Notas iniciais
sorry a demora T.T mas tá ai, mais uma one, espero que gostem *-*

Essa história que vos contarei agora se passa na França, mais exatamente em Paris, em um pequeno apartamento próximo a uma das varias estações de metro, onde mora um jovem loiro de olhos de um verde tão límpido que até a mãe natureza teria inveja.

Seu rosto jovial e sua estatura não lhe davam a aparência de um rapaz de 24 anos, e sim de um adolescente de 17 ou 18 anos no máximo, às vezes não podia comprar bebidas nem cigarros sem antes mostrar sua identidade.

Estava voltando para seu apartamento quando ouviu um miado baixo vindo da escada, não sabia que havia algum gato por ali, quando viera morar ali havia lido que não era permitido a entrada de animais, talvez fosse apenas um gato de rua que conseguiu entrar no prédio.

Arthur desceu as escadas silenciosamente e se deparou com um gato de pelos longos e brancos, com olhos azuis tão brilhantes quanto às estrelas, o encarando, logo o felino seguiu em direção ao britânico que se abaixo para acariciar o pelo macio do animal.

O gato ronronou ao toque do jovem e este sorriu levemente continuando as caricias no bichano, logo olhou seu relógio de pulso e notou que já era hora de seu chá da tarde, levantou-se e arrumou seu terno subindo as escadas para entrar em casa, o felino o seguiu e se enroscou em suas pernas.

–Hey... você tem que voltar para sua casa agora... – o britânico pegou a chave e a girou na fechadura, abrindo a porta logo em seguida.

O gato adentrou o pequeno apartamento e se instalou no sofá, deixando o britânico um pouco irritado.

–Ora, vamos, saia, você tem que voltar para casa, seu dono deve estar te procurando... – Arthur tentou pegar o gato no colo, mas este colocou as garras para fora e chiou alto, fazendo o jovem afastar as mãos – tudo bem... façamos assim, eu deixo você ficar por hoje, mas amanha você vai embora.

O felino ronronou e se acomodou no sofá, enquanto isso o inglês trancou a porta e foi preparar seu chá da tarde, antes de voltar para a faculdade de história, a qual concluiria em dois meses.

Após tomar seu chá o inglês notou algumas nuvens escuras se aproximando e pegou seu casaco e um guarda chuva, estava pronto para sair de casa quando ouviu o gato miar de fome e se enroscar novamente em suas pernas.

–Está com fome, hm? Acho que tenho um pouco de leite na geladeira... – o britânico foi para a cozinha sendo seguido de perto pelo felino que a todo instante insistia em passar por entre as pernas do rapaz.

O jovem pegou uma tigela e despejou o leite dentro deste e o colocou no chão, após isso saiu de casa e seguiu seu caminho até a faculdade.

Quando estava a apenas duas quadras do campus começou a chover e foi obrigado a abrir o guarda chuva, estava andando calmamente até olhar para o relógio, que avisava que chegaria atrasado caso não se apressasse, o rapaz começou a correr pela calçada molhada e cheia de poças d’agua, até que trombou com um homem loiro, mais alto que ele com o cabelo caindo até os ombros e os olhos azuis, de um tom que o britânico nunca havia visto antes.

–Pardon, monsieur – desculpou-se o inglês ainda com o forte sotaque britânico impregnado em sua fala e voltando a correr em direção ao campus.

Felizmente o jovem havia conseguido chegar a tempo, poucos alunos estavam ali presentes, parecia que a maioria dos estudantes tinha decidido faltar devido ao tempo ruim.

O professor chegou alguns minutos mais tarde e começou a aula, o jovem anotou tudo o que conseguiu, prestou atenção em cada detalhe que o professor falava, de todos os alunos de história, ele certamente era o mais dedicado e atencioso.

Após a aula voltou andando calmamente pelas ruas desertas, a chuva já havia cessado e a lua começava a aparecer por entre as nuvens.

