até em Meu Trabalho Você Me Persegue!
14 Neko-chan no baka!
Notas iniciais
Bom, pela primeira vez O-O, eu n tenho quase nd a falar akie 8D!! Aeeeeeeww xD aasuhashauh'
(Mike): Oba, então eu posso aparecer ¬u¬/!!! Iai mina-san ¬u¬/!!
(bruna): ò-ó!!! Oq vc faz akie, inseto ù-u?
(Mike): Estou alegrando vcs com minha presença ÚuÚ...
(bruna):*ele n se acha nenhum pouco* ¬-¬
(Mike): *eu sou d+ ;D!*
(bruna e Mike) : Aproveitem o cap 8D!
Ps: Eu - bruna - estou REALMENTE desassuntada hoje .-. ... desculpem-me xD asuhhuasuh'
- SUA GATA MALDITA! – gritei, puxando loucamente a gata de pelos negros de cima de meus cabelos. Ela os agarrava violentamente com suas unhas afiadas e perigosas.
Ainda era noite. Nós estávamos em cima da cama, minhas pernas cruzadas, enquanto Sieghart nos encarava, tentando prender o riso que era evidente em seu rosto. Ele estava recostado na porta aberta do meu quarto, possuía uma toalha na cabeça e seu corpo ainda estava boa parte molhado.
- MIAAAAAAAAAAAAAAH – guinchou ela, enroscando-se mais em minha cabeça, me arranhando propositalmente com aquelas garras violentas.
É... ela era uma fêmea. Sieghart descobriu isso depois que conseguiu – completamente contra minha vontade – me fazer abrir a porta; onde ele se encontrava preso para fora de casa; com suas frases vergonhosamente perturbadoras.
Corei sem perceber, ao me lembrar de suas palavras.
“Quando você não está comigo, a única coisa que me encoraja a prosseguir é a esperança de poder lhe encontrar de novo.” (<- leve)
“Geralmente tenho sonhos proibidos com você, ruivinha...” (<- média)
“ Se você não abrir essa porta, tenha certeza que algo muito vergonhoso do seu guarda-roupa irá sumir...” (<-ela abriu a porta)
Lembrei-me de meu pequeno sutiã infantil dos macaquinhos coloridos, corando violentamente.
- Neko-chan, largue à ruivinha, por favor. – disse Sieghart, em um tom de reprovação, com sua voz soando como sinos na primavera.
A pequena gatinha olhou-o encantada, tão encantada que ela nem percebeu quando eu a joguei para o lado, fazendo-a cair em cima da cama e quicando duas vezes lentamente no colchão macio.
- Ah... então ao baka hentai você obedece... – disse eu, revirando os olhos e fuzilando furiosamente a gata, que olhava para o sorriso radiante no rosto de Sieghart como se ele fosse o Brad Pitt. – Gata idiota, pare de olhar para ele e dê atenção aos meus xingamentos! – murmurei, cruzando os braços. Sieghart riu.
- Você deve estar bem cansada, não é mesmo neko-chan? – falou ele, passando carinhosamente a mão direita na pequena cabecinha da neko-chan.
Ela aninhou-se mais ainda, fechando os olhos satisfatoriamente e se inclinando o máximo possível para mais perto de Sieghart. Uma veia pulsou em minha cabeça quando a gata abriu um dos olhos e me encarou, com o olhar querendo dizer “ele faz carinho em mim, mas em você não”.
- Ora sua... – peguei um travesseiro, o levando para trás até tocarem minhas costas e concentrando toda minha força no golpe que eu estava prestes a dar antes de certo alguém me impedir com o olhar.
- O que você está fazendo? – ele arqueou uma sobrancelha.
- Ela disse que você... – parei imediatamente quando percebi o que estava prestes a dizer.
Tudo bem, eu não tinha como provar se ela tinha falado aquilo mesmo ou se ela mandou telepaticamente para mim, mas aquela coisinha não era do bem, não. E eu não confiava nela...
