Zona de Guerra
14 Capítulo 14 - Sentido, porque é hora de chamar reforço
Notas iniciais
Bella caminhava em direção ao pátio, como haviam lhe mandado, quando sentiu seu corpo sendo puxado.
— Mas, o que...?
— Shh! Não faça barulho. Apenas venha comigo.
— Edward, o que você...?
— Apenas venha comigo, Bella. Estamos com problemas. — Ao ouvir isso, ela apenas assentiu e o seguiu até seu dormitório.
— Eu sabia que isso aconteceria. — Edward murmurou, andando de um lado para o outro.
— Quer me explicar o que está acontecendo?
— Um dos soldados disse que a guerra está muito pior do que imaginávamos. Eles precisam de mais soldados. — Declarou puxando os cabelos nervosamente.
— Eles já sabem quem vão mandar?
— Sim, mas apenas um nome na lista me interessa. — Indagou com um olhar assustado. Já havia visto muitos novatos morrerem na guerra.
— E quem é? — Bella perguntou, vendo sua agonia.
— É você, Bella. É você. O major escolheu você. — Ao ouvir essas palavras, Bella sentiu seu coração bater mais forte. Sua voz havia sumido e suas mãos suavam.
Havia chegado a hora. A sua hora. Ela finalmente poderia mostrar do que era capaz e, então, realizar seu sonho. Mesmo que desejasse fazer isso em sua própria pele e não na de seu primo, mas não importava, porque agora era sua hora.
— Bem. Então eu irei. — Retrucou erguendo o queixo.
— Mas você...
— Edward! Eu não sou uma bailarina frágil que você vai colocar em um frasco.
— Mas... — Tentou argumentar.
— Mas o que? Por que é tão contra? Não acredita que eu sou capaz? — Questionou ferida.
— Não! Não é isso. Você é capaz, Bella. É mais do que capaz. — Respondeu rapidamente.
— Então qual o problema? — Perguntou tocando seu braço e o fazendo parar.
— Eu não quero... não posso. — Respirou fundo fechando seus olhos e ela segurou seu rosto entre as mãos.
— Olha pra mim. — Pediu e ele abriu os olhos, mas eles estavam diferentes. Não havia mais aquele brilho de quando estavam juntos. Havia medo em seu olhar. — O que você não pode, Edward? Do que tem tanto medo?
— Eu não posso perder você. — Sussurrou como se fosse um segredo.
— E você não vai. Nós vamos ficar bem.
— Não pode garantir isso. Você pode recusar.
— Acha que eu faria isso? É por isso que eu vim para cá, Edward.
— Você não precisa ir agora. — Tentou negociar, mas ela estava irredutível. Jamais abriria mão de seu sonho.
~*~*~
Enquanto isso, no escritório, James atendia Becker, com impaciência.
— Diga de uma vez, Becker. Tenho assuntos a tratar e um comunicado a fazer.
— Garanto que o assunto é de seu interesse.
— Então fale de uma vez!
— O que o senhor diria se eu dissesse que um dos soldados é na verdade uma garota?
— Eu diria que talvez você precise de um médico, porque a surra que o Cullen te deu outro dia deve ter afetado seus miolos.
— É a verdade. — Rebateu orgulhoso.
— Que sua cabeça está afetada?
— Não! Que um dos soldados é uma garota.
— Isso é impossível. Não tem uma maneira no inferno de um dos soldados ser uma garota. Mas se insiste nessa loucura, diga, quem é o soldado?
— Beaufort Swan. Bem, na verdade, Isabella Swan. Eles são primos. Ela tomou o lugar dele.
— Percebe a insanidade que está insinuando? — Questionou esfregando os olhos.
— É a verdade! E ela não é a única envolvida. Outras pessoas sabem disso.
— Eu vou me arrepender disso, mas, quem mais sabe disso?
— O Cullen! Eles tem um caso!
— O Cullen e o Swan estão... juntos?
— Não. O Cullen e a Swan estão juntos! Estou dizendo que ela é uma garota.
— E quem mais participa dessa loucura?
— A Garcia.
— Está acusando a tenente Garcia de acobertar essa história que você criou? — Questionou com a voz tingida de raiva.
— Eu não inventei nada. É verdade.
— Eu o escolhi para servir na guerra. Não existe nenhuma chance dele ser a porra de uma garota! — Esbravejou, já cansado daquela brincadeira. — Agora, se já terminou essa brincadeira...
— Não é brincadeira. Não acredita em mim? Ótimo! Os reúna no pátio. Faça ela se revelar.
— Já chega disso, Becker. Vá para o pátio. Me cansei de suas brincadeiras.
~*~*~
De volta ao dormitório, Bella nem imaginava que sua convocação era apenas o começo de seus problemas.
— Edward, agora não é hora de... — Foi interrompida pela porta que foi aberta, fazendo-a saltar.
— Temos um problema. — Sam declarou invadindo o quarto.
— Mais? — Bella o olhou enquanto esfregava suas têmporas.
— O que foi dessa vez?
— Eu vi o Becker. Ele entrou na sala do major e estava com um sorriso de um psicopata.
— Ele vai contar. — Bella concluiu com o desespero em sua voz.
— Não se conseguirmos pará-lo.
— Ele já entrou na sala. Não temos tempo. — Sam rebateu, fazendo Edward respirar fundo e se virar para Bella.
— Eu sinto muito. — Bella podia ver a tristeza nos olhos dele. Ele sabia o quanto ela havia se dedicado para estar ali, mas agora seria mandada embora.
— Não acredito que aquele imbecil vai mesmo me entregar.
— Só por cima do meu cadáver. — A tenente Garcia disse ao entrar no dormitório.
— Tenente? — Sam ficou vermelho ao vê-la.
Ainda se lembrava das batidas na porta. Ele havia a todo custo tentado evitar a tenente. Até havia dito que tinha namorada, mas era mentira. E como todos pelo qual a tenente se interessava – com a exceção de certo capitão –, ele acabou caindo em suas mãos e em sua cama.
— Olá, gracinha. — Respondeu piscando.
— O que você pode fazer?
— Primeiro, vamos tentar encobrir e se tudo falhar, eu tenho minhas cartas.
— O que quer dizer com encobrir? — Edward perguntou curioso.
— É muito simples. Aqui. — Disse entregando um celular para Bella. — Ligue para o Beua. Peça para que ele venha correndo para cá.
— Está brincando? — Sam questionou.
— Tem uma ideia melhor, Uley? — Retrucou.
— Melhor do que correr o risco do verdadeiro Beaufort aparecer e as chances que Bella tem irem pelo ralo.
— Acha que não sei o que estou fazendo? Não é como se ele fosse bater no portão.
— Na verdade, pelo que ela conta dele... — Sam começou, mas ela balançou as mãos no ar, com desdém.
— Já está resolvido. Se eles querem um Beaufort, é o que terão.
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