Notas iniciais
couple mandando por legomes98
desafio: nevasca
espero que todos gostem e feliz natal adiantado para todos *-*

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Definitivamente odeio aqueles dois idiotas, só sabem brigar e reclamar, a culpa é totalmente deles se estou nessa situação com o rei dos idiota, eles vão me pagar por isso, aquela ilha se acha muita coisa só porque um dia foi considerado uma grande potencia, e aquela mulher com problema de pelos se acha só porque é o país do amor, odeio eles e aquele idiota mais idiota que já existiu em toda a história.

Acho que eu devo começar essa história desde o inicio, meu nome é Lukas Bondevik, mais conhecido como Noruega, graças a um pequeno incidente estou preso em uma caverna com meu irmão idiota a um dia do natal, não, isso não é legal, queria estar em casa agora, o Fin provavelmente está preparando a comida para quando der meia-noite, Suécia deve estar arrumando a casa e fazendo os últimos preparos na decoração, meu irmão mais novo, o Ice, deve estar lendo algum livro e conversando com o seu papagaio do mar, o Mr. Puffin, e eu deveria estar no meu quarto, olhando a lua pela janela enquanto espero que a comida fique pronta.

Agora como eu fiquei preso aqui com esse idiota? É muito simples, culpa do Inglaterra e do França, sei que não é legal ficar colocando a culpa nos outros pelo meu azar, mas essa é a verdade, vocês devem estar confusos, vou recomeçar.

O Fin estava animado para o natal, assim como todos os outros países, isso já era meio obvio, continuando, ele resolveu convidar o Inglaterra e o França para passarem o natal conosco, até ai tudo bem, não me desagradava passar o natal com eles, mas de repente chegou o rei dos idiotas e encheu o saco para que eu fosse com ele para a “caverna do rei da Escandinávia”, disse que não iria com ele, mas fui forçado a ir com ele, quando estávamos prestes a sair da casa dos nórdicos Inglaterra e França se auto convidam para ir conosco e o idiota do Dinamarca aceitou, não que eu não quisesse a companhia deles, mas o Dinamarca ME convidou para ir com ELE e não irmos juntos com ELES.

Voltando para nossa história, estávamos indo para a tal caverna estupida do Dinamarca, o bom de tudo isso é que estava ocorrendo uma nevasca, percebam que estou usando a ironia, quem em sã consciência convida alguém para ver uma caverna no meio de uma nevasca? Se você falou Dinamarca acertou.

Depois de muito andar finalmente chegamos à caverna estupida, não vi nada de especial, era apenas... Uma caverna, ela parecia bem extensa, pois quando olhei não consegui enxergar o final da caverna.

Quando Dinamarca e eu colocamos os pés dentro da caverna os dois idiotas começaram a brigar e sair no tapa, rolando em direção a floresta que ficava em frente a caverna, tentei dizer para eles ficarem quietos ou iria ocorrer uma avalanche, mas não deu tempo, logo a caverna estava fechada por um murro de neve.

Ainda ouvi os gritos dos dois europeus briguentos por alguns minutos, até que eles cessaram, pensei que tivessem se matado ou algo do tipo, pois o silêncio que se fez foi extremamente longo, ou pelo menos foi o que eu achei, o único som que pude ouvir foi a minha respiração e a do Dinamarca, meu coração batendo em um ritmo irregular e a risada baixa que saia da boca do rei dos idiotas.

–Vocês estão bem? – o primeiro a se pronunciar e mostrar sinal de vida foi o Inglaterra, não que eu estivesse esperando que o França perguntasse o nosso estado.

–Estamos, não se preocupe, volte para a cidade e diga aos outros o que aconteceu, eles saberão o que fazer – respondeu Dinamarca sorrindo confiante, como se aquilo fosse a coisa mais obvia a ser feita e que tudo daria certo, é claro que não daria certo, como eles iriam tirar toda essa neve, sendo que está tendo uma nevasca? Seria perigoso e poderia ocorrer outra avalanche, teríamos que esperar até a nevasca cessar para poderem trazer os veículos para tirar a neve.

–Está bem, tomem cuidado – ouvi os passos do Inglaterra ecoarem em meus ouvidos enquanto ele se distanciava.

