Zombie Zone 1ª Temporada
7 Destino
JARED
– Abaixe essa arma moleque! — gritou o velho Tom.
Jared abaixou a arma meio se jeito.
– O senhor disse para eu apontar na cabeça. — resmungou Jared.
– Não na minha seu imbecil. — Tom catou com força a arma de Jared.
Tom estava lhe ensinando como usar uma arma, pois sabia que a qualquer momento Jared poderia usa-la, contra zumbis e também contra seus próprios parceiros, caso precise, mas assim que Jared relou na arma já sentiu que a coisa era peculiar, não poderia dar nenhum tiro, se não atrairia meia centena das feras e isso nada poderia melhorar. Mas as horas que ficou com Tom já aprendera o suficiente que um garoto de dezesseis — dezessete talvez — pudesse entender. Jared só tinha a dizer que estava achando tudo isso um máximo.
– Senhor — chamou ele.
– Sim moleque. — respondeu o velho Tom caminhando com as mãos nas costas em direção ao sofá que ainda estava lá, quando sentou olhou lentamente para Jared.
Jared se aproximou mais dele e se sentou no braço do sofá.
– Rubi falou sobre uma explosão e que eu estava lá...
– Estava — Tom olhou fundo para ele. — mais de vinte mil pessoas estava lá.
– Por que senhor?
– Ora bolas, o Primeiro Ministro estava dando uma palavrinha sobre o que estava acontecendo, a febre estava deixando todos acamados. O velho Tom olhou de relance para o teto como se ele estive-se caindo em sua cabeça. — A TV anunciou um atentado terrorista por parte dos EUA, porco antes estavam ameaçando guerra para a Inglaterra, não sabemos o motivo disso, mas acho que o Primeiro Ministro sabia perfeitamente bem e tudo parece estar ligado a ele.
– Seria o apocalipse? Senhor?
O velho Tom ficou um minuto olhando para o nada, talvez estive-se pensando em sua família morta, ou talvez refletindo sobre o que estava acontecendo a sua volta.
– Se você estava lá, devia saber o motivo. — resmungou ele. — Eu por outro lado acompanhei tudo pela TV. — olhou para Jared. — devia ter feito o mesmo meu filho.
– O senhor acha que os meus ferimentos foram causados pela explosão? — Perguntou Jared colocando a mão sobre a mancha roxa em que tomava conta de seu tórax por completo.
– Se esta todo acabado assim... — o velho Tom riu.
Jared ainda não se lembrava de nada, apenas de Natasha, uma menina loira a qual tivera um sonho com ela. Era muito linda e cheirosa — se é que poderia sentir cheiro em sonho, Jared não sabia, mas ela tinha — e também tinha um charme que ele não encontraria em Ellen nem em qualquer outra mulher na face da terra. Estava entrando em um prédio e ele estava se lembrado de ver no sonho o numero e o apartamento.
– O que se passa em sua cabeça moleque. — murmurou o velho.
– Acho que eu me lembro de alguma coisa. — resmungou Jared tentando inutilmente avaliar sua mente. — Uma menina, Natasha, acho, ela tem alguma ligação comigo, sei disso, só que não consigo lembrar.
– Sabe a localização?
– Sei...
– Não esta pensando em ir até lá fora? Esta garoto?
– Eu...
Antes que Jared pude-se respondeu Ellen entrou na loja, vinha do quarto, trazia um prato de comida que dera a Rubi. Jared iria perguntar sobre a garota, mas Ellen olhou de uma forma que ele recuou o olhar. Ellen entrou por uma porta dos fundos, estava chorando já avia mais de três horas e esse tempo todo ficara com a filha no quarto. Jared e Tom não tinha nada o que fazer, Ellen queria ficar a sós com a filha no quarto.
– Ela está péssima. — falou o velho quando Ellen desapareceu pela porta. — Eu encontrei as duas a mais ou menos quatro quadras daqui, Rubi ainda estava em estava bom, Ellen não me disse que estava infectada nem nada, e olhe no que deu.
– Temos que ajuda-la. — disse Jared.
– Nada podemos fazer, garoto.
Ellen voltou pela mesmo porta, sua aparência avia mudado bastante desde que Jared chegara a loja, era ainda mais feia. Ela olhou para os dois com o rosto inchado e todo sujo de sangue e suor, remelas nos olhos tomava conta de tudo e ela nem mesmo se importava em se cuidar.
– Tom. — disse ela, o velho se levantou com as mãos nas costas. — Por favor, arranje-me correntes.
– Correntes. — se perguntou o velho. — Para que você precisa de correntes, minha filha.
Ellen chorou ainda mais, Jared percebeu na hora o que estava se passando, Rubi não viveria mais. Era uma pena saber que uma menininha de sete anos estava acamada e pronta para morrer e Jared não poder fazer nada em relação. Ele colocou a cara sobre as palmas de ambas as mãos, como num consolo dele mesmo, gostara tanto de Rubi. O velho pareceu entender o acaso deu um forte abraço em Ellen que retribuiu com total coragem, tão forte que pareceu que Tom saltou do chão gelado.
