Notas iniciais
Ponto de Vista de Sarah...
Uma garota que mora também em Londres, uma menina de 17 anos.

Sarah

Sarah lutava para se manter... viva!

Já sem folego, a garota batia freneticamente os braços e as pernas para tentar chegar a superfície, seus pulmões berravam a pedido de ar, já não sabia mais se iria aguentar a barra... Sarah estava morrendo.

Quando sua cabeça surgiu a cima do limite do mar, seus pulmões se encheram novamente de ar e vida e Sarah soube que teria mais um dia de vida. Olhou para todos os lados a procura de sobreviventes, não poderia ela apenas ter sobrevivido,mas não ainda não lutar não sairia dali viva, as feras estavam naquele barco, Como? Foram revistados, todos eles e mesmo assim acabaram com o seu barco, não era possível.

– Gary! — gritou para o nada. — Gary.

Poucos segundos depois, uma cabeça surge em meio ao mar. Um garoto aparentemente de sua idade vinha em direção a ela,nadando bravamente como uma sereia viria ao seu encontro, se é que Gary uma vez pensou em ser sereia.

– Sarah você está bem, cadê o Jason! — ele olhou para Sarah como se o sumiço de Jason fosse a pior coisa do mundo. — Não, não não... JASON!!!

Mas logo o rapaz emergiu das águas escuras do oceano.

– Gary... aqui... Sarah. — de longe Jason gritava nadando ao encontro deles, quando chegou logo abraçou Gary muito forte. — Achei que estava morto, Gary, nunca mais afaste-se de mim, entendeu. Que bom que não fizeram nada de mal a você.

Sarah, mesmo sabendo de tudo odiava ver os dois daquela maneira. Olhou em volta e nada via exceto água. Foi o maldito do bêbado, tinha de ser ele...

– O que aconteceu naquela cabine? — perguntou Sarah a Jason.

O garoto tomou folego.

– O bêbado que deixamos entrar com o casal, ele... ele estava infectado, não pude fazer nada... Mansa teve que fazer isso ou todos nos poderia-mos estar mortos... Não encontrou mais ninguém?

Dala, Chett, Matt, Rachel, Ryan, Damon e a velha Hana. Todos... todos estavam mortos, os três eram os únicos sobreviventes do Coroa da Rainha Doce. Sarah queria chorar, seus amigos, seus verdadeiros amigos estavam agora mortos e ela ficou com apenas os dois, um que a odeia e o outro que ela ama, mas que não faz ideia sobre isso. Sarah queria voltar no tempo, onde com os pais estaria sorrindo, mas elas também estavam mortos e não havia mais nada o que fazer.

– Não. — respondeu ela. — Não encontrei ninguém, vocês foram os primeiros.

Depois disso, Sarah não ouviu som nenhum vindo dos meninos.

Não demorou muito para que a sorte os poupa-sem. Um pequeno barco flutuava a frente deles voltando para Londres... Não, para lá não. Os três ergueram os braços e tomaram forças e fôlegos para gritarem e logo o barco parou e um homem surgiu com um grande sorriso no rosto.

– Ora, ora. — disse o dono da Assas Douradas. — Subam a bordo, jovens, só espero que não estejam assim, como diz mesmo em Londres agora... hum... acamados?

– Estamos limpos. — Sarah quase implorou. — Por favor nos ajude.

– Para um rostinho lindo como o seu, faço essa cortesia. -ele estendeu a mão para Sarah e a puxou para cima. O homem pareceu não ver que haviam mais em alto mar.

– Ei, ei, ei. — berrou Gary. — e nos aqui, faça-me um favor e nos puche para cima.

O homem agachou e olhou nos olhos do menino em que uma vez Sarah amou.

– E o que eu ganharia com isso? menino.

– Nos deixaria morrer?

– Poço tentar...

– Olhe só seu...

–Gary. — Jason o interrompeu. — Olha senhor, só queremos um lugar até terra firme, se é de volta para Londres que o senhor navega, podemos voltar com você... podemos fazer companhia até lá.

O homem sorriu e olhou para Gary.

Viu, menino, seu amigo aqui tem senso de humor. — e riu bem alto. — mas acho que nada feito, já ganhei uma ótima companhia...

Sarah sentiu sua pele arder.

