como eu me tornei a maior heroína do mundo.
8 Diogo no pais dos mortos
Notas iniciais
“bom... amanhã vou finalmente entrar na UA, meu voo sai de manhã, não sei se fico feliz ou triste por escrever na frente de lapides, mas digamos que sou saudosista, não me fizeram o que queria, e muito mesmo o que eu merecia, mas não guardo rancor, afinal, nos gostamos de dizer que os mortos foram dessa para melhor, se vocês realmente estão mortos, e para vocês acredito ter sido bem melhor, obrigado, por me ensinaram o oposto a fazer como pessoas, que descansem em paz e para sempre, ou talvez nao, espero não voltarem como zumbis, ou algo assim, mas como toda musica, sempre a algo por tras.
Ass: Diogo Ernani Garcia, ou como vocês me chamavam demônio das multicores, ou sei la.”
Me chamo Diogo Ernani Garcia, não é meu nome de batizado ou registrado, digamos que não deu tempo, e essa e a minha história, de como um garoto de família rica do México, foi parar no Japão, digamos que e uma historia de pegar fogo, literalmente.
Bom, nascido no dia 22 de novembro, na cidade mais rica do México, ironicamente com o nome de “Cidade do México”, e... não são muito criativos. Mas continuando, nasci em uma família rica da região, uma das mais ricas da cidade, meu pais se chama carlos slim helu e Iris Fontbona, ambos sendo empresários de produtos e ações bancarias pelo mundo, não era muito famosos como os heróis locais, por causa de preferirem a tranquilidade do anonimato, bom... ao menos falo por falarem para mim, não os conheci tão bem.
Ambos eram pardos mais claros, com perfis mais comuns, mas eu nasci negro muito escuro, ao meu nascer não fizeram nada de especial, e não me trataram como filho realmente, tinha coisas a provar esse ponto de vista, me xingavam com preconceitos, me tratavam como ajudante, e já teve ocasiões que me chamaram de “escravo” sem querer, e o pior de tudo foi ele terem adotado uma criança de perfil bem ariano, dizendo ser “o filho que eles queriam”.
Foi um grande inferno, e aos meus 5 anos de idade, apresentei uma doença incomum, vitiligo. Manchas brancas apareceram por todo o meu corpo, e partes do meu cabelo ficaram mais claras que o normal do restante, além de já ter nascido com heterocromia, meus olhos eram de cores diferentes, um azul e o outro vermelho, e isso tudo só deu mais “armas” para eu ser atingido com suas palavras, e isso tudo eu nem na escola estava indo ainda, bom... depois de alguns anos sofrendo meio que 24/7 com pessoas que teoricamente era meus pais, eu comecei a ir na escola de alunos ricos da cidade, logicamente fui com meu “irmão” para lá e todas as crianças era “brancas”(na realidade nenhuma era, eram todos pardos, mas assim que falavam para mim. Tentei me interessar pelas matérias e me enturmar com o pessoal, eu era mais extrovertido que a maioria, mas ninguém quis ser meu amigo, digamos que passei anos só comigo mesmo, e não era por falta de vontade.
E os professores não me ajudavam nisso, pelo contrario pioravam tudo, eu não era o melhor dos alunos, sempre passei no raspando, ou ate pegando recuperação, mas eu sempre ajudava nas partes externas as praticas corriqueiras, como ajudava alguns funcionários com limpeza da minha sala, a levar livros, etc. eu fazia isso por serem pessoas de baixa renda, mas que me olhavam como um igual, e eu adorava quando de perguntavam o meu nome, por que... bem eu não lembro dele, foi um nome dado a mim, mas o sobrenome eu esqueci , só sabia que meu nome inicial era Diogo, e me chamavam assim em todos os lugares. Foi ficando cada vez mais ruim para mim, pois nas vezes que eu levava meus pais a escola eles me zoavam e me mal tratavam por motivo algum no meio da escola, e eu virava motivo de riso a muitos. Ate meus 9 anos foi assim, eu não havia uma peculiaridade especifica, ao menos não sabia qual era e ninguém me ajudava a descobrir, mas uma vez eu entendi.
