até em Meu Trabalho Você Me Persegue!
13 Capítulo 14
Notas iniciais
Saí do banho limpa e satisfeita. Finalmente a sensação de gordura de hambúrgueres sob meus dedos havia sumido.
Enrolei a toalha em volta de mim, destrancando a porta do banheiro. Andei na ponta dos pés até meu guarda roupa.
Asauhasuhasuha! Enquanto eu estou escolhendo o meu super pijamazinho macio, Sieghart não tem nada para vesti! Ahshuasuhasuhausuhs!!
Bem feito! Sorri superiormente e andei com a cabeça erguida até meu destino.
Abri a porta do guarda roupa, mas algo chamou minha atenção em cima de minha cama. Virei-me rapidamente.
- Ah... Você já acabou... – murmurou Sieghart, saindo das cobertas, sonolento e segurando o Sr.S no braço esquerdo enquanto o braço direito ele usava para esfregar um dos olhos.
- Baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaka! – gritei histericamente jogando o primeiro ursinho de pelúcia que vi pela frente, com raiva. – Baka! Baka! Baka! Baka! Baka! – a cada vez que eu gritava um novo ursinho era jogado.
- Espere aí! O que você está... fazendo?
- O que você está fazendo aqui!? – porcaria, eu tinha certeza que havia trancado a porta!
Espere aí! Droga! Lembrei-me de quando voltei para o quarto quase correndo e fechei a porta de qualquer jeito.
Esquecendo da cadeira que eu usara para “trancar” a porta.
- Eu só estava te esperando... – Sieghart se sentou bocejando, passando a mão nos cabelos ainda levemente úmidos. O cobertor em seu corpo desceu, revelando seu peito nu.
Neste momento tudo parou. A partir dali só uma coisa foi analisada pelo meu cérebro.
Sieghart sem roupas para vestir -> Sieghart na cama sem camisa -> Sieghart na cama pelad...
- Hetaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiii!!!! – ursinhos começaram a voar – Baka-baka-baka-baka-baka-baka-baka-baka-baka-baka-baka-baka-baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaka!!!!!!!!!!!
- Elesis! – ele gritou – Você está doida?
- Ora seu nojento! Saia da minha cama!
Demorei um segundo para analisar novamente minhas palavras.
- Não! Esper... – tarde demais. Fechei os olhos rapidamente quando ele fez menção de erguer-se. Meu coração acelerou de vergonha só de imaginá-lo. Eu ainda estava a atirar ursinhos em sua direção, mas quando a munição acabou substitui-a rapidamente pela primeira coisa ao meu alcance. Roupas.
– Baka! – gritei.
- Mas o que eu fiz?
- Ora, o que você fez... – falei com sarcasmo, sem abrir os olhos — Você está nu, seu idiota!
- Nu? – ele pareceu prender um riso.
- Do que você está rindo?
- Se for um desejo seu, ruivinha, eu posso ficar para você.
- Baaaaaaaakaaaaaaaa! – corei violentamente. Senti, por instinto, um sorriso satisfatório preencher seus lábios.
Tanto ele quanto eu sabíamos que mais um “item” da lista havia sido preenchido... Novamente. Joguei mais fortemente as peças de roupas que estavam guardadas de qualquer jeito em meu guarda-roupa.
Aquele maldito... como ele ousava ficar despido em minha cama? Ora... só de imaginar...
E como ousa dizer que é desejo meu olhá-lo... Não consigo nem pensar na frase. Uma veia pulsou em minha cabeça. Ele realmente sabia como me deixar irritada.
Uma onda de desconfiança passara repentinamente pelo meu corpo. Eu já estava jogando coisas nele há alguns segundos... Porque ele estava tão calado?
Meus olhos, quase que independentes, abriram-se sozinhos e sem minha permissão, deixando a curiosidade comandá-los.
