Zombie Zone 1ª Temporada
8 Telhados
JARED
Era a primeira vez que Jared olhava o céu tão claro assim. Estava com o velho em cima da loja, olhando atentamente as nuvens que ainda se arriscavam sobre a cidade em caos, Jared pode observar a roda gigantesca ao longe, sem se lembra do nome dela, mas que de algum motivo tinha uma forte ligação com ele. Tom estava sentado em uma cadeira de praia com direito a um guarda-sol e uma garrafa de cerveja na mão, de óculos escuro ele levava a garrafa a boca em cada minuto, como se a vida fosse a mil maravilhas.
– Uma doze garoto? — perguntou ele.
– Não, obrigado. — disse ele. — E eu não bebo.
O velho soutou uma das maiores gargalhadas.
– Como pode saber hem. — e riu ainda mais.
Na verdade Tom tinha toda razão mesmo. Jared não sabe que ele é, nem de onde veio nem mesmo sabia por que estava acamado no hospital a qui perto. Tinha uma chance de saber que era, Natasha, sim ela poderia abrir as portas que estavam muito bem fechadas em sua mente, se ao menos tive-se uma maneira de chegar até o prédio em que vira no sonho, tudo estaria uma mil maravilhas, se Natasha tive-se alguma ligação com ele, mesmo estando já morta, poderia pelo menos entrar no prédio e colher informações dela e chegar a uma conclusão final. Mas por enquanto tinha que ficar ali, esperando algo que sabia que não chegaria, tinha que fazer alguma coisa e rápido.
O vento quente batia no rosto magro de Jared e ele foi a berrada do loja, se apoiou na antena ali perto e esticou o pescoço para baixo na esperança de que nada havia ali. Quem sorte nada estava na rua, tudo silencioso, Jared ainda não sabia o que estava fazendo ali o caminho estava mais que livre para ele fugir, em em direção de Natasha. Porem quando pensou nisso, lembrou-se de Rubi e Ellen, elas precisavam dele ali, mesmo para nada, mas tinha que ter alguém em que confiar. Tom era velho, velho mesmo e não podia nem com ele mesmo, se algo acontecer aqui não poderei fazer nada, mas estarei para dar apoio.
– O que estava fazendo garoto? — perguntou Tom olhando por cima do óculos de sol. — Quer se jogar e morrer lá em baixo com as feras.
Jared olhou mais uma vez para baixo, só para ter certeza.
– Não a nada lá em baixo velho. — respondeu.
– É o que pensa. — e riu.
Jared soltou a antena e voltou para onde estava, ao lado de Tom, quando o velho estendeu uma lata de cerveja para ele, não pode recusar novamente, pegou a lata e abriu-a e com apenas uma gole, levou quase metade para dentro. Era estanho a sensação de uma cerveja gelada descendo em sua garganta, era muito bom e também o esfriou-o um pouco, de fato estava precisando daquilo.
– É isso mesmo moleque. — disse o velho Tom. — mande isso para baixo e vai se sentir melhor.
– Se isso cura-se meus ferimentos. — Jared tossiu ao tentar mais uma vez descer tudo goela abaixo.
– Cerveja e mulher. — Tom o encarrou. — São as únicas coisa que confortam um homem nos dias de hoje. Quando minha mulher morreu a dezesseis anos atrás, eu nunca mais me casei, mas não deixava de ir a esses bordeis de estripes e sempre descolava um bom sexo por um bom preço.
– Nunca mais amou alguém? — “Natasha”, pensou, seria? — nunca mais olhou para uma mulher que o deixa-se feliz.
O velho mudou de expressão.
– Bom, sim, mas...
– Mas...
– Ela se chamava Carla, uma linda mulher se for assim me dizer, acontece que fiquei com ela por apenas dois e longos e belos anos. Ela parecia realmente me amar, foi só quando eu sair para trabalhar e ela ficou em casa, cheguei bem mais cedo do que ela esperava, pois havia sido demitido do meu emprego “Você não tem qualidades suficientes, e não pode xingar um cliente” dize meu chefe. Quando eu cheguei em casa encontrei ela na cama com um outro cara mais novo que eu, bem mais novo, não suportei e matei os dois a tiro com uma arma que eu tinha. Sabe era realmente linda a arma que eu...
– Você matou os dois. — Jared não estava acreditando.
– Sim, sim. fiquei apenas cinco anos na cadeia, mas não os deixei serem felizes. — Tom bebeu mais uma garrafa. — Sabe moleque, eu me arrependi bastante em quanto a isso, mas sabe que não podemos mudar o futuro.
Jared terminou de beber e amaçou a latinha com os pés, lutou-a longe para que ele pude-se ver, embora suas forças estive-sem fora de cogitação, a lata conseguiu chegar do outro lado da rua acertando em cheio o prédio em frente abandonado.
