Notas iniciais
será um capitulo de fora da cronologia real, mas será muito importante e terá mais assim daqui para frente, desde já boa leitura e obrigado

Não sei quanto tempo fiquei desacordada, muito menos quanto dano havia tomado no processo, mas mesmo durante já sabia de se tratar de danos altos. Depois de ficar algum tempo imersa nos meus pensamentos eu acordei em uma cama de hospital, completamente enfaixada, menos a cara, e por sorte ainda estava com as minhas roupas, só estavam bem danificadas.

Segundos após, eu observei a sala e o meu estado melhor. Não havia relógio, mas parecia final da tarde, e a sala estava completamente vazia, mesmo tendo outras 3 macas na sala, havia um computador e uns medicamentos, mas era muito difíceis de distinguir tudo por eu estar sem óculos, só sabia por algumas colorações diferentes.

Queria de qualquer jeito sair dali, mas fiquei tentando mover cada parte do meu corpo e nada respondia quando eu tentava. Estava acamada, mas não totalmente imobilizada, o que me levou a crer que os danos foram bem altos, mas estranhamente não estava doendo, mesmo sentido meu corpo. Eu estava com os dois braços com soro e, possivelmente com remédios, estava ate me sentindo estranha por causa da situação, e só depois de minutos que entendi estar viva, e fiquei extremamente aliviada, estava respirando e na teoria me recuperando, me culpei um pouco por ficar preocupada, mas não me importei.

Fiquei ali por alguns minutos pensando e torcendo para os meus colegas terem saído sem maiores problemas, mas tudo se interrompeu quando percebi a porta se abrindo, e de lá saindo duas pessoas, a medica do exame, relembrei que seu nome era recorvery girl, e um...cara acredito eu, tinha mais de 1,90 de altura com certeza e estava muito colorido em seu visual, usava uma mascara meio estranha, era metade mulher metade caveira, ele era bem estranho, mas não consegui ver ele realmente só suas vestimenta, já que cobria todo o corpo

“então e aqui que você vai... OPA, Ritohi, acordou. Como se sente? Está com dor?”

“estou ótima por hora, estava só vendo o lugar, já que não consigo me mover.”

“excelente, bom vou aqui separar uns remédios para você de noite, saiba que não irá sair daqui tão cedo, vão ser dias difíceis “ela se vira arrumando no balcão uma prateleira cheia de remédios.

Mas o que é estranho e que durante isso aquele cara (chuto por não ver seios) ficou me olhando por vários minutos, e nessas horas eu gostaria de ler mentes, por que não via seus lábios, e eu sabia o que passava na sua cabeça.

“ahhh, meu deus, a idade atrapalha, não os apresentei, Ritohi esse e Diogo e Diogo essa e a Ritohi, de quem eu já te falei.”

Eu fiquei meio envergonhada por ele me ver naquele estado, já ele não fazia ideia no que estava pensando, ele parecia uma estátua, mas só depois percebi que ele carregava algo muito grande nas costas. Não sabia o que era, mas chutei ser uma arma que ele usa. Ficamos alguns minutos nos olhando sem falar nada, ele usava um óculos que me lembrava os do Donflamingo de one piece mas com cores diferentes. Odiava não saber o que pensam de mim, ainda mais um homem me olhando por tanto tempo, queria falar algo, mas senti que não era a hora, decidi esperar ela sair.

“bom, e isso, o Diogo vem cá.”

Ele não fala nada, e só se aproxima dela.

“olha, ela não pode tomar isso pela boca, se precisar de algum remédio para algumas dor você usa o nomeado, quebra o comprimido ou abre a capsula e joga no tubinho abaixo do soro, assim não teremos problema, obviamente a ajude com o que você puder, ela e sua jurisdição e se algo ocorrer pode ocorrer 50 vezes pior com você, então juízo, não sei se precisa ou não ouvir isso, mas aviso nunca e demais, bom eu já vou indo, Ritohi qualquer coisa que precisar e para você chamar ele ok?”

“não tinha como ser uma garota?”

“sei que seria mais fácil, mas... digamos que para a sua situação ele e melhor.”

“se diz, vou acatar, não tenho outra opção.”

“bom e isso, descanse e repouse, sua sessão de recuperação começara amanhã, e precisa estar bem. Tem comida não armário, só pedir para ele e esquentar no micro-ondas mesmo.”

“ok, muito obrigada, te devo muito.”

“pelo que ouvi você ter feito, faço o que posso, mas é pouco para recompensa-la.”
E ela sai, deixando soros e mais coisas preparadas caso eu piore de estado físico.
O ambiente ficou em completo silêncio por alguns minutos, decidi quebrar o clima.

“por que fica me olhando? Se que falar algo, fale logo, seus olhares machucam igual as suas palavras.” Estava mentindo ao quadrado, o que ele pudesse falar poderia pior e muito, mas queria saber.

