No dia seguinte...

Elena caminhava com Madison, Jenna e Caroline no jardim. Jenna empurrava o carrinho de bebê duplo, de onde Rosalie e Chord observavam tudo.

Caroline: Gosto desse clima. – Disse, respirando fundo – Essa calma. Faz parecer que a guerra foi soterrada.

Madison: E o pior cego é aquele que não quer ver. – Disse, com a mãos nas costas. Aquela calma toda, toda aquela paz... Era a calmaria que vinha antes da tempestade.

Jenna: Você fala como se pudesse sentir. – Disse, erguendo o rosto.

Madison: Digamos que eu já vivi o suficiente pra conhecer um pouco sobre muita coisa. – Comentou, quieta.

Caroline: Não mais que nós. O que, 25 anos? – Madison assentiu.

Madison: De certa forma, sim. É saudável pra vocês acreditar nos 25. – Disse, divertida.

Caroline: Como assim? – Perguntou, incrédula.

Madison: Eu parei de contar em 25. – Disse, erguendo as sobrancelhas sugestivamente. Lembrava Klaus quando fazia isso – E porque alguém aqui não está me soterrando em perguntas também? – Perguntou, olhando Elena, que caminhava, quieta, o olhar distante.

Jenna: Tudo bem. Estamos em 1864. Quando você parou de contar? – Instigou.

Madison: Porque não faz essa pergunta a Alaric, Jenna? – Perguntou, e Jenna suspirou. Alaric não responderia – Como vai, Damon? – Perguntou, ainda olhando pra frente.

Damon: Bem, obrigado. – Disse, atrás dela. Todas se viraram. – Senhoras, vocês podem tomar conta dos bebês por um instante, por favor?

Madison: Estarão seguros. – Disse, tranqüila, e Damon agradeceu com a cabeça. Estava em cima de seu cavalo, observando-as.

Damon: Posso falar com você? – Perguntou, observando a esposa, que o olhou por um instante, e assentiu. Ela olhou os bebês uma ultima vez, apenas por costume, e foi até ele.

Damon desceu do cavalo, ajudando-a a subir. Elena se sentou de lado e ele apanhou as rédeas do animal, indo a sua frente, a pé, levando-a. Os dois permaneceram em silencio. Damon contornou a copa das arvores, e ela perguntou pra onde iam. Ele apenas respondeu “É outro modo de chegar ao rio.”, e o silencio voltou. Havia mesmo uma trilha entre as arvores, e eles passaram, não demorando a chegar na beira do rio.

Elena: Porque me trouxe aqui? – Damon não respondeu. Amarrou o cavalo perto d’agua, e ajudou a descer. O animal nem fez caso, se aproximou do rio, bebericando a água quase gelada, pela ventania que fizera na noite anterior.

Damon: Porque eu precisava de um lugar em paz, para conversarmos. – Disse, e ela se pôs a caminhar ao lado dele. Damon andou poucos passos e se virou pra ela – pequena, não quero continuar brigando com você. Olhe pra nós dois.

Elena: Não parece. – Disse, quieta.

Damon: Você também não ajuda. Dançando daquele modo na minha frente pra depois... – Ele suspirou. Ela ergueu a sobrancelha com a acusação – Não é o objetivo. O que passou, passou.

Elena: Então porque não solta Hope? – Pressionou. Damon hesitou por um instante, então se sentou em uma pedra seca, perto de uma arvore. Ela observou, e se sentou na frente dele.

Damon: Precisa entender. Hope nunca ergueu a voz para mim, então me desafiou aos gritos perante todo o reino. Ela é uma criança. – Disse, cruzando as mãos – Se eu não mostrar a ela agora que o que ela fez foi errado, que mesmo ela sendo a herdeira do trono deve respeito a mim como pai e como rei, as coisas vão fugir do meu controle, e eu não posso permitir isso. – Ele suspirou – Dói em mim deixá-la presa, mas eu seria incapaz de lhe erguer a mão, e é o único modo que eu vejo de puni-la.

Elena: Não crê que já foi tempo demais? – Perguntou, apanhando as mãos dele entre as suas – Já faz mais de dois meses. Você nem permitiu que ela visse os irmãos, e você se lembra o quanto ela estava ansiosa por eles.

Damon: Eu vou me resolver com Hope. – Prometeu, e ela esperou – Logo. Mas não sei agir sob pressão.

Elena: Me prometa que não a manterá presa por muito mais tempo. – Pediu.

Damon: Prometo que vou tentar resolver isso com o melhor de mim. Mas não vim aqui falar apenas de Hope. – Ele tocou o rosto dela – Nós mal nos casamos, e já estamos brigados. Você me irrita tanto que as vezes tenho vontade de estrangulá-la, como pode?- Perguntou, acariciando a maçã do rosto dela, que riu.

Elena: Parecia que você não me queria. Me tornei irritada. Passou. – Disse, beijando a mão dele. Damon se aproximou, beijando a testa dela demoradamente. O coração de Elena disparou ao sentir os lábios dele em sua pele.

Damon: Passou? – Murmurou, inquisitivamente, os lábios descendo pelo rosto dela. Elena segurou o rosto dele, sorrindo.

Elena: Só quando Hope estiver livre. – Sussurrou, e ele sorriu. Ainda jogando, afinal.

Damon: Que seja. – Ele deu de ombros. Ela sentiu as mãos dele lhe apanhando por debaixo do braço, puxando-o pra ele – Me deixe pelo menos te abraçar. – Disse, apanhando-a nos braços, e ela retribuiu o abraço, saudosa de seu perfume.