just one more about love Delena
121 Capitulo 121
Ela o beijou, os lábios frios de medo, mas não durou muito. Ele teve de ir. Elena se pôs a rodar pelo quarto. Rosalie e Chord estavam inquietos. Ela apanhou o primeiro vestido que achou, branco e roxo, e o vestiu. Por favor, Damon, por favor, volte... Em outro quarto... Ninguém dissera a Hope o que estava ocorrendo. Só que ela não podia sair. A menina não contestou. Então houve um barulho de briga do lado de fora, e a porta foi estourada. Um homem alto, de olhos verdes, parou no portal, olhando-a.
Hope: Quem é você? – Perguntou, recuando por instinto – Meu pai não quer que ninguém entre aqui, saia!
Stefan: Aberração. Eu estava certo em vir a você primeiro. – Murmurou, cheio de nojo. Ele se aproximou e Hope recuou mais ainda, os olhos inocentes arregalados – Seus olhos... Lembram os olhos dela. Como se atreve?!
Hope: Os olhos dela quem? – Haviam homens caídos na porta. Havia sangue. Hope estava com medo – PAPAI! – Chamou, vendo o estranho se aproximar.
Stefan: Ah, teu pai está longe. Mas não tão longe quanto tua mãe. Você a matou. – Acusou.
Hope: Mentira. – Ela havia começado a chorar. Estava com medo.
stefan: Ela te odiava. Tinha nojo de ti. Não a quis em nenhum momento. – Disse, e Hope soluçou. A menina ainda usava camisola, descalça, os cabelos soltos – Sua mãe me amava, e você estragou tudo. Você a matou. – Disse, agora próximo demais.
Hope: Mentiroso! Minha mãe amava meu pai, assim como minha mãe Elena ama! – Ou pelo menos essa era a história que lhe contaram. Stefan riu.
Stefan: Elena? Sua mãe? – Perguntou, se divertindo com o pavor nítido da menina.
Hope: Sim. Elena é minha mãe. – Disse, secando o rosto com o punho – E eu tenho dois irmãos. Chord e Rosalie. E você não é bem vindo!
Stefan: Aberração. Eu prometi a sua mãe, a sua verdadeira mãe, que faria isso. Demorei, mas vou cumprir minha promessa. – Então a mão de Stefan agarrou o pescoço de Hope, estrangulando-a. A menina arregalando os olhos, tossiu, agarrando a mão que a asfixiava. – Eu estou cumprindo, minha Katherine. Estou matando o monstro. – Disse, mais pra si próprio, apertando a mão. Hope estava ficando branca, o rosto molhado pelas lagrimas, sem conseguir respirar. Mais um pouco e...
Madison: Eu não faria isso se fosse você. – Disse, a voz cortando o quarto como um punhal. Stefan soltou Hope, por reflexo, que caiu, segurando o pescoço, tossindo.
Madison estava parada na porta, vestida com um vestido negro luxuoso, os cabelos caindo, negros, até a cintura, os olhos parecendo um poço preto, opaco, sem fim, a pele branca feito papel. Stefan se virou, reconhecendo-a.
Stefan: De novo você. O que, vai chamar o maridinho de novo? – Debochou.
Madison: Hope, vá para debaixo da cama. Só saia quando eu mandar. – Ordenou, sem deixar de encarar Stefan. Hope rolou pra debaixo da cama imediatamente, ainda tossindo. Madison deu um passo pra dentro do quarto – Eu tenho um problema pra resolver. – Completou. Stefan se virou pra ela, preparado.
E ali estava, pronta, uma luta que resultaria épica.
Madison sumiu, como um borrão no ar, mas no segundo em que ia apanhar Stefan (Quebrando-lhe o pescoço) ele desviou. Ela se viu de cara com a parede. Se virou pra ele, o cenho franzido.
Madison: Não pode ser. – Murmurou, olhando-o. – Você não pode estar aqui. Não foi convidado a entrar. – Especulou, os olhos negros insondáveis. Stefan riu.
Stefan: Não, eu não sou uma anormalidade. Sou normal. Apenas tenho bons reflexos. – Se aquilo foi só reflexo, Damon teria problemas – Os únicos monstros que vivem aqui, que eu saiba, são você e o seu amiguinho, Alaric.
Madison: Como sabe tanto? – Perguntou, enojada.
Stefan: Você matou minha mãe, Madison Malarkey. É claro que eu ia querer saber quem eu ia ter que enfrentar. Ia mesmo procurar você, assim que terminasse com a aberração que está tossindo debaixo da cama. – Ele deu de ombros.
