just one more about love Delena
12 Capitulo 12
Não deu outra.
Elena: Eu não creio que tu estás brigando comigo por isso! – Disse, exasperada com a injustiça.
Você não está sozinho, juntos nós permaneceremos.
Eu estarei ao seu lado, você sabe que eu segurarei sua mão ♫
Damon: E o que tu quer que eu faça, sorria? Estão todos falando de mim pelas costas, logo vazará pra fora desse castelo e será o inferno! – Disse, irritado.
Elena: Meu Deus, quantas vezes eu vou ter que repetir? Não fui eu! – Disse, incrédula.
Damon: E quem foi, em nome de Deus?!
Elena: Eu já disse, foi Rose! – Disse, o rosto se corando de raiva.
Damon: E quer que eu acredite que ela descobriu sozinha, que adivinhou?
Elena: Ela deve ter suposto quando tu não confirmou a ordem dela, ontem. – Disse, cansada.
Damon: Então a culpa é minha? – Perguntou, debochado.
Elena: Em nome de Deus, não é culpa de ninguém!
Quando ficar frio, e parecer o fim
Não há para onde ir, e você sabe que eu não cederei...
Não, eu não cederei...
Damon: E porque ela espalharia isso? – Perguntou. Elena passou a mão no rosto, tentando se acalmar.
Elena: Porque está com inveja, porque queria que fosse ela no meu lugar, só tu não vê? – Perguntou, encarando-o. Estavam os dois em uma sala fechada, e ele apenas a acusava – Não fui eu que disse nada, confie em mim.
Damon: Porque confiaria? – Perguntou, encarando-a.
Continue agüentando firme
Porque você sabe que conseguiremos, nós conseguiremos ♫
Elena levou aquilo como um tapa no rosto. Ela hesitou por um instante, sem reação com aquilo, então assentiu.
Elena: Eu não tenho mais nada a dizer. Com licença. – Disse, virando as costas.
Mas quando ela estava perto da porta a voz dele veio, cheia de autoridade.
Damon: Nem mais um passo, eu não terminei ainda. – Ordenou, e ela teve que ficar. Ela olhou a porta, desejosa, e se virou para encará-lo.
Elena: O que mais quer que eu diga, Damon? – Ela estava tão magoada que não reparou que o chamara pelo nome. Mas era a primeira vez que ele ouvia seu nome pela voz dela, e ele gostou. – Eu já disse quem foi, já disse que não fui eu, mas tu não confias em mim, o que mais quer que eu faça?
Damon: Como posso confiar em alguém que eu conheço a menos de um mês? E que já me deu razões suficientes pra duvidar, como levar minha filha sem consentimento de dentro do castelo? – Elena olhou o chão, respirando fundo, então o encarou.
Elena: Menos de um mês não foi o suficiente para que confie em mim, mas foi o suficiente para se por em minha cama duas vezes. – Disse, a voz morta.
Apenas seja forte,
Porque você sabe que eu estou aqui por você ♫
Damon: Isso deveria tornar-te especial? – Perguntou, debochado. Elena riu consigo mesma.
Elena: Obviamente que não. – Disse, dando de ombros – Mas se soubesse que seria assim o teria rejeitado, desde o primeiro dia. – Damon riu.
Damon: Me rejeitado? – Ele riu novamente – Falas como se tivesse o poder.
Elena: E eu tenho. Você pode me violentar, se quiser, esse é o seu direito, como é o meu não querer alguém que me acusa mesmo tendo a verdade em mãos. – Disse, juntando as suas mãos – E agora, com sua licença. Eu ainda tenho muito o que fazer antes que possa parar. Principalmente agora que minha superior está mordida comigo por uma verdade que tu és incapaz de administrar. – Disse, virando as costas.
Damon: Elena! – Rosnou, vendo ela lhe dar as costas pela segunda vez.
Damon: Me deixa em paz! – Pediu, virando-se uma ultima vez para encará-lo. Os olhos castanhos traziam todo o peso da magoa.
Mas ela não parou dessa vez. Passou pela porta, fechando-a, e quando ouviu os passos dele vindo, desatou a correr. Era só isso que ela sabia fazer, afinal: Fugir. Mas estava magoada. Se lembrou do rosto dele, adormecido, esta manhã, então as palavras duras a açoitaram de novo. Ela ouviu a porta se batendo atrás dela, mas não olhou pra trás, apenas acelerou o passo. O vestido não ajudava.
Não há nada que você possa dizer,
Nada que você possa fazer ♫
Damon: Elena! – Chamou, se irritando pela petulância dela de fugir dele.
Mas Elena não parou. Só parou quando se bateu com alguém. Rose. Ela encarou a outra, ofegante pela corrida.