- Nada. – rosnei, desfazendo minha posição de ataque. Cerrei os olhos encarando a neko-chan. Alguma coisa em seu olhar me fazia sentir uma competição avassaladora saindo de lá.
*****
Um suspiro assustado vindo de mim fez-me despertar um pouco alarmada. Meus olhos se arregalaram por um instante, mas logo depois se fecharam rapidamente pelo excesso de luz que entrava repentinamente nos mesmos.
- Droga... – murmurei, coçando-os. Havia uma sensação estranha no meu peito, mas eu não sabia exatamente o porquê. Provavelmente era por causa do sonho que eu tivera ontem à noite, mas que eu estranhamente não lembrava agora.
Rastejei preguiçosamente até a borda da cama, tomando coragem para sair de lá. Minha garganta estava levemente seca e desejava água. Cambaleei em movimentos lerdos e desajeitados até a porta, percebendo que meus olhos estavam fechados. Mas logo quando os abri vi uma coisa preta jogada no chão de meu quarto.
Um déjà vu esquisito veio em minha mente. Era uma blusa preta, distingui quando o borrão matinal de meus olhos havia desaparecido. Agachei-me, um pouco lenta demais, e peguei-a.
Por algum motivo que nem eu mesma sabia, levei a blusa ao rosto, inspirando o perfume de chocolate amargo que ela emanava. Sim, era o perfume dele. Uma sensação de conforto envolveu meu corpo, me deixando protetoramente mais calma e, como consequência, mais sonolenta.
Realmente nada poderia me fazer ficar menos sonolenta de manhã...
- Si-si-si-sieghart?! – gritei histericamente, já sentindo que havia uma grande exceção em minhas palavras anteriores, pois, sim. Havia uma coisa que poderia me deixar menos sonolenta de manhã.
Um choque de lembranças veio à minha mente lenta e preguiçosa. Sieghart em minha casa, o desafio, Sieghart em minha casa, a gata preta nojenta, SIEGHART EM MINHA CASA...
- Bom dia, akage-chan! – um sorriso malicioso e irônico percorria seus lábios brincalhões. Corei tão intensamente que pulei para trás, caindo no chão frio e minhas costas foram de encontro ao pé da cama. Joguei sua blusa para longe em uma forma idiota de dizer “eu não fiz nada”. Ele não pode deixar de rir. Senti meu rosto ficar ainda mais quente do que o normal.
- E-E-Eu esta-tava vendo se es-estava su-suja... – disse eu em uma desculpa improvisada, enterrando meu rosto vermelho em meus braços cruzados em cima de meus joelhos. Ele riu mais ainda.
Sieghart tinha uma escova de dente úmida na mão e somente uma toalha mal enrolada cobria a parte de baixo de seu corpo, enquanto seu peito despido mostrava suas linhas esbeltas e sedutoras, fazendo-me ficar mais envergonhada ainda.
- Ma-maldito! O que é que você está fazendo s-só de toalha andando por aí?! – falei em um grito abafado. Tentei não levantar meu rosto para o corpo perfeito e tentador a minha frente. Isso me deixava sem jeito e irritada por não saber o que fazer. Eu sabia, por experiência, que ele sabia de minha fraqueza e se satisfazia em me deixar envergonhada.
Talvez – com certeza - era esse o motivo por ele tão exibidamente andar seminu pelo meu quarto. Aquele idiota...
Alguma coisa em seu silêncio sarcástico me dizia que ele deveria estar fazendo algo a mais que eu não iria gostar. Não demorei a perceber o que era, além do mais, quantas escovas de dente há em uma casa de uma pessoa que mora sozinha?
– Você está usando minha escova de dente?
Antes vermelho, meu rosto tomou uma cor intensamente rubro de raiva. Agora tão rubro quanto uma calda doce de morango.
- Hm... não. – ele sorriu. Era evidente que era mentira. É claro que aquela era minha escova!
- Como assim “não”? Você está mentindo na cara dura, seu maldito? – eu ainda estava com meu rosto encaixado em meus braços.
