Madison tomara banho, prendera o cabelo em uma poupa frouxa, vestira um short e um sutiã (Ela tinha que admitir que os sutiãs de amamentação de Elena eram bem melhores que espartilhos. Copiou o modelo, o melhorou e mandou fazer pra si, resultando em um sutiã meia taça dos dias de hoje), e um roupão de renda por cima, tudo preto. Não podia permitir isso acontecer. Seu casamento nunca tivera uma crise. Ela ia se acalmar, ia esperar Lorenzo chegar, ia...

Madison: Klaus? – Perguntou, incrédula, vendo ele parado a porta. Estivera tão aturdida que não o ouvira chegar.

Klaus: Escolha interessante de trajes. Melhor do que eu esperava. – Madison fechou o hobbie. Grande coisa, é renda, oi. – Não, não se dê ao trabalho. – Disse, cínico.

Madison: Onde está Caroline? – Perguntou, achando graça. Ela deu as costas, procurando algo mais composto para vestir. Um dos roupões de Lorenzo, talvez.

Klaus: Onde está Lorenzo? Oh, espere. Eu sei. – O braço dele passou pela cintura dela, o hálito quente em sua nuca – Um pecado deixá-la aqui, desse jeito.

Madison: Eu não vou fazer isso, Klaus. – Disse, olhando pra frente. – Um beijo é uma coisa, sexo é outra. Me solte.

Klaus: Não? – Perguntou, fungando atrás da orelha dela – Diga que a idéia não é tentadora.

Madison: Não sente remorso? – Perguntou, debochada. – Caroline confia em você. Em nós dois.

Klaus: Eu conheço minha esposa, Madison. Caroline anda cautelosa demais, hesitante, me olhando como se esperasse uma reação minha, uma explosão. – Resumiu – Algo de errado ela fez. Me sinto livre.

Madison: Eu não. – Ela se afastou dele, se virando. Jogou o rosto pro lado, afastando as mechas soltas – Lorenzo me é fiel. Sempre foi. Não vou me deitar com você na cama dele. – Recusou. Klaus sorriu.

Klaus: Isso é medo, Madison? – Ela ergueu a sobrancelha – Está recuando? – Madison se aproximou dele, sorrindo, de modo que sua boca se aproximasse da orelha dele.

Madison: Eu não sei o que é medo, Klaus. – Sussurrou.

Klaus: Então eu não sei o que estamos discutindo. – Respondeu, no mesmo tom. Ele a encarou por um instante, beijando-a novamente em seguida. Ela suspirou, relutante, mas retribuiu. Então o riso de Lorenzo riscou sua mente. O tom da voz dele, o gosto suave que não era o que ela tinha na boca agora, a tonalidade que os olhos dele tomavam quando lhe fazia amor... E ela o empurrou.

Madison: Olhe nos meus olhos. – Klaus sorriu, gostando do jogo, e a encarou. O que os olhos dela tinham de negros, os dele tinham de claros. – Não. – Klaus se jogou sentado nos pés da cama – Klaus, saia daqui.

Klaus: Toda sentimentos. Ui ui ui. – Debochou.

Madison: Você não quer me irritar. – Avisou, e era uma ameaça.

Klaus: Se lembrou dele quando me beijou. – Instigou. Madison grunhiu, dando as costas – Se lembrou do toque dele, perante o meu. – Continuou – Você me quer, mas a lembrança dele está aqui. – Sorriu – Madison, eu não estou pedindo que se divorcie. É só sexo. Não significa nada.

Madison: Levante-se daí! – Rosnou, se virando. Ter Klaus na cama de Lorenzo era absurdo. Klaus riu, se levantando – As lembranças dele pouco te importam.

Klaus: Verdade. – Ele se aproximou. Ergueu a mão como se fosse tocar o rosto dela, mas os dedos adentraram o cabelo. Ela trincou os dentes perante a dor quando ele encontrou o ponto em que a madeira atingira sua cabeça, quando Lorenzo a jogou na cama. – Oh. Essa lembrança também é agradável?

Madison: Saia daqui. – Rosnou.