–Não façam nada que eu não faria – pronunciou-se França em tom malicioso e zombeteiro, o que me deixou um pouco irritado e quase o mandei se f*der e tomar no c*, mas não o fiz por educação.

Depois de dizer isso o França foi embora, o que ele imagina quando diz algo desse tipo? Se depender do França ele faria tudo e mais um pouco, isso eu não duvido nada, em outras palavras, ele está dizendo para fazermos o que quisermos, só que de uma forma mais... França? Bom, isso não importa.

O rei dos idiotas tirou a mochila vermelha e branca das costas e a deixou no chão, mas não a jogou de qualquer jeito como costuma fazer, ele tomou muito cuidado, quase nem fez barulho algum quando a mochila tocou no chão, o que me fez ficar curioso sobre seu conteúdo, pois devia ser algo frágil para não poder ser jogado de qualquer jeito.

–Anko, o que quer fazer enquanto esperamos? – perguntei ajeitando um montinho de neve para fazer um banco.

–Vamos conversar um pouco, tenho coisas que gostaria de te perguntar, Nor.

Apenas olhei para ele com uma expressão entediada, normalmente nossas conversas eram um monologo feito pelo Dinamarca, onde ele se grandificava por seus feitos e dizia que era o rei da Escandinávia, entre outras baboseiras que não eram verdade.

–Você deu algum presente ao Fin?

–Sim.

–E ao Suécia?

–Também.

–E ao Ice?

–Dei.

–E por que o único que não recebeu um presente seu fui eu?

Tá legal, eu sei que vocês devem estar imaginando que eu sou um insensível ou algo do tipo por não ter dado um presente de natal ao Dinamarca, mas eu tenho uma ótima explicação, em primeiro lugar eu não sabia o que dar para ele, passei dias procurando, mas não encontrei nada que pudesse ser do interesse dele, em segundo lugar ele tem muitas coisas, onde iria colocar outro presente?

–Porque não... – respondi sentando no banco feito de neve – não achei nada que lhe fosse útil... E você também não me deu nada de presente.

–Na verdade eu... Comprei um presente para você... Mas não vou te dar até que a meia-noite chegue.

–Hum...

–Não vai perguntar o que é?

–E por que deveria?

–Não está curioso?

–Não – na verdade eu estou, mas não vou dizer a ele.

–Ah Nor, você é tão chato, não podia ao menos fingir que ficou com vontade de saber o que é?

–Para que? Para você dizer que não irá me contar?

–Talvez eu te conte se você perguntar.

–Hum... Não obrigado.

–Tá legal, vem aqui, Nor, quero te mostrar uma coisa – Dinamarca segurou o meu pulso e pegou a mochila do chão, a ajeitando nos ombros – acho que você vai gostar – ele começou a me puxar para o fundo da caverna, andamos por alguns minutos e nada de chegarmos ao fim daquela caverna.

–Anko... Para onde estamos indo? – perguntei tentando puxar meu braço, mas Dinamarca apertava meu pulso com força o que tornou impossível soltar-me.

–Estamos chegando, Nor – Dinamarca apressou os passos até chegarmos a uma parte clara da caverna – chegamos – olhei ao redor, era um espaço mais amplo que o resto da caverna e tinha uma iluminação melhor, acabei olhando para cima e vi no teto um buraco de onde dava para ver a lua e algumas estrelas – gostou? Desde o momento em que eu descobri esse lugar decidi que te traria aqui.

–É bonito – comentei ainda observando o céu daquela pequena abertura, a luz da lua atravessava o orifício e deixava um circulo de luz no chão da caverna, como se fosse um holofote.

O sorriso de Dinamarca se alargou com a minha resposta, aquele sorriso me desconcertou totalmente, ele era o único que conseguia fazer isso comigo, apenas vê-lo sorrir daquela forma fazia meu coração disparar e sinto meu rosto queimar, sei que isso não é normal, principalmente quando se trata do meu irmão, mas não posso deixar de sentir-me assim, pois estou apaixonado por esse idiota que eu chamo de irmão, sim, eu admito, pelo menos para mim, que eu sou apaixonado por ele, é claro que eu nunca vou dizer isso para ele nem para ninguém, nem mesmo para o Ice.

