Fiquei lá por mais um dia inteiro, o Diogo me fez uma excelente companhia, e consigo dizer que ficamos bons amigos depois disso tudo, ele me contou um pouco sobre ele e eu fiz o mesmo sobre mim, expliquei o meu quirk e um pouco da minha personalidade, no dia fiz duas seções de recuperações com a recorvery girl, ela me disse que só precisaria de mais uma para eu ao menos voltar a ir para a sala.

Mas o mais importante foi a visita de um psicólogo chamado Ivan Pavlov, eu já havia lido sobre ele, seu quirk era de identificar e ajudar problemas mentais, mas ele que absorveria o problema, então ele só usava para identificar, ele fez um exame mental em mim e identificou algumas coisas: forte depressão, alta ansiedade e estresse, síndrome do impostor, pelo meu quirk há traços de automutilação, síndrome da cabana (e uma síndrome relacionada a ficar longos períodos sozinho, sendo o cara), síndrome do pânico, expliquei alguns ataque de pânico que já havia tomado e não foram poucos, e por último, esse foi o que mais me pegou, ele me disse de eu ter associado ao ataque de pânico transtorno de múltiplas personalidades, no meu caso só foi mais uma ao menos que havia respondido, ele fez uma analise mais profunda e confirmou que, em momentos de pânico e estresse muito altos minha mente principal desligava qualquer tipo de síndrome, e pensava normalmente por um tempo determinado, mas como estava associado a eu ter que quase ou depois ter realmente um ataque, ele me aconselhou não tentar se beneficiar com isso, do mais ele falou que, quando eu inteirar 18 ou em outras questões ele me faria um exame psicológico, para tentar diminuir vários desses pontos, e se quisesse remover poderia, mas a minha mente deveria estar dezenas de vezes mais forte que agora.

Bom esse foi o dia anterior inteiro, basicamente 3 secções diferentes e muito papo fora com o Diogo, que era um cara bem legal, depois disso a recorvery girl me fez uma pergunta durante a última secção.
“e seus pais? Sabem do seu estado.”

Eu travei e comecei a chorar por causa disso, havia tentado esquecer que eu tinha 2 monstros que eu infelizmente chamava de pais, que mesmo eu ter ficado mais de 48 horas fora sem aviso, mesmo relatando o ocorrido na sala de exame de resgate, e mesmo me mostrando depois desmaiada, eles sequer vieram me falar um ‘como está?’ ou qualquer coisa do tipo.

“eles... não se importam comigo...nem queriam que eu estivesse nessa escola”
“mas temos que pedir autorização dos responsáveis de usar suas imagens, então como eles não sabem ou não se importam.”

“não vou explicar, mas por mim, só vão achar meus pais por exame de sangue, pois de mim não vai sair nada sobre ele.”

“pela sua cara e estado, tenho certeza de haver seus motivos...bom, acabou já pode ir a sala de aula, os alunos tomaram recesso ontem então não estará atrás nas matérias. Você vai com ela Diogo?”

“vou sim, ela e minha jurisdição ate eu a fazer realmente feliz.”

Depois de ouvi isso, eu parei de chorar um pouco e fui pegar minhas coisas. Todas estavam e bom estado e meu bastão estava intocável, ele e muito bom para o meu quirk, mas eu não gosto de usar dele para não depender de usa utilidade, mas logo após isso fomos, ambos de mascara para a sala de heróis, mais cedo que a maioria. Eu o levei comigo ate a sala, conseguia andar normalmente, mas havia uma ou outra área que eu precisaria de mais secções, mas nada muito grave, ficamos eu e ele na sala conversando por alguns minutos te que começaram a chegar os alunos, mas dessa vez fiquei conversando com o Diogo, e estranhamente ninguém havia ido falar com ele e também estranhamente eu não havia percebido que as pessoas estavam nos olhando quanto conversávamos.

Ficamos conversando ate a chegada do Eraser head, que estava bem enfaixado (obs. do autor: bem menos que no anime, já que ele foi salvo mais rápido), e todos haviam sentado.

“quem e esse homem enfaixado?” acho que ele não percebeu que havia falando meio alto

“ele e o nosso professor, um herói chamado Eraser head.” Falei para ele meio baixinho
“e você? E aluno novo?”

“sim senhor. Por isso não o conheço.”

“você e aquele que veio inteiramente por recomendação chuto.”

“sim senhor, não tinha como eu fazer o exame lá da minha terra. Então vim por recomendação.”

Após ele falar isso algumas pessoas murmuraram sobre ele, e ficaram por isso durante uns 2 minutos.

“bom... antes de eu iniciar. Por que se apresenta para a turma?”

“ótima ideia.” Ele levantou e foi sem os seus instrumentos, parecia extremamente confiante, mas eu me incomodei por ele, mesmo sabendo que ele não teria problemas.

