim veja os corpos.

Elena: Eu sugiro que tenha cuidado, Stefan. Damon se aborrecerá se eu resultar fazendo o trabalho que é dele. – Rosnou.

Stefan: Não tem mais medo de mim, pombinha? – Debochou, se aproximando mais ainda.

Elena: Onde está a desprezível da tua mulher? – Perguntou, sorrindo novamente.

Stefan: Em casa. A salvo. Esperando que eu volte. – Deu corda.

Elena: Hum... Espero que ela goste de se decepcionar, então. – Stefan agora estava perigosamente perto de Elena.

Stefan: Porque? Tu vais me matar, Elena? Tu? – Debochou – Ah, não. Não creio. No começo tinhas utilidade, era bonita. Podia ter sido minha amasia. Mas agora... – Ele a olhou de cima abaixo – Está estragada. Uma fruta podre, das que dá nojo olhar. – As mãos dele apanharam o rosto dela, pela lateral... Do mesmo modo que Elena havia pego o rosto de Rose, minutos atrás. – Pronta para ser descartada. – Completou.

Mas Elena não o encarava. Estava prestes a morrer, mas não o encarava. Olhava algo atrás dele. Quando Stefan tomou impulso para quebrar-lhe o pescoço, no entanto, ela lhe abriu um sorriso radiante, o que o retardou por um instante, deixando-o confuso. Ele iria matá-la e ela estava sorrindo para ele. Enlouquecera? Ele se retardou um instante... Mas um instante era tudo o que era preciso.

Madison: Perdeu. – Avisou, a voz vindo de trás deles.

A lança que ela atirou cruzou o ar mais rápido e com mais força que uma flecha, acertando-lhe o ombro por trás. Stefan soltou Elena, cambaleando e caindo de joelhos, e esta limpou as roupas, se afastando dele. Não achara que essa história de ser isca daria certo, mas a adrenalina resultou deliciosa. Stefan arrancou a lança das costas com um grunhido, arfando, e virou o rosto.

stefan: Você é teimosa. – Arfou, olhando Madison.

Madison: Sou. E você vai morrer. – Disse, abrindo aquele sorriso ameaçador de novo. Ela sumiu em um borrão, e então estava em cima dele, os braços dele presos pelo pulso ao lado do rosto – Damon realmente vai se aborrecer... Mas é irresistível. – Comentou, e tomou impulso para trás, os dentes já expostos. Iria mordê-lo outra vez, Stefan sabia, e dessa vez não o deixaria com vida. Mas no momento em que ela iria dar o bote...

Stefan: Vocês não encontraram a mulher de Klaus, não foi? – Ofegou, e Madison parou, praguejando internamente de vontade, a língua passando levemente por um canino – Caroline, o nome, não é?

Madison virou o rosto para Elena, em uma pergunta muda. O triunfo de Elena sumiu de seu rosto, e ela negou. Não, não havia sinal de Caroline.

Stefan: Estava chorando, a coitadinha, tão nervosa... Apavorada. Andando de um lado pro outro. – Instigou. Ele não viu como, mas Madison estava de pé, e ele junto. Ela o ergueu pelo pescoço, prensando-o na parede.

Madison: Faça valer mais alguns minutos de sua vida. Onde você a deixou? – Rosnou.

Stefan: Me mate. – Provou. Madison rosnou de vontade – Mas seja rápida, se ainda pretende procurá-la. Do jeito que eu a deixei sangrando... Tsk tsk. – Ele ergueu as mãos, e havia sangue fresco ali. Fresco demais para o ferimento do pescoço dele, que já havia estancado. – Se eu fosse você, nem me daria ao trabalho. – Comentou.

Elena: Ah, meu Deus. – Gemeu, subitamente apavorada. Viu Madison aproximar o rosto da mão ensangüentada de Stefan... Farejando. Então os olhos da morena se abriram em choque, e ela o lançou com força contra a parede.

Madison: O QUE VOCÊ FEZ?! – Rugiu, furiosa. Stefan riu.

Stefan: O tempo está passando. – Debochou. Ele abaixou a mão. O sangue de Caroline gotejou.

Madison: Eu devia mesmo matá-lo. Devia matá-lo agora. – Disse, mais furiosa do que já estivera.

Elena: Mad, Caroline. – Lembrou. Madison rosnou mais uma vez e arremessou Stefan, que deslizou alguns metros no chão. Por sorte veio um soldado, todo ensangüentado da batalha, pelo corredor.

Soldado: Ele está aqui. ELE ESTÁ AQUI! DÊÊM O ALERTA! EU O ENCONTREI! – Gritou, vendo Stefan, que ria gostosamente, se levantando.

Madison: Cale essa maldita boca. – Rosnou. – Escute. Sabe onde Alaric está?

Soldado: Eu o vi comandando as tropas na fronteira leste, alteza. – Disse, sem entender. Stefan estava de pé novamente, escorado na parede, rindo.

Madison: Encontre Alaric. Diga a ele que eu estou chamando, que é urgente, e que ele precisa vir o mais depressa possível. Diga que temos problemas graves dentro do castelo. Repita isso para cada soldado que você encontrar no caminho: Eu preciso que Aalric venha até mim. VÁ! – O soldado saiu correndo.

Stefan: Não vai dar tempo. – Cantarolou. Madison se virou pra ele, possessa, mas Elena segurou seu braço.

Elena: Porque Alaric? – Perguntou, confusa. Agora estava com medo.

Madison: Porque fora Lorenzo, é o único que vai atender meu chamado. E ele é mais rápido: Eu preciso que ele encontre Klaus imediatamente. – Disse, tirando o cabelo do rosto. Não fazia idéia de pra onde ir, por onde começar. Porque Caroline saíra sozinha do maldito quarto?

Elena: Não pode... Não pode sentir o cheiro? Como sentiu na mão dele? – Stefan riu novamente.

Stefan: Poder ela até poderia. Mas tem gente demais sangrando aqui dentro, não há como distinguir assim, há, aberração? – Perguntou, debochado. Madison estava começando a tremer de ódio.

Madison: Se Caroline morrer... stefan, eu vou descer ao inferno para fazer você pagar. Acredite. – Prometeu – Venha. – Disse, puxando o braço de Elena, e as duas saíram dali correndo.

Mas o castelo era muito grande, haviam cômodos demais pra gente de menos procurando. E o principal: O tempo está contra nós. Contra Caroline.

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