just one more about love Delena
10 Capitulo 10
Damon se sobressaltou de seus pensamentos quando percebeu que ela adormecera. Estava aninhada a ele, que a abraçara, o corpo mole, o rosto sem expressões, o cabelo caindo a toda volta. Ele acariciou o rosto dela, lentamente, retirando o cabelo dali. O que fizera com aquela mulher? Roubara sua inocência, sua pureza, em um gesto de puro egoísmo. Ele não tinha o direito de estar ali. Se levantou, se desvencilhando dela com cuidado. Elena estava tão cansada que nem notou, se aninhou com o cobertor. Damon a cobriu direito e se vestiu, observando-a, e saiu dali em seguida. O castelo estava deserto, ele caminhou tranquilamente e despercebido. Passou no quarto de Hope e checou a filha; a menina dormia profundamente. Depois foi pra sua torre. Chegando lá tirou as roupas, vestindo o que usava para dormir, e se sentou na cama. Olhou pro lado e um porta retrato estava ali, com uma pintura. O único retrato que havia no quarto.* Ele o apanhou, observando a foto.
Damon: Katherine, o que estou fazendo, meu amor? – Perguntou, em um murmúrio. Mas Katherine seguiu do mesmo modo, imortalizada em seu retrato. Damon pôs o porta retrato no lugar e se deitou, apagando as velas.
Elena quase chorou quando o apito soou nos corredores, avisando que era hora dos empregados se levantarem. Estava tão cansada! Ela se esticou na cama vazia, com a sensação de que seus ossos haviam sido substituídos por maria-mole. Foi pro banho e quase dormiu debaixo d’água.
Elena: Nada que um café forte não resolva. – Comentou consigo própria, após se vestir. Então parou em frente ao espelho e fez uma careta.
Aquilo sim seria um problema. O colo dela tinha marcas claras de boca, sem contar nos seios. Ela puxou mais a aba do vestido pra cima, tapando maior parte das marcas. Mas não havia como tapar o pescoço, que tinha pontos vermelhos e roxos nas laterais. Ela apanhou o cabelo, solto, e jogou por sobre o pescoço. Ocultava as marcas. Assim apanhou duas mechas grandes de cabelo, uma de cada lado do rosto e prendeu em um mini rabo de cavalo no alto da cabeça.
Mas era só um penteado, o cabelo seguida solto na parte debaixo, não no rabo de cavalo que era parte do uniforme. Como foi a única idéia que ela teve, saiu assim mesmo, bocejando.
Nelly: Bom dia, menina. – Elena assentiu, se sentando – Não está bem?
Elena: Sono demais. – Disse, respirando fundo.
Nelly: Vou te fazer um café forte. – Disse, solidária. Nelly era a nova cozinheira. Uma pessoa de idade avançada, e completamente adorável. Fizera amizade com Elena logo a inicio.
Nelly serviu o café e Elena o bebeu de bom grado, sentindo a cafeína obrigando seu corpo a despertar. É, café sempre ajudava.
Elena: Obrigada. – Disse, pondo a xícara vazia na mesa. Mas...
Rose: O que significa isto? – Perguntou, incrédula.
Elena: Bom dia, Srta. Rose. – Respondeu, se levantando.
Rose: Bom dia. – Disse, debochada – Onde crê que está, Elena? Em uma festa, um baile?
Elena: Não, senhora. – Disse, respirando fundo. Estava tão cansada!
Rose: Pois trate de arrumar o cabelo como ordenado.
Elena: Não. – Disse, e inconscientemente deu um passo pra trás.
Rose: Como? – Perguntou, como se não houvesse ouvido direito.
Elena: Não posso. Perdoe. – Disse, na defensiva.
Rose: Vou lhe mostrar se não pode. – Disse, avançando pra Elena.
Klaus e Damon andavam no corredor. Damon despertara com um humor muito mais agradável, e Klaus notara isso.
Damon: Vamos, me deixe em paz. – Disse, rindo do deboche do outro.
Klaus: É claro, não está mais aqui quem disse. Mas que está alegrinho, está. Não sei porque isso me lembra aquela criada... Como era o nome...? – Disse, sínico. Damon riu do deboche.
Damon: Cale a boca. – Disse, consertando colete. Os dois eram uma linda imagem a se ver, andando pelo corredor, as camisas brancas, impecáveis, e os coletes negros por cima. O reino de Klaus era distante do de Damon, mas ele já conseguira se adaptar.
Klaus: Falando em criada, não aparecerá nenhuma? – Perguntou, franzindo o cenho e olhando para trás, procurando por alguém – Alguém precisa ir levar o café de Caroline.
