Em outro corredor...

Madison: Elena! – Chamou, aparecendo atrás dela. Elena se virou, assustada.

Elena: Precisa parar de fazer isso. – Disse, pondo a mão no peito.

Madison: Me dá um abraço? – Perguntou, com um sorriso angelical. Angelical demais.

Elena: É claro. – Ela sorriu e abraçou a outra. Madison sorriu, apertando o abraço – Aconteceu alguma coisa? – Perguntou, ainda abraçada com a outra.


Madison: Não. Eu só precisava disso. – Disse, se demorando no abraço mais um instante – Na verdade, Lorenzo precisa disso. – Ela se separou, baixando o rosto brevemente. O perfume que possuía era o de Elena agora – Enfim. Obrigada. – Ela deu as costas e sumiu.

Elena: De nada. – Disse, estranhando, e deu as costas, subindo a escada.

Elena estava distraída, pensando em tudo. Sua vida estava perfeita. Amava Damon, e ele retribuía. Seus bebês eram saudáveis. Hope estava livre novamente. Apenas a sombra da guerra que estava por vir a assustava, mas todos dispensavam essa hipótese; com Lorenzo ninguém se machucaria. Ela abriu a porta do quarto, e seus olhos se arregalaram. Nos pés da cama havia um frasco/mamadeira com um conteúdo branco, que Elena reconhecia bem.

O pior: Do outro lado do quarto, Rose tinha Chord no colo, e tinha outro frasco/mamadeira daqueles, que oferecia a menina.

Elena: NÃO! – Gritou, apavorada.

Chord se assustou com o grito da mãe, se sobressaltando. Elena usava um vestido grafite e branco, com um broche prata abaixo dos seios (ainda daqueles modelos de vestido para gestantes, que só tinha duas camadas por um todo), a seda do vestido criando uma cauda no chão. Rose arrancou o bico de mamadeira da tampa da garrafa.

Rose: Um grito e eu viro tudo na boca dele. – Avisou. Elena estava com as mãos estendidas, imobilizada.

Elena: Por favor. – Implorou – Eu faço o que você quiser. Por favor.

Rose: A rainha implorando? – Chord se retorcia no colo de Rose. Queria a mãe. – Essas crianças nem eram pra ter nascido. Eu só deixei você entrar aqui porque Stefan não queria lhe perder de vista. Mas é claro que você ia reverter tudo.

Elena: Stefan? Que tem Stefan a ver com isso? Rose, me dê Chord, por favor. – Disse, avançando. Rose abriu a boca do menino a força, levando a garrafa.

Rose: Nem mais um passo. – Elena se imobilizou, e ela afastou a garrafa – Sim, Stefan. Eu dei o aviso sobre Willow Creek, estraguei tudo, coloquei a culpa em você, mas você tinha que se safar.

Elena: Você é a espiã. – Murmurou, ainda paralisada. Queria gritar. Um grito seu, e Madison ouviria.

Rose: Desde a época de Katherine. – Disse, revirando os olhos – Era eu a levar os bilhetes de um pro outro, desde sempre. Mas você foi um calo. Primeiro enlouqueceu, aprontando o diabo comigo, então eu terminei como faxineira e tu rainha! Como pode?! – Perguntou, parecendo meio louca.

Elena: Pobre de ti, Damon vai matá-la. – Murmurou – Me dá meu filho, Rose.

Rose: Se não o que? – Desafiou – Porque você não morreu no maldito parto? Porque essas malditas crianças vingaram? Não faz sentido! – Rosnou. Chord choramingou. Podia ver a mãe, e ela o olhava, aflita. Porque Elena não o carregava? – Mas tudo bem. Vamos alimentar os bebês.

Ela levou a garrafa até a boca de Chord. Elena sentiu um ódio violento ao ver o menino fazer uma careta, virando o rostinho. Parecia que estava vendo tudo vermelho. Nunca fora uma pessoa violenta, mas não tinha escolha: Partiu pra cima de Rose. Com um murro derrubou a garrafa. Rose largou Chord só de ruindade. Elena se lançou pra alcançar o menino, mas Rose a interceptou e o bebê caiu no chão. De repente Rose e Elena estavam saindo no tapa, nos murros literalmente.

Elena: MADISON, SOCORRO! – Conseguiu gritar.

Mas, era uma pena, no mesmo instante havia outra briga acontecendo...

Madison: ACONTECE QUE NÃO AGUENTO MAIS TEU DESCASO! – Silvou, raivosa. Madison ficava meio cinza quando tinha ódio.

Lorenzo: Descaso?! DESCASO?! – Rugiu, raivoso.

Madison: CALE A BOCA! – Disse, franzindo o cenho.

Lorenzo: É o que? – Perguntou, incrédulo.

Madison: Pensei ter ouvido alguém me chamar. – Disse, tentando ouvir. Não havia mais nada.

Lorenzo: Não estamos em casa. Isso é uma guerra, esqueceu? – Madison virou o rosto, novamente raivosa.

Madison: Fui tua mulher antes dessa guerra estourar. – Rosnou.

Lorenzo: EU NÃO LHE DEIXO FALTAR NADA! – Disse, abrindo os braços – Madison, o que você quer?

Madison: EU QUERO MEU MARIDO! – Gritou, raivosa – NÃO ESTOU ACOSTUMADA A SER DEIXADA EM SEGUNDO PLANO, LORENZO, VOCÊ SABE!

Lorenzo: Estou fazendo o que posso, mas não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo, meu Deus! – Disse, raivoso. Ambos arfavam – Se eu não me engano, estou em sua cama todas as noites. – Disse, maldoso.

Madison baixou a mão na cara dele, em um tapa. Lorenzo hesitou, sentindo o rosto arder. Ninguém nunca havia lhe esbofeteado.

Madison: Nunca mais... Nunca mais fale comigo desse modo. – Avisou, cinza de ódio.

Lorenzo: Enlouqueceu. – Disse, erguendo o rosto pra ela. Os olhos dele estavam perigosamente dilatados.

Madison: Revide, Lorenzo. – Desafiou, se aproximando mais – Me bata. Faça alguma coisa. Qualquer coisa.

Lorenzo: Eu seria capaz de matá-la agora, Madison. – Grunhiu.

Madison: Eu pensei que você me amava. – Debochou.

Lorenzo: Eu amo. É por isso que vou sair daqui; pra não fazer nada de que eu me arrependa, e que eu não possa reparar depois. – Ele recuou um passo.

Madison: Vá. Volte para sua guerra. Pelo menos ela tu podes coordenar. – Lorenzo parou por um instante, ofegando, então ela foi arremessada com força na cama, batendo a cabeça na cabeceira de madeira. Ela gemeu, pondo a mão em um ponto debaixo do couro cabeludo, caída de qualquer jeito na cama.

Lorenzo: Tu nunca mais te atreves a me esbofetear. – Avisou, parado nos pés da cama – Eu a amo, mas não me responsabilizo mais, Madison.

Madison: Suma daqui. – Rosnou, com a mão ainda dentre os cabelos. Ele deu as costas e ela se deixou cair na cama, respirando fundo. Que diabo estava acontecendo com seu casamento?