Zombie Zone 1ª Temporada
6 Sem Saída
SCOTT
Já haviam se passado trinta minutos desde que se separaram e Scott tinha agora certeza de que nada estava no prédio, as feras que ali poderiam estar, talvez fosse dar uma volta para se alimentar, Scott rezou para que não volta-sem com fome.
Chris a todo momento reclamava de estar ali, o que já estava cansando muito Scott. Desde os vários minutos que ficou com ele queria o mandar embora, mas Chris não teria para onde ir.
– Acho que estamos sozinhos. — observou Finn. — devíamos voltar ?
Scott olhou em volta inseguro, uma coisa era certa, estava procurando duas pessoas. Olhou para Finn com os olhos caídos e já não sabia mais o que fazer.
– Vamos nos encontra com os outros lá em baixo. — respondeu.
Quando estavam descendo as escadas até o térreo do prédio, Scott pensou que nada mais poderia ficar pior. Um mês antes de tudo isso começar, estava sozinho com sua mãe e seu irmão mais novo indo ao supermercado, estava um dia claro e muito alegre se assim for dizer. Mas foi naquele dia que o grande desastre aconteceu. Ajudando sua mãe e seu irmão com as compras, os três foram abordados por cinco homens com capuzes, sabiam que Scott era um policial, a todo momento falando isso, porem o alvo eram sua mãe e irmão, ambos com tiros certeiros na cabeça. O homens encapuzados fugiram levando nada.
Desde aquele dia Scott não queria viver mais. O mundo era um caos. Agora com os zumbis tomando conta do planeta, não sabia se era um castigo do mundo, ou um horror cometido, novamente estava ele lá, não sabia se sua família estava viva ou morta outra vez.
Scott quase tombou da escada.
Finn o segurou.
– Está bem? — perguntou.
Meio tonto Scott tentou se por de pé.
– Estou sim, em formação.
Quando chegaram lá em baixo John e Fred estavam esperando.
– Nada. — falou John a Scott que olhou para uma janela próxima, os zumbis ainda estavam lá esperando a saída deles.
A noite caiu como segundos, não havia como saírem de lá vivos, o prédio estava cercado, Finn colocou tabuas e moveis as portas e janelas para evitar a passagem deles. Sabiam que poderiam entrar a qualquer momento e se fizessem não estariam depois para contar a história. Fred deu um jeito de esquentar um pouco de feijão enlatado com um pouco de arroz que ainda existia no prédio e todos comeram até encher a barriga.
– Sera que Andrew está bem? — perguntou Chris.
– Claro que está, ele é um menino forte, uma explosão daquele nunca iria mata-lo. — Scott levou mais uma colher a boca. — Ainda mais sendo filho do Primeiro Ministro.
– Eu só espero que ele nos agradeça quando salvarmos. — Finn rebateu. — Se for como o pai, acabo com ele.
Alguns riram, Scott não.
Ele se levantou cambaleando lentamente.
– Onde vai? — perguntou John.
– Dar uma volta.
Caminhou até o terceiro andar, onde lá se aproximou de uma janela próxima. O caos rugia lá fora, muitos e muitos estavam cercando a loja, Scott engoliu em seco e fechou as cortinas, caminhou em direção ao um interruptor e ligou a luz. O pequeno quarto, muito velho continha umas pequenas coisas velhas, sofás rasgados, geladeiras apoiadas em tabuas. Scott apenas soube que quem lá morava era muito pobre. Retratos estendiam-se entre as paredes de apenas dois cômodos, uma linda mulher agarrava um homem forte e alto.
– Espero que estejam em boas condições. — murmurou ele.
– Devem estar. — disse uma voz atras.
Scott virou-se e se deparou com Fred a sua frente apoiado com a mão na porta de madeira. Fred era um rapaz até que legal e engraçado, estava na policia cerca de dois meses, era um novato ainda, Scott lembrava das situações em que os mais velhos e experientes faziam com o pobre rapaz, eram mais pelo fato dele ser tão jovem, mas tinha os cabelos espessos muito brancos. Fred tinha uma cara de Bebe para sua idade, vinte e quatro anos, mas naquele garoto tinha coisas a desvendar.
– O que faz aqui? — perguntou Scott num tom nada amigável.
– Nada e você? — respondeu Fred com um largo sorriso no rosto. Scott não respondeu. — Dizem que o mundo fora feito por Deus e que ele acabaria com ele.
Scott o encarrou.
– Não estou a fim de falar sobre religião.
– Não é sobre religião.
– Muito menos de Deus. — Scott rebateu. — acontece o seguinte, o que ele quis esta feito, o mundo esta apodrecendo.
Fred entrou finalmente, não tinha nada a ver falar sobre aquilo que estava acontecendo ligando a Deus, mas Scott sabia que ele protegia ainda a mulher e a filha.
– Entendo. — Fred espiou para fora da janela. — Acredita mesmo nessa furada de que Deus é nossa salvação, de que ele livrara o mundo dos pecados e dos crimes, acreditava que ele era o seu Deus. Bom se ele fosse bom mesmo, iriamos se livrar nós disso, e nós iriamos primeiro, não é assim que aquela bíblia diz?
