Jenna: Não, por favor, só me diz uma coisa. – Disse, aos sussurros – Não entra na minha cabeça. O menino, Matt, ele é apaixonado pela esposa, ficou feliz em pensar que íamos dar abrigo a ela antes de matá-lo! – Caroline parou de andar se virando pra Jenna – Como você... Como conseguiu?

Caroline: Ele é apaixonado pela esposa. E eu sou apaixonada por Klaus. Daria a vida por ele sem pensar duas vezes. Mas chega um momento na vida, Jenna, onde você consegue separar amor de sexo, tornando um independente do outro. – Explicou – E, respondendo a tua pergunta, a mulher dele está grávida. Uma bola. Ele não tinha sexo há meses. É quase um garoto, os hormônios explodindo. Eu sou rainha, isso já serve como afrodisíaco. No começo ele ficou confuso, mas foi ridiculamente fácil. – Ela revirou os olhos – Mas não faço mais isso, se quer saber.


Jenna: Não? – Perguntou, sondando.

Caroline: Não. Foi um erro. E eu quero contar pra Klaus. – Ela viu os olhos de Jenna se arregalarem perante o perigo – Não com quem foi, mas o que fiz. Quero contar a ele.

Jenna: Porque não conta? Tem medo de magoá-lo? – Tentou.

Carline: Este é o problema: Klaus não se magoa. – Ela virou o rosto pra Jenna – Ele se vinga.

Em outro corredor... Um esbarrão.

Klaus: Perdão... Ora, veja só. – Um sorriso se abriu no rosto dele. Madison revirou os olhos.

Madison: Com licença. – Disse, voltando a andar.

Klaus: Correu pros braços do maridinho ontem, Madison? – Perguntou, divertido, acompanhando-a.

Madison: Corri. E você não faz idéia de como foi bom, Klaus. Chego a me arrepiar só de lembrar. – Provocou, caminhando.

Klaus: Pensou em mim enquanto ele te tocava? – Madison parou de andar, respirando fundo. Se o matasse, iam dar pela falta do corpo em pouco tempo, e no final Lorenzo saberia que foi ela.

Madison: Você me insultou. – Disse, por entre os dentes.

Klaus: Perdão. Não foi a intenção, eu juro. – Ele falava sério. Ela sondou os olhos dele e viu a sinceridade ali, o que provavelmente evitou um homicídio.

Madison: Não, eu não pensei em você. Não que você vá entender, mas quando você está nos braços de Lorenzo, suas funções normais são quase que desativadas. Você não pensa, você só sente. – Provocou – E as vezes ouve. – Acrescentou, se lembrando do timbre rouco da voz dele em seu ouvido, na noite passada.

Klaus: Atrevida. – Lançou. Ela deu de ombros.

Madison: Escute, Klaus. Se não parar de me atormentar, faço queixa a Lorenzo, e teremos uma guerra aqui dentro mesmo. Eu sou uma mulher casada, e quero ser tratada e respeitada como tal. – Ameaçou.

Klaus: Diria a ele? Tudo? – Ressaltou.

Madison: Deus me ajude, mas eu digo. – Disse, séria – Não vou ser tratada como uma desfrutável, ou como uma qualquer, Klaus. Eu sou e sempre fui fiel ao meu marido. – Completou.

Klaus: Tudo bem, tudo bem, não precisa se irritar. Não podemos ser amigos pelo menos? – Perguntou, e Madison ergueu a sobrancelha – Éramos amigos antes de começarmos com isso.

Madison: Que eu me lembre, o único amigo homem que eu sempre tive foi Alaric. – Alfinetou, voltando a andar, e Klaus sorriu.

Klaus: É uma história interessante. O que você faz nessas ‘viagens de caça’, Madison? – Perguntou, fazendo graça.

Madison: Algo que você com certeza não quer que eu faça com você. – Ela abriu um sorriso enorme... E perigoso, mesmo a distancia. Klaus riu gostosamente.

Então prontamente eram amigos outra vez. Ter resolvido essa história manteve o humor de Klaus até que Caroline o chamou no quarto, antes do jantar, dizendo que precisava contar algo. Ele deixou ela contar. O humor dele foi parar no inferno.

Klaus: Você fez o que? – Perguntou, em um silvo, os olhos claros tão dilatados de ódio que mal se via a parte clara. – Quem foi o condenado? – Rosnou.

Caroline: Não importa quem, Klaus. – Murmurou, parada em pé.

Klaus: QUEM? – Rugiu, virando a mesa em que ela estava próxima , fazendo vários objetos voarem longe. Ele arfava.

Na sala de jantar... Um barulho forte ecoou pelos corredores, vindo do andar de cima. Mas Madison e Alaric se encaram, ambos cenhos franzidos.

Alaric: Klaus. – Jenna engasgou com o vinho. – Ele vai matar ela! – Disse, alarmado, se levantando.

Madison: Eu vou. – Disse, pulando fora da mesa.

Lorenzo: Mad. – Chamou, confuso.

Madison: Só eu posso pará-lo agora Lorenzo, explico depois. – Ele assentiu.

Alaric: Madison, agora! – Ela havia sumido. Alaric tinha os olhos arregalados. – Ele vai matar ela. – Murmurou de novo, saindo da sala apressadamente, no rastro de Madison.