just one more about love Delena
103 Capitulo 103
Dias depois... O conselho se reuniu para o julgamento de Matt. Damon estava irredutível; sua raiva passara, mas o susto ainda o assombrava, e ele queria a morte do rapaz. Alaric preferia procurar saber antes de agir. Lorenzo não via necessidade de matar, e Klaus não estava dando à mínima. No momento em que iam começar a discutir...
Lorenzo: Podemos resolver isso logo? – Perguntou, olhando a mesa – Ainda temos que fazer a ronda, e eu quero voltar antes que essa chuva caia, e antes do anoitecer. – Disse, quieto.
Elena: Perdoem o atraso. – Disse, entrando na sala. Usava um vestido azul água, segurando o tecido das pernas.
Damon: Como você desceu as escadarias? – Perguntou, exasperado.
Madison: Bom dia. – Respondeu, se mostrando atrás de Elena.
Damon: O que está fazendo aqui, Elena? – Perguntou, se virando.
Elena: Eu sou a testemunha. Eu vivi o fato que vai ser julgado, logo, eu tenho que estar aqui. – Klaus puxou uma cadeira pra ela, que se sentou com cuidado. – Obrigada, Klaus. – Ele assentiu com a sobrancelha. Elena suspirou. Não se sentia bem desde a madrugada, não dormira nada.
Lorenzo: Muito bem. Diga o que tem a dizer, Elena. – Disse, se virando.
Elena: Matt me raptou, sim. – Damon fez uma careta debochada – Mas não teve coragem de me matar.
Damon: Se não ia ter coragem de matá-la, porque a levou? – Insistiu.
Elena: Porque estava preso! – Ela respirou fundo – Stefan matou toda sua família, os pais, a irmã, todos, e ele estava preso. Só conseguiu sair porque recebeu a ordem de me matar. – Contou. Elena estava meio tonta. – Tem uma esposa, Rebeca, que está em uma cabana no mato, grávida, foi a única que ele conseguiu salvar. Damon, por favor. – Damon a observava, impassível – Estou rogando por ele. Se o matar, a esposa dele morrerá de inanição, junto com o bebê, esperando por seu retorno. É crueldade demais, principalmente por quem poupou minha vida e a de Hope.
Klaus: Não vai dizer nada? – Perguntou, achando graça do silencio de Madison. Esta tinha uma aparente preocupação no rosto, uma angustia, e olhava a barriga de Elena fixamente.
Madison: Eu não estava lá. – Respondeu, distante.
Elena: Estou implorando. Não o matem. – Pediu, respirando fundo – Peço que dêem asilo a ele e a esposa. – Lorenzo ergueu a sobrancelha. Ai já era demais – Eu coloco minha mão no fogo de que ele não criará problema. Ele é jovem, só quer ter o filho dele em paz. Por favor.
Klaus: Deliberemos. – Disse, parecendo entediado.
Damon: Conhecem meu voto. – Disse, quieto.
Alaric: Ele não lhe fez mal algum? – Elena negou – Então não há necessidade de matar o homem.
Klaus: De acordo. – Disse, tranqüilo – Lorenzo?
Lorenzo: Deixem-no em paz. – Elena suspirou, agradecendo com o olhar.
Todos se levantaram, rumo as masmorras. Madison tinha o olhar distante, enquanto se levantava. Klaus apanhou a mão dela, fazendo-a rodopiar, como em uma dança, então a inclinou para trás. Ela riu.
Madison: Klaus, eu sou uma mulher casada. – Riu, encarando-o. Ele ergueu as sobrancelhas de modo debochado.
Klaus: Então temos algo em comum. – Brincou, pondo-a de pé novamente. Ele riu, saindo dali, e ela foi atrás.
Elena não tinha boas lembranças das masmorras. Na ultima vez em que estivera ali, passara pelos piores dias se sua vida. Ao abrirem a porta ela entrou na frente. Matt estava sentado no monte de feno onde ela passara sua ultima noite ali, ainda algemado com as mãos nas costas. Ele ergueu o rosto, assustado, quando todos entraram. Elena se aproximou, e ele se levantou, tropeçando. Estava ficando fraco.
