Notas iniciais
Espero que gostem, primeira fic de Heróis do Olimpo. A fic não é movida a comentários (Embora ajudem bastante). Mais, pelo menos no primeiro capítulo, gostaria que comentassem e dessem sua opinião, nem que sejam críticas (Construtivas) pra mim saber se vou ou não continuar (E não vai cair o cú da bunda se vc comentar). Bjs e espero que gostem Boa leitura.

Se há algumas semanas atrás, me dissessem que eu era metade divina, eu iria rir e falar que a pessoa estava louca, mais hoje, acho que acreditaria em qualquer coisa, se me dissessem que um porco pode voar, eu acreditaria e ainda ajudaria a procurar o tal porco, mais eu ainda não consigo acreditar que minha vida mudou tão rápido assim, de uma hora pra outra. Meu nome? Ivete, Ivete Summer, achou estranho? Isso não é nada comparado com a minha vida, aqui lhes mostro como tudo começou, como minha vida deu volta e meia em apenas poucos minutos.
"No cemitério da cidade menos interessante de todas, foi ali que começou a festa."
O problema de muitos de nós é que, nos
primeiros estágios da vida, nós pensamos que
sabemos de tudo ou,colocando de forma mais útil,
estamos freqüentemente desavisados do escopo e da estrutura da nossa ignorância.

"Ive"
Tinha acabado de levantar, parecendo ser feita de plástico bolha já que, a cada mínimo movimento, minhas articulações estralavam. Estava me preparando psicologicamente para mais um dia infernal naquela prisão quando olhei no meu celular (Ou Ed, O guerreiro, como costumo chamar meu bebê, coisa que será explicada mais a frente) e vi que era 13h57min de uma tarde de sábado. Comemorei com um dancinha esquisita, pra logo depois lembrar que não conseguiria dormir de novo. Suspiro de infelicidade e cansaço e me meti no chuveiro, levando somente a minha toalha, tomei um banho quente e arrumei o mar vermelho e embaraçado que chamo de cabelo da forma mais improvisada possível, uma trança mal feita de lado. As meninas da minha escola tinham aquele jeito de quem levava horas e horas pra se arrumar e ficarem as mais bonitas possíveis, pelo menos na perspectiva delas, já que na minha elas pareciam palhaços em roupas de grife, mais eu só precisava ficar minimamente confortável pra que tudo ficasse na paz. Meti-me numa regata branca com flocos de neves pretos mínimos no canto, um short jeans cinza meio rasgado junto com meus adorados suspensórios pretos, deslizo pra um par de All stars cano médio vermelhos, passo somente um rímel, um lápis de olho e um gloss transparente pra disfarçar minha tradicional aparência zumbi, não me acho muito bonita, embora Jadel, meu pai e alguns garotos corajosos o suficiente pra flertar comigo achem o contrário, tenho olhos azuis, cabelos negros longos, e um corpo até bonito, mediano eu diria. Coloquei meu lápis atrás de orelha pra caso de emergência e prendi com uma corrente ligada a meu short meu pequeno caderno de desenhos, que sempre levo comigo. Foi muito estranho, mais acho que foi o destino o encontrar, sinceramente, descobri minha paixão por desenhos depois que o encontrei, afundado na neve enquanto brincava com meus primos de guerra de bola e neve. Arrumei minha cama, jogando pro outro lado do quarto minha gata listrada como se fosse uma bola, que por sinal eu não sabia que tinha dormido comigo. Ela sibilou pra mim, eriçando o pelo, e atacou minha perna, só sossegando depois que levou um belo chute. Peguei meu celular, coloquei meus fones de ouvido e sai pulando de dois em dois os degraus da escada. Meu pai estava lá em baixo assistindo futebol e bebendo. Gosto muito dele, apesar dele ser preso constantemente, mais ele bêbado é insuportável. Meu time fez um gol e comemoramos juntos antes de sair. Apesar de já estarmos morando nos Estados Unidos há três anos (E eu tenho 15) eu não abandonei minhas raízes brasileiras, o que inclui a paixão por futebol. Sempre tive reflexos rápidos, acho que pela minha hiperatividade. Lembrando a dislexia e o TDA, mais isso é o menor dos problemas que circulam minha vida como pernilongos. Dei um até depois pro meu