– Bom chute garoto, jogava futebol? — perguntou Tom mesmo sabendo que a resposta não chegaria aos seus ouvidos com sentido.
– Não. — disse Jared, ambos olharam um para o outro.
– Como você sabe. — disseram os dois juntos e caíram na gargalhada.
Jared caminhou novamente até a ponta e dessa vez olhou em volta, era estranho ver essa cidade tão deserta como estava, jornais voavam pelos asfaltos a cada esquina e carros dilacerados contra murros ou em outros carros. “Onde vocês estão” se perguntou. “Alguém ainda está vivo e chamando a atenção deles”. Olhou em volta e nada a vista. “Tem mais alguém vivo nestas ruas, isso certeza”.
– O que é isso em suas costas moleque? — gritou o velho para ele.
Jared tentou com esforço olhar para suas costas, mas era ridículo, não iria conseguiu tão facilmente. Jared levou as mão a camisa e arrancou-a, puxando a pele das costa tentando ver.
– Pelo Deus... — o velho se levantou lentamente. — Que diabos é isso em suas costas?
– O que tem ai. me fale!
Tom avaliou as costas de Jared e sua expressão não era nada agradável, Jared olhou para sua barriga magra, estava completamente roxa ainda e dolorida. Mas suas costas estavam normais pelo que sentia, quando Tom tocou nela uma ardência o encheu que quando percebeu Jared estava de joelhos no chão.
– Ai, ai ,ai. — resmungava. — Arde, arde muito.
– Não acredito. — Tom se afastou lentamente. — você disse que ninguém avia ter mordido o arranhado.
– Como eu iria saber, ei espere um minuto.
Jared caiu lentamente para o chão, não é possível, não, não, não, não.
– Você... Você. — o velho não estava acreditando.
Jared levantou-se por fim.
– Eu estou infectado? — perguntou ele, não se lembrava de ninguém te-lo, mordido ou arranhado, seria que Rubi passou para ele quando Jared se sentou em sua cama e lhe deu um beijo e abraço, não seria possível. — EU ESTOU?? — gritou.
O velho pôs a mão na boca.
– Não, não eu... — se engasgou.
– Como assim. — Jared não estava entendendo, estava infectado ou não?
– Nunca viu algo assim. — o velho Tom tomou mais um gole. — Acho que você... você... você...
Não, queria gritar Jared,mas atrairia muito das feras. “Não, não quero morrer, não agora, eu nem me casei, não tive filhos, sempre quis ter um filho com o nome de Andrew,não sei por que mais sempre”, Jared se ajoelhou.
– Estou ferrado não estou. — disse Jared com as mãos no rosto. — não acredito.
Tom o olhou de relance e caiu na gargalhada. Como pode rir em uma situação dessas? Jared franziu a testa enquanto o velho caia para o chão com a mão na barriga.
– Tinha que ver a sua cara hahahaha. — e rolava de uma lado para o outro babando de tanto rir.
– Não achei graça. — Jared se levantou e observou o velho e bobo e trouxa e doido e sem graça Tom rodando para cá e para lá. — Se quer saber de uma coisa, não achei nenhuma graça nisso.
Quando o velho parou de rir se levantou.
– Deixe-me ver essas costas. — Jared se ajoelhou enquanto Tom observava suas costa. “Velho idiota, como pode fazer isso? Brincadeiras tem limites e a minha paciência também e esta chegou ao fim”. — Parece que essa mancha roxa está tomando controle nas suas costas também, por isso deve tar ardendo, precisa de uma médico rápido moleque e não. Você não pode estar infectado, tinha que ver a sua cara haha...
Jared se levantou as presas e vestiu novamente a camisa, Tom era um velho bacana.
– Não achei graça. — repetiu.
– Mais eu sim. — riu Tom. — as pessoas dever rir de vez em quando meu caro, uma pouco de risada e sacanagem com outras pessoas sempre deixa nós felizes... e espere um pouco — Tom se aproximou da ponta da loja e colocou as mãos para proteger do sol e ver mais adiante. — Está vendo aquilo moleque.
Jared se aproximou também e por um tempo a piada tinha desaparecido, Jared franziu a testa e observou e soube na hora o por que os zumbis não estavam por perto e por que estavam se reunindo. Lá longe, em cima de um prédio, homens da policia de Londres estavam se enfrentando, um deles apontava a arma para um homem a sua frente desarmado que tentava faze-lo abaixar a arma do companheiro. O homem que segurava a arma estava indo lentamente para trás em direção a boca do inferno, onde talvez as feras estive-sem lá em baixo para esperá-lo.
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