até em Meu Trabalho Você Me Persegue!
7 Três. Pestes. Mimadas.
Notas iniciais
Não sei direito como, mas... Eu parei na casa do Sieghart para passar o doce e mágico natal com ele e seus irmãos... Se é que eu posso chamar isso de doce e mágico... E acabamos em uma competição que com certeza eu iria ganhar!
– Ei ruivinha... Você fica tentadora nessa posição... — ele fitava meu corpo. Corei e o encarei com um olhar cheio de raiva.
– Já! — gritou o irmão dele.
Sieghart começou a correr à procura dos "tesouros" que os irmãos dele espalharam pela casa. Maldito! Ele só falou aquilo para me atrapalhar!
Comecei a correr por aquela imensa casa decorada e cheia de iluminação procurando em todos os cantos aquelas minúsculas petecas. Eu tinha visto eles subirem várias vezes a escada e provavelmente eles esconderam muitas por lá.
Os pais deles não estavam em casa então eu me senti mais a vontade.
– Não vou perder para você... Sieghart... — sussurrei entre dentes enquanto corria pela escada.
– Acho que vai... — falou alguém de volta. O QUE? Mas ainda agora ele estava na cozinha!! Como ele já está subindo a escada ao meu lado?
– Você vai perder! — falei correndo para abrir a primeira porta que vira. Ele se dirigiu à porta oposta a minha.
Era o quarto da menina provavelmente... Se eu fosse uma criança eu esconderia... No lugar que nunca achariam... Debaixo dos móveis...
Me abaixei naquele lindo quarto rosado e olhei debaixo de tudo.
– Oba!! — meus olhos brilharam. Havia várias. Peguei todas à vista e coloquei no meu bolso me dirigindo ao próximo quarto.
Droga! Sieghart já tinha visto dois quartos enquanto eu só tinha olhado um ainda. Corri para o outro. Era o quarto de um dos garotos.
Me abaixei para ver se havia também. Mas só encontrei de baixo do guarda roupa. Depois pensei em outros locais... Não havia tempo para pensar! Tentei procurar por todo canto, mas não tinha.
Me dirigir para a porta e bati minha cabeça em algo duro que se encostava lá.
– Difícil o jogo, ruivinha...? — me afastei e levantei o olhar. Cerrei os olhos.
– Não. E pra você...? — falei cautelosa. Fazendo-o rir.
Ele andou até a cama do garoto calmamente e me jogou o travesseiro.
– Hum... Achei uma mina... — riu ele apontando para o monte de petecas que havia lá.
Debaixo do travesseiro... Por que não pensei nisso? Aff...
– Já olhei todos os quartos... Só falta o meu... Quer fazer as honras, ruivinha...? — seu sorriso se alargava conforme eu corava.
– Você vai perder idiota! — dei um sorriso fingindo-me confiante.
Desviei o olhar e saí pela porta rapidamente. Se eu entrasse no quarto e fechasse a porta antes que ele viesse, eu estaria no quarto sozinha e pegaria todas as petecas antes dele. Dei um sorriso do mal em pensamentos.
Entrei no quarto que faltava, mas quando fui fechar a porta ele colocou o pé.
– Maldito! Vou arrancar seu pé se não tira-lo daí. — ele entrou no quarto rapidamente e sem problema algum. Mesmo eu forçando a porta para fechar.
– Não dá ruivinha... Você é fraquinha demais... — sentir meu rosto ficar vermelho de raiva.
– Ninguém me chama de fraquinha!
– E eu posso te chamar de fraquinha, fraquinha?
– NÃO! — andei na direção dele.
– Não gosta que eu te chame de fraquinha, fraquinha?
– VOCÊ VAI MORRER! — gritei entre dentes. Formei um punho com a mão e o lancei em direção ao seu rosto sorridente.
Percebi que meu punho não acertara seu rosto. Olhei para a mão de Sieghart que envolvia a minha. Ele defendera. Lancei o outro punho querendo acertá-lo, mas ele defendeu igualmente.
– Te peguei — murmurou ele.
Repentinamente ele passou nossas mãos por cima de mim, girando-me e me envolvendo em um abraço repentino. Eu estava de costas para ele e seu rosto estava apoiado em meus ombros.
– Já falei que te amo...? — um arrepio em minha nuca seguido de uma estremecida formou um sorriso em seu rosto.
– Pa-pare com isso. — minha voz não saiu com autoridade. Como eu queria. Corei com o fato de ele poder pensar que eu estava gostando daquilo.
– Eu quero ficar com você... Namora comigo...? — sua voz estava manhosa e carinhosa... Pude imaginar seus olhos brilhantes me encarando.
– Q-Qual é o s-seu problema? Me-me solta!- de má vontade tentei sair de seu aperto, mas ele beijou meu pescoço e o cheirou delicadamente. Meu corpo todo se arrepiou e o frio fez eu me aninhar mais nele.
– Você não quer mesmo sair daqui... não é...? — murmurou ele em meu ouvido. Sedutor.
Ouvi risinhos vindos de trás de mim. E depois o chão se aproximou rapidamente e repentinamente Sieghart virou nossos corpos. Suas costas bateram no chão ruidosamente. E ele me soltou.
Eles haviam empurrado Sieghart e nós caímos.
– Malditas pestes... — murmurou ele entre dentes. Ele se sentou fazendo-me sentar também, já que ele estava atrás de mim.
Eu fiquei entre suas pernas e ele agarrou minha cintura apoiando seu queixo em minha cabeça. Nós estávamos de frente para a porta aberta com três crianças rindo.
– Vão brincar pra lá, vão garotos. — falou Sieghart balançando uma das mãos para as crianças.
– Vocês estão namorando! Hahahahaha!
– E se estivermos? O que vocês têm haver com isso?
– Nós não estamos namorando! — falei rapidamente.
– Sieghart levou um fora! Sieghart levou um fora! Sieghart levou um fora! Na na na na naaa naaaa! — cantarolou a menina. Fazendo os outros cantarem junto com ela.
– Você acha que eles vão parar? — Sieghat apoio a testa em meu ombro e sussurrou parecendo cansado.
– Gostei dessas crianças. — sorri.
– Já esperava por isso... — sussurrou ele de volta. — Espere só elas não irem com sua cara...
– A cabelo de pimenta é tããããão chata, né? — falou um deles.
– Também achei. Ela sempre perde para o Onii-san...
– Ela é nub!!! Eu não gosto dela!
Uma veia enorme ficou visível em minha testa e meu rosto mais vermelho que meu cabelo agora fazia uma enorme expressão de raiva.
– Gosto deles bem fritinhos, tá ruivinha...? — sussurrou Sieghart com um sorriso malicioso no rosto. Levei meu braço para trás dando uma cotovelada em sua barriga e me levantei.
– Ai... — arfou ele.
– Pode deixar comigo... — estalei os dedos.
– A idiota acha que pode pegar a gente...!!!
– É melhor nós pararmos...
– Burra! Você não vai nem nos alcançar!
– Para! Ela vai nos...
– Exterminar, matar, massacrar... Podem escolher... — falei andando na direção deles.
Eles começaram a correr e gritar e eu corri atrás.
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