pai, mesmo duvidando que ele fosse ouvir, e sai de casa com nada no estomago a não ser uma torrada que eu comi no caminho. Chequei as horas, 14h22min, não iria conseguir chegar à casa de Jadel a tempo de arrumar umas coisinhas básicas pra irmos, já que ela ia viajar e eu vou junto. Jadel é minha melhor e única amiga, ela é estrangeira, vem de Portugal, então falamos quase a mesma língua, as vezes, gostamos de conversar em português na frente dos gringos aqui, ela chegou aqui nos Estados Unidos faz dois anos. Nossa amizade foi instantânea, apesar de sermos completamente diferentes. Ela curte Demi Lovato, Selena Gomes, Rihanna (Eu também curto, mais não tanto quanto ela, que é uma fã de carteirinha), Justin Bieber, entre outros, ela também gosta de se arrumar, não tanto quanto as patricinhas de minha escola, mais no estilo Jadel, como costumo chamar. Jadel é o tipo de pessoa otimista, que vê o lado positivo em tudo, se ela perder a mão, vai ficar feliz por que as pessoas vão parar de perguntar se ela é destra ou canhota. Ela tem cabelos cor de chocolates curtinhos, na altura dos ombros, olhos verdes vibrantes e se veste toda colorida. Ao contrario de mim, que costumo ver South Park só pra ver o Kenny morrer no final de cada episódio e comemora toda vez que alguém, pessoa ou zumbi (Walker, pra quem manja das parada) morre (Com algumas exceções, quem ainda não superou a morte da Beth me entende), ela tem coração mole, odeia sangue, e não pode ver uma pessoa se machucar no filme que já começa a chorar (Eu até acompanho as vezes, mais só quando quem morreu foi o cachorro, ou o gato, ou a fuinha, ou o pombo, ou o passarinho, o papagaio, o macaco...), assim como eu, ela nunca conheceu a mãe, mais ao contrário de mim, ela tem seu pai super legal e a madrasta bonitinha e gentil, hoje eles vão viajar pro Brasil, e eu vou junto, como já disse. Você deve estar se perguntando (Ou se não, tanto faz, vou dizer mesmo assim), mais e o meu pai? Ele deixou, alem de que, até eu chegar, ele não vai nem dar falta da minha ilustre presença. Eu vou junto pois como morei lá muito tempo, vou servir de guia (E também por que Jadel é minha melhor amiga, e me leva junto sempre que vai viajar), além de que, vou ficar feliz em rever meu primo, Henry. Somos bem chegados e ele mora com minha vó, que me odeia por causa de alguns incidentes que serão citados mais pra cima. Passei tanto tempo revezando entre minhas lembranças e prestar atenção na música que tocava que só percebi que tinha chegado à casa de Jadel quando tropecei no anão de jardim ( Ou gnomo, sei lá) que enfeitava o quintal e cai de cara chão. Depois de ensinar um sete palavrões brasileiros novos pra vizinhança e desviar de um chinelo, bati na porta de Jadel sendo rapidamente atendida e puxada pra dentro. Eu não havia trazido nenhuma mala, pois elas já estavam todas na casa de Jadel. Antes que eu pudesse raciocinar, fui derrubada no chão (De novo) por um borrão colorido e purpurinado.
—Jadel! Sai de cima de mim! –Exclamei a chutando pro lado.
—Nossa, que stress! – Ela disse se levantando e me ajudando a levantar.
—Posso saber o motivo de tal animação? – Perguntei já sabendo a resposta.
—Ele falou comigo Summer! – Diz (Se lê grita) ela, ela me chama pelo sobrenome pois eu odeio meu primeiro nome. Suspiro de indignação.
—Você vai viajar pro Brasil com sua melhor amiga aqui, e está animada por que um macho qualquer falou contigo? – Exclamei indignada. Ela me deu um tapa amigável no braço.
—Ah para, você sabe que eu gosto dele faz tempo e ele não é um macho qualquer! Ele é...
—Perfeito!/Perfeito... – Dissemos juntas, ela com um ar sonhador e apaixonado e eu com um de nojo e cansaço.
—Tá, ele falou contigo, e o que mais? – Digo me jogando no sofá luxuoso e mais macio que minha cama que tem na sala de estar.
— Ele me chamou pra sair! – Diz ela feliz. Juro que se eu estivesse bebendo algo, cuspia tudo na cara dela.
—Que!? – Digo indignada, ele quase nem olha na cara dela na escola e agora sem mais nem menos chama ela pra sair? Mais que diabos!