“bom dia a todos, me chamo Diogo Ernani Garcia, pelo nome já falo, não nasci e nem estudei no Japão, eu sou de uma terra bem distante, sou originado do México, vim por recomendações e a muitos pedidos meus, estou grato e horado por estar aqui com vocês.”

“seja bem-vindo Diogo, me chamo Tenya lida, sou o representante dessa turma e como está ai já pergunto, por que não veio no dia correto do ano escolar?”

“tivemos complicações para traze-lo, além de que ele pediu muito em cima da hora, mas por ter feitos reconhecidos o deixamos como exceção” fala o Eraser head e se aumenta os múrmuros. Ele faz uma reverencia e volta ate a carteira que ficava ao meu lado.

Ele comentou sobre o festival esportivo da U.A., um evento que ira ser feito a partir de provas praticas, sendo o evento focado em elevar alguns dos alunos para o curso de heróis, e principalmente para que heróis profissionais possam nos escolher para estágios obrigatórios da U.A. vários alunos pareciam empolgados, mas só eu e o Diogo ficamos meio que confusos com toda a empolgação.

“ei, você que e daqui, como é esse festival?” ele me perguntou

“eu realmente não sai, não sou fá de heróis.”

“por que está no curso de heróis então?”

“já me fez essa pergunta, tenho meus motivos.”

“ahhhhh, verdade, desculpa aí, kkkkkk.” Ele parecia bem calmo.

Na realidade todos na sala pareciam bem calmos, só uns ou outros que pareciam mais animados ou nervosos com tudo que iria ocorrer. Eu só fiquei nervosa por aparecer de novo nas telas, para outras pessoas e... para meus pais. Eu naquele instante já comecei a cultivar minha “auto destruição” como sempre, ansiedade mata, só não me matou ainda não sei o porque.

“ei, Ritohi, se acalma garota, vai dar certo, olha você tem 2 semanas para treinar para o evento, e se eu quiser eu posso te ‘ajudar’ durante a batalha, se acalma.”

Suas palavras entraram em um ouvido e saíram pelo outro, eu só marquei que sim com a cabeça, mas não parecia acalmar.

Bateu o horário do almoço e eu o levei para almoçar.

“Nossa, isso são comidas daqui. Caraca. Parecem bem gostosas. Isso e o que?... ahhh, bem legal e isso?...”

Ele parecia uma criança ganhando um novo brinquedo, mas ele parecia bem fofinho fazendo essas merdas, ele realmente não parecia ser da cidade ou do país mas nem disfarçava.

Arrumamos o que iriamos comer e no caminho ele viu que eu ia para uma mesa que ficava no canto.

“por que está indo para lá? Não e melhor sentar com os outros?”

“acho que já percebeu o qual sociável eu sou, não vou me dar bem com eles sei por experiência e por os observar”

“julgando um livro pela capa de novo, vamos tentar contornar isso mais para frente, você precisa de pessoas, até eu vejo isso.”

Não mostrei reação e fomos comer na mesa de sempre.

Passou se o tempo e percebi algo quando nos conversávamos, varias pessoas na escola inteira estavam olhando para nos dois e falando algumas coisas, eu sabia que estavam falando dele e de mim pela leitura, e comecei a me sentir desconfortável demais e ele percebeu

“ah... eu falei algo ou o que? Parece não estar gostando da conversa.” Ele falou em um tom mais cabisbaixo

“não. Não e você e que... há muitas pessoas nos olhando e... isso ta me matando podemos ir para a sala?”

“bom... eu gosto que olhem para mim, afinal é o ponto chave de um musico, mas vamos então, não a quero pior que esta normalmente.” Ele e bem receptível a ideias que ele não gosta, acho isso bom já que sou bem... estranha.

Fomos a sala de aula, esperar acontecer alguma coisa, mas não parando a conversa. Após a aula vimos que o corredor estava cercado de pessoas, não reconhecia de nome nenhuma, mas pareciam ser de outros anos. Bakugo foi avançando e já estragando nossa imagem para os outros, meio típico dele.

Apareceu aquele garoto que havia me zoado no primeiro dia, e eu gostaria muito de ter a coragem do Bakugo, mas eu não tinha. Já o Diogo... ele já estava animado e me chamando para treinar depois da aula, eu aceitei na mesma hora, poder chegar mais tarde em casa seria uma benção, mas não conseguia sair da sala com aquelas pessoas.
“Diogo, poderia me guiar para fora daqui?” ele me olhou com estranheza, mas logo após olhar para a saída mostrou entender com alguns sons. (eu e ele estávamos de máscara)

“pode deixar comigo, se alguém de encostar e só me falar não hora, siga-me, serei seu guia” ele foi todo confiante para a saída, mesmo com olhares em cima dele
“fala galera, não sei o que vieram fazer aqui, mas recomendo que nos deixe ir embora, temos muita coisa para fazer.”