Elena: Matt, onde está Rebeca? – Perguntou, olhando-o. Damon observava a distancia.
Matt: Não sei explicar, alteza. Só sei chegar lá. – Ele respirou fundo, ansioso – A senhora conseguiu perdão para ela? – Elena sorriu – Podem me algemar mais, me amarrar, eu os levo até ela, não vou tentar fugir, eu prometo. – Os olhos do rapaz se encheram d’água. Iria morrer, mas pelo menos Rebeca seria acolhida.
Elena: Shhh. Nós vamos lá, buscá-la, mas tu não vais algemado. Está livre, Matt. – Disse, com um sorriso. Matt olhou dela pra Damon, ofegando pela surpresa, meio assustado. Deus, era quase um adolescente!
Matt: O... O que queres dizer com livre?
Elena: Quero dizer que vamos acolhê-los, a tu e a tua esposa, em segurança. Imagino que não tenham nada. – Disse, pensativa. Damon observava a esposa – Bom, de imediato os traremos para o castelo. Quantos meses Rebeca tem?
Matt: Quatro, majestade. – Respondeu, tremulo.
Elena: Então meus vestidos antigos lhe servirão. Ficarão um pouco folgados, provavelmente, meu bebê é grande, mas podemos ajustar. A ti, providenciaremos vestes. Ficarão no castelo e trabalharás aqui até que possa construir tua própria casa. É um presente, como forma de nossa gratidão. – Disse, sorrindo.
Matt não teve reação por um instante, então se ajoelhou perante a ela, chorando. No sobressalto Elena abraçou a barriga e Damon avançou um passo, mas não era nada. Ele tentou beijar-lhe os pés novamente, em forma de agradecimento, mas ela não deixou.
Elena: Não faça isso. Eu é que lhe sou grata. – Ele a encarou, os olhos azuis mareados – Agora se levante. Precisa se alimentar, e precisa ir buscar tua Rebeca.
Matt: Obrigado, alteza. Muito obrigado. – Ele, ainda ajoelhado, beijou as mãos dela.
Damon: Soltem-no. – Ordenou, e um guarda foi até Matt, livrando-o das algemas – Meus soldados o acompanharão até onde tua esposa está. Se tentar fugir, ou coisa do tipo, eles tem ordens para matá-lo na hora. Me fiz claro?
Matt: Completamente, vossa majestade. – Disse, se levantando.
Damon: E tu. – Elena o olhou – Venha. Não devias ter saído do quarto. – Disse, oferecendo a mão a ela. – Eu já estou saindo. Não vou me demorar. – Elena assentiu – Venha, vou lhe levar para o quarto. – Ele a apanhou no colo e ela não reclamou.
Não se sentia bem. Não o diria, senão ele não iria. Era só um mal estar. Ele a deixou deitada, e foi. Ela se acomodou, fechando os olhos, e tentou descansar por meia hora. O desconforto não passava.
Madison: Viemos fazer companhia. – Disse, entrando no quarto – Está tudo bem?
Elena: Na verdade, não. – Admitiu. Madison aguçou o olhar – Só um mal estar, logo vai... Ai! – Gemeu, se encolhendo, a mão alcançando a barriga.
Jenna: Perdi alguma coisa? – Perguntou, confusa.
Elena: Eu acho que estou sangrando. – Disse, se sentando. – Chamem a minha mãe! – Disse, assustada, então Madison havia sumido. Instantes depois apareceu com Mary. – Mamãe! – Exclamou, assustada. A mãe dela se aproximou, apanhando sua mão – Mamãe, está doendo! – Choramingou – Eu estou sangrando. – A mãe de Elena tocou o ventre dela, abaixo do umbigo, tateando com os dedos, como se medisse algo. Então franziu o cenho.
Mary: Não é sangue, bebê. – Disse, confusa – Sua bolsa estourou. – Avisou.
Isso seria normal se ela não estivesse perto de entrar no sétimo mês. Seu bebê nasceria prematuro. Shh... Nada bom.
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