–Está com frio? – virei meu rosto em direção a voz do Dinamarca, ele estava sentado no chão vasculhando a mochila, até tirar um cobertor com a bandeira da Dinamarca – eu trouxe uma para você também – ele voltou a vasculhar a mochila e tirou outro cobertor, dessa vez com a bandeira da Noruega – venha aqui, Nor, vamos passar o natal juntos.

Senti meu coração falhar uma batida para depois começar a bater irregular, não pude resistir ao impulso de aceitar sua sugestão, logo me sentava ao seu lado me cobrindo com o cobertor da Noruega, senti os braços fortes de Dinamarca me envolverem em um abraço desajeitado devido ao cobertor que enrolava a ambos.

–Estar aqui com você é como um sonho se realizando, Nor – ele disse isso de uma forma tão tranquila que me deu vontade de soca-lo, como ele podia dizer algo tão embaraçoso de uma forma tão despreocupada?

–O que disse? – engasguei com minha própria saliva e comecei a tossir devido à fala repentina de Dinamarca.

–Eu disse que estar aqui com você é um sonho que se realiza – repetiu sorrindo mais largamente, de forma que parecia que poderia rasgar seu rosto dessa forma.

–Anko...

–Quer chocolate quente? Eu trouxe para nós dois – agora só falta ele tirar uma garrafa térmica e duas canecas de dentro daquela mochila... É, foi exatamente isso que ele fez, o que mais pode ter dentro dessa mochila? – toma – ele me ofereceu a caneca com o liquido fumegante que eu aceitei de bom grado, afinal estava frio mesmo com a coberta.

–Obrigado, anko – levei a caneca até os lábios e assoprei vendo a fumaça se espalhar e sumir, quando achei que não estava mais tão quente a ponto de queimar minha boca virei a caneca sentindo o liquido quente entrar em contato com a minha boca, o sabor era delicioso, parecia ter sido feito com chocolate derretido, mas não qualquer chocolate, era o chocolate dinamarquês feito em Copenhague – anko, esse chocolate quente é feito com chocolate derretido?

–É sim, é do chocolate feito na minha capital – eu não disse? Quando se trata de algo sobre o Dinamarca e o gosto do chocolate feito em sua capital eu sou um gênio.

–Está bom – comentei enquanto tomava mais um gole do liquido.

–Nor, eu... – olhei para Dinamarca que me olhava de uma forma estranha, parecia ansioso e confuso, um pouco inseguro, eu nunca o havia visto daquela forma antes, ele era sempre tão imprevisível e seguro de si, apenas fiquei quieto esperando que prosseguisse com a sua fala – eu... – um fogo de artificio estourou no céu chamando minha atenção, finalmente era natal e os fogos brilhavam no céu próximos a lua, eram de varias cores, alguns azuis, outros vermelhos, outros verdes e brancos, alguns eram coloridos e outros subiam como um foguete e depois se apagavam, era um mar de cores que tingiam o céu e sumiam com a mesma velocidade que surgiram – Nor – senti a mão de Dinamarca no meu rosto e automaticamente me virei para fita-lo, quando o fiz senti sua boca contra a minha e sua língua pedindo passagem, não neguei e deixei-o aprofundar o beijo, pouco me importava naquele momento os fogos de artificio, apenas a presença de Dinamarca importava, o seu beijo cálido e suas mãos quentes tocando minha cintura, nossos corpos trocando calor e sua língua vasculhando minha boca, não pude resistir a tentação de emaranhar meus dedos em seu cabelo bagunçado e puxa-lo mais para perto, como se pudéssemos nos unir mais.

Senti a mão dele descer até minha calça e apertar meu membro sobre o pano, afastei-o rapidamente, surpreso e desconcertado com o que ocorrera, estávamos indo rápido demais, a caneca que a alguns instantes estivera em minha mão agora rolava pelo chão frio da caverna.

–Dan... Eu não quero fazer isso – falei hesitante, enquanto me afastava um pouco de Dinamarca, droga, esse idiota está fazendo meu coração bater mais rápido que o normal, acho que vou ter um infarto se as coisas continuarem desse jeito.