Rose: Vou ter que repetir quantas vezes que não deves andar por ai assim? – Perguntou, mas estranhou Elena não responder. Os cabelos de Elena haviam se soltado do pequeno laço na corrida, e caído pelas costas. O pescoço marcado estava exposto, mas ela não ligou. Damon parou na parede atrás da curva, observando.
Elena: Odeio você. – Disse, e Rose ergueu uma sobrancelha – A odeio porque é uma invejosa, despeitada.
Rose: Me respeita, garota. – Disse, admirada pela reação da outra.
Elena: O que anda espalhando por ai, Rose? O que ganhas com isso? – Perguntou, magoada. Seu peito doía, e ela não conseguia se desfazer daquilo. Queria chorar.
Rose: Não sei do que está falando. – Disse, sínica, mas sorria. Damon não podia ver o sorriso.
Não há outro jeito quando se trata da verdade
Então continue agüentando firme ♫
Elena: É claro que não. Ninguém sabe. – Disse, a voz mais mortificada ainda. – Não te suporto, quero que isso fique claro.
E ela saiu de novo a passos rápidos, logo correndo outra vez. Mas estava muito longe das dependências onde ficavam os quartos dos empregados. Ela, cansada de correr, se confinou em uma sala, ofegando pela corrida e pela dor da decepção. O silencio a cercou. Ela caminhou até um canto, se amparando em um armário de louças, e pôs as mãos no rosto. Porque aquilo a incomodava tanto? Porque estava machucando tanto? Várias pessoas já haviam desconfiado dela, acusado, mas nunca doera tanto como agora. Então a porta se fechou atrás dela.
Porque você sabe que conseguiremos, nós conseguiremos... ♫
Damon: Eu disse que não havia acabado. – Elena respirou fundo, se virando para vê-lo ali, subitamente perto. Ela teve que erguer o rosto para encará-lo – Te ousas a fugir de mim outra vez e pagarás o preço pela insolência. – Avisou, encarando-a.
Elena: Por favor, eu não quero mais brigar.
Damon ergueu a mão, tocando o rosto dela possessivamente. Ela não se moveu, quieta.
Damon: Se ponha em meu lugar. Eu não conheço você, como posso confiar?
Elena: Você nunca quis conhecer. – Disse, derrotada. – Me deixe ir, por favor.
Tão longe, eu gostaria que você estivesse aqui ♫
Damon a observou por um instante, então a soltou. Elena se soltou dele e saiu dali, sem olhar pra trás. Foi pro seu quarto, e ao chegar lá se sentou em um canto, no chão, e ficou calada, tentando sufocar sua dor. As horas se passaram e ela continuava lá, na mesma posição. Até que Jeremy entrou no quarto.
Já havia anoitecido.
Elena: Jeremy, agora eu realmente não posso conversar, eu...
Jeremy: Tenho noticias. – Disse, erguendo um papel na mão. Elena se calou – Elena, Stefan deu uma batida em tua antiga casa.
Elena desmoronou, encostando a cabeça na parede. Sabia que isso iria acontecer, mas isso não tornava o fato menos grave.
Jeremy: Stefan mandou procurarem você, esperou que aparecesse, mas quando não aconteceu ele mesmo foi procurá-la. Deu uma batida em tua casa e não a encontrou, obviamente. – Elena o encarou, esperando – Teu pai o enfrentou, Elena.
Elena hiperventilou. Não! Ela se levantou aos tropeços, os olhos assustados, e Jeremy teve que continuar.
Jeremy: Levaram ele preso. – Respondeu a pergunta muda dela. – Tua mãe continua em casa, mas não se tem noticias de seu pai.
Elena: Meu Deus. – Gemeu, pondo a mão no rosto – Eu... Eu tenho que voltar. Agora. – Disse, desorientada.
Jeremy: Como?!
Elena: Preciso voltar. – Disse, se antecipando pra porta. – Quando Stefan me encontrar deixará meu pai em paz.
Jeremy: Não vai, não. – Disse, puxando-a de volta.
Elena brigou com Jeremy, tentando se soltar. Não conseguiu. Até que ele a deteve, puxando-a pelos braços e empurrando pra longe da porta.
Jeremy: Escuta! Não vais a lugar algum, se saísse daqui o máximo que conseguiria era morrer na fronteira, ou ser entregue a Damon! – Elena estava em choque – Elena, me perdoe, mas Diogo me escreveu coisas que me fazem acreditar que teu pai já esteja morto.
Antes que seja tarde demais, isso tudo poderia desaparecer ♫
Com essa Elena caiu, sentada na cama. Morto. Ela mal conseguia respirar. As lágrimas caíram por seu rosto de modo livre, ao contrário do desespero que ela sentia.
Jeremy: Se sair daqui tudo o que foi feito, o sacrifício de teu pai, tudo terá sido em vão. Entende que não pode ir? – Elena não respondeu, ainda em choque – Eu realmente sinto muito. – Disse, pesaroso.
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