Carly estava arrasada, envelheceu dez anos em alguns minutos.

- Tia Rose... eu não quero perder mais ninguém...- Alice passava a pequena mão dela no rosto de Rose.

- Irmã... — Carly deu a mão para Rose, e apertou forte.

- Escutem... obrigada por terem me tirado daquela casa... eu estaria morta antes. Irmãzinha... vou sentir tanto a sua falta... ( Rose tossia muito ) eu quero que você viva muito, muito mesmo. Que arrume um lugar seguro, e seja feliz lá. Jack...

- ...

- Obrigado. — ela sorriu por alguns segundos. — e Lily. Você nem é tão má assim. Eu te entendo agora. Peter. Nos desculpe, você é muito importante pro grupo. Seja forte. — ela olhou para os olhos de Carly, foi soltando sua mão aos poucos, até fechar os olhos completamente, dar uma ultima tossida. Perdemos mais uma.

De repente o céu tornou a ter uma cor mais clara, estava amanhecendo, o sol aparecia como uma homenagem. Carly estava aos prantos, Alice também. Abracei Alice, e ela chorou até cair no sono.

- O corpo... — Peter parecia chocado, eu diria que ele estava chorando. — O que vamos fazer?

Percebi onde tinhamos chego perto de uma praia.

- Peter, chegue mais perto do mar.

Carly não disse nenhuma palavra, ela estava rezando. Mas assentiu com a cabeça.

Peguei o corpo gelado de Rose no colo, abri a porta do helicóptero. Lily veio atrás de mim. Soltei levemente Carly para o mar. Ela afundou, e tive a impressão de que sorria. Lily gritou alguma coisa como '' sempre '', e depois desabou no choro. Carly olhava pela janela, enquanto segurava Alice adormecida no colo. Fechei a porta e fui conversar com Peter enquanto ele pilotava. Falávamos sobre onde iriamos ficar, vimos uma enorme mansão infestada por zumbis. Pois é, nem os ricos sobreviveram. Vimos lá de cima, uma casa isolada, próxima a uma cachoeira, e na beira da praia.

- Perfeito. Pouse lá perto. — Sorri para Peter.

Pousamos, Lily e eu pegamos armas, enquanto Peter, Alice e Carly pegavam o resto das armas, algumas roupas e nossa pouca comida. Era um muro de 6 metros, mais ou menos, e um portão branco com lanças de ferro acima dele.

- Como entramos? — olhei para todos.

- Posso resolver isso tio Jack, me levante e eu entro, procuro a chave, e todos entram! — Alice parecia com esperança.

- É muito perigoso, não quero perder você, pequena.

- Por favor... eu quero ser útil!

- Acho uma boa ideia. Contanto que ela leve algo para se defender. — Peter parecia frio.

- Certo, mas cuidado, ok? Vá rápido, veja se tem alguém na casa, se tiver, volte correndo, se tiver zumbis, seja rápida e não faça barulho. — Abracei ela, e coloquei-a nos ombros, ela ficou de pé no meu ombro, e subiu. Pulou do outro lado.

- Ai. Acho que ralei o joelho. — E sorriu para mim. — Capitã Alice em missão de achar a chave! Tarãn!

Ela saiu correndo para dentro da casa, a porta estava aberta, e ela fez um sinal afirmativo pra mim.

- Wow.

- Uma boa garota. — Carly olhou sorrindo para ela.

Esperamos alguns minutos, quando eu comecei a ficar desesperado.

- Tenho que entrar lá!

- Espere um pouco. — Peter estava de braços cruzados.

Esperei, então. Alice saiu correndo de dentro da casa, com chaves nas mãos. Ela abriu o o portão e me abraçou.

- Eu consegui ! A capitã Alice conseguiu mais uma missão!

- Sim docinho, você conseguiu.

Entramos na casa, com as coisas.

- Está vazia? — Lily olhava em volta, a procura de comida.

- Sim tia Lily, tinha um zumbi adulto, mas eu bati nele, sou uma verdadeira mulher gato!

- Sim, você é. — todos rimos, mas a alegria não durou muito.

ALGUNS DETALHES DA CASA.

Tinham dois andares, era uma casa azul claro, a cachoeira era a 20 metros dali, o quintal era uma praia, nas laterais da casa haviam duas paredes de pedra naturais que se abriam até o mar. A casa era espaçosa, tinha sala, sala de jantar, dois quartos, e três banheiros.

Voltando a história.

Vasculhamos todos os armários, a comida que tinha eram algumas latas de sopa, três garrafões de água, e um pacote de feijão. Tinham temperos o suficiente para cozinhar uma baleia.

- Isso! Podemos pescar! É uma casa de praia, devem ter varas de pescar por ai, procurem o que for útil!

- Certo. — Todos afirmaram.

- Tio Jack, posso falar com você? — Assenti, e sentamos no sofá de pano.

- Diga, mulher gato. — sorri, e ela começou a falar.

- Sabe tio Jack... sinto falta da mamãe e do papai. A gente não fala muito de nós. Então eu queria falar com você! Já falei com a titia Carly!

- Oh sim! Então... onde você morava?

- Num apartamento naquela cidade pequena que você me encontrou. Quando começou, papai quis defender eu e a mamãe, então pegou um facão e matou alguns daqueles monstros feios, mas um, deles atacou o papai... ele foi mordido, e atacou a mamãe. Eu fugi pra uma loja, então você me encontrou.

- Sinto muito... como começou tudo, você sabe?

- Sim sim... começou na minha escola, mamãe falou que um homem feio chegou e mordeu uma professora, espalhou para os alunos, e a cidade toda. E seu papai e sua mamãe? — contei a história toda para ela.

- Poxa... que peninha. — ela sorriu para me alegrar, funcionou.

- Jack! Suba! Você tem que ver uma coisa.

Lá vem merda.