Quando chegou a casa jogou as coisas em cima do sofá e reparou que o gato já não estava mais ali, procurou em todos os cômodos, até mesmo debaixo dos moveis e nada do felino, o rapaz ficou preocupado com o animal e resolveu sair para procura-lo, não entendia como o gato havia fugido se a porta e as janelas estavam fechadas.

Desceu para o andar debaixo e quando estava virando para descer o outro lance de degraus trombou com alguém e rapidamente se desculpou olhando bem nos olhos do homem a sua frente.

–Pardon, monsieur... – desculpou-se o britânico sem conseguir desviar os olhos do loiro de olhos azuis a sua frente, o mesmo com quem havia trombado horas antes.

–Deveria olhar por onde anda, garotinho, é a segunda vez que nos trombamos hoje – disse o homem em tom brincalhão com um sorriso nos lábios.

–G-garotinho? Eu não sou garotinho, eu tenho 24 anos, e estou no meu ultimo ano da faculdade – resmungou o jovem cruzando os braços irritado, esquecendo o motivo pelo qual estava ali.

–24?! – o maior pareceu surpreso, mas logo voltou a sorrir – não parece que tem 24 anos, meu nome é Francis Bonnefoy, estou me mudando para esse prédio hoje.

–Eu sou Arthur Kirkland, moro no andar de cima, caso precise de alguma coisa, seja bem vindo – o britânico estendeu a mão para cumprimentar o novo morador e este a apertou logo em seguida o puxando para um abraço.

–Estou feliz por ter vindo para cá, mal cheguei e já conheci quase todos os moradores, espero que não se incomode, eu vou fazer um pouco de barulho essa semana – o francês apontou para alguns moveis desmontados e sorriu sem jeito.

–Não se preocupe, não me incomodo com o barulho... A não ser que esse barulho não seja de moveis sendo arrastados, ou instrumentos musicais – o britânico olhou para o apartamento do outro lado do andar onde morava uma bela mulher Bélgica, loira e de olhos verdes – agora, se me der licença, estou ocupado....

–Claro, não se preocupe quanto a esse barulho, normalmente digo para meus parceiros gemerem baixo – o francês piscou para o inglês e este fez uma careta, logo girando nos calcanhares e descendo mais um lance de degraus atrás do gato de pelos brancos.

O jovem ouviu o miado no andar a cima e voltou a subir os degraus, dando de cara com o francês novamente e nenhum sinal do gato de pelos longos e olhos azuis.

–Pensei que fosse fazer algo importante, descobriu que sua acompanhante mudou de ideia e não quer sair com você? – perguntou o francês em tom sarcástico e irônico, tentando tirar o menor do serio.

–Olha aqui, imbecil, não estou com tempo para as suas brincadeiras idiotas, estou procurando uma coisa e não indo me encontrar com alguém.

–É meio obvio o porque não estar indo se encontrar com ninguém, quem iria querer sair com alguém como você?

–Cale-se, idiota, vou ir para o meu apartamento, está me irritando olhar sua cara – o inglês correu para o próprio apartamento e trancou-se lá, fervendo de raiva, como alguém tinha aquela capacidade de irrita-lo tão facilmente apenas com uma frase? — aquele imbecil, quem ele pensa que é? Mal chegou e já está fazendo essas coisas idiotas, como se tivéssemos algum tipo de intimidade para isso, tsc, francês imbecil.

O jovem ligou a televisão e ficou assistindo a novela que estava passando, não que costumasse assistir novelas, mas era a única coisa que lhe havia restado para fazer aquele dia, aos poucos o sono foi vindo de mansinho e o inglês deitou no sofá, logo ficando inconsciente e dormindo ali mesmo.

Só acordou na manhã seguinte, com uma língua pequena e áspera roçando em sua bochecha direita, seus olhos se abriram lentamente e pararam no relógio que mostrava que ele chegaria atrasado ao trabalho caso não se arrumasse logo.

–Droga, estou atraso – o inglês pegou o gato que estava em cima de si e o colocou no chão correndo até quarto e se trocando o mais rápido que pode, pegou sua carteira e o celular, logo olhou em direção ao sofá onde o gato se aninhava tranquilamente – ainda me pergunto como você entrou e como saiu...

