just one more about love Delena
113 Capitulo 113
Elena entrou no castelo apressada, fazendo pouco caso de Damon que ria dela. Ela estava composta, ao contrário dele, que tinha a roupa toda amassada, a camisa com botões estourados, o colete em frangalhos, o cabelo espetado. Ela deu língua a ele, ignorando-o, e correu quando viu ele partir atrás dela. O caso é que havia se atrasado pra dar de mamar aos bebês; a essa altura Chord já deveria estar fazendo um escândalo. Ela dispensou a criada que cuidava dos bebês na torre e apanhou o filho no colo. Rosalie estava irritadinha, com fome, mas Chord era birrento. Ele passou pro banho enquanto ela alimentava o menino. Se vestiu com um sorriso no rosto, observando-a. Ela acariciava o cabelo do menino de leve, enquanto ele mamava, mimando-o.
Damon: Vais descer? – Perguntou, fechando o punho da camisa. Tinha o cabelo molhado, já penteado.
Elena: Não, estou cansada. Ainda vou amamentar Rosalie, e preciso de um banho. – Respondeu – Se importa se eu jantar aqui em cima hoje?
Damon: Claro que não. Mando trazerem aqui. – Ele se aproximou dela, beijando-lhe a testa – Sabe que só vou porque vão questionar minha ausência.
Elena: Então sugiro que vá antes que Klaus apareça a porta. – Damon fez uma careta, e ela sorriu. Ele lhe beijou a testa novamente e saiu.
Elena olhou Chord. O menino adormecera. Ela se levantou, pondo-o no berço, e apanhou Rosalie. A menina se pôs a mamar satisfeita, os olhinhos claros vagando. A verdade é que Elena queria ficar sozinha. Estava triste. Era o único que Hope tinha, e falhara. Caíra, perdera, depois de tudo. No fundo ela sempre soube que ia perder, mas a cada dia que conseguia resistir, pensava que podia ser o ultimo: Ele não ia agüentar. Agora tudo tinha se perdido. Ela não tinha mais arma nenhuma. Não fazia sentido recomeçar; Ele não cedera nem após meses de abstinência, começar do zero seria inútil. Rosalie dormiu mais depressa que o irmão, então Elena foi pro banho. Cada marca em seu corpo (em especial a marca exata da arcada dentária de Damon em vermelho escuro na curvatura de sua cintura) era como um lembrete de que ela fora fraca. Ela se vestiu, e quando voltou pro quarto já havia uma bandeja farta nos pés da cama, que tinha os lençóis feitos. Faminta que estava, jantou, desprezando a bandeja em seguida. Apagou os candelabros do quarto, deixando apenas a lareira, e foi pra debaixo dos lençóis. Se sentia quase depressiva, de tão triste. Não por ter transado com Damon, ela era mulher dele, isso era seu direito e dever, mas por não poder mais ajudar Hope. Estava em um misto de sono e tristeza quando ele entrou no quarto. Damon não disse nada ao ver as luzes apagadas. Se aprontou para dormir, entrando debaixo das cobertas em seguida.
Damon: Ei. – Disse, em tom baixo, se virando pra ela. Elena o olhou. Ele tocou o rosto dela, acariciando carinhosamente – Porque tão triste, meu anjo? – Ela sorriu de canto.
Elena: Não é nada. – Disse, beijando a mão dele. Damon a observou por minutos, acariciando o rosto dela ternamente, e ela não disse nada, apenas manteve o olhar dele. Deus, o amava em cada pedaço!
Então ele abaixou os olhos, e ela sentiu a mão dele abrindo a sua, em seguida depositando a chave de metal fria na palma, e fechando os dedos dela em cima.
Elena: Está fazendo isso porque venceu? – Perguntou, observando-o.
Damon: Não. – Disse, pondo o cabelo dela atrás da orelha – Estou fazendo isso porque nada que eu faça e te entristeça tanto pode ser certo. – Ele tocou o nariz dela com o dedo. Elena abriu um sorriso lindo, e ele sorriu – Bem melhor assim.
Elena: Obrigada, obrigada, obrigada. – Disse, pulando no colo dele, enchendo-o de beijos. Damon riu da espontaneidade dela – Eu vou conversar com ela, ela não vai fazer de novo, eu prometo. – Disse, lotando o rosto dele de beijos.
Damon: Eu... – Interrompido por um selinho. Ele riu de novo. – Eu sei. – Ela riu, abraçando-o – Mas posso pedir uma coisa?
