..e acaba num musical mostrando a Dança do Maxixe!
3 - “Homessa”! Que raio de lugar é esse! Cruzcredo! vosmecê quem é ?.
Notas iniciais
3 – Homessa! Que raio de lugar é esse!?
Capítulo terceiro
Na delegacia.
— Bem-vindos ao Brasil — diz o delegado com ar de zombeteiro, mexendo no relógio de bolso — ister Anthony e mister Ayala, só uma perguntinha, Ayala não é nome de mulher? Esqueçam, vocês estrangeiros são tão ignorantes…
Tom abaixa a cabeça tentando esconder a diversão. Enquanto Ayala continua estoico, com o semblante sério e ilegível.
— Vejo que estão com cartas de referência da companhia Souza Bastos, visto de permanência como jornalista e secretário, ou melhor seria; guarda-costas? — O delegado de repente jogou os documentos na mesa com força. — Vos messes vem de longe para correr atrás de meninos brasileiros seus depravados! Pois saibam que temos um jeito de curar essa sem-vergonhice!
— Vossa excelência, senhor, doutor delegado, só estávamos nos defendendo, eles nos roubaram – explica Tom em suplica.
— Quem pode fiar seu comportamento, ainda mais com um guarda-costas que dança capoeira, como vem a ser isso? Nunca vi “americano” gingando!
— Meus pais eram confederados que fugiram da guerra e foram plantar algodão no nordeste, eu aprendi com os escravos da Bahia senhor.
— Hunf, eu não vejo motivos para não colocá-los na cela junto com os outros meliantes — O delegado se senta em sua cadeira e fica a espera de algo, olhando para os guardas em expectativa.
Tom sente o cheiro da malandragem e fala com jeito inocente.
— Como o senhor doutor sabe, meu dinheiro foi roubado, mas acredite na fiança de minha história. Eu estou viajando com Madame Catherine O’Donnell da Europa.
— Como se não tivéssemos putas suficientes no Brasil — Ayala deixou uma bufada, mas se controlou.
— Mas me digam, onde posso achar esse anjo, qual cor dos cabelos, loiros? Tem porte, é fogosa?
— Ela é ruiva, senhor. Uma mulher muito branca e bela.
Ayala olha feio para Tom.
— Mas ela é uma atriz de respeito — tentou consertar.
— Se ela fosse uma mulher de respeito não ia se meter em ser artista — o delegado olhou pela janela com um olhar sonhador. — Dizem que as mulheres de cabelo vermelho tem fogo entre as pernas; é muito vermelho o cabelo dela?
— Razoável, mas é natural.
Ayala cutucou Tom e disse baixinho, mas em revolta.
— Você está cafetinando o capitão!
Tom deu de ombros.
— Oras Ayala, para ele tocar no capitão vai ter que lidar com o grandalhão primeiro...
Na Voyager
Tuvok e um contingente de segurança, eles se materializaram em todo o teatro com bio-amortecedores que os deixavam invisíveis aos borgs, e com seus phasers multifásicos, que mudavam sua configuração a cada tiro, não dando tempo para adaptação.
O principal problema era o tempo, eles tinham que anular a ameaça Borg, levar os recém-assimilados para a enfermaria, onde o Doutor ia fazer os seus milagres, e depois de tirar o máximo possível da tecnologia Borg de cada um. Ele tinha que alterar os engramas de memória, antes de mandá-los de volta a tempo da estreia do musical e nenhum poderia se perder pois qualquer morte poderia alterar o tempo desastrosamente.
Na enfermaria da Voyager
— Se eu ouvi mais um “homessa”, “cruszcredo” ou “raios” eu mesmo vou-me descompilar. – resmungava o Doutor enquanto trabalhava sobre mais um dos recém-assimilados.
— E tem muito mais de onde vem esse! — graceja Samantha enquanto tira um confuso ator de uma das biocamas, para dar lugar ao próximo!
— “Homessa”! Que raio de lugar é esse! Cruzcredo! Vosmecê quem é?.
O Doutor faz uma careta e Samantha ri.
— Eu explico, me acompanham, por favor! — O doce sorriso de Samantha não deixa margem para desconfiança.
No Teatro Imperial
Tuvok e sua equipe de segurança se materializaram na frente da equipe avançada, distribuindo os rifles phaser modificadas para todos; eles correm em direção ao palco principal, indiferentes a visão de terror e surpresa que recebem dos atores.
Os primeiros atores que tinha sido assimilados estavam continuando sua sinistra missão, de assimilar os outros, ignorando a princípio o grupo avançado.
Mas, assim que eles começaram a abrir fogo, os zangões verificaram a ameaça e começaram a revidar, a maestrina Chiquinha Gonzaga estava em cima do piano acompanhada de duas atrizes; e ameaçava um drone com um guarda-chuva e mantinha as jovens atrizes, que estavam chorando, atrás dela:
— Saiam seus demônios, voltem para o inferno de onde vieram… — gritava bradando o guarda-chuva, o drone ignorou as ameaças, e a puxou com força, a maestrina caiu de mal jeito no chão machucando a perna. O drone a levantou sem misericórdia e mantendo-a de pé com um dos braços, ergueu a mão aonde estavam os túbulos de assimilação, Chiquinha se debatia e ainda tentava bater na cabeça dele com seu guarda-chuva, os túbulos intrusivos chegaram a furar sua pele, mas ela o atrasou tempo suficiente para um tiro certeiro o neutralizar!
Chiquinha olhou o drone caído, e com lágrimas nos olhos começou a chorar:
— Esse é o jovem Eustáquio, ele era um contra regra, agora está morto!
Ela olhou para a mulher seminua que empunhava uma estranha arma de fogo,
segurou o braço de Kathryn e continuou a chorar de forma espontânea
— Era mesmo necessário matá-lo! — ela ainda chorava quando um implante borg surgiu dolorosamente em seu rosto!
Kathryn a segurou quando ela quase caiu e batendo no seu combadge ambas desapareceram no ar.
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