– Não. — gritou. — quero dizer, por favor senhor, esses dois, são meus amigos, por favor deixe eles entrarem...

O homem olhou para Sarah e assentiu.

– Tudo bem, já que são amigos, mas escutem bem. Não aceito qualquer besteira que fizerem no meu barco, serão jogados novamente no mar.

Horas depois Sarah estava sentada tomando chocolate quente que o senhor se nomeara Ruffles fizera para ela, era um nome conhecido, como o do salgadinho de batata ondulada que ela adorava, mas pensando bem... talvez aquelas batatas nem fossem assim tão boas...

Achou que não tinha se afastado do litoral tanto assim, pois o barco nunca chegava. Gary estava dormindo no colo de Jason, sacana, Jason alisava os cabelos com as mãos e olhava pela janela as estrelas no céu, sua outra mão acariciava os cabelos negros de Gary que já não os sentia mais.

Jason era encantador, Sarah não se dera conta de quando começou a gostar dele. Sarah tinha 17 anos de idade e Jason 21.Tinha um rosto perfeito, seus lábios eram carnudos e tinha uma barba feita que faziam seu rosto inspirar-se na perfeição, seus cabelos eram louros e belos, lisos e sedosos, seus olhos penetravam na alma quando ele encarrava... mas tudo isso ela avia perdido quando Jason simplesmente preferiu escolhe Gary.

Sarah conhecera Gary desde pequena, sempre estudaram jundo, do jardim de infância ao ensino médio, e fora para ele quem ela primeiramente se apaixonou. Um menino alto e esbelto, olhos verdes e um corpo perfeito. Seus cabelos negros rodeavam na sua cabeça que as vezes escondiam seus olhos. Gary fora muito companheiro para Sarah, mas quando finalmente em seus 13 anos, Gary beijou um tal de Brain na boca e todos ficaram sabendo do que ele era realmente. Depois disso, Gary nunca mais foi o mesmo com ela.

Agora ali em sua frente, Gary avia apresentado Jason e Sarah não havia como não resistir aquela tentação, Jason era o homem de sua vida. Sua mãe a alertara de que isso poderia acontecer, mas Sarah sabia que se fize-se alguma coisa, poderia magoar muito Gary que fora um dia seu amado e da família.

– Como o mundo mudou não é mesmo? — Jason mantinha a visão longe. — Tudo está diferente.

– Meu pai me falou que tudo iria mudar. — Sarah desviou o olhar de Jason quando ele olhou para ela. — Só não me disse que era para pior.

Jason voltou a olhar para as estrelas.

– Acho que ele não fazia ideia.

– Ele vivia falando que tinha previsões, não acho que seja verdade, mas ... era meu pai.

– Sinto muito.

– Sei que sente

– Devo ser chato né? Vivo me esquecendo sobre sua família que as vezes até acho que a minha também não foi.

Sarah ficou pasma.

– Nunca me disse sobre sua família.

Jason acariciou os cabelos de Gary novamente.

– Prefiro não tocar nesse assunto.

Gary abriu os olhos e se levantou rapidamente, parecia acordar de uma pesadelo, olhou para a cabine do barco e pareceu se acalmar.

– Já chegamos? — perguntou.

– Não. — respondeu Sarah.

Gary olhou para Jason e depois para Sarah.

– Interrompi algo?

Jason olhou para Sarah sorrindo.

– Não- disse ele. — Sarah e eu só estava-mos batendo um bapo, nada mais... sério Gary.

Ele levantou.

– Tive um sonho e ele não foi bem isso que vocês falaram.

Jason se lavantou também. Nunca o vira tão vermelho daquela forma, o menino passou por eles.

– Vou falar com Ruffles. — e saiu.

Gary se aproximou de Sarah quando Jason fechou a porta. Ele ficou vermelho, pensou Sarah, ele se importa. Mas Gary não. O menino que uma vez amor estava com a face dura e fria, se aproximou o suficiente para a prensar na parede do barco.

– Escute. — susurrou em seu ouvido. — Jason nuca vai cair em seus truques querida, ele é meu e apenas isso.

– Gary eu nunca.

– Fique avisada Sarah, sou sim seu amigo, mas isso não aturarei, sei como olha para ele, esse seu truque de família e tal não vai servir...

– Me escute.

– Se chegar perto dele... eu a mato.