A campainha tocou e o inglês correu para abrir a porta, dando de cara com o francês que sorria animado.

–Bonjour, mon ami – o francês apoiou-se no batente da porta e inclinou um pouco o corpo para frente na direção do outro loiro.

–Senhor Bonnefoy... o que faz aqui?

–Nada, só queria convidá-lo para tomar café-da-manhã comigo hoje – o francês esboçou um sorriso perverso e ao mesmo tempo sedutor, o que fez o jovem britânico ficar irritado.

–Sinto muito, mas estou atrasado, se não se importa, preciso ir para o trabalho – o britânico pegou a chave do bolso e saiu do apartamento, fechando a porta rapidamente – outro dia, quem sabe.

O francês observou o menor descer as escadas com pressa e quase tropeçar nos próprios pés, desde o momento em que conheceram o jovem este sempre parecia ocupado e correndo contra o tempo.

O jovem chegou ao escritório onde trabalhava como estagiário, ouvia os chefes gritando sobre os manuscritos estavam atrasados, que os projetos tinham que ser entregues até o dia seguinte, entre outros assuntos que envolvem um escritório movimentado e repleto de pessoas que não fazem absolutamente nada, apenas ordenam os estagiários que os obedecem sem pestanejar.

Arthur realmente odiava aquele estagio, todos gritavam e falavam alto, e alguns de seus chefes costumavam ficar em cima dele, dando às vezes uma passada de mão ou algo do tipo em seu corpo esguio.

Aquele dia não foi diferente, logo o jovem sentiu a mão de um dos seus chefes lhe acariciar por trás, o que o fez dar um pulo e se virar irritado, realmente não estava em um bom dia, o chefe sorriu-lhe provocativo e apertou-lhe a coxa e com a outra mão a bunda.

–Ei garotinho, quanto tempo pretende continuar se esquivando de mim, hm? Vamos, se entregue para mim, prometo que não serei tão agressivo com você – a mão do homem subiu até o queixo do loiro e o ergueu fazendo-o olhar para si.

–Não toque em mim, seu velho tarado e sem escrúpulos, eu nunca me entregaria à um velho babão como você, agora me deixe em paz.

O chefe do jovem nada mais disse, no final do expediente o jovem recebeu sua carta de demissão por justa causa e não poderia voltar a trabalhar ali, muito menos receberia salário, agora sua vida havia saído dos trilhos, não teria dinheiro para pagar o apartamento e seria despejado.

Arthur voltou para casa derrotado, a cabeça baixa e os olhos ardendo, prestes a deixarem as lagrimas caírem, foi quando ouviu uma voz cantarolando baixo uma musica de sua terra natal, uma de suas musicas favoritas, all my love do Led Zeppelin, a música que o fez muitas vezes chorar sozinho debaixo das cobertas.

Quando olhou para trás para ver quem cantava deu de cara com o seu vizinho francês, que estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo baixo e que sorriu sutilmente ao vê-lo.

–Bonjour, mon ami, você não me parece muito bem.

–Ah sério? Que bom que percebeu – respondeu o britânico em tom de ironia e melancolia – mas para sua informação eu estou muito bem – o inglês girou nos calcanhares e seguiu em direção ao seu apartamento o abrindo.

Logo o francês o seguiu, sem tirar do rosto um sorriso cativante e sedutor, quando o menor abriu a porta do apartamento já se instalou no local, se jogou no sofá o ocupando por completo.

Assim como o gato branco fizera quando entrara ali pela primeira vez, parecia que o jovem francês e o gato eram muito semelhantes, ambos eram espaçosos e arrogantes, vaidosos e de olhos de um azul profundo e muito bonito.

–Saia daqui, senhor Bonnefoy, não estou com tempo para aturá-lo – respondeu o britânico tirando a parte de cima de seu terno e o pendurando em um gancho na parede.

–Você não está bem, petit, precisa de alguém com você, precisa de carinho e de atenção, coisa que você não ganha há tempos – o francês se ajeitou no sofá, deixando um espaço aberto entre suas pernas – venha aqui e sente no meu colo, o irmãozão vai escutar seus lamentos e te consolar.