—Incrível né? – Exclama ela não contendo a felicidade.
—Não, Não, não não não não! Jadel, viajar pro Brasil é incrível, ir a uma comic-con é incrível, The Walking Dead é incrível, animes são incríveis, agora ir a um encontro com um cara que mal olha na sua cara, pode ser tudo, menos, incrível! – Disse pra ela.
— Lógico que é incrível! Eu gosto desse cara desde que entrei na escola! Ir a um encontro com ele é o meu sonho! – Diz ela começando a ficar vermelha, indicando que ela está começando a se zangar.
— Escuta Control Alt Del – Pequeno apelido escroto que dei pra ela, já que, mesmo não chegando a me superar, ela ama computadores. — Eu sei que você gosta dele, mas ele mal sabe o seu nome, não acha ele de repente te convidar pra um encontro, sai lá, meio assim, estranho? – Pra não dizer bizarro, sem noção, confuso, suspeito, etc..
—Não! Nem um pouco! E eu disse pro meu pai atrasar a viajem pra mim ir nesse encontro! Então eu vou, com você com suas suspeitas malucas ou não! – O que!? Não acredito que ela mudou a data da viajem por isso!
—Como você pode!? Nem sequer me consultou! Eu suporto muito bem essa sua paixonite boba Jadel, mais isso foi demais! – Grito me levantando e seguindo até a porta. Jadel me segue e logo estamos discutindo no meio da rua.
—Se você acha minha paixonite tão boba, então acho melhor nem ir mais nessa tal viajem! – Grita ela vermelha de raiva.
—Ótimo! Eu não preciso da sua caridade! Fico muito feliz que vou ficar três semanas bem longe de você!
—Ótimo — Grita ela.
—Ótimo! – Retruco. E ficamos nessa até chegarmos ao cemitério da cidade. A temperatura começou a cair bruscamente. A certo ponto da discussão havia começado a nevar.
—Certo, se é assim tão ruim ser amiga de um zumbi como eu, acho que é melhor você parar de falar comigo! – Disse em plenos pulmões,
—Perfeito! Finalmente disse algo sensato! – Grita Jadel.
— Até nunca Jadel! – Cuspo o nome dela.
— Igualmente, Summer! – Ela repete o ato, e eu já ia sair dali quando finalmente percebi a escuridão sendo que não passava das quatro, e a queda brusca da temperatura.
— Jadel...? – Digo incerta
— Huum? – Ela diz baixinho.
— Onde estamos mesmo?
—No cemitério...
— Era pra estar tão escuro?
— Não sei... – Olhei meu relógio, percebendo que já passava das sete, como? Não faz sentido, a alguns minutos era três horas. Tento ampliar minha visão, mais não consigo ver nada e só ouço um chiado, passos desregulares.
— Jadel, eu te perdôo, vamos embora? – Disse tremendo.
— Vamos, adorei a idéia. – Ela respondeu.
—Ora, mais já vão tão cedo? – Disse uma voz assustadora da trás de um mausoléu. Imediatamente e de modo quase automático, grudei minhas costas com as de Jadel .
—Que... Quem está ai? – Perguntei gaguejando de medo, mais não comparado a Jadel, que estava estática no modo estátua, tremendo de medo. De repente, surgiu no escuro uma mulher, quer dizer, quase mulher, ela tinha presas afiada, e da cintura pra baixo, uma perna de bode e a outra de bronze, usava um uniforme rasgado de balconista, manchado de uma coisa escura que eu torcia pra fosse ketchup, além de estar todo sujo.