- O-o-o-q-que...? – gaguejei vergonhosamente. Minhas bochechas em vermelho-sangue. A vontade de me esconder dentro de um buraco e nunca mais sair de lá tomou meu corpo, só perdendo para o desejo assassino de desintegrar o ser a minha frente. – O QUE VOCÊ ESTÀ FAZENDO?! – vociferei, andando em passos furiosos em sua direção. Meus olhos avermelhados transmitiam tanto ódio quanto vergonha.
- Ruivinha, você não acha que isso não é um pouco infantil para você?
Sieghart segurava uma peça de roupa para o alto, analisando-a minuciosamente. Ela era pequena e infantil, com bolinhas rosas e minúsculas em sua superfície. Figuras de macaquinhos sorridentes enfeitavam um dos cantos.
Meu sutiã. Ele estava segurando o meu sutiã.
- Dos macaquinhos coloridos, é? – ele sorriu.
- Vou esganar você até a MORTE! – gritei, preparando-me para atacá-lo, quando me lembrei de dois detalhes.
É... eu não podia tocá-lo – xinguei mentalmente — e infelizmente, meu traje não era o mais apropriado para uma luta agora. Odiei-me por estar só de toalha.
Espera aí... Eu estava só de toalha! E...
Olhei para baixo curiosamente, sem pensar, vendo a calça preta e larga habitual que Sieghart sempre usava, a qual o mesmo vestia no momento. Ele não estava nu como eu pensara.
Com exceção dela, seu corpo estava completamente despido. A pele branca e aparentemente macia que seu corpo fazia menção de possuir era tentadora. Seu peito era forte e definido, traços delineados e sem defeitos. Suas costas faziam uma linha perfeita de seus músculos quando ele levantava a peça de roupa.
Arregalei os olhos lembrando-me da situação e corei ao pegar-me naqueles pensamentos vergonhosos e ridículos.
Puxei meu sutiã de suas mãos e com um travesseiro, separando o contato direto de nossos corpos, empurrei-o para fora de meu quarto.
- Isso pode ser considerado um toque indireto, sabia? – disse ele, arqueando uma sobrancelha.
- Não pode não.
- Tem certeza? – o tom malicioso de sua voz estava presente. Porque eu sentia certa desconfiança ao confirmar a pergunta?
- Tenho... – respondi um pouco hesitante.
Ele sorriu satisfatoriamente.
Rapidamente, antes de meus olhos captarem os movimentos, Sieghart abaixara-se e esticara-se até o pé de minha cama, agarrando o cobertor que lá estava caído de qualquer jeito no solo. Voltando a posição inicial, à minha frente, virou-se em minha direção, envolvendo cuidadoso, mas rápido, meu corpo por inteiro com o pedaço grosso de pano.
Quando meus olhos piscaram novamente eu já não olhava mais seu rosto, o qual estava enterrado em meu ombro direito. Ele me abraçara completamente, em uma firmeza um pouco mais intensa e desesperada que o normal. O cobertor entre nós fez com que o nosso contato fosse nulo, mas eu conseguia, do mesmo modo, senti-lo através da barreira.
- Que bom, pois já estava se tornando bastante torturante ficar tão perto, e ao mesmo tempo tão longe de você, ruivinha... – murmurou ele, tão suavemente ao meu ouvido.
Mesmo com o edredom entre nós, o efeito de sua voz grave e quente entrelaçando magicamente minha cabeça, me deixando quase grogue, ainda era forte e sedutor demais para que eu conseguisse me concentrar completamente em tentar evitá-lo.
- Ah e, não tive oportunidade de falar, mas... Você fica linda de cabelos soltos... – ele riu levemente, fazendo minha mente rodar com aquela voz carinhosa perto de mim – Tenho que admitir que meu coração bateu mais rápido quando eu acordei e a vi deste modo.
- Bater mais... rápido? – repeti, quase inconscientemente. Eu fizera o coração dele bater mais rápido? Por que... quero dizer, como eu havia feito isso? Justo eu que era uma menina considerada tão insensível e mais masculina que feminina fizera o coração de alguém acelerar?
