até em Meu Trabalho Você Me Persegue!
6 A vingança... Mas de quem?
Notas iniciais
Acordei lentamente com um aconchegante aroma de chocolate entrando em meu nariz.
Sentei normalmente na cama. O dia estava estranhamente frio para mim. Mas a camisa preta que eu segurava estava me aquecendo.
A ultima coisa que eu me lembro era que eu estava muito doente e fui para o trabalho.
Mas... ESPERA AÍ! QUANDO EU VOLTEI PARA CASA?
Pulei da cama e tropecei no primeiro passo que eu dei, caindo encima de alguma coisa enorme.
Corei violentamente quando vi o que era.
— Si-si-siegha-hart...? — sussurrei.
Ele ainda dormia... Mesmo eu tendo caído em cima dele... E ele estava... SEM BLUSA? ELE ESTAVA SEM BLUSA?
Pude sentir seu peito definido contra minhas mãos, como ele podia ser tão forte e eu não ter notado? Era até prazeroso de ficar assim com ele. Sua respiração estava lenta e regular. Seu rosto perto do meu... Corei.
- SIEGHART! — ele pulou com meu grito.
— E-ELESIS? — nós nos encaramos por alguns segundos até ele rir. — Não conseguiu aturar a tentação de dormir junto comigo?
- Q-Que? O que vo-você está fazendo aqui?
- Ah... Isso... Ontem você me implorou para eu dormir junto com você. Disse que se sentia segura comigo...- corei e ele riu — Brincadeira, só queria te ver corada. Olha.
Sua mão vasculhou seu bolso da calça e ele abriu o celular na minha frente. Me mostrando um vídeo.Olhei-o.
- E-essa a-aí.... S-sou eu?
- Você mesma...
- Eu não quero me casar com você!Fique logo sabendo! Nem nada daquilo ali que eu disse! Quando eu falei tudo...tudo aquilo? Você me deixou bêbada? APAGUE ISSO! — segurei seu pescoço querendo estrangulá-lo, dilacerá-lo, matá-lo, mas ele virou rapidamente nossos corpos. Me deixando imobilizada em baixo dele.
- Poderia até apagar, mas... Você vai ter que fazer um pequeno favor para mim ruivinha. — ele sussurrou em meus ouvidos.
- Não vou fazer nada! Idiota!
- Ora ruivinha... Não é assim que se trata um "príncipe"... — ele deu um sorriso malicioso.
NÃO! Eu falei do meu sonho pra ele? NÃO!!!! Que vergonhaaa!! Maldito dia que eu sonhei que Sieghart era o príncipe da terra dos arco-íris e eu era a princesa das nuvens... NÃOOOOO!!!
- Cale a boca! Tá... O que você quer!!? — um sorriso de vencedor transbordou de seu rosto.
- Você precisa ser minha duendezinha para me ajudar a fazer o papel de "papai Noel" para umas crianças...
- Hã? Peraí! Você quer o que?
- Pois é... Minha mãe me obrigou a dizer que papai Noel existe para meus irmãos e agora tenho que provar... — fiz um biquinho e desviei o olhar do dele.
- Papai Noel existe sim, idiota... — murmurei. — E não são duendes que ele tem... São elfos... — ele riu alto e depois pegou uma mecha de meu cabelo e começou a brincar com ela.
- Desculpe ruivinha... Ele existe sim... Mas aquilo que ele tem são duendes, viu.
- Não são! São elfos!
- Duendes!
- Elfos!
- Depois discutimos isso... E então... você vai me ajudar? — pensei um pouco.
- Você vai apagar?
- Claro.
- Ok.
~*~ Depois das fantasias ~*~
- Senta na moto rápido ruivinha.
- Cadê o trenó? — cruzei os braços.
- Eu não tenho um trenó ruivinha...
- E como você explica o papai Noel chegando na casa das crianças de moto? Você não merece usar esse gorro... — ele suspirou e depois deu um sorriso de lado.
- Então minha duendezinha... ache um trenó digno de um papai Noel pra mim.
- Não é você que faz a mágica?
- E não é você que é ajudante do papai Noel? — o fuzilei.
- Certo... vamos de moto.