No dia da peça teatral da escola, que a parte final era uma musica que uma garotinha havia sito “escalada” a fazer, mas no dia passou muito mal e não havia ido a escola, eu me propus a cantar no lugar, sempre gostei de ouvir musica e cantar, mas de pouco a quase nunca fazia pelo fato dos meus pais odiarem ate a minha voz, mas eu cantei a musica que me lembrava pouco da letra, e no palco la em cima, as pessoas não mudaram suas expressões que mais parecia desgosto, mas todas as crianças e adolescentes sem ser da minha sala amaram quando e durante eu estava cantando, e ali eu entendi 2 pontos chaves que levei para vida.
Primeiro e mais obvio, eu havia descoberto minha peculiaridade, que estava completamente relacionada ao canto e afetar as pessoas a minha volta. E a segunda que e a mais importante e como eu gostaria de seguir minha vida, eu queria ser alguém famoso, não pela fama ou dinheiro mas para que as pessoas pudessem ouvir eu cantar e pudessem se sentir melhores em um mundo de pessoas que só seguem o preconceito e nada a mais.
Eu me senti como uma estrela, brilhando de alegria por entender o que eu poderia fazer, mas que foi abalado completamente pela sociedade, mas eu fiquei sempre saindo em momentos vagos e ficava cantando em espaços públicos, e entendendo completamente a minha peculiaridade, que apelidei de music mind: eu posso, cantando ou tocando qualquer instrumento ou música que eu já tenha usado ou ouvido(no caso da música), poderia melhorar os atributos se assim pode dizer, tanto mentais quanto físicos, podendo ate mudar o estado da pessoa, sendo feliz, com triste, raiva, etc. mas eu ficava com dor de garganta e em grande escala eu poderia ficar mudo por um tempo indeterminado, e eu escolho quem vai sofrer, mas não consigo causa 2 efeitos ao mesmo tempo, mas espero ser possível.
Fiquei fazendo isso de variar entre a escola e minha vida “privada até meus 12 anos, quando algo aconteceu. Em um dia comum voltei a minha casa e a vi inteiramente em chamas, tentei entrar e ajudar meus pais, mas havia passado 5 minutos correndo pela casa e nada de encontrar, sei que de cara parece uma decisão egoísta mas fui ate um cofre de joias e ele já estava aberto, estranho pelo fato de ser um cofre muito resistente e quase impossível sem ferramentas de ser quebrado, não havia muita coisa restante, pois também estranhamente só sobrou algumas poucas joias, que as peguei e sai da casa, completamente danificado e marcado por causa das chamas. Ninguém havia ido ajudar, mas não que fosse fazer diferença, me distanciei de casa e dormi na rua, sem pensar em procura-los por saber já como eles me queria, e eu sabia que me queriam no meio daquelas chamas.
Fui ver o que aquelas joias iam me render, e vi que mesmo sendo pouco, dava uma boa quantia, mas decidi outra coisa, investi esse dinheiro, meio que viver com investidores se aprende algo por osmose, e consegui uma grana mensal para eu viver nas áreas mais simples da cidade. Mas algo com isso me afetou, ver milhares pessoas tristes, principalmente crianças, eu não conseguia dormir com isso, passei dias pensando nisso, quando decidi algo que me fez lembrar quando eu cantei no palco.
Peguei parte do investimento e comprei um violão e um teclado portátil, e fui em cada casa, escola, orfanato, asilo, até hospício e presidiário eu fui, para que, se eu não podia ajudar a todos com dinheiro (meu dinheiro dava para eu viver com dificuldade) então eu me comprometi a ajudar a todos com o que eu sabia fazer, alegrar as pessoas e ajuda-las da maneira que eu podia, e fui fazendo isso por vários e vários anos. Sobre o caso da casa dos meus pais, não acharam os corpos, mas como não haviam achado eles após o colocaram como mortos, e como eu não fazia parte do testamento, não ganhei herança, não que me importasse.
Os enterrei e ano após ano no dia dos mortos eu ia lá e cantava para todas as pessoas da área local, fui ganhando fama, pessoas começaram e me chamar para ir a eventos, teatros, hospitais e etc. eu ia em todos (eu investia e ganhava para viver, tinha todo o tempo livre) que me pediam, com 2 regras, a musica seria de minha escolha e autoria, e a mais importante de todas, eu não iria ganhar nada, mas também o acesso seria livre para todos, sem restrição de preço ou algo parecido.