Percebi um sorriso satisfatório preencher meus lábios. Porque eu ficara feliz com aquilo?
- Bom... me desculpe... – disse ele se afastando e colocando as mãos no bolso da calça. – Acho que me reabasteci o suficiente por essa noite. Não vou precisar incomodá-la com isso de novo... – sorrindo ele se aproximou novamente, somente o bastante para que seu murmuro chegasse ao meu ouvido direito novamente – Por favor, vista-se logo. Não sei se sou forte o bastante para conseguir segurar-me por tanto tempo com você assim tão perto de mim.
Arregalei meus olhos, corando rapidamente. Sieghart deu um passo para trás e virou-se, caminhando para fora do quarto, devagar. Antes de fechar a porta ele piscou para mim, fazendo, se possível, meu rosto corar mais ainda.
- Maldito manipulador! – murmurei, colocando a cadeira com força abaixo do trinco sem chave, trancando, pelo menos eu achava, a porta. A última imagem que o rosto dele demonstrou foi um sorriso malicioso para mim.
Juntei as sobrancelhas. Eu estava, agora, sozinha no quarto.
Andei em direção a meu guarda-roupa novamente. Vasculhando tudo por ali. Odiei-me por comprar tantos shortinhos curtos como pijama. Minhas blusas também não eram tão diferentes. Mas que droga! Era para eu estar sozinha em casa!
Vesti a primeira peça intima que vi e infiltrei-me dentro do guarda-roupa sorrindo satisfatoriamente ao sair.
- Uh hu hu hu! Uma calça! – era uma enorme e larga calça de algodão rosa. Cobria minhas pernas por inteiro, além de ser macia e confortável. Não hesitei em vestir.
Entrei novamente na imensidão de roupas, procurando sem parar alguma coisa que não me desse vergonha na frente de um certo idiota.
- Essa demora é toda para mim, ruivinha? – brincou Sieghart por trás da porta.
- Há há – sorri de uma maneira claramente sarcástica – Como se eu fosse perder meu tempo.
Procurei raivosamente uma peça de roupa que eu considerasse certa. Mas que droga. Por acaso essa porcaria de roupa estava fugindo de mim?
Depois de alguns minutos revirando tudo achei finalmente a parte de cima do pijama.
Uma blusa também larga e grande em meu corpo. Era uma peça rosada que eu não via há bastante tempo. Desde aquela época ela ainda não servia em mim, ficava grande demais.
Perguntei-me se havia alguma coisa errada com o crescimento do meu corpo.
Dando de ombros, vesti-me e causei minhas pantufas. Eu não precisei me secar. Na verdade, de alguma forma, meu corpo havia secado-se por si próprio.
Abri a porta, olhando a casa escura e procurando Sieghart com o olhar. A luz da cozinha estava aberta então deduzi onde ele logicamente estava. Desci as escadas vagarosamente e caminhei até encontrar seu sorriso brincalhão em minha direção.
- Yo, rui-vi-nha-chan! – disse ele alegremente, em um tom infantil. O queixo apoiado nas mãos entrelaçadas, cujo cotovelo pendia na bancada da cozinha. Ele olhava fixamente para mim.
- Qual é dessa alegria toda? – arqueei as sobrancelhas.
- Bom, tirando o fato de que sempre quando eu te vejo uma onda de alegria invade misteriosamente meu corpo, acho que você fica muito kawaii usando roupas infantis. – ele sorriu, virei o rosto, um pouco sem jeito.
- Baka. Não me trate como criança. – cruzei os braços, inflando de leve as bochechas.
Ele me encarou por alguns segundos, até balançar a cabeça negativamente para os lados.
- Droga. Acho que quando eu disse que tinha me “reabastecido” para a noite toda, eu havia me enganado. –
Sieghart enfiou o rosto nas mãos, murmurando em um sorriso surpreso.
Não entendi muito bem. Dei de ombros, me aproximando e olhando o que ele estava comendo.