– Vou arranjar as correntes. — disse. — eu mesmo farei.
Quando Tom saiu da loja Ellen ficou sozinha com Jared.
Jared prendeu a respiração.
Se ele tinha uma mãe ele não sabia, mas ficava se perguntando se ela estaria como Ellen, procurando por ele, se estive-se viva encontraria ela? Ou mesmo um pai? Jared contemplou o chão, seus olhos se encheram de lágrimas.
– Você tem mãe garoto? — perguntou Ellen caminhando até o sofá.
– Não me lembro. — respondeu Jared baixo demais.
Ellen se sentou no sofá.
– Espero que sim, e que esteja viva.
Jared olhou para ela, esta sorriu e prosseguiu:
– rezo todos os dias para que minha filha sobrevive, após saber que ela está próxima do fim. A dor de uma mãe não é menor que a dor de perder um amigo, um vizinho, um parente distante que nunca conheceu. Quando voçe vive com essa pessoa, você acaba se afeiçoando a ela, amando mais do que qualquer coisa. sua vida muda completamente e você já não sabe o que vai fazer a seguiu. A dor da perda de um filho é capas de deixar uma mãe acabada. Se sua mãe estiver viva Jared, torço para ela o reencontrar e ter seu filho de volta.
Jared ficou sem palavras.
– Sinto muito. — foi o que conseguiu dizer.
– Sente, todos sentem muito. — Ellen acoou o nariz na própria camisa. — Mas nada podem fazer. — olhou para Jared e segurou suas mãos. — Desculpe pelo ocorrido meu jovem, espero que fique tudo bem entre nós. Não estava confiando em ninguém que não fosse o velho Tom.
– Estamos junto nessa. Serio.
Jared não sabia o por que, mas achou lindo o sorriso fraco que Ellen lhe lançou naquele momento.
Quando Tom voltou para a loja com as correntes, todos foram para o quarto de Rubi, ela estava aina mais péssima, embora soube-se o que iriam fazer, olhou nervosa para as corrente nas mãos enrugadas do velho Tom.
– Mamãe. — choramingou ela.
Ellen correu ao seu encontro e abaixou ao lado da filha. Tom envolveu seus pés e mãos e frechou as correntes em seus pulsos e tornozelos lacrando com cadeados fortes. Rubi e Ellen chorava a cada momento. Quando Tom terminou e Rubi estava completamente acorrentada na cama ele se levantou.
– Esta feito, me desculpe Rubi.
A garota olhou para ele com os olhos inchados de medo. Rubi era uma menina meiga e até que bonita, mas a infecção estava tomando conta de seu corpo e a transformando em uma aberração de sete anos de idade.
O velho Tom chamou com a cabeça Ellen até o canto do quarto. Chorando e chorando muito Ellen foi até ele e ambos começaram a conversar muito baixo que Rubi e Jared não conseguiam ouvir. Dava para ver na expressão deles que o papo não estava indo nada bem, Ellen colocou as mãos sobre o rosto inchado e sujo e soltou um soluço. Jared sentou-se na cama de Rubi e puxou seu pequeno rosto a té os deles, não permitiria que uma garotinha vi-se aquela cena que poderia perfeitamente significar seu futuro e talvez sua morte.
– Está bem? — perguntou Jared.
– Acho que sim. — respondeu ela meio cabulando. — Estou muito ruim, não sei o que esta acontecendo com minha cabeça, quero algo que não seja vegetal, fruta...
Carne, pensou Jared consigo mesmo, “É o que ela quer e em breve terá se eu não me afastar”. Jared deu um beijo em sua testa, gelada e quase gosmenta e abraçou a menina com força para que ela se senti-se confortável e bem ali com ele.
– Em breve Ru, você estará em um lugar bem melhor do que esse. — falou Jared ainda agarrado a menina. — Se um dia eu descobrir o culpado por tudo isso, eu mato ele, por você.
A menina soltou um ganido.
– Faria isso por mim?
– Claro que sim. — respondeu confiante Jared.
Tom e Ellen ainda conversavam ao canto do quarto quando de súbito Jared viu o velho Tom tirar de sua cintura uma pistola. Compreendeu na hora o que aquilo queria significar, Ellen o empurrou com toda sua força que ainda tinha.
– NÃO!! — berrou o mais alto que pode. — NÃO, NÃO, NÃO. — e correu em direção a filha.
Jared se levantou as presas para dar espaço a Ellen que se largou no colo da filha.
– Sera bom para ela Ellen. — resmungou Tom.
Ellen olhou para ele.
– Achei que confiava em você velho. Saia daqui e nos deixe em paz. SAIA!!
Ao passar, o velho Tom puxou Jared pelo braço. Jared viu a sineta de Rubi sorrindo para ele “Pobre garota, se eu pude-se fazer algo”. Quando Rubi abraçou a mãe com força, fez Jared sentir que era ele que estava morrendo, não conseguiu ver aquilo por mais tempo. Tom fechou a porta.
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