Elena: O que quiser. – Disse, prontamente.
Damon: Deixa pra ir lá falar com ela amanhã, quando amanhecer. – Disse, apanhando a chave da mão de Elena. Ela viu ele pôr a chave na mesa de cabeceira – Eu tenho saudades demais pra ser capaz de deixar você sair daqui agora. – Disse, fungando no ombro dela. Elena sorriu.
Elena: Tudo bem. – Disse, dando-lhe um selinho demorado – Sei de algo que ajuda a matar o tempo e a saudade. – Sussurrou, mordendo o nariz dele. Damon sorriu.
Damon: O que? – Perguntou, dando corda. Mas Elena não respondeu; ela mostrou. Inclinou o rosto, tomando os lábios dele em um beijo. Damon não prolongou a conversa, retribuindo o beijo e cercando-a com os braços, em um abraço forte.
Assim é melhor.
Klaus: Uma flor por teus pensamentos. – Disse, alcançando Madison em um corredor. Ela sorriu.
Madison: O jardim é cheio de flores. Se eu quiser uma, é só buscar. – Disse, divertida.
Klaus: O que há? – Insistiu.
Madison: Estou entediada. – Disse, dando de ombros – Cada um tem o que fazer, e agora Lorenzo está preso a guerra, quer lançar uma ofensiva o mais cedo possível... Enfim.
Klaus: Chega a ser pecado. – Disse, virando-se frente a ela, trancando o corredor. Madison ergueu a sobrancelha – Deixar de lado uma mulher bonita como tu, seja qual for a razão. – Ele ergueu a mão, tocando a maxilar dela. Estava fria, como sempre.
Madison: Klaus... Tens noção de que perderias a mão se Lorenzo visse isso? – Perguntou, se aproximando dele. Ela fez menção de passar por ele, mas parou ao seu lado, virando o rosto, de modo que seu hálito batia no rosto dele. Klaus manteve o olhar a frente, sorrindo de canto – Ou o que faria se soubesse o modo como andas me assediando ultimamente?
Klaus: O que ele faria sabendo que tens correspondido? – Perguntou, dando corda.
Madison: Terias coragem, Klaus? – Perguntou, parecendo intrigada, virando o rosto pra ele. – Tu és casado.
Klaus: E minha esposa confia em ti como amiga. – Rebateu. Madison sorriu. – Não me desafie, Madison. Amo Caroline, mas não sou conhecido por ter limites.
Ele apanhou o braço dela, que foi arremessada contra a parede. O principal: Ele a beijou. Pior ainda: Ela correspondeu. Não era Lorenzo; não tinha seu calor, seu cheiro, seu gosto... Mas isso não era ruim. Os lábios de Madison estavam frios, como se ela tivesse estado com gelo na boca por muito tempo; ele gostou disso. Suspirou, se afundando no beijo dela, as mãos subindo por suas costas, moldando o corpo de manequim no seu. Ela enlaçou as mãos nos cabelos dele, enlaçando os dedos nos cabelos macios, sentindo o corpo rígido pressionando-a. O perfume de Klaus a instigava, fazia ela querer mais. Ele apanhou a maxilar dela com uma mão, prendendo seu rosto, e mordeu os lábios dela, não com força, só por fazer, antes voltar a devorar sua boca. Aquilo durou minutos, até que...
Damon: Viu Klaus? – Perguntou, a voz de longe. Os dois se separaram, os rostos ainda juntos, os lábios entreabertos, ofegando, se encarando... Esperando.
Criado: O vi naquela direção, senhor.
Elena: Eu vou subir, vou ver os bebês. – Avisou, a voz ecoando pelo corredor.
Madison: Guarde isso como recordação. – Sussurrou nos lábios dele, que sorriu. – Me solte. – Klaus afrouxou as mãos, então com um sopro do vento, ela havia sumido. Ele riu, passando a mão no cabelo, limpando o lábio em seguida.
Klaus: Recordação... Sei. — Murmurou, pra si próprio – ESTOU AQUI, DAMON!
Na torre...
Rose olhou os bebês. Estavam acordados, quietinhos, os olhos distraídos. Ela correu. Abriu as gavetas, procurando em todos os cantos, até que encontrou. 11 frasquinhos de vidro, com um liquido branco, opaco. A seiva da flor. Ela sorriu consigo mesma, apanhando dois deles.
Rose: Contos de fada nem sempre tem finais felizes, Elena. – Disse, enquanto tirava a tampa de um dos frascos. Ela o substituiu por um bico de mamadeira.
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