Damon: Que gritaria é essa? – Perguntou, com o cenho franzido. Klaus parou, olhando pro nada, e ouviu também. Vinha da cozinha.
Voltando a cozinha...
Elena: NÃO OUSE A POR A MÃO EM MIM! – Disse, do outro lado da mesa, acuada.
Rose: E TU ABAIXAS TEU TOM DE VOZ! NÃO ESTÁS EM TUA CASA! – Elena revirou os olhos – Prende o cabelo, agora, ou prendo eu!
Nelly: Não briguem. – Pediu, inutilmente.
Elena: MEU DEUS, quantas vezes eu vou ter que dizer que não posso? – Perguntou, exasperada.
Rose: O que é isto? – Perguntou, parando por um instante.
Elena seguiu o olhar dela. Na correria pra fugir das mãos da outra a aba do vestido voltara pro lugar certo, revelando um pedaço da pele vermelha, marcada. Elena imediatamente puxou o tecido pra cima novamente, na defensiva.
Rose: O que tu fizeste? – Perguntou, escandalizada.
Elena: Me. Deixa. EM PAZ! – Exigiu, se irritando. Nunca achou que teria coragem de enfrentar Rose, mas acabara de descobrir que tinha.
Rose partiu pra cima de Elena de novo, que recuou bruscamente. Uma cadeira da cozinha caiu com um estrondo. Havia a mesa grande entre as duas, e era o que Elena usava como escudo.
Rose: Ou tu prendes este cabelo como deve agora, ou podes ir embora. – Ordenou – Volte de onde veio. É tua escolha.
Elena: Pois não farei nenhum dos dois. – Disse, cruzando os braços, petulante. Elena estava diferente e ela própria percebia isso. Parecia mais forte, mais madura, mais segura de si.
Rose: Como é?
Elena: Não prenderei o cabelo, e tampouco irei embora. Tu não és a dona desse castelo, é uma criada, como eu, logo não tens o direito de me pôr pra fora. – Disse, ainda de braços cruzados.
Rose: Petulante. – Rosnou, indo pra Elena de novo.
Dessa vez Elena levou a pior; Tropeçou na cadeira que derrubara e quase caiu. Rose a apanhou pelo braço nessa fração de segundo. Elena se desvencilhou da cadeira, puxando o braço, mas o ato destapou um dos lados de seu pescoço. Ela viu o choque da compreensão no rosto de Rose na hora e puxou o braço com tudo, libertando-o, e pôs os cabelos no lugar.
Rose: Sua...
Elena: ME DEIXA EM PAZ, EM NOME DE DEUS! – Disse, agora com raiva.
Damon: Eu posso saber que alvoroço é esse? – Perguntou, a voz baixa, tranqüila e observadora, parado na porta da cozinha, com Klaus ao seu lado.
Houve um instante de silencio. Rose espumava de raiva, era até anormal.
Elena: Não foi nada, senhor. – Disse, abaixando a cabeça. Ela apanhou a cadeira no chão, pondo-a no lugar – Apenas um mal entendido.
Damon: Qual o motivo dos gritos? – Perguntou, olhando Rose.
Rose: Ela desrespeitou minha autoridade, senhor. – Elena respirou fundo, virando o rosto. Damon observou o ato – Tentou me agredir.
Elena: É mentira! – Disse, incrédula. – Não obedeci sua ordem, isso é certo, mas em hora alguma tentei agredi-la, pelo contrário!
Damon: Qual ordem foi lhe dada? – Perguntou, paciente. Klaus olhava de um rosto pro outro, com o riso preso no rosto.
Elena levou um instante para responder. Então ergueu o rosto, corada, e o encarou.
Elena: Ela mandou que... Que eu prendesse o cabelo. – Disse, mortificada.
Deus, por favor, que Damon não confirme a ordem! Ele a observou por um instante, buscando entender, mas não conseguiu.
Damon: Muito bem. Rose, vá levar o café da Sra. Mikaelson no quarto, ela está esperando. –Rose arregalou os olhos em choque – Elena, me acompanhe.
Klaus: E eu vou... – Damon e Elena o olharam – Ele respirou fundo, o riso quase escapando entre os lábios – Eu vou dar um passeio. – Disse, debochado, e deu as costas, saindo. Estava rindo antes de sumir do corredor.
Mas Rose não se movera. Olhava de Elena para Damon. Era impossível... Mas era ele! Ele a estava defendendo porque fora com ele que ela fora para cama, fora ele que a marcara! A injustiça era tão grande que ela mal podia respirar!
Damon: Srta. Rose? – Chamou, olhando Rose.
Rose: Sim, senhor. – Disse, amarga, dando as costas.
Damon: Venha comigo. – Ordenou, virando as costas. Elena o seguiu.
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