- Boa sugestão. — ele piscou para mim e eu bufei.
Sentei na moto e segurei em seus ombros. Não queria abraçá-lo e ele percebeu isso.
Com um rápido movimento ele puxou meus braços e prendeu-os na frente de sua enorme barriga de papai Noel com as mãos.
- Como seu chefe eu ordeno que você se segure direitinho em mim. Ou se não você vai cair, esperta...
- Como eu te odeio...
- Não foi o que você me disse ontem... — sua voz era maliciosa e parecia vir de um sorriso. Meu rosto ficou quente e desistindo abracei-o fortemente e escondi meu rosto em suas costas.
- Ande logo! — ele sorriu e a moto andou.
Já eram onze da noite e amanhã seria natal. Pelo visto eu iria passar meu natal com ele, mas por algum motivo eu achava isso bom...
Eu estava o abraçando forte demais, mas eu não podia evitar, pois a moto balançava muito. Espero que ele não tenha notado que agora eu abraçava seu peito, por que a barriga falsa me atrapalhava a ficar parada enquanto seu peito era firme e rígido.
Por que era tão bom segura-lo daquela maneira? Sentir seus músculos... abraçá-lo... Balancei minha cabeça tentando levar esses pensamentos para longe.
- Chegamos. — olhei a enorme mansão que ele havia parado ao lado. Os enormes portões estavam acompanhados de dois guardas de preto, um de cada lado.
- Você mora aqui? — falei saindo da moto. Sieghart me ajudou sem que eu pedisse.
- Pois é, né.
- E por que você trabalha de garçom? — eu olhava a casa com olhos arregalados e de boca aberta.
Haviam luzes para todos os lados. Decorações lindas de natal. O jardim cheio de árvores e plantas era decorado impecavelmente com pequenas luzes para todos os lados.
- Sou eu : Sieghart. — falou ele tirando a barba por um momento e mostrando o rosto para um dos guardas que assentiu para o outro e abriram os portões. — Estacionem pra mim, por favor. — ele deu a chave para o homem de preto à direita e colocou a sacola de presentes no ombro. — Vem ruivinha.
Sieghart me puxou e eu acordei tirando os olhos da casa.
- Foi mal... — ele riu.
- Olha, vai ser assim. Nós teremos que dar um jeito de subir nesse telhado e eu vou pular dentro da chaminé e você pula depois. Ok, parece loucura, mas tenho que fazer um trabalho bem feito... — ele parou e sorriu com minha cara de : " Como é que é que vai ser o negocio?" — Você pode entrar pela porta se quiser...
- Não, tá tudo bem... Se você e o papai Noel conseguem... — ele riu maliciosamente e me puxou para si.
- Eu e o Papai Noel não somos tão desastrados como você então... Tome cuidado ruivinha... — sussurrou ele em meus ouvidos fazendo-me estremecer e arrancando outro sorriso dele.
Afastei-me rapidamente.
- E-Eu consigo! — cruzei os braços.
- Claro, eu vou te proteger... — antes que eu pudesse responder ele puxou minha mão e começou a andar em direção à linda casa.
Ele entrelaçou nossos dedos como se fossemos um casal, corei com o ato, mas como ele fez isso normalmente e não fez nenhuma piadinha com isso eu deixei passar.
Fomos para o lado da casa, onde tinha uma escada nos esperando.
- As damas primeiro. — disse ele com um gesto.
- Não sou idiota! Eu estou de vestido! — mesmo eu estando toda verde e com sapatos que davam uma grande curva na frente parando em um sino, eu estava usando um vestido. Quer dizer... Acho... Uma coisa marrom que faziam tipo zig zag na barra e só com uma manga podia se chamar de vestido, não é?
- Não sou tão hentai para ter pensado nisso ruivinha...
- Claro que não... — murmurrei com sarcasmo — Então vá primeiro madame. — falei levantado uma sobrancelha.
- Como quiser... cavalheiro.
Depois que nós subimos encaramos a chaminé terrivelmente enorme.
- É-É maior de perto, né? — falei.
- Um hum... — um momento de silencio — Tudo bem! Eu te pego lá em baixo.