Vários não aceitaram, mas aos poucos alguns foram aceitando e para me ajudar a ganhar fui fazendo algo que me deixou “famoso” em varias parte do mundo. Comecei a gravar minhas músicas em vídeos no youtube, mandava para um editor e pastava, gravava milhares de músicas, de vários temas, mas eu focava sem querer a musicas relacionada e animes, pois, eu sempre gostei da cultura e mensagem que um personagem bem feito poderia fazer, então eu fazia diversas músicas, que pegavam vários acessos, me fazendo ter uma vida levemente melhor, só que não, eu gastava metade para os editores e o resto para ajudar as outras pessoas, e com um pouquinho que eu investia vivia bem e feliz.
Essa fama foi aumentando ate eu chegar em um site. Falando sobre uma tal de UA no Japão, uma escola que preparava heróis para ajudarem as pessoas, e eu achei isso fascinante, pois eu era muito fujão de briga, mas talvez com esse curso poderia ajudar as pessoas, talvez com passeios e pessoas que me aceitaria como eu sou.
Aos 16 anos, decidido da ideia mandei um e-mail para a UA na esperança de lerem e me aceitarem, eu pagando pela viagem e tudo mais.
Demorou um pouco por causa do exame que eles tinham, mas eles me mandaram uma mensagem, dizendo que por causa dos meus feitos e exemplos de “habilidade” ele me aceitaram sem nenhum tipo de teste, então eu guardei uma boa grana, me organizei para no ultimo dia fazer um mega show para as pessoas, e assim o fiz, foi incrível. E depois disso, no outro dia escrevi a carta e a deixei no cemitério, escrito em cima “se você e quem sabe que é, leia a carta ass: Diogo Ernani Garcia”.
Cheguei na cidade, era uma cidade totalmente diferente, com pessoas muito diversas, mas isso era menos importante que ir ate a escola, e eu fui. La eu encontrei na escola alguns dos professores e o diretor, que era um, acho que ratinho, além de vários outros que pareciam bem poderosos, me falaram que eu não precisaria participar das classes se eu não quisesse, mas eu queria, só as de heróis que era obrigatório, mas cheguei no meio de um dia então só poderia fazer no próximo dia, me mandaram para a enfermaria, já sabendo do que posso fazer, me mandaram para lá. Uma senhorinha que tinha o nome de recorvery girl ela me explicou como funcionava o local e os alunos.
Dizendo que eu iria auxiliar pacientes em estado mais grave e de recuperação mais lenta, aceitei com todo o prazer, fui andando pela escola a tarde ate que ela me chamou, dizendo que seria hoje meu primeiro trabalho, falou que em uma ocasião meio rara, uma aluna completamente ferrada iria ter que ficar lá por alguns dias, eu me propus a ajudar e ela me falou que a cabeça da garota era extremamente ferrada, então ela seria minha jurisdição. Eu aceitei em prontidão e alegria, ajudar pessoas assim e muito bom, além de me despertar uma curiosidade sobre essas pessoas. Ela me chamou no final da tarde e me levou até a sala.
Quando abriu... (daqui já sabem o que ocorreu)
Diogo Ernani Garcia, 1,95m, negro(vitiligo), cabelo laranja e amarelo por causa do vitiligo, magro, mas não ao extremo, levemente abaixo do peso, 80 kg, heterocromia: azul claro e vermelho vivo, mãos grandes, pês normais, beleza 5/10, sem um dente e sem metade de uma sobrancelha(por causa dos meus pais e do incêndio) além de ter manchas de queimadura.
Roupas: tênis azul metálico e vermelhos com detalhes em preto, calça branca desenhos de notas em laranja e sombreado verde, jaqueta jeans claro com estrelas em vermelho vinho, uma camisa preta com símbolo de guitarras em azul claro e sombreado branco, óculos iguais aos do Don flamingo mas lentes azuis e armação verde claro com uma máscara metade de uma mulher e metade de uma caveira muito bem decorada.
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