“e... desculpe, faz anos que... não, nunca havia visto uma garota tão bonita, fiquei trava a observando, me desculpe se a desconfortei.” Sua voz meio grossa, acredito já a ter ouvi antes em algum lugar, mas não sabia se ele falou de forma pejorativa ou não, mas presumi que fosse.

“se quer me chamar de gostosa, fale logo, não vai fazer muita diferença.” Vi que ele deu uma recuada, mas parecia tremer um pouco.

“desculpe, se meu comentário fez a pensa assim, mas eu estava falando de beleza na forma mais pura, e não... do modo que você pensou.”

“não consegui me convencer, você não me parece diferente dos outros homens nesse mundo, digo que 1% não olharia para mim como objeto, e você não me parece ser um deles.”

“não sei como te provar algo que olha com preconceito, digo que você deve haver algumas justificativas para pensar assim, mas te falo e repito, e bem mais bonita do que pensa que e.”

“não falaria se eu tirasse a máscara.” ‘por que ele, ele não me parece muito mais que só mais um que me estruparia se pudesse, o pior ele pode no meu estado atual’
“ue, se quer saber então que tal assim, eu tiro a minha e você tira a sua. Já fui informado de estarmos sozinhos no colégio.”

Eu travei de início, não pela resposta, mas por estarmos sozinhos no colégio inteiro, ninguém me ouviria grita se eu precisasse, mas tentei não cair no jogo.

“você teria que me dar o melhor motivo do mundo para eu tirar a máscara.”

“bom, se eu tivesse vergonha do meu corpo, eu não conseguiria viver bem comigo mesmo, você aparenta ter, consegue viver bem?”

Me choquei um pouco, acho que só o medico que havia ajudando no meu parto já perguntou se eu vivo bem.

“não, não consigo, viver e uma desgraça, nem sei por que estou aqui.”

“bom, de onde eu venho, pelo que me foi falado do que você fez, deveria estar mais feliz do que nunca.”

Ele fala sentando em uma cadeira perto do criado mudo com os remédios

“chega, me fala por que caralhos você foi escolhido? Tipo, o que te faz especial?” novamente ele recua um pouco

“você fala da minha peculiaridade ou da minha personalidade?”

“tanto faz, o que você acha que foi a resposta.” Estava começando a ficar intrigada, bom àquela altura se não fez nada então talvez eu pudesse confiar.

“bom, minha habilidade a music mind, posso alterar minha voz ao cantar algo, posso cantar e tocar qualquer instrumento, além de alterar tanto mentalmente quanto fisicamente alguns atributos, os melhorando ou prejudicando, por exemplo se eu fosse o pior tipo de pessoa na terra, poderia a fazer dormir, e ‘brincar’ com você como eu quisesse, depois a acalmaria e você aceitaria de forma forçada o que ocorreu, agora por que eu faria isso.” Eu engoli a seco, parecia um poder realmente com, mas como e falou eu me assustei.

“não sei como continuar.” Falo em tom deprimido, acredito estar ferrado

“não se desespere, me mataria se eu fizesse algo assim, ainda mais com uma garota que nem conheço e acho... você sabe. Alias quer ouvir uma música, consigo reproduzir melodias, mas tenho que ler ou ouvir primeiro, não há quero ver triste.” Me confundiu, mas acreditei ser o melhor

“ok... meu celular deve estar em algum lugar, nele tem algumas ideias”

“ok. Me permite olhar seu celular.” Afirmei com a cabeça, e ao menos era bem educado. Ele foi revirando algumas coisas, nos itens, e depois de uns minutos ele achou.

“AQUI, ae, então qual e a pasta.”

“musicas solo” vi ele procurando, e rapidamente

“opa, caraca, não sabia que era do tipo que gostava de rap geek, me parecia gostar de musicas depressivas, vou pegar uma aqui.” Fiquei bastante surpresa, e um estilo que muita gente zua, mas eu amava “esse e dos bons, rap do capitão américa: eu vou me vingar. Pode ser esse?” eu afirmo e ele parece estar bem feliz (autor falando: https://youtu.be/bQhpa6hYxQU quem quiser aqui). Ele tirou uma espécie de piano da mochila atrás dele, mas ele também tinha diversos instrumentos, em tamanho menor. E ele começou, durante toda a musica eu me senti extremamente leve, estava bem feliz por algum motivo que não sabia, mas ouvir ele cantar estava sendo ótimo, e ele cantava bem para caralho, achei que ele estava usando autotune na vida.

“o que achou? Seja sincera.”

“muito incrível, achei espetacular, de verdade.”

“sei que está se sentindo melhor, eu vi que estava estressada e escolhi acalma.” Ele parecia muito feliz. “quer outra?” eu afirmei.