— Prazer em conhecê-las, embora vocês não possam dizer o mesmo, já que vão ser minha refeição. – Ela pula por cima de nós, só dando tempo de desviarmos pra não sermos mortas. Joguei Jadel ainda imobilizada de medo pra trás de um túmulo e fiquei de pé, encarando aquela coisa com toda a coragem que eu não tinha. Ela ataca novamente, consigo desviar por pouco, mais as garras dela arranham meu braço. Estava a ponto de aceitar minha morte, quando senti um frio (Coisa que nunca me aconteceu) confortável, e uma voz calma, porém dura e fria, falou na minha cabeça, e estranhamente me fez ficar mais relaxada e pensar com mais calma. O caderno Mio, use o caderno. Rapidamente peguei o caderno no meu bolso e o lápis atrás da minha orelha. Deixe o frio te dominar Summer, liberte a sua imaginação e assopre. Obedeci, desenhei chamas e soprei o caderno. A coisa que aconteceu a seguir me deixou perplexa, mais não tanto quanto ficaram Jadel e a coisa. Do caderno saiu um jato de chamas direto pra cara da coisa, que caiu confusa e desorientada, não sei se pela surpresa ou pelo jato de chamas que levou no rosto, mais veio a calhar. Desenhei em segundos (Outra coisa surpreendente, eu desenhava bem, mais nunca desenhei com tantos detalhes e tão rápido na minha vida) uma flecha bem detalhada, que logo ganhou cor de ouro. Soprei e uma saraivada de flechas douradas foi lançada na coisa, que conseguiu sair antes de algo mais grave, mais parecia bastante machucada. Foi quando ela me atacou muito rápido e eu não tive tempo de pensar no que desenhar, e, se não fosse Jadel, eu estaria morta. Num reflexo rápido, ela conseguiu pegar uma lápide solta que estava ali e dar com tudo na cabeça da coisa, que explodiu em pó dourado na minha cara antes que conseguisse acabar com a minha existência. Jadel me fitava com aqueles olhos verdes num misto de emoções, raiva (Esperava com não de mim, já que ainda estava com a lápide na mão) surpresa, incredulidade, medo...
—Ivete – Disse ela receosa e baixinho, usando o meu primeiro nome do qual ela só me chama quando estava assustada.
— O que? – Disse ainda olhando pro pó dourado espalhado pelo chão.
— O que acabou de acontecer? O que era aquilo? – Disse olhando pra mim.
—Eu não sei, mas, Jadel... – Respondi.
— Oi? – Disse ela baixinho.
— Vamos manter isso entre nós ok? – Disse olhando nos olhos dela.
—Adorei a idéia. – Ela respondeu.

XXXXX
Domingo, 15h34min, Posto de Gasolina, Graúna.

No dia seguinte, nem eu nem Jadel conseguíamos nos olhar sem lembrar do ocorrido, e não é preciso dizer que evitamos o cemitério depois disso. Ainda tentava convencer a mim mesma de que aquilo havia sido só um pesadelo e nenhuma balconista maluca e vampiresca havia atacado eu e minha amiga no cemitério da cidade, enquanto andava pelo posto de gasolina pra ver se conseguia me acalmar e clarear as idéias, bom, não funcionou. Mas pra esclarecer de uma vez por todas o ocorrido, marquei com Jadel de me encontrar aqui hoje. Ainda estava me remoendo nas lembranças assustadoras da noite passada quando esbarrei com tudo em alguém e cai no chão junto com a pessoa. Automaticamente fechei bem as pernas já que eu estava de saia jeans, mais olhei também pra quem eu tinha derrubado, era o menino novo dá minha sala, chegou faz uma semana, não faz educação física e usa muletas, só consegui pensar "Ferrou, derrubei o garoto novo que usa muletas". Levantei e o ajudei a levantar.
—Sinto muito – Disse sem graça.- Estava distraída...
—Não tem problema. – Ai ele olhou fixamente pra mim, sorriu e logo depois disse. – Meu nome é Enrico, mais pode me chamar de Enri. – Olhei bem pra ele, era um garoto de cabelos negros bagunçados e encaracolados, moreno de olhos verdes. Sorri e respondi.
—Prazer Enri, me chamo Ivete Summer, mais prefiro que me chame de Summer mesmo. – Digo estendendo a mão. Ele aperta a minha mão e diz.
—O prazer é meu. – Saímos conversando depois disso, até eu me tocar que estava me desviando do objetivo e me despedindo pra procurar Jadel.
— Jadel! Jadel! – Saio gritando atrás dela. A encontro sentada num banco de parque que tinha ali, o que era raro pra ela já que ela não costuma parar de falar. – Jadel? Escuta, sei que ontem foi bizarro, mais é melhor conversarmos, superarmos isso juntas.
—Eu, eu sei Summer, mais... é tão estranho. Como? Que coisa era aquela? – Ela disse me olhando nos olhos, ela é meio infantil, mais sei que ela está com medo. A puxei pra um abraço e disse.
—Seja lá o que for vamos superar juntas. – Disse ainda a abraçando.
—Superar o que? – Disse uma voz perto de nós. Me assustei e de imediato soltei Jadel e me afastei tanto que cai do banco.
— Eta porra! Desgraça! Pelo amor do meu santinho! Quer me matar de susto!? – Disse olhando furiosa pra Enri.