- Talvez...
- Ora seu... – levantei meu olhar, prestes a dar uma bronca furiosa em Sieghart, quando vi que ele não estava mais em minha frente.
Franzi o cenho, confusa, tentando raciocinar como ele sumira tão de repente. Um riso ao meu lado me fez pular.
- O que essa nojenta está fazendo aí? – juntei as sobrancelhas, com raiva.
Sieghart estava sentado ao meu lado, com as pernas esticadas e cruzadas, recostado em minha cama, como eu. A gata preta estava repentinamente em seu colo, esfregando-se no seu peito nu enquanto ele fazia carinho em suas costas.
- Neko-chan hentai. – vociferei furiosamente, fuzilando-a com o olhar.
- Ela é bem kawaii, não é? – disse Sieghart, com um sorriso no rosto.
- Não. – minha voz saiu tensa e com raiva, enquanto aquela idiota me olhava com um olhar exibido. Meus olhos se estreitaram mais. Sieghart riu.
- Não acredito que você está com ciúmes de uma gata.
Olhei para ele no mesmo segundo. Minhas bochechas enrubesceram-se rapidamente.
- Eu não estou com ciúmes, seu idiota! – cruzei os braços, fazendo seu sorriso aumentar – Você tem problemas? – seu riso me deixou ainda mais vermelha, pois eu sentia que ele estava gostando daquilo.
- Acho que tenho. Estou loucamente apaixonado por certa ruivinha que neste momento está se mordendo de ciúmes de uma coisa bastante idiota – ele riu. Fuzilei-o com o olhar.
Senti alguma coisa arranhando violentamente minha perna. Olhei rapidamente para baixo, flagrando a gata preta nojenta em seu crime.
- Ora sua... – agarrei-a sem paciência, tirando-a de minha coxa, mas quando eu a puxei, ela pulou em meu rosto de novo sem se preocupar se arrancava ou não a minha face por inteiro – SUA IDIOTA! ME LARGUE! — Ela miou em uma mistura de riso e competição. – Gata nojenta! – puxei-a ferozmente, tentando tirar a louca dali. Sem sucesso. – ME LARGUE SUA COISA FEIA! ESPERE SÓ QUANDO EU TE JOGAR NO ESGOTO DE NOVO, SUA MAL AGRADECIDA! TALVEZ UM CARRO LHE ESMAGUE DESSA VEZ!
Enquanto eu gritava, a louca em minha cabeça miava, rindo da minha cara. Xinguei-a constantemente enquanto nós “lutávamos”.
- Não sabia que eu era tão querido assim pelas gatinhas. – Sieghart apoiou o rosto encima de sua mão esquerda, virado-se para batalha.
Fuzilei-o, jogando a maior quantidade de raiva que eu conseguia colocar nos olhos. Ele sorriu maliciosamente. Eu já estava começando a suspeitar que ele gostava daquele olhar.
Avistei um laço vermelho jogado junto a algumas tralhas em meu quarto. Estiquei-me até pegá-lo. Tentei encontrar o rosto da neko-chan com as mãos, mas ela desviava, provavelmente já desconfiando do meu plano. Quando finalmente eu a prendi em minhas mãos, amarrei suas patinhas perigosas com o laço, deixando-a imóvel. Sieghart balançou a cabeça negativamente, sorrindo de mim, enquanto eu gargalhava vitoriosamente daquele ser idiota no chão.
- Muahahahaha! Eu sou demais! Eu sou muito boa! Muahahaha! Tome na cara! – apontei para ela, colocando a outra mão na cintura e jogando a cabeça para trás, gargalhando.
A gata me olhou com raiva. “Quero revanche, sua gorda”, consegui ler sua expressão.
- Você vai querer seu prêmio, ruivinha? – Sieghart apoiava agora o braço em cima da cama, usando a mão para segurar a cabeça. Seu olhar malicioso e sua expressão sarcasticamente convencida me fizeram, por algum motivo, ficar sem jeito.
