just one more about love Delena
120 Capitulo 120
Semanas depois... Klaus não voltou a olhar nos olhos de Caroline. Não jantava com os outros, e não a buscava. Madison, como prometido, se encarregou de impedir de que ela fosse até ele. Chord e Rosalie cresciam a pleno vapor, saudáveis, e Elena era feliz em todos os sentidos. Menos por um: A guerra parecia cada vez mais próxima. O estado de humor de Madison, cada vez mais calada, avisava que não demoraria muito.
Madison: Comentarão essa guerra por anos. Escreverão livros e contarão histórias sobre ela. – Disse, observando o treinamento dos soldados. Elena, Jenna e Caroline estavam com ela, na torre de Elena. – Os nomes dos guerreiros que lutaram nela permanecerão pela eternidade. – Disse, contemplando. Haviam soldados treinando ao perder de vista.
Jenna: Não está preocupada? Por Lorenzo? – Perguntou, os olhos aflitos em um homem no meio dos soldados, observando tudo, totalmente desarmado. Os cabelos dele eram de um bronze claro.
Madison: Não. Veja como ele se diverte. – Disse, deixando a cabeça cair pro lado, sorrindo carinhosamente, observando. Lorenzo tinha as mãos as costas, calado, olhando tudo – No fundo ele anseia que o momento chegue.
Caroline: Anseia por matar? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.
Madison: Anseia pela vitória. Pela glória. O nome de Lorenzo sempre esteve dentre os grandes, e essa guerra ganhou proporções que o agradam. – Disse, dando de ombros. Rosalie deu um gritinho no carrinho, e Madison virou o rosto, sorrindo – O que há? – Perguntou, sorrindo. A menina riu. Madison foi até o carrinho, apanhando-a no colo. Elena não deu atenção. Olhava Damon. A amizade entre Rosalie e Madison era curiosa, porém cresceu de modo natural, aos poucos. As duas se conheceram e se amaram. A parte curiosa é que Madison não gostava de crianças. Parecia que não conseguira manter Rosalie longe.
Elena: Ganhou proporções? – Repetiu, e Rosalie apertou o nariz de Madison, que riu.
Madison: Cresceu. – Explicou – Como com fermento. Você não sente? Começou por uma vingança idiota, então cresceu, cresceu... E estamos com uma granada, prestes a explodir. – Ela arregalou os olhos pra Rosalie, brincando – Não sejam tolas em pensar que Stefan não está se preparando, todo esse tempo. Se armando, conseguindo aliados. Uma granada. – Repetiu.
Jenna: Chega. – Disse, nauseada.
Madison: Ka-bum! – Rosalie riu, batendo palminha – É, kabum, bebê linda.
Elena: Sem “kabum”, Rosalie. – Ralhou, mas prestava atenção nos soldados.
Madison: Não sejam tolas. Quando chegar o momento, eles atacarão, nós venceremos. – Disse, pondo Rosalie no berço – Se Stefan atacar antes, estaremos prontos, e venceremos. Simples.
Só que ocorreu dias depois. Klaus não dormira. Caroline conseguira até ele, e ele quase lhe quebrou o pescoço. Ela estava deitada sozinha em seu quarto, ele no de hospedes. Alaric tinha Jenna nos braços, ambos dormindo. Lorenzo e Madison dormiam de conchinha, ele com o rosto afundado no ombro dela, ambos com os dedos enlaçados. Damon dormia com a cabeça no colo de Elena, que o abraçava pelos ombros, os cabelos caídos a sua volta. Devo acrescentar que nenhum dos casais estavam de roupa.
Então houve um barulho ensurdecedor. Ainda amanhecia, o ceu cinzento, e o sino caiu, quase em câmera lenta, o objeto enlouquecedoramente grande quebrando os tijolos da construção, caindo no vazio, batendo no chão com um baque absurdo. Rosalie e Chord desataram a chorar, assustados. Damon já havia pulado da cama. Lorenzo idem. Madison olhava pra frente. Jenna gemeu quando Alaric saiu da cama. Klaus, que tinha a vantagem de já estar vestido, passou pra fora do quarto correndo.
Soldado: Senhor. – Disse, desesperado. Lorenzo chegou ao mesmo tempo, e então Alaric estava lá. – Eles estão por toda a parte!
Lorenzo: Por onde eles invadiram? Porque vocês não detiveram? – Perguntou, exasperado.
Soldado: Dormindo. Todos dormindo, na fronteira. Vieram em silencio, ninguém deu o alarme. Havia alguma coisa na comida, eu não sei, todos que jantaram estão desmaiados, dormindo. – Avisou. – Stefan está com eles. Eu o vi, senhor.
Alaric: Rose. – Ninguém contestou.
Lorenzo: Eu vou entregar ela a Madison e não vou ter pena, juro por Deus. — Disse, respirando fundo.
Então alguém atingiu o soldado por trás, a espada transpassando sua armadura. O homem estava morto antes de bater no chão. O atacante partiu de espada na direção de Lorenzo, que esquivou, e Klaus passou por cima do soldado morto, quebrando o pescoço do atacante, que caiu no chão. Outro soldado chegou atrás deles.