–O que exatamente você não quer fazer?

–Eu não quero... Fazer sexo com você.

–Para alguém que não quer fazer sexo, você estava bem animado quando eu te beijei.

–N-não enche, Dinamarca, uma coisa não tem n-nada a ver com a outra – droga, eu gaguejei, e duas vezes, ao dizer isso, não é do meu feitio gaguejar, com certeza esse idiota vai reparar que eu estou nervoso com o que aconteceu.

–Você realmente gaguejou, Nor? – perguntou ele em tom de zombaria enquanto segurava meu rosto com as mãos.

–Vai se ferrar, se eu gaguejei você não tem nada a ver com isso – respondi friamente afastando sua mão de meu rosto.

–Não mesmo, Nor? Então por que está vermelho? – eu o odeio, definitivamente o odeio, ele é o único que consegue me fazer corar e expressar alguma emoção, emoção que escondo de todos, afinal, eu também tenho medo, fome, dor, eu tenho sentimentos como todo mundo, apenas não demonstro.

–Por que me trouxe aqui afinal? – perguntei tentando mudar de assunto, Dinamarca com certeza notou essa “sutil” tentativa.

–Vou fingir que não notei que está tentando mudar de assunto, Nor – comentou o idiota sorrindo e rindo como um tolo – te trouxe aqui para que passássemos o natal juntos, só eu e você, sem Fin, sem Ice, e principalmente sem Suécia, claro que em minha mente iriamos aproveitar esse tempo juntos fazendo sexo.

–Em outras palavras, você me trouxe aqui para fazer sexo? Então por que deixou o Inglaterra e o França virem juntos?

–Por que está perguntando isso? Ficou bravo por eu tê-los deixado vir quando tinha apenas te convidado?

–É claro que não, idiota, mas não faz sentido, se queria passar o natal comigo, então por que os trouxe como se fossem bichinhos a tira colo?

–Porque eu sabia que eles fariam algo e acabaríamos presos aqui sozinhos, você sabe, para ocorrer uma avalanche não precisa muito esforço, principalmente com uma nevasca rolando.

–Você é mesmo um idiota, no final das contas.

–Eu sou o idiota que se apaixonou por você.

Espera um pouco, eu ouvi direito? Eu disse que se apaixonou por mim? Esse idiota disse isso, de verdade, droga, sinto que meu coração vai sair pela boca e que essas borboletas no meu estomago vão me deixar louco.

–Hein? – me virei rapidamente para Dinamarca, seus olhos me olhavam com uma intensidade que eu nunca havia visto antes, meu rosto começou a esquentar, se eu pudesse me ver nesse momento provavelmente não me reconheceria.

–Sei que ouviu o que eu disse, não vou repetir – senti as mãos dele em meus ombros e uma força me empurrando para o chão, foi tudo tão rápido que nem tive tempo de conseguir escapar, quando me dei conta estava deitado no chão com Dinamarca por cima de mim.

Arfei ao sentir a mão de Dinamarca percorrer meu corpo e apertar com certa força a minha cintura, me puxando para cima, roçando seu corpo no meu, Dinamarca estava me enlouquecendo.

–Anko, pare... – ou ele não me ouviu ou estava me ignorando, pois levou sua mão até meu membro e apertou por cima do pano – para, anko – usei o restante das minhas forças e me sentei o empurrando levemente para trás.

Ele não disse nada apenas me olhou de forma maliciosa e sorriu deixando claro que não desistiria, talvez o único que tenha que ceder aqui sou eu, mas não vou fazer isso tão rápido, afinal, ainda sou o Noruega, não posso ceder tão rápido só porque é ele.

Novamente as mãos dele tocaram o meu corpo, não pude deixar de estremecer ao sentir o contato gélido de suas mãos contra a minha pele, as mãos dele foram para debaixo da minha blusa e começaram a passear pelo meu tronco, subindo e descendo lentamente, não o impedi, deixei-o prosseguir com os toques, mas não seria mais que isso, ou pelo menos não tão rápido.