–Não preciso dos seus consolos, saia daqui, por que não sai logo e vai procurar o que fazer? Creio que deve ter um monte de garotas atrás de você, me deixe em paz – o francês suspirou e se aproximou do mais novo o puxando contra si, obrigando-o a se sentar em seu colo – m-me solta, imbecil.

–Não, olha, sei que nos conhecemos há pouco tempo, pelo menos formalmente... mas não quero te ver assim, você está triste e ficar sozinho só vai piorar isso.

–Formalmente? Do que está falando?

–Ah bem... Eu já sabia quem você era quando vim morar para cá, foi justamente por sua causa que eu mudei...

–Não entendo... como você me conhece? Não lembro de lhe ter visto antes...

–Arthur Kirkland, as melhores notas, o melhor aluno em história, o aluno exemplar, educado e responsável – o francês passou a mão nas costas do jovem – sou Francis Bonnefoy, professor de arqueologia.

O jovem arregalou os olhos e se afastou do outro rapidamente, fora realmente um choque descobrir que aquele rapaz tão jovem era professor de faculdade.

–Professor de arqueologia... – nesse momento foi como se uma lâmpada tivesse acendido na mente do mais novo, sabia que o nome do outro lhe soara familiar, e claro que era, afinal, muitos de seus colegas, tanto homens quanto mulheres, falavam da beleza do professor de apenas 26 anos.

–Pela sua cara deve ter lembrado de algo a meu respeito... Seus professores e colegas costumam falar de você constantemente, acabei me interessando e resolvi te observar por alguns meses, ver o que faz, como consegue ser assim – o francês coçou a barba por fazer e sorriu sutilmente – você pode não saber, mas tem muitas admiradoras, deveria dar-lhes uma chance.

–... Bem... não sei quanto as admiradoras, mas creio que os professores falam bastante de mim... Senhor Bonnefoy, sei que posso parecer rude, mas eu quero ficar sozinho...

–Certo... Espero que melhore para ir para a aula hoje – o professor se levantou do sofá e andou até a porta a abrindo – nos vemos mais tarde.

A porta foi fechada e o jovem britânico desabou no chão, os olhos cheios de lagrimas e o soluço preso em sua garganta, nunca havia sido tão humilhado, se sentido tão inútil e manipulado como aquele dia.

Nunca odiara tanto ter saído de sua terra natal, preferia ter continuado em casa, mesmo com seus irmãos, que lhe batiam até dizer chega, seria melhor ter continuado na Inglaterra, pelo menos não teria passado a humilhação de ser demitido, não teria sido abusado daquela forma tão imoral.

O jovem acabou dormindo no sofá, as lagrimas já haviam secado e o corpo do jovem parecia ter sido atropelado por um caminhão repetidas vezes.

Já era o entardecer quando o rapaz acordou com um barulho estranho vindo do andar inferior, pareciam gritos ou até mesmo gemidos femininos, e não era de apenas uma garota, pareciam duas jovens com bastante energia e um timbre bem feminino e suave.

O rapaz britânico se levantou do sofá e foi tomar uma ducha rápida, talvez assim pudesse acordar de vez e dar uma volta pelo bairro, após a ducha ouviu os gemidos se tornarem mais roucos e languidos, a voz do francês se sobrepôs aos gemidos, gritando um nome que o britânico se recusou a acreditar que ouvira sair dos lábios do francês.

As pernas de Arthur falharam e ele caiu de joelhos no chão, os lábios entre abertos e os olhos levemente arregalados de surpresa, o nome que o francês gritara era do jovem britânico.

Arthur se levantou um pouco bambo e andou até a porta a abrindo, logo se viu em frente a porta do francês, quando ia bater na porta esta se abriu e duas garotas, uma ruiva e outra morena, saíram terminando de se vestir e passaram por ele como se estivessem com pressa.

–senhor Bonnefoy... – chamou o jovem entrando no apartamento e fechando a porta atrás de si, nenhum sinal de vida se fez presente, então o rapaz continuou a entrar no local, seguindo em direção ao quarto – Bonnefoy...