Lorenzo: Nós já sabemos. – Cortou.
Damon: Eles estão aqui dentro? – Sibilou, vendo os dois corpos no chão. O soldado assentiu, ofegando. – Como?!
Lorenzo: Depois, Damon. – Ele se virou pro soldado – Eu quero todos os homens armados pra batalha na formação treinada agora. Tirem esses vermes de dentro do castelo.
Damon: Hope. Armem a porta do quarto de Hope. De Elena, e Madison, e Caroline, Jenna, e da mãe de Elena. Protejam-nas. – Disse, tentando pensar.
Klaus: Agora. – Silvou. O soldado saiu correndo. Já haviam gritos de briga dentro do castelo, pelos corredores. Todos saíram correndo, sem dizer nada, para se armar.
Chegara a hora, mas era o caos: A guerra estava dentro do castelo.
Uma vez que anunciada, a guerra emanava no ar. As tropas de Lorenzo foram as primeiras a entrar em combate, seguida pela da de Klaus. Os reis se preparavam. Porém, cada um em seu clima.
Madison: Traga a vitória pra mim. – Disse, fechando a armadura dele por trás. Lorenzo sorriu. Ela usava um hobbie preto.
Lorenzo: Você a quer? – Ela assentiu no ouvido dele – Então eu trarei.
Madison: E não demore. – Ela mordeu a orelha dele, que riu, puxando-a pro seu braço, beijando-a. Madison espalmou as mãos no peito dele, as unhas causando um curioso barulho de pedra contra metal ao se bater na armadura dele. O beijo foi interrompido porque duas pessoas, aos berros, dois soldados, se bateram na porta. Lorenzo rosnou, irritado.
Lorenzo: Me concede cinco segundos? – Perguntou, nos lábios dela. Madison puxou a espada dele, de prata afiada, pesada, com um puxão rápido, oferecendo-o.
Madison: Eu estou contando. – Avisou.
Lorenzo saiu, fechando a porta. Houve o barulho de uma brevíssima luta no corredor, então um baque no chão e a voz dele dando uma ordem. Então ele voltou, com um sorriso no rosto que não parecia ser da pessoa que segurava uma espada totalmente ensangüentada.
Madison: Vá. Termine isso. Volte pra mim. – Disse, se aproximando com o protetor de braços de Lorenzo, de metal. Ele estendeu o braço e ela o encaixou – Eu saberei recompensar sua volta. – Prometeu.
Lorenzo: Essa guerra não vai durar 5 minutos. – Brincou, beijando-a novamente, e ela riu.
Porém, nem em todos os quartos havia tanta harmonia. Em uns havia angustia...
Alaric: Não saia daqui. Nós resolvemos que será mais seguro se cada rainha estiver em um ponto do castelo; a porta será guardada por soldados. – Ele fechou a armadura – Qualquer coisa, o que for, grite.
Jenna: Ric... – Gemeu.
Alaric: Shh. Vai acabar. Mais próximo do que você pensa. – Ele beijou o nariz dela, silenciando-a. Ela não poderia detê-lo, não tinha jeito.
Em outros, já havia briga...
Caroline: Não é justo! – Disse, os olhos lacrimosos.
Klaus: Tu teres me traído foi justo? – Perguntou, fechando os protetores no braço.
Caroline: Klaus. Klaus, me escute... Não pode ir a guerra brigado comigo. Klaus, eu não vou suportar. – As lágrimas caíram no rosto dela e ele virou o rosto.
Klaus: Pois esse será teu castigo. Como visto não sou homem suficiente pra deixar você. – Disse, desgostoso – Então tu ficarás aqui, presa, sem saber se morri ou não. Não é metade do que mereces, mas é o que acontecerá. – Ele ergueu as sobrancelhas – Será até um castigo justo a ti se eu morrer brigado contigo. Não que eu vá permitir que alguém me mate por algo tão pequeno. – Murmurou pra si próprio.
Caroline: Eu imploro, Klaus, por favor... – Disse, passando a mão nos cabelos.
Klaus: Tenha um bom dia, Caroline. – Disse, debochado, apanhando a espada e saindo. Ela se largou na cama, caindo em um choro apavorado.
E então o medo...
Damon: Ei, ei, ei. – Disse, indo até Elena. Já estava completamente armado – pequena, shh. – Elena tremia, encolhida – Não é nada. Vai passar.
Elena: Eles estão aqui dentro. – Murmurou, a voz tremula – Eles vão te machucar.
Damon: É claro que não vão, ei! – Disse, tranqüilizando-a. Não tinha tempo agora – Me dê alguns pares de horas, então eu vou voltar, e tudo terá terminado.
Elena: E se ele te... Damon, e se você morrer? – Perguntou, branca de pavor. Ele sorriu.
Damon: Eu não vou, acredite. Não vou a lugar algum sem você. – O barulho de uma nuvem de flechas que se seguiu não acalmou Elena – Eu preciso ir. Voltarei antes do que imaginas. Vou matá-lo, Elena. – Havia alegria nos olhos de Damon. Como podia? – Hoje tudo acaba.
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