–Então cansou de resistir, Nor? Ótimo — as mãos de Dinamarca subiram até meu mamilo, ele o apertou e puxou, queria gritar, mas me detive, seus toques eram bons demais para pedir para que ele parasse, senti os lábios cálidos dele tocarem o meu pescoço e sua língua lamber toda a extensão da mesma, ele assoprou a trilha de saliva me fazendo arrepiar, meu coração já estava a mil por hora, batia rápido e freneticamente, parecia que iria explodir.

Nem reparei quando minha camisa foi retirada, só notei que estava sem ela quando meu dorso desnudo tocou o chão frio da caverna, instantaneamente me agarrei nos ombros de Dinamarca e me puxei para cima, me afastando do chão gélido.

–Está frio, idiota – resmunguei enquanto deixava minhas unhas arranharem as costas de Dinamarca.

–Tá bem, já entendi, venha aqui – ele riu e se levantou me ajudando a levantar logo em seguida, logo já havia colocado o cobertor com a bandeira da Dinamarca no chão e me deitou sobre ele – está melhor assim? – concordei com a cabeça, ele apenas sorriu e continuou o que estava fazendo, seus lábios tocavam a minha pele, podia sentir seu hálito quente me fazendo cocegas e suas mãos, agora não tão frias quanto antes, tocarem meu quadril.

Fechei os olhos e arfei, eu desisto, disse mentalmente enquanto levava minha mão para o cabelo de Dinamarca, prendendo meus dedos e o puxando para que seu rosto ficasse próximo ao meu.

Abri os olhos e reparei que Dinamarca esperava algo, pois seus olhos me observavam de maneira curiosa, resolvi não dizer nada, estava ansiando há muito tempo pelos lábios do dinamarquês idiota contra os meus, sem mais demoras colei meus lábios aos dele, quente, foi à primeira coisa que veio em minha mente quando senti sua língua escorregar para dentro da minha boca e roçar a minha, enquanto nos beijávamos minha mão acariciava os finos fios da nuca de Dinamarca, pedindo silenciosamente para que ele não se afastasse, nossas línguas se roçavam e se enroscavam de varias formas, e a cada vez que eles se tocavam eu sentia um arrepio bom percorrer meu corpo.

Afastamo-nos por falta de ar, ao tentar respirar senti que o ar estava escasso e quente, mas isso não me incomodou, o que me importava agora era o Dinamarca e nada mais, apenas seus toques me interessavam no momento.

–Você é tão fofo, Nor – ele... Me... Chamou de... Fofo... Mas é hoje que ele morre.

–Quem. É. Fofo. Danmark? – segurei sua gravata a apertando mais de forma que ele ficasse com dificuldade em respirar.

–Nor, para, não consigo respirar – arfou ele enquanto segurava em meus braços.

–Retire o que disse.

–Mas é verdade, você é fofo, Nor.

–Eu te odeio, pare de me chamar de fofo, até parece que eu sou algum tipo de cachorro – disse enquanto largava sua gravata e virava o rosto para o lado.

Ele riu e tirou a gravata, talvez para que eu não tentasse enforca-lo novamente, sua risada ecoou pela caverna, ela era estranha e única, de forma que apenas Dinamarca pudesse rir daquela forma.

Seus lábios roçaram o meu pescoço e foram descendo lentamente até meu quadril, olhei para seus movimentos atentamente, tenho que admitir, o Dinamarca consegue ser sexy quando quer, seus dentes se prenderam em minha calça e começaram a puxa-la para baixo, seus olhos não desviaram dos meus por um segundo sequer, aquilo estava me deixando excitado, mais do que eu deveria ficar.

–Para quem não queria fazer sexo você está bem excitado, Nor – comentou Dinamarca sorrindo ao ver o volume que se formava entre as minhas pernas, tive vontade de chutá-lo por dizer algo assim, mas minha única reação foi corar e dobrar as pernas para esconder.

Dinamarca riu da minha reação, notei quando sua língua umedeceu seus lábios de uma forma sexy, ele mordeu o lábio inferior enquanto seus olhos percorriam meu corpo semidesnudo, parecia que queria me comer apenas com o olhar, por favor, não levem isso pro outro lado.