Ao adentrar no quarto não viu a presença do francês, notou que a cama estava desarrumada e suja com um liquido branco, o jovem ficou paralisado, então realmente ocorrera algo ali, Arthur havia notado logo de cara que o francês não era bom moço, mas nunca imaginara que ele chegaria aquele ponto.

–A-Arthur, o que faz aqui? – o francês saiu do banheiro com uma toalha caída em seus ombros e o resto do corpo nu, revelando tudo o que tinha para revelar.

–Eu lhe disse para não fazer barulhos desse gênero, você não obedeceu.

O francês suspirou, realmente havia imaginado que o inglês havia ouvido seu grito chamando por ele.

–Ouviu algo que lhe chamou a atenção?

–A-algo como? – o francês sentou-se na beirada da cama e bateu levemente contra esta para que o outro fizesse o mesmo.

–Algo que você gostou... ou não gostou...

–Eu não gostei do fato de que você trouxe duas garotas para cá, quando eu tinha dito que não era para fazer barulhos desse tipo, sabe o quanto eu me senti envergonhado de ficar ouvindo os gemidos delas vindo daqui de baixo?

–Está com ciúmes? Ah mon petit, você é único para mim – o francês puxou o mais novo para a cama e o deitou, logo ficando por cima deste e lhe beijando o pescoço.

–Bonnefoy! Pare com isso – o inglês empurrou o outro e se virou de costas para este tentando escapar.

–Virando assim vai me deixar mais excitado – o francês desceu a mão até a bunda do menor a apertando com gosto, o que fez o jovem deixar um gemido dengoso escapar de seus lábios – hm... adorei esse gemido.

–C-cale-se, não toque em mim seu pervertido, tarado.

–Falando desse jeito até parece que quer que eu continue – o francês tornou a beijar o pescoço do inglês e lhe mordeu gentilmente os lábios rubros.

–Sai, para... – o inglês suspirou levemente e se contorceu embaixo do corpo do maior.

–Você não quer que eu pare, admita – o francês começou a despir o britânico lentamente sorrindo sedutor e beijando hora ou outra a pele exposta somente para si, aquela pele branca e imaculada, onde ninguém nunca tocara de forma tão cálida e sensual.

–p-pare... please... s’il vous plait – o britânico tampou a boca com as mãos e algumas lagrimas começaram a se formar nos olhos do jovem.

O francês ignorou o pedido do menor e continuou a despi-lo, quando o menor estava totalmente nu o francês começou com caricias leves no membro do menor e distribuiu beijos pelas costas do inglês.

O britânico mordeu o travesseiro a sua frente para não deixar os gemidos escaparem e fechou os olhos com força, esperando o que viria a seguir, ele sentia que o francês não iria parar, sentia seu corpo implorar por aquilo, fazia meses que não fazia nada com o próprio corpo, não se tocava, nem assistia vídeos de conteúdo improprio, realmente estava necessitado.

As mãos habilidosas do francês logo fizeram o menor chegar ao limite e gozar, os dedos melecados de sêmen se posicionaram na entrada do jovem e um dos dígitos foi inserido neste.

–Ah, Francis... – o menor deixou um gemido baixo escapar se xingou mentalmente por tal ato de estupidez absoluta.

O francês sorriu de forma maliciosa ao ouvir o gemido do menor e começou a mover o dedo dentro do outro, que pela forma como seu corpo se retesava ao toque de seus dedos, podia deduzir que era virgem.

–Essa é sua primeira vez com um homem, não é? – o francês enfiou mais um dedo sem aviso prévio e aumentou um pouco a velocidade dos movimentos.

–P-pare, idiota, tire os dedos dai.... – resmungou o britânico movendo o quadril tentando se livrar dos dedos do francês.

–Não, agora fique quieto para que eu possa te preparar ou pode doer mais – o francês segurou o quadril do menor e enfiou os dois dedos mais fundo os tirando e enfiando novamente, o inglês deixou as lagrimas escorrerem por seu rosto e mordeu o travesseiro com força para não deixar os gemidos lhe escaparem pela boca.

