Zumbilândia

8 Zumbi de estimação


Notas iniciais
Espero que gostem

PdV – Curt

Esta anoitecendo, tem algo errado no ar sinto que algo está para acontecer e não é algo simples como entrar em uma casa e encontrar vários zumbis que vão tentar te matar é uma coisa diferente. Achei algumas coisas na farmácia espero que sirva para dor de cabeça e algumas coisas que servem para matar minha fome, não encontrei nenhum humano.

Voltei para Jili minha égua de olhos dourados companhia e transporte, senti o cheiro daquela coisa morta poucos metros antes de vê-la ela estava indo em direção a Jili pego minha katana e preparo para mata-la isso é novidade para mim ela esta sozinha. Coloco-me entre ela e Jili é estranho como me habituei a olhar para eles antes de decepa-los e esta aqui não tem um dos olhos.

– Parado – diz uma voz feminina vinda de trás de mim com um tom calmo.

A zumbi em minha frente desvia seu olhar verde asqueroso de mim para a pessoa que me mandou parar. Como é que essas coisas enxergam?

– Fome – diz a zumbi ouvir aquilo falando +me fez dar um passo para trás, a zumbi vem para cima de mim pronta para me morder e uma flecha a acerta no ombro.

– É melhor achar outra coisa para comer, Jay – disse a mulher – ou a próxima será mais para cima.

Para minha surpresa a zumbi se virou para ir embora eu ergui a katana e ia decepa-la quando a arqueira passou por mim e parando em frente da zumbi, fiquei imóvel observando com a katana erguida.

– Minha flecha – pediu a arqueira com a mão estendida.

– Machu-cou – resmungou a zumbi com uma voz terrível era como ouvir as ultimas palavras de uma pessoa que estava morrendo com falta de ar.

– Não reclame você já esta morta – a mulher puxou a flecha do ombro da outra e se virou para mim – você esta bem?

Se eu estou bem? Ela estava conversando com um zumbi com o mesmo tom de voz calmo com que me mandou parar como se fossem duas crianças trocando informações inocentes de uma brincadeira. Eu vou em direção a morta que estava se distanciando para destruí-la e a mulher entra em meu caminho.

– Não vai fazer isso – diz colocando a flecha em meu pescoço ignorando o arco em sua mão esquerda.

– Aquela coisa é um zumbi, não sei o que pensa garota mais aquilo vai tentar te matar.

– Já tentou e não conseguiu – o tom dela se mantinha o mesmo – se der mais um passo te sirvo de jantar para ela.

Coloquei a katana na barriga dela mais por instinto que por ameaça e ela não se moveu assim como sua expressão não mudou também, seus olhos pretos me perfuravam cheios de uma coisa que eu não consegui distinguir algo entre medo e curiosidade.

– Acha que nos matar vai mudar alguma coisa, cavaleiro? Existem mais deles por ai que humanos e se não notou eles falam e pensam. Estou a seguindo há dois dias e não é porque gosto da companhia dela é por que ela é um deles. Ela melhor que qualquer um de nós vivos sabe o que pensam e como fazem, conhece fraquezas e hábitos. Sei que quando surgiram eles atacavam todos, porém nos últimos anos eles têm desaparecido e acredite não é por que seus corpos estão se definhando nem por que pessoas como você estão por ai arrancando as cabeças deles. Vai baixar sua espada ou vou ter que mata-lo?

Por experiência sei quando uma ameaça é seria. Baixei a katana e olhei para a zumbi que estava desaparecendo entre as casas e as arvores.

– E se ela te morder?

– Ela não é burra, sabe que estou a usando e sabe que posso manter outros humanos longe dela.

Não sei se devo fazer isso, mas por hora vou acompanhar essa garota e sua zumbi de estimação até por que algo me diz que ela vai precisar de minha ajuda.

– Me chamo Curt, Curt Wallace e você?

– Arícia Talares.

– De onde você é? – perguntei estranhando o nome.

– Algum lugar do que sobrou do Brasil e você?

– Detroit. Que é que você esta exatamente fazendo com a mulher zumbi?

– O nome dela é Jay.

Ela me contou como conheceu Jay e o porquê resolveu estuda-la não acho que possa ser possível uma convivência com zumbis, mas não vou deixar Arícia andando por ai sozinha, ela é a única pessoa que encontro em meses que não esta tentando me morder se bem que não duvido que ela possa me matar, o modo calmo com que fala esconde mais coisas que precaução ou indiferença.

Arícia trouxe seu cavalo tão escuro quanto Jili chamado Shakespeare que estava escondido entre as arvores e prendeu-o junto a minha montaria, fiz uma fogueira e abri uma lata de atum, ela torceu nariz quando olhou aquilo e abriu sua mochila que estava cheia de frutas que ela disse ter pegado em todos os lugares que achava e começou a comer. Conversamos sobre nossa viagem até ali ficou interessada em como eu nunca tinha ouvido um zumbi e se irritou quando expliquei que não sou o tipo de pessoa que pergunto antes de matar.

Depois de um tempo Jay retornou e sentou longe de nós, me observando. Mandei que Arícia dormisse enquanto eu fazia guarda.

– Pra que?

– Como assim pra que?

– Pra que fazer guarda? Não tem ninguém nesta cidade isso é obvio.

Realmente essa mulher não é normal.

– Você esta dormindo todo esse tempo em que esteve fora de sua colônia sem segurança?

– Nunca encontrei nenhum perigo até hoje quando Jay te achou.

– NUNCA? ELA É UM ZUMBI PODIA TER TE DEVORADO ENQUANTO DORMIA ANTES DELA QUALQUER COISA PODIA TER TE ACONTECIDO E ME DIZ QUE EU SOU UM PERIGO?

– Tentou me matar mais cedo só por que não te deixei matar Jay e antes disso eu nunca tive problemas para me defender muito menos contra alguém que esta gritando como se eu fosse uma idiota.

– EU NÃO ESTOU GRITANDO!

Na verdade estava sim, suspirei e sai com as duas katanas em mãos. Se eu ficasse mais um minuto discutindo com aquela mulherzinha metida a defensora de zumbis seria obrigado a deixa-la a mercê de Jay e de outros como ela. Como Arícia podia manter aquele tom na voz enquanto eu gritava com ela? Quando eu vivia na colônia erguer o tom de voz mesmo que sem querer causava briga e ela não se alterou nem um minuto comigo, qual o problema dela? Tem coisa errada nisso e sem duvida não é o fato dela andar com um zumbi.

...

Já estou caminhando cerca de uma hora e não achei nada esta cidade realmente não tem ninguém vou retornar para a Arícia, não é seguro deixar ela e sua zumbi de estimação sozinhas com Jili, ouço um grito de mulher... Arícia. Corro o mais rápido possível.

Notas finais
Menos mal que o outro capitulo. Só postarei agora aos fins de semana... estou encrencada até a terceira geração de meus dessedentes envelhecerem então prefiro não entrar mais na sala de computação durante a tarde. Até o fim de semana... ^^