Suas mãos retiraram minha peça intima para em seguida segurar meu membro e começar a massageá-lo, fazendo movimentos de vai e vem lentamente e de forma torturante, as mãos de Dinamarca eram grandes e um pouco ásperas, mas não fazia diferença, comecei a arfar enquanto ele aumentava a velocidade em que me masturbava.

Senti uma vontade enorme de gemer seu nome, mas não o fiz, sei que irei me arrepender se o fizer, se eu gemesse certamente Dinamarca ficaria orgulhoso de si mesmo e faria tudo com um sorriso vitorioso no rosto.

Um formigamento começou a percorrer meu baixo ventre, uma pressão que nunca havia sentido antes em toda a minha vida, era uma sensação inexplicável, pela primeira vez me permiti gemer, estava extasiado demais para segurar.

–Mathias – gemi enquanto minhas mãos se agarravam aos ombros largos do dinamarquês que sorriu com a minha reação – eu não aguento mais... Ahn... Mathias – e foi gritando o seu nome que gozei pela primeira vez naquela noite.

–Tão fofo – Dinamarca sorriu e lambeu os dedos melecados com o liquido esbranquiçado – creio que não está satisfeito só com isso, certo? – ele começou a retirar a própria blusa de maneira calma e despreocupada, ele realmente queria me enlouquecer.

Quando ele tirou a blusa pude perceber seu corpo perfeito, os músculos bem definidos e nos lugares certos, acho que é por isso que ele é considerado o rei da Escandinávia.

Ao notar que o encarrava virei o rosto para o lado, meu rosto já deveria ter chegado ao tom máximo de vermelho que poderia ficar, esse idiota conseguia me tirar do sério e isso me irritava profundamente.

Me sentei novamente e abri o zíper da calça do dinamarquês, ele pareceu se assustar com a minha iniciativa, mas não me impediu, deitei-o no chão e terminei de retirar sua calça, ele estava tão excitado quanto eu, sorri ao notar o volume de Dinamarca, afinal, eu não era o único que estava excitado com tudo aquilo, trilhei o peito desnudo do dinamarquês com a língua contornando os músculos definidos e dando leves mordidas por toda a extensão do tronco dele.

Ao chegar a sua peça intima o olhei ansioso, como se esperasse uma resposta para uma pergunta que nunca havia sido feita, eu esperava autorização para prosseguir, o que não demorou muito para que eu a conseguisse, pois o dinamarquês acariciou meu cabelo em um pedido mudo para que eu continuasse, abaixei sua peça intima e lambi seu membro desejosamente, escutei-o arfar e o olhei, ele sorria de forma presunçosa e mantinha sua mão em meu cabelo.

Lambi toda a extensão de seu membro dando leves mordidas, o que o deixou um pouco irritado, já que ele puxou meus cabelos com certa força para trás quando o fiz.

–Nor, não use os dentes – pediu ele enquanto acariciava meus cabelos, não pude resistir ao seu pedido e cedi, coloquei parte de seu membro dentro de minha boca e com as mãos comecei a acariciar a base.

Comecei a mover minha cabeça para cima e para baixo, passando minha língua pela glande enquanto acariciava seus testículos, o gosto do dinamarquês era bom, muito melhor do que eu imaginava, retirei-o de minha boca e comecei a distribuir leves beijos antes de voltar a chupá-lo avidamente, acho que estava fazendo certo, pois ele mantinha sua mão em meu cabelo o acariciando carinhosamente.

Prossegui com os movimentos até sentir algo quente se derramar em minha boca, afastei-me lentamente lambendo os resquícios do prazer do dinamarquês.

–Você é delicioso, Mathias – comentei provocante lambendo meus dedos e sorrindo.

–Ah Nor, não faça essa cara, isso me deixa excitado – e novamente estava deitado no chão com o dinamarquês sobre mim – agora chegou a hora mais divertida, Nor – comentou ele enquanto levava dois dedos até minhas nádegas, senti seus dedos acariciarem minha entrada, aquilo me fez ficar tenso, ele realmente queria ir até o fim – abra as pernas, Nor – sem pensar duas vezes obedeci.

