Zona De Perigo

12 Ajuda viva (ou não)


Notas iniciais
Me desculpem por não escrever por um tempãao! Espero que gostem desse capitulo!
Abraços,
Victoria

Como sempre, fizemos uma fogueira na praia e esperamos até o sono vir.

Lily tinha um rádio antigo (mais ou menos de 2013, que reliquia!), e colocou um CD de uma tal de Demi Lovato¹. Era uma música lenta, mas com emoção. Me senti num filme de romance, que tipo de uruca a cantora colocava nas palavras?

Alice logo dormiu, o sono chegava em mim também. Peter abraçava Carly enquanto comia um Doritos com molho barbecue. A melhor coisa que nos aconteceu foi ter encontrado aquele super-mercado. Nossa dispensa estava cheia, e nossas barrigas também. Alice se deitou no meu colo e acabou dormindo, depois de alguns minutos levei-a para dentro e ficamos lá fora ouvindo música e esperando².

Decidi entrar e ir para o sótão, pode parecer esquisito isso, mas me sentia seguro lá. Tinham coisas antigas, da época que os humanos não comiam um aos outros. Rádios, televisões de plasma, computadores, tinha tudo lá, empoeirado e velho, um lugar ótimo para pensar.

Fiquei no escuro por um tempo, só a luz da janela entrava por uma pequena fresta da porta. Quando ouvi Alice gritando, e Carly me chamou.

- Jack! Venha aqui! AGORA! — a voz dela parecia urgente, então nem esperei e corri para lá.

Eles estavam parados em frente ao portão com as armas em mãos, Alice chorava no colo do Peter, e adivinha oque estava tentando derrubar o portão? Zumbis, muitos zumbis mesmo.

Fui correndo para dentro pegar minha arma, quando voltei eles tinham subido nas pedras da praia para se proteger, e os zumbis estavam quase derrubando o portão que já estava fraco. Eu atirava enquanto corria, sem nem olhar para qual arma eu peguei. Quando eu estava perto das pedras, uma luz no céu brilhou, fogos de artificios, no outro lado da cidade. Várias cores e luzes, os zumbis olharam para lá e seguiram correndo, eram como atletas mundiais com uma dieta baseada em carne humana.

- Que diabos...? — Lily parecia pasma.

- Por que alguém nos protegeria? Ainda tem alguém?

- Pelo visto sim. Vamos ver? — Peter deu um meio sorriso de felicidade³?

- Pode ser uma armadilha, seus bobões. Vai ver eles querem nos matar e roubar nossa comida.- Lily parecia irritada, como sempre.

- Qual é Lily, seja mais positiva. Vamos nos arrumar e dividir um grupo para ir até lá.

- Grupo? Temos 5 pessoas aqui, e Alice tem menos de 8 anos. — Lily descia da pedra enquanto falava.

- Ela tem razão, eu e Jack vamos até lá, e vocês se trancam no sótão e ficam lá até voltarmos. — Peter parecia sério pela primeira vez na vida.

Aceitamos o plano (menos Lily, ela achava que era suficientemente forte para ir sozinha), e em 20 minutos já estávamos a caminho das luzes. Peter e eu levávamos conosco 3 armas, e uma caixa de munição. Abrindo espaço entre os zumbis, alguns atropelamentos me deixaram enjoado. Chegando lá, vimos um prédio comercial com algumas janelas quebradas, mal parecia que aviam passados só alguns meses. A porta estava trancada, então decidimos subir pela janela quebrada do terceiro andar. Avistamos uma arvore alta o bastante para nos dar uma ''ajudinha''. Eu escalei-a e procurei um galho forte para entrar na janela. Quando avistei-o, percebi uma distancia de mais ou menos um metro entre o galho e a janela.

Consegui pular. Cortei um pouco os braços e a perna pois ainda tinham vestígios de vidro na janela. Na vez de Peter, ele parecia assustado, se apoiou no galho e... caiu. Um belo tombo de costas no chão, ele desmaiou, mas estava vivo, corri escada abaixo pra tentar busca-lo. A porta tinha tabuas e trancas, tentei quebra-las, e apenas umas 2 tábuas foram quebradas... Procurei um machado, e encontrei um, por um milagre, encostado numa porta. Quebrei as trancas e abri a porta, bem a tempo de ver zumbis correndo em direção ao som produzido pelo tombo de Peter. Arrastei-o para dentro, e tranquei a porta, senti o estrondo e a força dos zumbis tentando derrubar a porta.

- Peter, acorde seu grande pedaço de merda — eu dava tapinhas em sua cara — vamos logo, acorde!

- Qual é mãe, você sabe que eu só reprovei uma vez... — ele delirava, talvez o tombo tenha influenciado na sua inteligencia.

- ACORDA SEU IDIOTA!

- Hã? Hum?! Você não é minha mãe, é muito feio pra ser! — ele acordou num pulo.

- Vamos logo, temos que ver quem soltou os fogos de artificio, pode ser amigo, ou não.

- Sabe cara, nunca fui muito bom em pular de árvores.

Eu não respondi, fui subindo as escadas, e pude ouvir os passos de Peter atrás de mim.

- Acho que uma batata pula uma árvore melhor que você. — quis parecer sério, mas dei uma risada disfarçada.

- Qual é... não exagera.

Começamos a rir baixo, até sermos interrompidos por sons do sétimo andar, falas, e um tiro. Encostamos na parede e esperamos qualquer outro sinal de vida.

Nada, decidimos subir mais um andar.

Notas finais
¹ Para os curiosos, a música era Nightingale.
² Não me pergunte oque.
³ Nunca da pra saber se Peter está feliz, ele se parece com aqueles jogadores de futebol americano, só que mais abobado.