- Não, obrigada. – cruzei os braços, levantando o queixo. Ele riu.
O meu celular tocou, fazendo-me pular. Caminhei até onde vinha o som e atendi-o.
- Alô? Elesis? – falou Lire, ao telefone.
- E aí, Lire! O que foi?
- Ah, é que eu queria dizer que semana que vem é para você trazer a fantasia, ta? Não se esqueça!
- Certo, certo. Não vou me esquecer. – suspirei. Ainda bem que ela havia me lembrado, eu tinha me esquecido completamente da escola nesses dias loucos e estranhos.
- O que você está fazendo?
- Ah... eu? – olhei em volta, flagrando o olhar de Sieghart sobre mim. Ele não desviou quando eu o peguei. Dei língua para ele, virando rapidamente e ouvindo-o arfar em um sorriso divertido. – Estou com dois problemas do dever de matemática aqui...
- Matemática? Como assim? Mas nós estamos em semana de folga, já que vai haver uma feira escolar semana que vem e está todo mundo se preparan...
- Esquece. Tchau, preciso ir. – desliguei o telefone rapidamente.
A neko-chan havia se soltado e agora ela estava se esfregando novamente em Sieghart. Peguei o Sr. S e tirei rapidamente a gata de lá, batendo o meu ursinho de pelúcia fortemente contra seu traseiro, a jogando para longe.
- Sua idiota! Não ouse tocar em Sieghat! Ele é meu prêmio! Não seu! Sua gata mal... – parei rapidamente, percebendo minhas palavras.
Silêncio constrangedor.
Olhei vergonhosamente para o sorriso de Sieghart. Tudo bem, eu não sabia o que era exibido, irônico, satisfeito, feliz e malicioso antes de olhá-lo agora. Minhas bochechas tomaram um tom vermelho picante só de vê-lo arqueando a sobrancelha.
- Seu, é...?
- Cale a boca! E-Eu não quis dizer isso... – senti a vergonha presente em todo meu ser.
- Hay, hay – ele pôs os braços atrás da cabeça, quase rindo.
- Idiota...
Andei a passos brutos até a porta de meu quarto, fechei-a com força e quando eu ia trancando-a por fora, lembrei-me que a porcaria da tranca estava quebrada. Cruzei os braços com meu plano frustrado, indo em direção à cozinha para tomar meu café da manhã. A neko-chan me fuzilou ferozmente com o olhar, colocando uma patinha discretamente para eu tropeçar e cair da escada.
O único problema foi... : A pata dela era pequena demais para me alcançar. Asuahuashsauhasuh!!!
*****
- Você só pode ser muito folgado mesmo... – murmurei, sentando no sofá, propositalmente na ponta oposta que Sieghart estava.
- Eu não poderia ir ao trabalho só de toalha, não é? – ele revirou os olhos, sorrindo.
- E porque você não colocou a porcaria da sua roupa? – Sim, ele ainda estava só de toalha.
- Porque ela está suja. – ele olhou para mim de forma provocante ao me pegar olhando novamente para seu peitoral nu. Virei rapidamente, corando.
- E como você pretende ir para casa, gênio? – tentei controlar minha voz.
- Bom, aí eu ligo para meu mordomo e...
- Ora seu... – joguei uma almofada nele, fazendo-o rir.
Se ele poderia ligar para o mordomo vir buscá-lo, porque não o fez há muito tempo?
Já era noite e nós havíamos faltado ao trabalho no restaurante. Sieghart me obrigou a ficar com ele aqui, mas, mesmo se ele não tivesse pedido, eu ficaria do mesmo modo, já que um estranho, ou melhor, um Sieghart em minha casa não era muito lá confiável...
- Quero assistir sempre ao seu lado, viu? – murmurei zangada, em um biquinho. Meus braços envolviam minhas pernas dobradas, as quais se encontravam em cima do sofá, junto ao meu tronco. Eu estava novamente com o mesmo pijama grande e rosa de ontem.
- Sempre ao seu lado? Eu já assisti, mas... – ele franziu o cenho, logo erguendo a sobrancelha esquerda – Porque um drama?