–Dan... – chamei-o assim que senti seus dedos se forçarem para dentro do meu corpo – isso é estranho... Tira – pedi segurando seu braço.

–Relaxa, Nor, vai ficar melhor, eu prometo, apenas relaxe está bem? – ele disse isso de uma forma tão calma que tive que acreditar nele, seus dedos começaram a se mover dentro de mim, não sentia dor, mas não era confortável, era estranho, a sensação de ser penetrado era incomoda.

Ele continuou movendo os dedos até o momento em que eu senti um choque de prazer percorrer o meu corpo quando ele atingiu um ponto dentro de mim que me fez gemer alto enquanto arqueava as costas.

–Achei, espero que esteja preparado, Nor – senti seus dedos me abandonarem e uma pequena sensação de vazio tomar seu lugar, mas logo meus pensamentos sumiram quando senti algo tentar me violar, algo maior, muito maior, que os dedos do dinamarquês.

A sensação que tive era a de que estava sendo partido ao meio, nunca imaginei que ser violado seria tão doloroso, gemi de dor quando o dinamarquês me penetrou por inteiro, era uma dor insuportável, se eu não tivesse perdido a habilidade de falar devido a dor teria mandado o dinamarquês tirá-lo e ir à merda.

–Nor... Abra os olhos – ao ouvir a voz dele abri os olhos que nem havia reparado que havia fechado, senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto incessantemente, tive vontade de batê-lo com toda a força, espanca-lo até a morte por me fazer passar por aquilo, mas não tinha forças para fazer nada que não fosse gemer.

Ele começou a se mover lentamente e a dor começou a dar lugar a uma bem vinda sensação de prazer, meu rosto ainda estava molhado pelas lágrimas e vermelho devido a excitação e vergonha que eu sentia naquele momento, os gemidos escapavam de minha boca com uma facilidade incrível, eu gemia como, devo dizer que isso é um pouco constrangedor, mas eu gemia como uma vadia sedenta por sexo.

Suas estocadas aumentaram a força e iam até o fundo, sentia espasmos percorrerem o meu corpo e gritava toda vez que aquele ponto em especial era tocado pelo meu dinamarquês.

–Mais rápido, idiota – sei que não fui muito educado no meu pedido, mas ele o atendeu e ainda sorriu.

Suas estocadas me faziam gemer mais e mais, sentir ondas de prazer percorrer o meu corpo, aquilo era bom, muito bom, ainda mais que era ele que estava ali, e que era real, não apenas uma fantasia da minha mente.

–Dan... Ahn... Dan... Eu... – os espasmos musculares se tornaram mais fortes do que antes, já não podia me segurar, precisava me libertar – não aguento mais... Eu vou... Ahn...

–Nor... Jeg elsker dig – ele disse antes de se enterrar dentro de mim e gozar comigo, ouvi-lo dizer aquilo foi a melhor coisa que podia ter acontecido naquela noite.

Ele desabou ao meu lado depois de sair de dentro de mim, senti algo escorrer pela minha perna, mas não liguei, ainda estava tomado pela sensação causada pelo orgasmo intenso, Dinamarca se levantou e mexeu na mochila tirando de lá uma pequena caixa vermelha com fitas azuis e brancas.

–Feliz natal, Nor – ele me entregou a caixa e sorriu abobalhadamente, eu apenas peguei a caixa e a abri vendo dentro dela duas alianças douradas, olhei-o atônito esperando alguma explicação – Nor, você quer ser a rainha da Escandinávia ao meu lado?

–... – fiquei em silencio processando o que ele me dissera, demorei alguns segundos para formular uma resposta coerente – Dan, você é um tremendo idiota, o maior idiota do mundo, como eu pude me apaixonar por você? – pulei nos braços do dinamarquês e deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto – é claro que eu quero, seu idiota, Jeg elsker deg, Dan.

–Jeg elsker dig mere, Nor – senti seus lábios pressionarem os meus mais uma vez antes de deitarmos sobre o cobertor com a bandeira da Dinamarca, Mathias nos cobriu com o cobertor com a bandeira da Noruega e me abraçou, aquele com certeza foi o melhor natal de toda a minha vida.