—Desculpa, é que eu queria te devolver isso, deixou cair quando saiu correndo. – Disse olhando confuso pra nós e me mostrando meu lápis. Não sei, confio nele, mesmo com o pouco tempo que o conheço.
—Hey Enri, sabe guardar um segredo? – Disse o olhando nos olhos.
XXXXX
—Uou, é muita coisa pra assimilar não? – Disse olhando pra gente, não sei, com animação?
— é mesmo muita coisa pra assimilar, mais você não parece surpreso... – Digo desconfiada.
—Na... Não! Eu estou surpreso sim, acredito em vocês, só estou impressionado... – Disse ele meio rápido demais. Contei tudo a ele, emitindo a parte do caderno mágico, já que eu considerava uma coisa pessoal. Para o fogo, disse que tinha uma lata de tinta em spray e um isqueiro no bolso, o que levou ao jato de fogo. As flechas viraram partes afiadas do portão que enferrujaram e caíram. Depois foi só dizer que Jadel acabou de vez com o bicho golpeando ela na cabeça.
—Ok, bom, estou morrendo de fome, vamos comer alguma coisa? – Disse já saindo do posto a caminho da lanchonete mais próxima, já que a comida do posto tem gosto de esterco. Jadel e Enri me seguiram. Não sei por que, mais estou com um mau pressentimento.
XXXXX
Apesar do mau pressentimento, foi bem legal. Foi só eu e Jadel por bastante tempo, já estávamos ficando sem assunto, em pode se dizer que ter mais alguém conosco foi, huuum... Revigorante. Conversávamos sobre todos os tipos de assuntos, Jadel contou histórias sobre suas viagens, e eu dava de vez em quando minha opinião pessoal e alguns fatos na minha perspectiva que Jadel esqueceu. Ele também tinha histórias pra contar, sobre os amigos dele onde ela morava. Era bem engraçado. Em pouco tempo eu, Jadel e Enri nos tornamos ótimos amigos. Já estava escurecendo quando resolvemos ir embora, sempre evitando o cemitério, lógico. Não iríamos voltar lá tão cedo, espero... Não morávamos perto uns dos outros, mais pelo menos por um ou dois quarteirões no iríamos pelo mesmo caminho. Estávamos passando por um beco, quando ouvimos um barulho. Olhamos pra trás e só o que vimos foi uma latinha saindo rolando. Iríamos continuar caminho, já que, pelo menos eu e Jadel, pensávamos que era um gato. O único que parecia tenso era Enri, que olhava de um lado pro outro com uma cara preocupada. Já estávamos saindo depois de acalmá-lo (Ou tentar) quando ouvimos um barulho, digamos, alto de mais pra ser só um gatinho. Já estávamos todos assustados quando vimos uma figura enorme sair de dentro do beco, segurando uma coisa também enorme, isso bastou pra fazer eu me cagar de medo. Mais o pior foi quando eu olhei a cara dele. Era suja, de fuligem e outras coisas nojentas, incluindo molho de tomate (Pelo menos eu esperava que fosse molho de tomate), era uma cara espinhenta e gordurosa, e tinha uma verruga enorme e cabeluda logo acima do olho. Isso mesmo, olho, no singular. A coisa tinha só um olho, um olho enorme, brilhante e cheio de maldade, bem no meio da cara. Era grande e musculoso, cheio de cicatrizes e usava só uma tanga e um colete feito de pele de ovelha, ou algum bicho. Tinha cabelos enormes, o dobro do tamanho do meu (E o meu e batia uns três dedos depois da bunda), de cor marrom, mais acho que pelos talvez anos sem lavar acumulassem muita nojeira, já que agora a raiz é de um verde musgo nojento (Acho que tinha musgo ali mesmo.). Ele olhou pra mim com um brilho assassino, e não foi preciso ser nenhum Einstein pra saber que estou com sérios problemas.
XXXXX

Notas finais
Espero que tenham gostado. Jadel - http://i705.photobucket.com/albums/ww60/Vitty_Weasley/No%20Limite/PetniaElizabethEvans.jpg Ive - http://3.bp.blogspot.com/-DP9eWFaiJfM/UW2xVg1PhCI/AAAAAAAAAIg/esnUcAH9WWE/s1600/im.jpg http://statics.1wallpaper.net/thumbimg/20150813/emily-rudd-brunette-blue-eyes-face-hair-eyes.jpg