- Idiota! Comer sorvete no meio da chuva, quando está tão frio assim, faz mal, sabia? – puxei a xícara de suas mãos pela colher, a qual o sorvete se encontrava.
- Obrigado por sua preocupação, ruivinha. – Sieghart inclinou um pouco o rosto para o lado – Fico feliz quando sinto que você queira cuidar de mim.
Revirei os olhos, sentando a sua frente, do lado aposto da bancada.
- Tenho outra opção quando estou com um idiota irresponsável como você? – suspirei, começando a mexer o sorvete dentro da xícara para deixá-lo menos gélido. Ele começou a dissolver.
- Na verdade você teria... – pausou – Se não estivesse apaixonada mim... – completou, provavelmente gostando do tom avermelhado que minhas bochechas começavam a tomar.
Sem perceber comecei a mexer a colher mais rapidamente do que o normal.
- E-eu não es-estou apaixonada por você, idiota! — gaguejei, sem querer.
- Acho que nós já tivemos essa discussão antes, ou estou enganado? – ele sorriu.
- Se-se tivemos, co-com certeza eu ganhei, pois essa afirmação está com-completamente errada!
- Tem certeza...? – aproximou-se mais, sorrindo maliciosamente, botando uma pressão extra na pergunta.
Droga. Aquela pergunta novamente. Da ultima vez que eu respondi “tenho”, não consegui evitar as consequências de ter Sieghart aproveitando-se da afirmação.
- Pode comer agora. – desviei-me da pergunta, com um biquinho orgulhoso nos lábios fazendo-o rir. Deslizei a xícara, que estava molhada com gotículas de água por fora, em sua direção. Ele a segurou.
— Tome um pouco. È de chocolate. – ele ergueu o braço, levando a colher a minha boca, a qual eu não abri.
- Eu tenho mão, idiota. – murmurei, transformando o biquinho de orgulhoso a teimoso e envergonhado.
- Que são bem lindas por sinal. – Sieghart deu aquele sorriso de lado perfeito. Um sorriso sedutor tão lindo que eu poderia jurar que a cada dia estava mais exuberante.
Tentei não me envergonhar com a beleza de Sieghart. Às vezes é difícil de se acostumar, mesmo eu já o conhecendo há bastante tempo.
- Baka... – murmurei, abrindo a boca e dando passagem para o sorvete na colher.
Sieghart fez sons infantis, como se estivesse dando comida a uma criança.
- Você é idiota? Eu não sou uma criança seu maldito! – juntei as sobrancelhas.
- Claro que é, ruivinha. Você é o meu bebezinho lindo que eu tenho que cuidar todos os dias.
- Bebezinho é a sua... – fui interrompida por ele. Sieghart levara a colher novamente para a minha boca, só que agora ao invés de me dar sorvete, ele estava tirando vestígios que sobrara no canto de meus lábios. Sorriu, levando a colher para sua boca.
Desviei o olhar, corando um pouco com seu ato. Eu não sabia exatamente porque aquilo me deixara envergonhada.
- O que quer para o jantar? – perguntou ele.
- O que você quer?
Ele sorriu.
- Sorvete.
- Depois eu que sou o bebezinho, não é? – sorri, revirando os olhos. Ele riu.
Um flash de luz branca nos fez parar. Dois segundos depois um som altamente estrondoso tomou conta de tudo.
O céu pareceu que ia se rachar em milhões de pedaços e tudo ia destruir-se. Pareceu uma explosão enormemente violenta, que se estendeu assustadoramente por muitos segundos.
Deixei um murmuro inaudível escapar, me encolhendo.
As luzes das lâmpadas piscaram loucamente. Fechei meus olhos com força até tudo novamente silenciar e o barulho violento da chuva em colisão com o chão voltar a ser predominante novamente.
- Ei... – murmurou Sieghart, repentinamente ao meu lado – Está tudo bem. Não vou sair de perto de você... – sua voz estava baixa, me acalmando gentilmente.