Madison: O que faria de você um tolo. – Silvou, raivosa.
Stefan: Mas falando em aberração... Ai está você. E o que você é. – Ele a olhou, com nojo – O que você faz. Na floresta. Com Alaric. Ah, eu vi. – Ela ergueu a sobrancelha – Tive ânsias.
Madison: Pior só gente que entra no quarto de crianças, inocentes e indefesas, atacando-as para compensar o fato que é um completo fracassado. Há beleza no que sou, pessoas já se ajoelharam perante a mim por isso, mas você... – O deboche era claro — Se sabe o que eu sou, sabe o que vou fazer com você, e ainda assim está parado na minha frente, falando. – Ela deixou a cabeça cair pro lado.
Stefan: Não tenho medo de você. – Disse, sorrindo. O sorriso dela em retorno foi deslumbrante.
Madison: Não sabe o que eu já vi. Não sabe o que já fiz. Não sabe o que sou capaz de fazer. – Sussurrou – Eu vou lhe ensinar sobre medo.
E ela partiu pra cima dele, um rosnado alto subindo por seu peito. Hope, que via por debaixo da cama, viu a cauda do vestido de Madison sumir do chão, como se ela tivesse pulado, e o par de botas sumir logo depois. Em seguida estampidos, baques, o barulho de pano rasgando. Os dois eram apenas um borrão preto rodopiando pelo quarto, se batendo em coisas, quebrando-as, e então a mão do homem apanhou o bracinho dela, puxando-a com força pra fora da cama.
Madison: Tire as mãos dela. – Grunhiu, e Hope viu o que fora o barulho do pano: Ele puxara o tecido do vestido dela, para derrubá-la. Ela tinha reflexos impecáveis e evitou a queda, mas agora as camadas de renda grafite aparecendo, o vestido destruído. – AGORA!
Stefan: Como queira. – Mas ele não largou Hope; Ele a jogou. A testa da menina bateu com toda a força no chão e ela gritou, soluçando em seu choro. Madison já havia saído na mão com Stefan novamente.
Ela era forte, rápida, mas ainda era mulher. Ainda assim conseguiu apanhá-lo pela gola da camisa, erguendo-o e lançando-o no chão. O barulho foi estrondoso. As mãos buscaram o pescoço dele, mas ele a puxou, lançando-a no chão ao seu lado, e ela rolou, logo recuperando o equilíbrio. Se Lorenzo visse o modo como Stefan chutou Madison em seguida, fazendo-a cambalear pra trás, Stefan não viveria pra mais uma respiração. Apesar do pontapé que recebera ela partiu pra cima dele, e conseguiu cravar os dentes na curva do pescoço dele. Stefan grunhiu, logo gritando, tentando empurrá-la. Caiu de joelhos. Madison não engoliu uma gota do sangue, mas destruiu tudo que seus dentes puderam alcançar. Porém outro cheiro a alcançou antes que ela pudesse terminar. Sangue novo, limpo... Em grande quantidade. Madison ergueu o rosto (O queixo banhado em sangue, assim como os lábios) e viu Hope caída, a testa lavada em sangue.
Stefan rastejou pra longe de Madison, aproveitando a distração dela, segurando o pescoço que doía horrivelmente.
Madison entrou em batalha consigo própria: Hope estava morrendo e Stefan estava fugindo. Matá-lo ou salvá-la? Hope gemeu, fraca, e Madison assentiu. Não cabia a ela a morte de Stefan, lamentavelmente. Ela deu as costas, deixando o verme rastejar pra fora, e foi até a menina. Rasgou um pedaço do vestido destruído e limpou a testa de Hope com cuidado. O sangue fluía por debaixo do cabelo da menina.
Madison: Ei. – Disse, apanhando outro pedaço de pano, pondo-o em cima do corte. Hope gemeu com a pressão – Consegue me ver?
Hope: Minha cabeça está doendo. – Gemeu, sem abrir os olhos.
Madison: Eu sei. – Disse, sentindo o tecido se molhar sob seus dedos – Respire fundo. Não deixe que o sono a leve. – Hope assentiu – Inferno. – Rosnou consigo própria, frustrada.
Só que, ao deixar Stefan fugir, Madison estava preocupada demais pra notar que não o ferira o suficiente para aleijá-lo; ele ainda andava. E tinha vários outros alvos ainda dentro do castelo.
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