Ficamos nessa dele ir cantando por mais de 3 horas, depois ele parou, falando que poderia ficar mudo se cantasse demais. Me senti com uma puta fome depois disso, no horário, era as 21 horas.

“ei poderia colocar alguma coisa no micro-ondas? Estou com fome.”

“claro, estou aqui para servi-la, literalmente.” Ele olha o que tinha para comer. “ tem em maioria sopas nutritivas aqui, serve.”

Eu afirmei com a cabeça, e vi que ele colocou dois sopas de curry no micro-ondas, depois que ele colocou.

“quer que eu a ajude a comer? Ou ficar sentada?”

“me ajuda a ficar sentada.”

“pelo estado, e do que já falou, posso a tocar para ajudar sem problemas.”

“pode...” ele me ajudou a me sentar na maca, eu conseguia mexer meus braços, controlando-os por sorte era fácil então não era muito custoso para mim. Ele sentou na cadeira e minutos depois o curry estava pronto.

“olha, lembra do que falei lá atrás, então... para você está bem em tirara máscara, não posso tirar o olho de você por 2 motivos, e para comer tem que tirar, então...”

“se eu tirar... você tira também?”

“nada mais que o justo.”

Eu tirei a minha, e logo após isso percebi que ele ficou me olhando de novo, eu comecei a chorar levemente.

“eu... quis dizer outra coisa? O que eu falei? Está bem? Começou a doer, e isso?”

“não, eu... não gosto que me vejam sem máscara, me acho horrível e assustadora por causa disso.” Ele vai até o balcão, pega um pano e volta, fiquei cabisbaixa e vi que ele tinha trago um pano para mim, eu peguei e quando olhei para cima vi que ele já estava sem máscara.

“não ache que é a única que tenta esconder algo dos outros, também não sou fã de ficar olhando no espelho.” Me choquei, ele era negro, mas tinha varias manchas brancas e de queimadura por todo a cara, e seus olhos eles eram de duas cores, sendo um azul claro e o outro vermelho vivo.

“o que...” fico cabisbaixa “não somos muito diferentes.”

“bom... aí vai de você, em quesito de personalidade ate agora ao menos, e pelos motivos que chuto você não mostrar, somos bem diferentes sim. Não a menosprezando claro.”
Fomos comendo de pouco em pouco, estava bem gostoso para algo esquentado feito no micro-ondas, e ele também achou bem gostoso. Depois de um tempo voltamos a conversar.

“começo a entender do porquê de você ter sido escolhido para estar aqui, já sabem dos meus estados de mente, acho que foi por isso que está aqui.”

“bom, não sei, só me falaram que eu poderia ajudar uma garota que estava tendo um dia ruim, e vim, não sabia que era alguém como você.”

“deve ser alguém de bom coração, para... não ao menos fazer nada comigo mesmo podendo facilmente.”

“já disse, se eu fizesse me mataria, mesmo se fosse você que me ‘influenciasse’, gosto de ajudar as pessoas, ainda mais depressivas como você, acho que e sempre bom, nos que temos mais claridade para pensar, ajudar vocês que por causa de eventos pessoais, infelizmente, então como estão. Além de ter muita curiosidade sobre como a mente de vocês funciona.”

“bom isso ate eu gostaria de descobrir, e... desculpe por mais cedo, você e do 1% que não me vê como um objeto, obrigada por estar aqui, de verdade.”

“que isso, faço por gosto, seu sorriso e bem estar são a recompensa, e sobre o 1%, se me permite, por suas medidas, não me espantar pensar assim, infelizmente, pelo mundo que estamos.” Eu sorriso para ele, acho que foi um dos poucos sorrisos sinceros que eu já dei na vida.

“está vendo, isso vale cada segundo de hoje para mim, mas não te estranha me ver assim?”

“pela minha cara acho que sabe a resposta.” Ele ri um pouco, mas não na maldade.

“verdade, isso não e nada, as manchas e os olhos são doenças diferentes, meu cabelo não e tingido de amarelo, ele e assim por causa da doença também, mas já sofri bastante por ser assim, mas... não e algo que eu queira falar agora, estou cansado e acho que você também. Devemos ir dormir, você amanha precisara estar bem. Alias desculpe, deveria ter perguntado no começo, qual o seu nome completo Ritohi?”

“Ritohi de kirai. E o seu?”

“Diogo Ernani Garcia, um grande prazer ter de conhecer, e ainda mais poder te ajudar.”
“digo o mesmo.” E nos dois fomos dormir, amanha um novo dia, mas o de hoje foi... amplamente novo eu diria, estando feliz eu já estava bem.

Notas finais
obrigado por ler até aqui, o próximo capitulo não será um capitulo na cronologia, será diferente, mas muito bom ainda, para todos que leram, deixem seu feedback nos comentários e se puder leiam todos os capítulos, pegar história pela metade não e tão bom quanto ela inteira.