Abri os olhos vagarosamente, e percebi que tudo havia se apagado. Estava escuro e sombrio. Vi a mão hesitante de Sieghart a poucos centímetros de minha cabeça. Ele a recolheu rapidamente trocando o gesto por um aconchegante sorriso. Depois de alguns segundos, essências para minha coragem abalada voltar novamente, falou.
- Acho que a caixa de luz resolveu desligar... – ele pôs as mãos no bolso, recostando-se na bancada.
Um guinchado estridente e tristonho soou baixinho do lado de fora da casa.
- O que foi isso? – murmurei. Nós nos entre olhamos, imersos a escuridão e ficamos momentaneamente calados, esperando o som desconhecido soar novamente.
Dois segundos depois nós o ouvimos.
- É um miado? – falei, juntando de leve as sobrancelhas.
- Parece que temos um pequeno intruso em nossa casa. – Sieghart esboçou um sorriso nos lábios, desencostando-se da bancada e andando em direção a porta. Seus passos eram calmos e lentos, como sempre.
- Você quer dizer minha casa, não é? – cruzei os braços.
Chegando a porta, sem hesitar, ele a abriu. O movimento foi sereno e vagaroso, para não assustar o pequeno gatinho que sentava-se no último degrau da escadaria da varanda.
- Ei, você está perdido criança? – murmurou Sieghart, andando lentamente em direção ao gato de pelo negro.
Pensei, inicialmente, que a aproximação de Sieghart ia fazê-lo fugir de lá. Mas, para minha surpresa isso não aconteceu. O gatinho ficou de quatro, aproximando cautelosamente o focinho minúsculo nos dedos dele.
Deu um manso passo para frente, colocando mais confiança no toque carinhoso e experiente que Sieghart fazia menção de possuir.
- Venha cá. – o sussurro tranquilo dele fez o gatinho dar mais outro passo confiante para frente.
Outros dois pisques repentinos de luz iluminaram rapidamente o céu, dando passagem a mais trovoadas violentas. Encolhi-me novamente, só que dessa vez não tirei a atenção do que acontecia ao meu redor. O pequeno animalzinho fugira assustado com o barulho.
- Sieghart? – gritei, quando me dei conta que Sieghart havia saído correndo sem motivo atrás do minúsculo filhote.
Analisando melhor a situação percebi o motivo do desespero. Um carro veloz e brutal corria com toda força naquela pista. Fazendo um calculo automático e rápido de cabeça, senti que as chances do gatinho ser atropelado não eram poucas.
Meus pés moveram-se quase que instantaneamente. Ele não ia se jogar na frente do carro, não é? Sieghart não poderia ser tão idiota ao ponto de ir junto, não é? Por favor, me diga que ele não era.
O garoto, que por sinal era realmente muito idiota, preparou-se para pular, com a finalidade de escorregar sentado na grama e segurar o gatinho antes dele tombar violentamente com o carro que atravessava perpendicularmente a rua, mas antes que seu corpo tocasse totalmente no chão do gramado eu pulei, agarrando seu abdômen o impedindo de escorregar diretamente para o meio da rua. Nós caímos sentados na grama, ensopados de lama. Minhas pernas enroscaram-se envolta de sua barriga.
Por algum motivo desconhecido meus músculos envolveram inconscientemente Sieghart por inteiro, abraçando-o fortemente.
Agarrei, determinada – e ao mesmo tempo extremamente confusa — o seu pescoço e o puxei com toda força que eu tinha para mais próximo de mim. Minha boca estava em contato com suas costas, a pele quente e molhada. Não sabia o porquê exato do meu ato, mas minha cabeça girava tanto que eu já não ligava mais para nada.
- Ruivinha...? – murmurou ele. Percebi pela sua voz que ele sorria.
- Seu... – vociferei – SEU MALDITO SEM CÉREBRO!
Olhei o gatinho saindo de seus braços e indo direto para a porta aberta de minha casa.
- VOCÊ É RETARDADO OU O QUE? SABIA QUE PODERIA TER MORRIDO?
- Ruivinha, você...