–P-pare, pare... please... stop it... senhor Bonnefoy…. – o inglês gritou alto quando sentiu o terceiro digito do francês penetrar seu corpo – Francis! God... Pare... isso dói...

–shh, vai passar, apenas relaxa, mon amour – Francis continuou a mover os dedos dentro do inglês, sentindo o corpo deste se contraindo e apertando seus dedos – está apertando, Arthur, vamos, relaxe um pouco.

–v-você fala isso como se fosse fácil, bloody damn it, it’s hurts, stupid.

O francês suspirou e começou a acariciar o membro do menor com a mão livre fazendo movimentos de entra e sai, o que relaxou um pouco o jovem, mas não totalmente.

–Para, por favor, Francis... Q-que droga, por que justo eu? Você tem tantas pessoas que adorariam estar aqui com você... então... por que eu? – o inglês começou a chorar e soluçar baixo – eu não tenho nada de especial... Por que tinha que ser o meu nome que você tem que chamar quando estava com aquelas duas garotas? Não entendo...

–Espera... Você ouviu? – o francês olhou para o menor surpreso, pensava que o outro não havia escutado essa parte – bem... por que você? Hm... também não sei o porque, mas tem algo em você que me atrai – Francis beijou o ombro do menor o mordendo levemente e retirou os dedos.

Quando o inglês se viu livre dos dedos sentiu algo forçar contra sua entrada, sentiu uma dor muito maior que antes, como se algo o rasgasse no meio.

O inglês deixou um gemido alto de dor escapar e as lagrimas vieram e molharam o rosto do jovem.

–Pardon, mon amour, já vai passar – o francês beijou as costas do britânico e lhe acariciou o membro tentando faze-lo esquecer um pouco da dor que estava sentindo.

–hm... — o inglês mordeu o travesseiro e fechou os olhos tentando relaxar, mas parecia impossível, a dor era insuportável.

–Vou me mover, tudo bem?

O de olhos verdes concordou com a cabeça, talvez se o francês se movesse a dor passaria, foi o que o jovem pensou.

Quando o francês começou a se mover a dor se misturou com o prazer o que trouxe mais lagrimas aos olhos do britânico.

O inglês moveu os quadris contra o membro do outro e se agarrou aos lençóis tentando não gemer alto demais.

–Não precisa se conter, mon amour, quero ouvi-lo chamar meu nome – o francês mordiscou a orelha do britânico e beijou-lhe a nuca enquanto movia-se lentamente e de forma ritmada.

–F-Francis.... ahn... – o inglês apoiou o tronco na cama gemendo baixo e respirando ofegante, o francês realmente sabia o que estava fazendo.

–Isso, mon petit – Francis aumentou a força das estocadas e da velocidade, o que fez o inglês aumentar o volume de seus gemidos, os quais provavelmente foram ouvidos por outros moradores do edifício, mas aquilo não parecia importar aos dois.

–Fran... ahn... hm... – o inglês fechou os olhos com força, seu corpo inteiro estava em um estado inexplicável, uma mistura de prazer e dor que só aumentava, as estocadas eram firmes e ritmadas, doíam, mas eram prazerosas demais para que o jovem pedisse para parar agora.

As estocadas continuaram, fortes e rápidas, o inglês gemia alto e de forma manhosa se agarrando aos lençóis enquanto o francês lhe beijava as costas e a nuca, deixando-o mais excitado.

–Francis! – gritou o inglês passando uma mão pelos cabelos do francês – e-eu... vou... hn...

–Então venha, mon cher – o francês aumentou a força das estocadas já sentindo seu limite chegar.

Arthur gemeu alto chegando ao seu limite e desabou na cama, o francês deu uma ultima estocada e chegou ao seu limite gozando dentro do menor, saindo deste logo em seguida e se deitando ao seu lado.

–mon petit... – o francês mexeu no cabelo do inglês, mas este não se moveu, já havia caído no sono – bonne nuit, mon amour.