Zumbilândia
7 O lobo e a águia
Notas iniciais
Pelas garras do gato
– Kiba volta aqui – sussurra Julia precavida indo atrás de seu lobo de companhia com sua besta pronto para uso.
Poucas horas antes ela havia avistado uma águia e resolveu segui-la, poderia assá-lo. Quando o pássaro pousou em uma casa Julia subiu em sua caminhonete e mirou esperou o segundo exato quando a brisa soprou a seu favor para poder atirar, talvez tenha esperado demais quando disparou a flecha, a águia ergueu voo. Kiba foi atrás da águia e ela atrás dele. Depois de perdê-lo de vista volta resmungando para caminhonete e escuta tiros.
PdV – Julia
Perdi meu tempo, minha flecha e agora perdi meu companheiro de viagem, onde foi parar o Kiba se ele fosse pego por um zumbi... Não o Kiba é mais inteligente que parece ele vai voltar quando pegar a águia. Vou retornar para a caminhonete...
Tiros? Se alguém humano ou não ferir Kiba juro que lhe arranco a cabeça e coloco em uma estaca como aviso; ninguém meche com meus amigos. Mais tiros, começo a correr. Zumbis cercavam um homem caído que atirava e ria feito doido. Ele não tem chance alguma são muitos deles e Kiba está tão cercado quanto o homem, maravilha. Aponto minha besta e começo a atirar sou boa nisso não erro um alvo acabam minhas flechas e fica um em pé, saco minha faca e corro. Pronto menos uma coleção de mortos vivos, limpo minha faca nas vestes do zumbi e vou pegar minhas flechas.
– Por nada! – digo me virando para o homem quando termino de recolher minhas flechas – é sempre um prazer salvar homens em perigo.
Não sou muito engraçada e não sou capaz nem de fazer uma criança rir – não que tenha muitas crianças por ai. A última que eu vi...
– Não pedi para me ajudar – disse o homem sentando-se.
– Foi mordido? – pergunto já preparando minha besta.
– Acha que se eu tivesse sido mordido teria atirado neles em vez de simplesmente dar um tiro na minha cabeça?
– Por que não se levanta? – pergunto ainda em duvida se ele foi ou não mordido.
– Por que o chão é extremamente confortável e por que estou pensando.
– Pensando?
– Sim é uma coisa que as pessoas fazem quando esta com um problema a resolver.
Se ele for um pouco mais irritante vou dar uma surra nele. Ele aponta a arma para Kiba.
– NÃO! – grito mirando a cabeça dele.
Ele desviou a arma para mim e me olhou com o cenho franzido. Kiba foi em direção a ele o derrubando no chão e fazendo-o soltar a pistola. Ele prende a respiração e sussurra gentilmente.
– Obrigado por me salvar moça, agora peça para seu cachorrinho sair de cima de mim.
Eu sorri. Kiba mais uma vez me salvando a vida.
– Não é um cachorro é um lobo – disse com prazer
– Por favor, tire ele de cima de mim.
Não sou má pessoa, mas aquilo me divertiu.
– Se ele quiser sair ele sairá. Me diga por que ia atirar em Kiba?
– Kiba? O nome dele é esse? Foi culpa dele, eu ter caído e acho que a queda doeu mais que o necessário além de ter destruído minha moto e chamado atenção dos necromorfos.
– Podia ter se levantado e fugido essas coisas são mais lentas que um relógio parado.
Necromorfo nunca ouvi alguém se referir desse modo a um zumbi antes. E eu estou sussurrando igual a ele.
– Podia se não tivesse torcido meu pé e seu cachorrinho ainda esta em cima de mim.
– Qual o nome do senhor?
– Christopher Hurura e o seu?
– Julia di Stefaneo
Ouvi um barulho e olhei para cima, a águia que eu seguia mais cedo surgiu de trás do que sobrou de um prédio e ficou planando poucos metros acima de nós.
– Onde é que você estava? – perguntou Christopher para a águia.
PdV – Chris
Aquele lobo negro apareceu do nada enquanto eu desviava em alta velocidade dos zumbis tentando achar Sky para não passar por cima dele tentei me desviar e perdi o equilíbrio, minha moto estava acabada, meu pé ligeiramente torcido e muito dolorido, os zumbis vieram para cima de mim. Comecei a atirar contando as balas eu estava perdido e comecei a rir.
Ai aparece a dona do lobo com suas flechas e me salva, fui meio grosso com ela. Mas acho que ela e o lobo se vingaram de minha grosseria. Depois que Sky apareceu o lobo saiu de cima de mim.
– Você tem um transporte?
– Tenho sim – ela responde seguindo o lobo.
– Seu cachorro destruiu minha moto então você me deve uma carona.
Ela suspirou e se virou para mim.
– Vai querer que eu te carregue também?
Sorri, consegui carona e uma bela companhia de viagem. Julia tem olhos azuis claros, cabelos negros, curvas delicadas e um olhar profundamente triste. E um cão de guarda de pelos pretos com presas afiadas.
– Para onde vai? – ela me perguntou quando entrei em sua caminhonete preta.
– Para onde você vai? – perguntei olhando Sky que estava parado no galho de uma arvore.
– É comigo ou com a águia?
– Com você – respondi ainda olhando Sky.
– Estou apenas dando voltas procurando por uma colônia, sabe onde tem uma?
– Sei, mas se você esta indo para uma colônia terei que dispensar sua carona.
– Por quê?
– Por que a única que eu conheço pertence a meus pais, fica no Canadá e eu não pretendo voltar pra lá tão cedo.
– O que você fez?
– Nada apenas cansei de ficar preso atrás de muros e regras. Ainda tem muito aqui fora para ser visto.
Ela ficou em silêncio por um tempo e ligou o carro.
– Acho que vou ver um pouco do mundo antes de ir para uma colônia – disse ela sorrindo.
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