- NÃO ME ENTERROMPA! EU ESTOU NO MEIO DE UMA DISCUSSÃO COM VOCÊ! SEU MALDITO IDIOTA! E SE VOCÊ NÃO TIVESSE CONSEGUIDO PARAR A TEMPO? E SE AQUELE CARRO TIVESSE PASSADO POR CIMA DE VOCÊ AGORA? VOCÊ NÃO PODE SAIR POR AÍ SE JOGANDO EM TUDO O QUE VÊ PELA FRENTE E ACHAR QUE SEMPRE VAI SAIR ILESO!
Sieghart virou um pouco o corpo, nossos lábios por um segundo ficaram muito próximos, mas eu afrouxei meus braços para me afastar mais. Ele estava virado de lado para mim enquanto uma de minhas pernas estava em cima das suas e a outra passava por trás do mesmo.
- Você me abraçou. – ele sorriu.
Joguei-me rapidamente para trás, corando.
- Q-Que-quem abraçou o-oque?
Sieghart se aproximou mais de mim.
Ai caramba... O desafio! Droga! Droga! Agora só faltava um item para ser completo. Droga!
Xinguei-me mentalmente.
- Chame pelo meu nome, ruivinha. – pediu ele, sério.
- E-Ei, espera aí! Você está to-tocando em mim!
- Eu não toquei você. Você me tocou. – seu sorriso ficou
malicioso.
- E-Eu salvei sua vi-vida!
- Isso pareceu mais um abraço para mim...
- Ora seu...
Um miado estridente me fez olhar para trás. Avistei o gatinho todo molhado, olhando-nos com aqueles olhos enormes e negros, já dentro de casa. Levantei-me rapidamente adentrando o local e fechando a porta o mais rápido possível. Trancando um certo alguém para fora.
- Morra de frio, seu idiota! – sorri alto e maliciosamente por trás da porta.
- Você sabe que eu não vou te deixar dormir em paz até você abrir para mim, não é? – uma confiança desafiadora era evidente em sua voz.
- Vamos ver...
Notas finais
Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Marina-chan e Onee-chan (naruhinalove) pelas recomendações T^T!!!!!! Caramba, eu so posso estar no paraiso *O*!!!!!!!!!!!!! Vcs são mttttttttttttt legaaaaaaaaaisssssssssssss!!! Nyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!!!!!! Obrigada, obrigada, obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa >u<!!!!!!!!!
*falando obrigada 100000000000000000000000000[...infinito...]00000 vezes e demorando a tarde toda só para pensar em q palavras usar para agradecer mais* *o*!!!! N vem nenhuma T^T (cabeça baka! Baka >-<!!!!!!)
Bom gente, realmente eu agradeço de s2 ^-^!! Esse cap vai para vcs 8D!! s2 (Espero q gosteeeeeem *o*!!!!)
Genteeeeeee (juro, ultimo aviso ò-ó7!!!) Quem aí gosta de Percy Jackson 8D??????? Pois eh, pois eh ^-^!!! Euuuuuuu 8D!!!! Quem aí gosta de fics perfeitas??? Pois eh, eu tbm ^-^!!!!!! A combinação é perfeita n acham 8D??? Lá vai ela pra vcs^^: http://fanfiction.com.br/historia/147684/Nossa_Nova_Inimiga
Essa fic foi feita por uma amiga, e ela n ta mt bem *-*... tipo, aconteceu uns negocios sérios, sabe T^T, sem brincadeira... Ela ta no hospital agora. Bom, eu gostaria de divulgar a fic pq acho q minha amiga precisa de uns reviewszinhos pra ficar feliz 8D.
Tipo, além dela escrever SUPER bem, acho q tem mts poucos leitores q a incentivão e eu gostaria de pedir para vcs darem incentivos e tudo. Não vao se arrepender! ^-^!! Obrigada =3 ! Melhoras Ranny o/!! Te adoro ^-^!!!
Abraços para todos 8D!! Bjos bjos o/!!!
Fale com o autor