- Foi o único que eu não assisti dos filmes que eu tenho aqui... – resmunguei, apontando para a pilha de filmes jogada na prateleira em baixo da TV – Coloque agora escravo. – ordenei. Sieghart virara meu empregado depois de eu tê-lo “ganhado” da neko-chan, que por sinal estava trancada, sem Sieghart saber, no banheiro.
Muahahahhaha!!!
- Claro... patroa. – ele parecia se divertir com as palavras.
Se levantando vagarosamente do sofá, Sieghart foi em direção ao local onde os filmes estavam armazenados, procurou por pouco tempo até achar o DVD que continha o nome do filme na capa. Ajeitou tudo e clicou play no controle.
Aninhei-me mais no espaço entre o encosto e o braço do sofá, escondendo a boca e o nariz nas pernas, enquanto o filme começava.
- Eu não vou chorar... eu não vou chorar...! – sussurrei para mim mesma, determinada a não deixar nenhuma lágrima escorrer pelo meu rosto. Ouvi um riso ao meu lado e virei. Ele me olhava com uma expressão que dizia: “Duvido”.
93 minutos de filme depois:
Meu rosto molhado estava vermelho e meus olhos pesavam de tristeza.
— Si-sieg...ha-hart... – falei baixo entre soluços. Ele dormira no meio do filme, mas eu não queria incomodá-lo, então o deixei do jeito que estava. – Vo-você está a-aí, não é? – esperei um pouco. Sem respostas.
Fiquei de quatro no sofá, engatinhando lentamente até o lado oposto de onde eu estava. Aproximando-me de Siegart. Cheguei perto de seu corpo, eu podia sentir o calor emanado pela sua pele macia e tentadora. Ele dormira apoiado na sua mão em punho, cujo cotovelo equilibrava-se no braço do sofá. Seu outro braço pendia acima do encosto da poltrona, esticado. Corei ao ver sua boca rosada e sedutora me provocando inconscientemente. Seu rosto estava tão sereno.
- Vo-você... não va-vai me deixar, não é? – deixei as lágrimas caírem.
Pensei novamente no pequeno cão, sempre esperando inocentemente o seu dono voltar. Com felicidade, amor, saudades... Ele sempre estava lá. Mas... quando seu dono não aparece mais...
- Por favor... – engoli em seco, abaixando minha cabeça e murmurando – N-não vá em-embora... – fiquei em silêncio, ouvindo sua respiração calma e regular.
Meu pai já havia ido, minha mãe já havia ido... Por favor... Que mais ninguém importante saia da minha vida.
Percebi que ele era o único que estava realmente próximo de mim. Não havia mais ninguém além dele... A única pessoa próxima a mim... Era ele...
- Fi-fique comigo para se-sempre... – deixei meu sussurro baixo e triste apagar-se na sala escura e limpei minhas lágrimas inutilmente.
Eu sabia que se esta noite acabasse ele seria obrigado a me deixar. Seria obrigado a desistir de mim... Ele iria embora. Pensei nessa possibilidade dolorosamente. E se ele fosse embora iria ser por minha culpa. Eu seria a culpada pelo meu próprio sentimento futuro de dor.
Desisti de tentar deter as gotas irritantes e teimosas que não paravam de rolar, deixei-as caírem no sofá de pano preto, formando manchas mais escurecidas na almofada. O que eu poderia fazer? Uma inútil como eu? Acho que seria melhor para ele, que nós nos separássemos, não é? Ele era bom demais para mim... e eu sabia desde o início que meu ser idiota não conseguiria guardar uma pessoa por um tempo prolongado em minha vida... Eu sabia.
Solucei algumas vezes e olhei novamente para o rosto de Sieghart.
Meus olhos se arregalaram e meu coração pulou violentamente em meu peito. N-não acredito...
Ele me olhou, sorrindo de lado, vitorioso. Seu olhar transmitia alegria e satisfação enquanto ele se mantinha na mesma posição que estava quando “dormia”.
