Zona De Perigo
7 O fogo morto
Chegamos na mansão, Peter pousou o helicóptero e eu guardei o carro.
Lily matava alguns zumbis, e Rose e Carly chutavam algumas cabeças. Peter acendeu umas velas, depois nos ajudou a matar alguns deles.
Corremos para dentro da casa, fechamos as portas com uma estante de livros, e as janelas já estavam seguras. Subimos, bloqueando a passagem de qualquer um. Nos trancamos no sótão, acendemos velas, e a comida já estava lá. [ Me agradeça Jack.- Carly. ] Arrumamos uns sacos de dormir, perfeito, e seguro. Os zumbis não iam chegar lá sem a escada de acesso. Dormimos em turnos, até mais ou menos duas horas da manhã.
- Jack, acorda! Rápido, vamos! — Lily me chacoalhava.
- O que é?!
- Fogo, corra! — Carly amarrava uma corda na janela.
- Hã?! Como?! Quando foi que...?
- Quieto, e ande, viadinho! — Peter me fez levantar gentil como um búfalo.
Peguei alice no colo, ainda dormindo.
- Como pretendem descer?
Carly, sem responder amarrou a corda na minha cintura e me jogou pela janela, Alice quase escapou do meu colo, mas abracei-a com força. Fomos parar no quintal de trás, onde fica a piscina e a ''vaga'' do helicóptero. Rose desceu tossindo, por conta da fumaça, depois Peter, e finalmente Carly. Foi uma péssima ideia, mas útil. Os zumbis tinham ido embora por conta do silencio.
- O que causou isso? — perguntei a Peter enquanto corríamos para pegar as coisas no carro.
- Velas.
- Tio Jack. Vamos ficar bem? — Alice olhava para mim, seu cabelo loiro estava embaraçado como um ninho, e seus olhos verdes eram cobertos por suas olheiras fundas, crianças não deviam passar por isso.
Pegamos tudo o que podíamos do carro, e fomos para o helicóptero. Entramos, jogamos as armas lá, e fomos. O céu da madrugada me lembrava quando eu era criança, e minha mãe contava histórias sobre monstros, até de manhã. Onde ela estaria agora?
- Jack, a Rose tem asma. — Carly olhou para mim com os olhos cheios de lagrimas.
- Isso quer dizer que... — olhei para Rose, não tinha reparado ela deitada, respirava ofegante, com a mão no pescoço.
- Ah não...
- Tia Rose, você vai ficar bem? — Alice passou a mão na testa dela, um gesto simples, mas valioso. Rose não respondeu, apenas olhou para mim.
- O que podemos fazer? — disse me ajoelhando perto dela.
Peter pilotava em silencio, perder o pai deveria ser difícil.
- Jack, Peter, Alice. Se despeçam de Rose... — Carly chorava, mas queria aparentar força.
Continua...
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