just one more about love Delena
112 Capitulo 112
Eles ficaram assim por horas. Se beijando, se acariciando, nunca passando do limite, apenas matando a saudade. Nenhum dos dois disse nada, nada precisava ser dito.
Elena: Podemos ir agora? – Murmurou, nos lábios dele.
Damon: Quer ir embora? – Perguntou, confuso. Fizera algo de errado?
Elena: Na verdade, não. Ficaria aqui por horas a fio. – Damon sorriu, acariciando o rosto dela. Os dois estavam meio deitados, largados, ele encostado em uma arvore e ela em cima dele, o vestido esparramado a sua volta. – Mas não vai demorar, e será a hora de amamentar dois bebês. – Disse, tocando o nariz dele. Damon sorriu mais ainda. – Podemos ficar mais uma hora, no máximo, mas então teremos que voltar apressados. Chord se irrita quando não o alimento a tempo. Faz birra. – Damon riu, lembrando do filho.
Damon: Vamos. Podemos passear um pouco antes de voltar, já que temos tempo. – Disse, se levantando – Eu tinha em mente vários lugares pra irmos, antes de entrarmos em conflito, é claro. – Elena sorriu, apanhando a mão dele, e se levantou.
Dessa vez ela montou com uma perna em cada lado do cavalo, que parecia entediado por esperar, e ele montou atrás dela, apanhando as rédeas do cavalo. Damon a levou a um campo afastado do castelo, mas ainda nas propriedades, onde cresciam girassóis. Não eram muitos, nem muito grandes, porque o sol não aparecia muito, mas as cores deixaram ela encantada. Anoitecia. Os dois voltavam brincando, rindo, e Damon acelerou o cavalo, fazendo-a gritar com ele, assustada, lhe causando um riso gostoso. Porém o ritmo do cavalo friccionou o corpo dos dois de um modo não muito convencional; ela estava quase pulando no colo dele. Acumulou o desejo preso por meses, os dias de provocação, a tarde de carinhos que, querendo ou não, deixou os dois acesos, e agora isso. Ela ficou quieta, e ele viu a mão dela agarrar a crina do cavalo, e sorriu consigo mesmo, instigando o animal, fazendo-o correr mais, aumentando a fricção do corpo dos dois.
Ele observou cada reação dela. Elena agüentou firme o quanto pode, mas por fim gemeu, derrotada. Aquilo bastou pra ele. Ela não saberia dizer como, mas ele puxou ela pela cintura, com uma mão só, mantendo a rédea com a outra mão e a vez girar, ficando de frente pra ele. Elena se agarrou no tronco do marido, cravando as unhas nos ombros dele. Damon manteve uma das mãos nas costas dela e afundou rosto em se ombro, sentindo ela literalmente cavalgar em seu colo. Ela virou o rosto pra ele, a pele afogueada, e o beijou, sufocando qualquer som que pudesse emitir. Damon devorou a boca dela, tamanho era o tesão que tinha, apertando-a mais pra si com a mão. O cavalo, animado com a corrida repentina, não precisou de ordem pra manter seu ritmo, independente do que estivesse acontecendo em suas costas. Era melhor do que Damon tinha cogitado, mas ainda não era o que ele queria.
Damon: Me desculpe. – Sussurrou nos lábios dela, e ela sentiu o cavalo ser parado subitamente.
Elena teria caído com o relincho e com o solavanco, mas ele a manteve em seu peito. Pulou pra fora do cavalo, caindo imediatamente no chão. Elena não sabia onde estava. Sabia que havia grama no chão, não havia luz vindo de nenhum lugar, e haviam plantas altas em volta. Estava no meio do nada. Não importava. Havia perdido. Sabia disso. Queria perder. Damon não esperou reação, tomando a boca dela, e suas mãos desceram, apanhando o decote do vestido, pronto pra rasgar...
Elena: NÃO! – Ele parou, arfando, sem nem acreditar – Não vou ter com o que voltar. – Explicou, e ele sorriu.
Ele a puxou sentada, envolvendo-a com os braços como se fosse abraçá-la, mas puxando o zíper do vestido dela pra baixo. Elena não estava usando espartilho. O vestido era de um azul metálico, solto, e ela usava um sutiã, quase como os de hoje em dia. O sutiã porque era pratico, sendo que ela amamentava com freqüência, e o espartilho porque o medico recomendou não sufocá-la tão cedo. É claro que isso facilitou a vida de Damon de modo inimaginável. Ele só puxou o zíper, afrouxando o vestido, que como bem solto, quase deslizou pra fora do corpo da esposa.
Ele sorriu quando largou o vestido dispensado no chão: Elena o abraçou, beijando-lhe novamente. Tinha tanta sede quanto ele. Não foram necessárias preliminares ali, só o calor do corpo, o perfume e o tempo acumulado serviam de sobra. Ele retirou o sutiã dela (sem rasgar nada, se comportando muito bem), se dando a vista de presente. Elena se contorceu ao sentir o hálito quente dele em seus seios, em beijinhos mínimos e demorados. Em algum lugar em sua mente nublada ele se lembrava dela comentando sobre um desconforto para amamentar, uma breve dor, principalmente por serem dois. Ele não a machucaria. Baixou o rosto, o nariz brincando com a barriga dela, e mordeu a dobra da cintura dela em cheio, fazendo-a se inclinar pra cima. As mãos dela buscaram o cinto dele, tremulas, se desviando do fecho, e ele deixou, provando da pele dela enquanto esperava. Ela abriu a calça dele, empurrando-a com os pés, e ele subiu o rosto de novo, mordendo-lhe o pescoço, a maxilar, chupando, marcando.
Elena: Tire isso. – Disse, angustiada com os botões refinados do colete dele. Queria sentir o calor dele sob si, os músculos se contraindo quando ele a possuísse, não isso. Ela já havia aberto metade do colete, e ele apanhou o resto com a mão, estourando os botões. Ela riu. Ele puxou a camisa pela gola, retirando-a pela cabeça mesmo, estourando alguns botões, e voltou a abraçá-la.
Foi muito fácil a partir dali. Fácil como respirar. Se desviar das roupas só levou um segundo. Elena grunhiu abafado quando ele a possuiu, mordendo seu ombro em seguida pra abafar o grito. Damon amparou a cabeça no ombro dela, respirando aos ofegos, as mãos do lado de seu corpo, no chão, tomando força a cada movimento. Tinha tanto tempo! Sua memória não fazia justiça ao corpo dela, nem de longe. Elena deixou as mãos nas costas dele, sentindo os músculos se contraindo e relaxando, contraindo e relaxando, cada vez com mais força, até que ela cravou as unhas ali, deixando uma trilha vermelha por onde passou. Nenhum dos dois soube dizer quanto tempo durou. Por fim ela não conseguiu conter o grito, que veio livremente, e minutos depois foi a vez dele de gemer o nome dela. Depois, silencio, interrompido apenas por ofegos. Elena tremia.
Damon: Eu te amo. – Murmurou, beijando o rosto dela. Elena sorriu, lhe dando um beijinho carinhoso, quieta.
Ela também o amava. Do modo mais absoluto que uma pessoa pudesse amar outra. Mas isso não mudava o fato de que ela havia perdido.
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