- Acho que eu ganhei...
Corei intensamente
Antes que eu pudesse pular para trás ou simplesmente falar alguma coisa, o braço de Sieghart desceu do encosto do sofá, envolvendo-me pela cintura, se encaixando perfeitamente em minhas costas. Uma sensação estranha de satisfação percorreu meu corpo como ondas elétricas. Ele me puxou para perto, abraçando-me calorosamente. Pude sentir o alívio excitante em seus movimentos, como se ele estivesse ansioso, quase desesperado.
- Não se preocupe ruivinha, eu nunca lhe deixarei... – murmurou ele, mimando-me como se eu fosse uma garotinha de oito anos. – Não chore, por favor... – implorou.
Sua pele era quente e seus músculos fortes. Com o outro braço, Sieghart passou delicadamente a mão em meus cabelos, por baixo, começando pela nuca e penteando com os dedos a sua extensão, soltando-os do prendedor vermelho que os segurava.
Ele enterrou seu rosto em meu pescoço, só com algumas mechas de cabelo ruivo separando sua boca macia de minha pele. Estremeci quando ele inspirou profundamente, roubando meu cheiro para si por uma grande fração de tempo.
- Eu já estava com saudades... – murmurou, levando seus lábios ao meu ouvido. Eu conseguia sentir meu rosto fervendo, vermelho.
Tinha me esquecido o quanto ele era delicado. Seus movimentos tão perfeitos e seu toque tão apaixonado.
Meus braços estavam dobrados separando seu peito do meu. Eu conseguia sentir seu cheiro perfeitamente de onde estava, mas fechei meus olhos, enterrando vergonhosamente minha face corada em baixo de seu queixo, como se fosse um ratinho medroso. Ele riu delicadamente em minha franja, apertando-me mais contra si. As linhas tentadoras de seu corpo não ajudavam em nada na minha concentração.
Sieghart beijou minha testa, deixando o tempo se prolongar até finalmente sussurrar.
- Graças a Deus aquela tortura acabou – eu não sabia se ele falava comigo ou com um ser acima de nós. A única coisa que eu sabia era que ele sorria satisfatoriamente.
Fechei os olhos, sentindo secretamente o seu toque e seu cheiro envolver-me cuidadosamente. Eu não queria perder isso... Aninhei-me mais em seu corpo. Ele afagou minha bochecha avermelhada com dois dedos, roçando-os em minha pele até chegarem a baixo de meu queixo, erguendo-o levemente. Fechou os olhos e aproximou seus lábios tentadores e entreabertos dos meus, quando...
- MIIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAU!!
- Ne-Ne-Neko-chan! – gritei, sentindo a gata idiota pular em minha cabeça de novo. – Sua maldita... – juntei as sobrancelhas quando ela enfiou as garras em minha cabeça com fúria.
Sieghart tirou-a delicadamente de lá, sem me machucar e a olhou com olhar de reprovação, zangado. Sorri para ela quando nossos olhares se encontraram. Juntei mais meu corpo com o de Sieghart e disse com os olhos “Quem ganhou agora, hein, hein?”
MUAHAHAHAHAAAAAAAAAAA!!!!!
Notas finais
A parte do filme ficou bem =P... n sei explicar, clichê? Tipo, além de ter ficado melosa *-*, tipo... aff eu REALMENTE n sei explicar O-O!!! Foi tão n original >-<, desculpeeeem!!! Na vdd n era pra isso acontecer *-*!! Esse cap (no final) tinha outra programação, mas aí, como eu n consegui pensar em uma coisa lá, eu mudei tudo O-O... (<-idiota) agora oq eu tinha pensado como final aki vou colocar no final de outro cap u-u...
Desculpem, eu n gostei mt assim, do motivo todo ser o filme, sei la x-x... Gonmem >-<!!!!! *envergonhada* >///<!!
Espero q gostem do proximo cap 8D!! Bjos bjos o/!!!
Ps2: A gata era do mal ù-u...
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