“você e novo aqui? Não o vi antes.” O cara de cabelos roxos falou em tom bem depressivo.

“sim, sou aluno novo, tive uns problemas, mas nada demais.”

“você parece diferente do outro esquentadinho, bom saiba que não vai ganhar os jogos sendo legal.”

“kkkkkkkk, sei mais do que qualquer um, mas tenho que ir, minha paciente aqui esta precisando de um reforços e estamos atrasados, bom, prazer em conhece-lo, nem precisa me falar seu nome, se esta tão confiante será legal ver seu nome no topo durante os jogos.” Eu sabia que ele era humilde, mas ele realmente parecia um anjo falando coisas assim.

“paciente e? bom não acho que ela vá durar tanto, ela e instável.” A cada palavra uma vontade de ataca-lo, mas queria mostrar que não sou de guardar rancor, mas logo após o Diogo me pegou pelo braço.

“se ela vai durar ou não, e responsabilidade minha e força de vontade dela, e pelo que vejo a subestima demais, bom... saiba que ela e a aluna mais poderosa dessa sala, guarde suas palavras para quando a enfrentar, se conseguir ficar em pé, agora temos que ir, vamos Ritohi.”

Ele me puxou pelo braço, não resisti e o acompanhei, fiquei muito feliz pelas palavras dele, mas não me ajudou muito por agora eles já saberem que eu fui quem salvou alguns dos alunos e o professor sozinha.

Fomos indo para a saída quando o Eraser head nos parou.
“espere vocês dois, Diogo posso ter uma palavrinha com a Ritohi sozinhos.”

“seu desejo e uma ordem professor, Ritohi te espero no portão de saída.”

Eu só afirmei com a cabeça e fui ate uma sala com o Eraser head. Ele parecia mais feliz que o normal, mas o normal dele e depressivo então não era muito difícil, era como eu.
“eu... gostaria de te agradecer do mais fundo pedaço do meu coração, eu te devo muito e... obrigado.” Ele me abraça sem eu falar nada, mas eu sentida que ele estava muito agradecido com algo, só não lembrava o que.

“o...o... o que foi que eu fiz?”

“não finja não saber, além de salvar vários alunos, você me salvou na usj, e como professor, a quero agradecer imensamente.”

Eu realmente só lembrava das imagens que passaram na tv sobre o assunto, eu não me lembro de ter feito tudo, eu só lembro de ter colocado a substância em mim no navio depois acordei no hospital.

“acho que fiz isso mesmo, não me lembro da situação, mas sei dos resultados.”
“bom... vou realmente de presentear, por tudo que me ajudou, pelo seu estado de espírito e pelo feito, se precisar de algo, por favor me fale.”

“não vou querer nada de você, não me entenda mal, eu só quero tentar ser normal, mas não está dando, eu realmente preciso ir, e por favor, não mostre isso na sala ou na frente das pessoas, vai chamar atenção para mim e eu não quero isso.”

“aceito e entendo perfeitamente, então faça como quiser, bom treino.”

Saio ainda levemente confusa, mas mais leve que antes, ouvir alguém me agradecendo por eu ter ajudado foi muito bom. Logo sai correndo em direção ao portão de saída, e lá estava o Diogo, afinando um dos instrumentos dele.

E fomos aos treinamentos.
Eu e ele treinamos todos os dias durante as semanas que faltavam para a competição, ele tentava cantar por mais tempo, mas mais focado em tentar fazer mais de 1 efeito por vez, eu fiquei tentando otimizar os danos em mim, por causa da individualidade, mas principalmente em tentar controlar melhor em nervosismo. Ele teve um grande avanço, já que o que ele tinha não foi treinando e conseguiu dobrar o tempo de canto, e quase chegar a causa dois efeitos, se ele não estiver fazendo nada, só focado nisso ele consegue causa dois efeitos, mas canta por bem menos tempo por causa disso.

Já eu não consegui muitas coisas, os danos foram bem reduzidos, mas só funcionava se eu estivesse calma de qualquer jeito, então ajudou, mas a principal parte não consegui, ele falou que estava se lascando sobre ganhar ou não, mas ele me queria ver melhor, então ele me prometeu ajudar, se eu impactasse bastante, não necessariamente ganhar, mas chamar muita atenção, pois assim estaria ajudando meu nervosismo e medo do público, mesmo que aos poucos. Me forcei demais para aceitar, mas aceitei no final de tudo, e ele me deu uma ideia de como eu poderia fazer que seria...

Notas finais
obrigado pela leitura, deixe seu feedback nos comentários e me siga para a continuação dessa história que está longe de acabar.