Klaus: Me faça sair. – Rebateu. Ela não teve reação e ele a tomou em um beijo, agressivo dessa vez. Ela empurrou o peito dele, tentando se afastar, mas a vontade era maior. Queria se vingar. Pelo descaso, pela guerra, pela agressão. Por fim ele a soltou, apanhando-a pelo braço.

Madison: O que está fazendo? – Perguntou, vendo ele levá-la em direção ao quarto.

Klaus não respondeu. Os dois avançaram pelo corredor em silencio, até o antigo quarto de Elena. Ao fechar a porta os dois se agarraram novamente, se beijando sedentamente. Klaus procurou o fecho do roupão dela, mas não achou. Ela achou o colete dele, passando a mão sutilmente... Arrancando os botões. Klaus se abaixou, apanhando-a no colo, e ela enlaçou braços e pernas nele. Os dois tombaram na cama, ambos arfando, e ela estourou a camisa dele. Madison o empurrou, passando pra cima dele, segurando seus braços do lado do rosto, enchendo-o de beijos mordidos. O som do riso de Lorenzo ecoou na cabeça dela novamente, de modo nítido. Ela abaixou o rosto, mordendo a orelha dele, e ele ouviu seu sussurro.

Madison: Você é um demônio, Klaus. – Sussurrou – Mas quando eu digo não a uma coisa, é não.

E ela estava fora da cama, de pé no meio do quarto. Klaus riu, respirando fundo, e se amparou no braço.

Klaus: Quando eu quero algo, eu tenho. – Disse, erguendo as sobrancelhas de modo debochado. – Não vou desistir.

Madison: Então eu espero que goste de se decepcionar. – Os cabelos dela estavam soltos, enquanto ela recuava – Resolva seus problemas com Caroline. Eu não vou trair meu marido.

Klaus: É um desafio, Madison? – Perguntou, divertido.

Madison: Não, é um aviso. Nem mais um beijo. – Avisou – Eu sou dele. Se convença disso e poupe esforços. – E ela saiu.

Na torre...

Damon ajudou Elena a tomar banho. Ela saiu do banho e vestiu um short. Damon rosnou alto ao ver as marcas roxas em Elena. A da barriga era quase preta, os seios dela estavam vermelho escuro. Ela insistiu em amamentar, de modo como ele não teve como contestar. Quando Rosalie abocanhou o seio da mãe, inocente, Elena gemeu de modo breve, suspirando em seguida.


Damon: Não precisa fazer isso. – Elena negou com a cabeça – Está te machucando, pequena.

Elena: Vai passar. Traga Chord. – Chamou, apoiada nos travesseiros. Damon apanhou o filho no berço. Tivera medo de algum machucado grave, mas o menino estava bem, só com o roxo. Deus abençoe a hora em que ele resolveu colocar aquele tapete no quarto.

Ela arfou quando foi a vez de amamentar o filho. Seus seios doíam demais. Mas por fim o pequeno Chord dormiu, cansado, e foi parar em seu berço, junto com a irmã. Damon fechou a rede do berço, voltando-se para a esposa. Ele fez ela se deitar, e ela obedeceu. Damon se pôs a massagear a barriga dela lentamente, primeiro pelas beiradas do roxo, depois se adentrando. Em qualquer situação tê-la ali, os seios a sua vista, a pele ao seu toque, o excitaria. Mas não agora.

Ela estava machucada. Sentia dor. Fora machucada salvando o filho dos dois. Depois de tempos massageando a barriga dela, ele tentou o mesmo com os seios, buscando aliviar a tensão, mas ela não agüentou a dor.

Damon: Chamarei o médico amanhã. – Decretou, apanhando uma de suas camisas no guarda-roupas. Ela continuava quieta, olhando-o. Ele olhou os seios dela, preocupado. Pareciam inflamados. – Venha, me deixe te ajudar a se sentar.

Elena: Não é nada. – Disse, deixando ele sentá-la e passar a camisa por seus braços – Eu me curo rápido.

Damon: Há alguma coisa que eu possa fazer? – Perguntou, angustiado.


Elena: Há. Você pode ser meu marido, apagar as luzes, se deitar ao meu lado e me abraçar forte. – Ela sorriu – Chord está bem. É o que importa.