– Talvez ele nos deu uma nova chance.
– Talvez? — Fred riu. — a pouco tempo aqui em Londres e vejo como o povo daqui é fiel, tão fiel que foi aqui que começou.
Scott explodiu.
– Onde quer chegar?
– No Ministro, se isso responde.
Mais um, os outros o infectaram como imaginava. Essa não Fred logo você, pensou Scott, tinha algo naquele garoto que o fazia se sentir bem, só não sabia o que. Mas que aos poucos estavam perdendo...
– A menos de um ano — Fred começou a tagarelar. — recebi uma convocação do Presidente dos EUA e ele me disse que eu fui intimado a uma missão ultra-secreta, o que achei estranho no começo. Mas eu estava enganado, eu era o único que poderia realizar, tinha que vim aqui para Londres e deixei lá minha família.
Ele é como eu, perdeu a família. Alias qualquer pessoa existente era como ele, tinham perdido pessoas muito próximas. Scott colocou a mão sobre o ombro de Fred.
– Que missão era essa? — perguntou.
Mais antes que ele pude-se responder Scott ouviu um tiro vindo lá de baixo. Ambos se armaram e no mesmo momento uma porta se abriu no quarto onde estavam. Uma mulher saiu de lá de dentro, estava usando camisola rosa, os cabelos loiros tampavam seu rosto — a garota do retrato.
– Achei que disse que eles estavam bem. — sussurrou Scott apontando para a mulher.
– Acho que seu Deus não a poupou de seus pecados. — respondeu Fred também apontando.
Scott não compreendia, revistara o prédio inteiro e nada tinham visto. Aquela mulher era muito silenciosa, se estava morta ou não, não tinham como saber.
– Ei. — chamou Scott. — Você esta bem?
A mulher estava parada olhando para o chão, seus cabelos tremiam contra o chão, quase como um sufoco de se mexerem ao vento. Ela levantou a cabeça lentamente e olhou para eles. De olhos vermelhos a mulher ainda piscava, e ali em seu pescoço uma grande mordida começava a apodrecer.
– Po....por... fav... favor. — sussurrou ela.
Fora tarde de mais.
Um zumbi veio por trás e a agarrou fazendo-os cair no chão fortemente, lá embaixo, Scott ouvira mais um tiro. Quase sem pensar ele disparou duas vezes, uma atingiu em cheio a cabeça da mulher, mas errou o zumbi de raspão que avançou contra ele. Scott, como um insolente travou olhando fixamente para a fera que corria em sua direção, e fechou os olhos como se desse proteção própria. Ao abrir os olhos a criatura estava morta no chão, Fred avia decapitado sua cabeça que rolava a poucos centímetros de seu pé. Scott ganhou forças e a chutou.
– Obrigado. — disse. — Cara o que deu em mim.
– É pressão demais. — Fred guardou a espada que acabara de usar. — A uma coisa que deve saber sobre mim.
– O que? Diga.
– Não sou policial.
– Do que você está falando?
– Em breve... breve... vamos ver o que esta acontecendo lá em baixo.
Fred saiu correndo e Scott o seguiu, pensando o que o Deus desse garoto era? Como ele não era policial se estava agora alistado em Londres, Breve, foram as palavras.
Quando chegaram lá em baixo, encontraram Finn no chão ensanguentado, estava com a mão na perna, John estava ajoelhado ao seu lado dando os primeiro socorros. Havia muito sangue no local, todo espalhado, cerca de cinco das feras estavam mortas. Chris estava segurando uma arma a um canto deitado e todo ensanguentado, mas não era dele, Chris estava chorando.
– Me desculpe, me desculpe, me desculpe. — repetia ele sem parar, as lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Scott correu e se ajoelhou ao lado de Finn.
– O que aconteceu? — perguntou desesperadamente.
– Chris. — gritou Finn. — ele me acertou na perna, ai ai. Não aperta caralho!
– Não foi por mal, ele estava na minha frente. — se explicava Chris.
– Cale a boca seu filho da puta! — Finn estava muito nervoso, suas veias saltavam para fora.
Scott se pôs de pé.
– Chega. — gritou. — Não podemos mais ficar aqui, não sei como, mas o prédio esta cheio deles ou eles estão entrando, temos que dar um fora daqui e agora.
– Para onde iriamos. — perguntou Fred ajudando Chris a se levantar.
– Vamos para o terraço, lá nada a de nos atingir.
Fred ajudou Chris que soluçava, enquanto John e Scott carregavam Finn que já não poderia mais andar. Quando chegaram no terraço, ambos colocaram Finn no chão e John saiu correndo para lacrar a porta por segurança. Scott via que perdia seus homens pouco a pouco e agora sabia que estavam verdadeiramente enrascado, quando olhou para baixo soube realmente que tudo estava acabado.
– Deus. — pensou Scott. — Onde está você agora.
Notas finais
Pesso que não inclue religiaõ a esta fic para não sair insultado...
OBG
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