- Peraí... Você vai mesmo? Parece perigoso...
- Preocupada comigo, ruivinha...? — falou ele já encima da chaminé.
- Não! Se mate logo!
- Sabia que você gostava de mim... — Não respondi. Pareceu complicado descer aquilo ali... Por alguma razão eu estava com medo.
MALDIÇÃOOOO!!! EU NÃO POSSO DESISTIR AGORA!!! ELE NÃO TEVE MEDO ENTÃO EU NÃO PODERIA TER MEDO TAMBÉM... Droga...
- Venha minha duendezinha, eu lhe pego. — brincou ele com as mãos para cima. — Ho ho ho!
- Aff! Sai daí para eu poder descer!
- Eu não vou olhar sua calcinha, juro. — o fuzilei fazendo-o rir, mas ele saiu.
Hesitei, mas coloquei um pé para dentro da chaminé e logo depois o outro. Eu tinha que fazer igual a ele. Ir me apoiando nas paredes e descendo devagar.
- To conseguindo! — sussurrei para mim mesma sorrindo. Quando de repente meu pé escorregou e eu caí. Quase bati minha cabeça na parede da chaminé, mas por sorte eu não toquei em nada.
Senti o vento da queda envolver meu corpo e em minha mente só havia a frase : Ah não!
Meu corpo caiu em algo me surpreendendo. Não era duro como o chão e sim macio como a pena. Abri meus olhos lentamente e vi uma enorme barba branca falsa e duas orbes prateadas me encarando.
- Permita-me salva-la. — disse ele sorrindo. Cruzei os braços e fiz um biquinho.
- Obrigada...
- Ruivinha... — chamou ele.
- Que foi?
- Eu vi sua calcinha...
O encarei com um olhar de fúria e comecei a atacá-lo até ele cair no chão. Por algum motivo ele ria me fazendo ficar com mais raiva ainda.
- Por que você está rindo!? Idiota! Você é... — olhei para o lado. — O papai noel mais legal do mundo...
Ah não! Tomara que as crianças não tenham olhado o que acabara de acontecer. Parecia que não. Seus olhos brilhavam de alegria e o sorriso enorme tomava conta da metade do rosto... Eles eram tão lindos e fofinhos... Mini Siegharts... Dois meninos e uma menina...
- Eu disse que ele existia! Bem feito!
- Eu sabia, tá? Só estava brincando com sua cara!
- Papai Noel! Você está aqui mesmo!
- Ho ho ho! Trouxe presentes para todos vocês! — Sieghart se levantou do chão e mexeu na sacola dando três presentes para cada um.
- São trigêmeos? — sussurrei para ele.
- São. Vieram de uma vez... Somos uma família grande...
- Parecem com você...
- E eles são feios? — perguntou ele sorrindo para mim. Não quis responder, mas eles eram tão bonitinhos e lindos... E infelizmente Sieghart também...
- Eles são lindos... Pena que você não, né? — ele riu.
- Bom... crianças... Conheçam minha duende preferida! O nome dela é Elesis.
- Cala boca! — sussurrei para ele.
- Viu! Eu disse que era duende! — falou um dos garotos para a menina.
- Na verdade duendes não existem — fuzilei Sieghart — Só elfos como eu.
- Toma! Bem na cara! — falou a menina. E eles começaram a brigar.
Tentei separar-los até que Sieghart me puxou.
- Tenham um feliz natal crianças! Nós precisamos ir entregar mais presentes para mais crianças obedientes. Ah! E mais uma coisa! Deixem os biscoitos para seu irmão mais velho: Sieghart , e o obedeçam! Ele está sempre certo e... — o puxei antes que ele começasse a se gabar demais.
Saímos da casa rápido antes que as crianças começassem a nos puxar para ficarmos mais.
- Quero passar o natal com você. Passa o natal na minha casa? — disse ele já encima da moto. — A gente só vai se trocar e depois voltamos...
- Não... Está tudo bem... — menti — Eu vou passar lá em casa mesmo...
- Será que eu vou ter que lhe obrigar?
- Mas eu não quero. — menti novamente.
- Acho que vou ter que lhe obrigar sim...
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